Burning Red

5 Como é que é? - Parte II


Anteriormente em "Burning Red"

Acordei atônita e suada por causa do sono. Comecei a olhar em volta e um moço veio me atender.

– Bem Vinda ao Acampamento Meio Sangue.

– Como é que é?

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- O Acampamento Meio-Sangue, oras. O lugar onde semideuses, sátiros e ninfas vivem, juntamente com o Sr. D e Quíron, que você vai conhecer agora, depois de se trocar. — Ele pegou uma bolsa que reconheci ser minha e me entregou e apontou para uma porta, onde achei que seria um lugar para eu me trocar.

Entrei, tirei a camisola hospitalar e troquei em 5 minutos. Dobrei minha roupa e a deixei em cima da cama em que estava. Segui o garoto, que demorei a entender que ele era um sátiro, até uma grande casa azul, com varanda.

Na varanda, estava um adulto e meio. O adulto, vestia-se bizarramente: camiseta roxa de leopardo, tênis esportivo e seus cabelos eram tão pretos que parecia ser roxo. O "meio" era um homem corpulento, de cabelos grisalhos e parte traseira de um corsel branco.

- Ora, se não é Zaraméia Strudel. Seja Bem-Vinda, blá blá blá... — O cara da blusa bizarra disse, sem tirar os olhos das cartas que jogavam, junto com o centauro e com duas mãos invisíveis.

- É Amélia Stryder, senhor. — Disse ríspida, com os punhos cerrados.

- Vamos, Dionísio, seja educado com a criança. — O centauro disse. — Prazer, sou Quíron. E este é o Sr. D.

- Prazer, Quíron. Sr. D. — Disse, tentando ao máximo, mostrar-me agradável. — O.K. Chega de lenga-lenga. 1º o quê eu faço aqui? 2º porquê eu tô aqui? 3º eu quero sair daqui! Não quero ficar ao lado dessas pessoas que eu não gosto, não quero conhecer e muito menos conviver com elas!

- Uou, finalmente alguém que me entenda. — O cara de cabelo roxo disse, estendendo a mão para fazer um Hi5. Toquei sorrindo, e me dirigi novamente ao bunda de cavalo.

- Você não vai embora. Se for, vai morrer. — Ele disse, cavalgando para frente.

- Dane-se. — Saí correndo daquele lugar, brava. Não sabia para aonde estava indo, somente que esbarrei em uma garota pink. - Está cega, ou a sua maquiagem de bozo te atrapalhou?

- Olha quem fala, punk. — Ela saiu andando de nariz empinado e fiquei tentada a socar a cara de palhaça dela. Imbecil. Pensei comigo mesma.

Avistei um chalé que me atraiu: O chalé é de um vermelho-vivo mal pintado, o chalé tem seu telhado forrado de arame farpado, com uma cabeça de javali empalhada acima da porta central. Espadas e facões foram entalhados no mármore escuro e decoram as paredes do lugar. Eu tinha quase certeza de que dentro do chalé tocava Bat Country do Avenged Sevenfold.

- O quê você tá olhando? — Uma voz grave disse atrás de mim. Virei-me e me deparei com um garoto musculoso e corpulento. Alto, tinha cabelos bem curtos e um sorriso malvado no rosto. Segurava uma espada imensa numa mão, e na outra segurava um escudo amassado.

- Estava apreciando a música. — Sorri diabolicamente. Sua blusa laranja do Acampamento estava suada e ele ofegava de segundos à segundos.

- Você curte Avenged Sevenfold? — Perguntou, passando o peso do corpo pra uma perna de cada vez.

- Minha banda favorita, não atrás de AC/DC. — Ele sorriu e passou o braço em meus ombros. — Estava lutando?

- Sim. Infelizmente fiz um corte no pulso. — Ele me mostrou o corte não tão profundo. — O infeliz do filho de Apolo teve sorte. Me distraiu.

- Distração. A melhor tática para se vencer o inimigo. O quê houve?

- Ele me fez ficar de costas para ele, e depois quase me matou. Vai ter vingança.

- Uma dica? Nunca vire de costas pro seu inimigo. — Tirei seu braço de meu ombro e tentei sair dali, mas ele foi mais rápido, me trazendo para perto de seu corpo.

- Qual seu nome, Marrenta?

- Amélia Stryder. E você, Vingador? — Perguntei, rindo levemente.

- Chay Forbes. — Ele me beijou na bochecha e eu grunhi. — Odeia contato físico. Mais uma coisa em comum.

- Imbecil. — Rimos. De rabo de olho, pude ver Connor passando por perto, e rosnando baixo. Baixei a cabeça.

Uma som de concha soou ao longe e Chay sussurrou (lê-se gritou) no meu ouvido: — ALMOÇO!

- Caralho, Chay. Eu não sou surda, porra. — Reclamei e indo em direção ao lugar onde todos estavam indo. Até onde me lembrava, tive de me sentar na mesa de Hermes, ficando com metade do traseiro para fora do banco e sendo acotovelada por esses bárbaros.

Pedi um pedaço de lasanha e um pouco de Coca-Cola. Fiz a oferenda e pedi silenciosamente: "Quem quer que seja meu pai, me reclame."

Sentei-me na mesa rapidamente, me dando o direito de não ficar com o traseiro novamente de fora. Mas, por obra do destino, um maldito filho de Hermes me empurrou e eu caí de cara no chão.

- Seu imbecil, está cego por acaso? Eu estava sentada, seu mané. — Mal terminei de falar, pude ver todos olhando para algo acima de minha cabeça. Era uma lança e um escudo.

- Salve Amélia Stryder, filha de Ares, deus da Guerra. — Quíron disse. Olhei para Connor e ele me encarava com uma cara "que enrascada me meti?''.

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.