Burning Red

11 Capítulo 11: Valência - Parte II


Notas iniciais
N/A: Oi, babies! Aqui está mais um cap de BR! Vamos ver o que os nossos putos preferidos aprontaram. Hahahaha' Enjoy it.

Valência – Parte II

Não há nada mais perigoso que um garoto com charme

Ele é de parar o trânsito, faz minha calcinha cair

(Christina Aguilera — Candyman)

Valência, Espanha – Catedral de Valência

11h24min

Localizada na Plaza de la Virgen ficava a bela basílica metropolitana. Construída primeiramente em 1262 com estilos gótico e barroco, a obra era imensa e ostentava uma magnificência tipicamente espanhola e média. Era lindo e imenso e parecia que Edward, Bella e Jane foram teletransportados para algum universo paralelo cheio de castelos de pedra.

E muitos afirmavam que exatamente aquela catedral era verdadeiro abrigo do Cálice Sagrado.

– Você acha que o Santo Graal está realmente aqui? – O britânico perguntou suavemente, seus olhos admirados demais pela estrutura da igreja enquanto caminhavam pelos ambientes.

– Eu não faço ideia – A morena deu de ombros com uma risadinha. – Alguns dizem que é o lugar mais provável, mas meus sentidos de Dan Brown dizem que está no Louvre.

– Acho que tem alguém lendo muito O Código da Vinci... – A loura passou toda travessa pelo casal, tirando fotos com a máquina do londrino.

– O que posso dizer? Sou uma fã! – Defendeu-se ao rir, sendo seguida pelos outros dois.

– Mas sério, pra mim ele foi sepultado junto do corpo de Jesus Cristo – Edwardcomentou, admirando distraidamente a bela cúpula.

– Pode ser...

– Quanto mistério! Vamos procurar essa budega agora! – Jane jogou as mãos para cima, andando até a sacristia.

– Ficou maluca, loira? – A amiga riu ao pegá-la de jeito pelo braço e a fazer sentar sobre o banco de madeira. – Agora fica quietinha aí sem dar um pio.

– Ok, mãe – Ela revirou os olhos e apenas sobrou para os outros dois rirem.

Valência, Espanha – Jardín del Turia

12h18min

– Edward Cullen, pra quê essa cerimônia toda? – Bella indagou risonha; sua visão tapada pelo rapaz que a conduzia para algum lugar.

– Que apressada, estamos quase lá – respondeu divertido, finalmente parando. – E... chegamos.

Assim que ele tirou as mãos dos olhos da garota, ela se espantou. Debaixo de uma das tantas árvores do parque da cidade, coberto por grama, pessoas brincando e caminhando e com uma espécie de castelo ao longe, havia um lençol quadriculado e uma linda cesta de piquenique.

– Você fez isso? – questionou sem desviar o olhar da coisa mais fofa que já haviam feito para ela.

– Rosalie e Jane tiveram mais créditos do que eu, mas a ideia foi minha – murmurou com um sorriso, beijando a bochecha rosada da americana enquanto à puxava para o pequeno almoço.

– Que lindo, Edward, obrigada! – Ela sorriu assim que finalmente recobrou as palavras e se sentaram, virando-se para ele. – Isso foi muito fofo!

E quando ele rolou os olhos, ela o puxou para um beijinho delicioso nos lábios.

– Agora vamos comer que eu estou morrendo de fome!

Pães, sanduíches, sucos e alguns biscoitos depois, Bella sorria ao receber um delicioso morango em seus lábios.

– Hmmm... Que gostoso. – Suspirou com o sabor tão doce, fazendo o fotógrafo controlar uma pequena e gostosa perturbação em seu corpo.

– Isabella Swan e morangos é realmente algo que mexe com partes inapropriadas da minha anatomia – ele comentou com a diversão brilhando em suas íris azuladas e a garota gargalhou alto.

– Que frase mais imprópria para se dizer a uma garota! – provocou com um sorriso, recebendo um sorriso de volta à medida que ele deitava a cabeça em seu colo.

– Peço perdão, milady.

– Assanhado – murmurou convencida, deslizando os dedos nos fios de um castanho claro e tão macio, admirando o céu azul no dia tão lindo e ensolarado. – O que você acha que é aquela nuvem? Parece o Elvis tocando trompete.

– O quê? – Ele gargalhou. – É um palhaço fazendo cocô, B!

– Claro que não! É o Elvis. Provavelmente deve estar cantando Teddy Bear pra Marilyn Monroe.

– Com certeza está – Riu novamente, erguendo-se até estar com seu nariz pertinho do rosto da jovem. – Você é estranha.

– Eu sou estranha? – Rolou os olhos, escondendo o riso. – Você viu um palhaço fazendo cocô quando claramente era Elvis tocando trompete!

– Estamos sensíveis hoje – murmurou contra os lábios rosados e sedentos.

– Só não mexa com meu cantor predileto.

E ela fez um beicinho tão fofinho que Edward não resistiu, puxando-a para um beijo especialmente saboroso com gosto de morangos.

– Mas se sempre que você mexer for terminar assim, pode fazer quando quiser. – falou ofegante, grudado os dedos em seus cabelos antes de beijá-lo outra vez, fazendo-o rir.

Valência, Espanha – Propriedade da família McCarty

14h53min

O forno tinha acabado de apitar quando a escritora colocou os cookies em uma tigela e levou para a sala de estar, colocando em cima da mesinha de centro ao se acomodar ao lado do britânico no sofá.

– Escolheu o filme?

The Philadelphia Story – Sorriu, mexendo as sobrancelhas sugestivamente.

– Ah, eu adoro!

– Na verdade foi o único que encontrei, mas ele é bom – Fez a garota rir, apertando o play e deixando o filme antigo em preto e branco começar a rodar.

Os dois estavam sozinhos na enorme casa já que Jane havia aceitado o convite de uma garota para almoçar à medida que Emm e Rosalie passavam o dia em algum dos museus de Valência.

– Só dá encrenca esse filme inteiro, cara! – O inglês gargalhou quando viu a personagem da Katharine Hepburn inventar mais uma mentira no meio da história.

– É uma das melhoras comédias antigas, acho que só perde pra Quanto Mais Quente Melhor! – Bella riu, dando uma mordida no biscoito.

– É verdade! Minha mãe ama esse filme – ele disse ao fitar a morena, que sorria toda linda olhando para a tela plana.

– Eu também.

E na cena, Mike carregava uma Tracy bêbada no colo, à noite pelo jardim, cantarolando todo atrapalhado uma canção que a jovem começou a sussurrar junto.

“Somewhere over the rainbow, way up high… All the dreams that you dream of once in a lullaby…”.

O londrino continuou a admirando, vendo-a cantarolar toda distraída com a comédia romântica e a voz tão doce murmurando junto...

“Somewhere over the rainbow, blue birds fly… All the dreams that you dream of, dreams really do come true…”.

O Mágico de Oz – ele sussurrou hipnotizado, vendo-a olhar surpresa para ele, deliciando-se logo em seguida.

– De 1939 – respondeu baixinho, admirando os olhos cinza azulados tão de perto. – Às vezes eu concordo com a Dorothy que não há lugar como o nosso lar, mas...

– Mas...?

– Às vezes o que faz o nosso lar são as pessoas, não o lugar.

– E onde você acha que está o seu lar agora? – perguntou ao se aproximar ainda mais, encostando seus narizes e olhando-se profundamente.

Ela sorriu.

– Bem aqui.

E ele não esperou nem um segundo a mais, entrelaçando seus dedos nos fios acobreados da romancista e beijando-a com fulgor. Ela gemeu ao sentir a língua do rapaz acariciar deliciosamente a sua, deixando um rastro quente de vontade e desejo que simplesmente a enlouqueceu, fazendo-a empurrá-lo cuidadosamente no sofá e se deitar sobre o corpo forte e definido.

As mãos do Edward escorregaram maliciosamente rumo ao sul, apertando a cintura e, então, os quadris sob os jeans. A morena, no entanto, acariciava o rosto com uma suave barba por fazer, deslizando pelo peito musculoso e sentindo um coração bater forte ali. E ela sorriu quando aprofundou ainda mais o beijo e os dedos do londrino apertaram seu traseiro, indo de encontro ao volume delirante contra o tecido da calça.

– Edward... – ela sussurrou nos lábios sedentos, sentindo seu baixo ventre encontrando deliciosamente sua ereção. – Merda...

Ele sorriu, aproveitando que o sofá era espaçoso o suficiente para trocar de posição e deixar a californiana exatamente embaixo de seu corpo.

– Você é tão irresistível... – Ofegou em sua orelha, sugando a pele sensível e a fazendo gemer e puxar os cabelos da nuca do jovem.

– Porra, Edward, me beija – ordenou entre arquejos, vendo um maldito e lindo sorrisinho nos lábios rosados antes de grudá-los aos seus, movimentando-se com anseio e força e um desejo que a fez questionar como conseguira ficar tanto tempo sem ter os beijos daquele homem.

Ele apertou a cintura fina torturantemente em uma pegada maravilhosa, subindo suas mãos até os seios pequenos e tão excitados da garota. E quando as línguas dos dois se tocaram com fervor, os longos dedos circularam e apertaram a pele firme entre o sutiã, ganhando um gemido de ambos.

As pequenas mãos da americana alcançaram a barra da camiseta do fotógrafo, arrancando-a para cima e a fazendo sentir o calor daquele abdômen delirante contra a sua blusinha. E não demorou muito para ela também ser atirada pela sala por um Edward empolgado e fodidamente excitado com aqueles seios absolutamente perfeitos emoldurados por um sutiã preto.

– Merda, Bella, eu amo os seus peitos – murmurou divertido, arrancando uma gargalhada deliciosa da morena que apenas foi interrompida por outro beijo molhado e quente como o inferno.

E ao sentir o calor de suas peles praticamente nuas se tocando foi como ser Ícaro voando perto demais do Sol. Era perigosamente excitante, principalmente quando a garota rodeou suas pernas entre os quadris do inglês e o volume de sua calça acariciou deliciosamente seu baixo ventre outra vez.

As mãos da romancista caminhavam como chamas pelos ombros largos, o peito definido, as costas fortes e o abdômen maravilhoso que apenas Edward possuía, apertando seus cabelos outra vez e pressionando ainda mais suas bocas entreabertas e sufocantemente à procura uma da outra. Os dedos maliciosos de mãos quentes do londrino massageavam os seios durinhos e que cabiam perfeitamente em cada uma de suas pegadas, descendo pela cintura, apertando os quadris, a bunda e subindo para o rosto alvo e macio como veludo daquela mulher tão sensual sem ao menos tentar.

Ele descolou seus lábios ofegantes, beijando a mandíbula, demorando-se no pescoço que cheirava a fodidos morangos que mexiam com seu membro pulsante contra seu jeans. E ele mordeu a pele sensível e tão clara, fazendo-a gemer em um tom audível e apertar sua nuca ao sugar a jugular e descer a pequena trilha até o vale entre os deliciosos seios, beijando a curva tão delicada e que fez sua ereção doer de desejo.

– Meu Deus, senti cheiro de cookies, cheiro de cookies! – Uma voz soou da porta da frente e Edward e Bella arregalaram os olhos.

– Puta merda! – ela murmurou ao se virar e fazer os dois irem de encontro ao chão, caindo sobre o peito forte do britânico.

A escritora levantou rapidamente seu tronco, ficando sentada no colo do homem ao avistar Jane a olhando desconfiadamente uns metros atrás do sofá.

– O que você está fazendo aí?

– Nada. – O fotógrafo e ela responderam ao mesmo tempo assim que ele também se sentou e viu a loura.

– Ah, meu Deus! Vocês estavam transando! – ela exclamou com uma expressão malditamente surpresa e risonha, fitando os dois.

– O quê? Claro que não! – Bella se fingiu de desentendida, saindo do colo do britânico e se sentando no sofá.

– Então cadê sua roupa...? – cantarolou com uma cara safada, fazendo Edward rir e a morena arregalar os olhos outra vez, colocando sua blusinha que estava jogada no carpete.

– Merdaaaa!

– Seus safados! – A loura gargalhou, indo pra cozinha. – Podem brincar de fazer filhinhos aí, eu só vim atrás de cookies.

Assim que ficaram novamente sozinhos, a escritora olhou para a cara do fotógrafo, rindo logo depois.

– Somos muito sortudos, socorro – ela comentou irônica, terminando de colocar sua roupa assim como o rapaz.

– Definitivamente muito sortudos – concordou com uma risada, sendo interrompido por uma Jane que correu de volta até a sala.

– Gente, cadê os cookies? – perguntou desesperada.

Cookies?

– É, os cookies que vim pegar!

– Er... – A morena olhou culpada para a tigela vazia por um segundo, voltando a encarar a amiga. – Acabaram.

– Sem cookies? – Os enormes olhos azuis ficaram marejados enquanto os lábios se repuxavam em um beicinho choroso.

Edward e Bella se entreolharam, prontos para segurar um riso.

Valência, Espanha – Vinícola Toro Loco

18h45min

Os cinco amigos caminhavam tranquilos enquanto degustavam um vinho delicioso da região. A vinícola era pequena e construída de madeira, mas o vinhedo era belíssimo e imenso. O sol já baixo iluminava ainda mais a grama por toda a plantação e as inúmeras plantas sacudiam suas folhagens ao longo de tantas fileiras com vários cachos da fruta. Os montes e as serras ao longe eram a peças finais para uma paisagem adoravelmente deslumbrante.

– Esse vinho é muito bom. Uau! – Rosalie comentou enquanto bebericava um gole de sua taça. Ela caminhava ao lado de Emmett que carregava a outra loura nas costas; os outros dois pombinhos andavam de mãos dadas.

– É mesmo – O fotógrafo concordou. – É um dos vinhos baratos que se sobressai entre tantos caríssimos, já ganhou prêmios e tudo.

– Só não entendo porque as garrafas têm que ficar na horizontal e não na vertical como qualquer outra bebida – Jane disse ao franzir as sobrancelhas.

– Fica na horizontal pro vinho entrar em contato com a rolha – ele explicou, sorrindo pra maluca que fazia caretas sem o ator ver. – É ela que potencializa a vedação e não deixa ficar tão ácido já que impede o contato da bebida com o ar. Mas depois que a garrafa já tiver sido aberta, ela deve ficar na vertical pra que não contamine e tudo mais.

– Olha só! – A lourinha falou com uma expressão de reflexão. – Ia morrer sem saber!

Todo mundo riu e logo ela começou a correr e a dizer que faria alguma oferenda ao Dionísio, porque ele era o deus do vinho e precisava ficar bêbado com classe. Emmett e Rosalie recolhiam uma uva e outra e ficavam cheios de gayzisses e beijinhos.

– Onde aprendeu tanto sobre vinho? – Bella questionou com um sorriso; a luz do Sol se pondo deixando seus olhos ainda mais verdes e cristalinos.

– Eu vinha pra cá com o Emm quando éramos garotos e eu ficava curioso pra saber sobre essas coisas... – Ele deu de ombros com um riso suave, parando ao ficar de frente à jovem.

– Hmm... – Mordeu os lábios ao lançar um olhar cheio de intenções. – E você sabe degustar um bom vinho?

– Eu tento – replicou confuso, curioso para saber o que ela pensava.

– Então que tal... – ela começou a dizer, acidentalmente ou não, derramando algumas gotinhas da bebida em seu pescoço.

Edward umedeceu os lábios assim que visualizou os pingos deslizarem carinhosamente através da pele tão alva, descendo para o decote nos pequenos seios.

Ops... – murmurou com um sorrisinho travesso, deixando mais uma gota ou duas saltarem sensualmente em seu colo novamente. – Acho que eu tenho que limpar essa bagunça.

– Oh, eu faço isso – Ele sorriu divertidamente, colocando uma de suas mãos na cintura esbelta à medida que a outra encontrava a nuca da escritora, afastando seu pescoço como um vampiro sedento ao, finalmente, deixar seus lábios e sua língua sugarem o vinho ainda mais delicioso contra a tez doce e viciante.

A romancista mordeu novamente sua boca para conter um gemido bem ali, acariciando os cabelos do britânico antes de olhá-lo novamente nas íris azuis e desejosas, roubando-lhe um beijo com sabor de Isabella Swan e uva recém-colhida.

– Você é uma garota irresistivelmente deliciosa, milady – murmurou deliciado e com um leve sorriso contra os lábios carnudos, fitando os olhos verdes hipnotizantes e maliciosos.

– O elogio me apetece, milorde – Sorriu de volta, acariciando sua mandíbula antes de depositar outro beijo em sua boca.

E quando os dois se separaram com sorrisinhos marotos, uma Jane esbarrou propositalmente na amiga e derrubou sua taça de vinho ao longo de toda a sua regata.

– Opa! – Ela falou com um sorriso sapeca ao ouvir risadas e receber um olhar “foda-se, mais uma arte da Jay”. – Não brigue comigo, na verdade eu só facilito tudo! O bofe estava babando em algumas gotas pelo seu corpo, então com uma taça completa ele te comeria aqui mesmo.

– Ai, Senhor! – Bella gritou envergonhada e contendo um riso, os outros, é claro, gargalhando ao fundo.

– Obrigado, loura – O inglês mostrou um polegar ainda rindo. – Você é muito eficaz!

Valência, Espanha – Propriedade da família McCarty

21h00min

– Sério, Rosalie! – A loura pentelha falou com uma carinha assanhada. – Eu cheguei atrás de cookies essa tarde e a Swan e o Edward estavam no maior amasso!

– Ain, não é bem assim... – A romancista gemeu, jogando-se na cama.

– Então por que você estava sem blusa, sua danadinha?

– Porque... – Ela deliberou, apoiando-se no cotovelo. – Porque estava calor, ué!

– Com certeza – A toureira brincou, gargalhando com a outra.

Após um jantar e os garotos desaparecerem misteriosamente, as três seguiram para o quarto da escritora enquanto batiam papo de mulherzinha. Era uma delícia estar entre duas amigas que Bella considerava tanto.

– Agora conte pra suas garotas aqui... – Jane sussurrou. – O Edward é pauzudo?

– O QUÊ? – A morena gritou ao cuspir o suco que estava tomando; Rosalie gargalhou.

– Pau, pênis... “I wanna see your peacock-cock-cock, your peacock” – cantarolou maliciosa a música obscena da Katy Perry como se fosse algo totalmente rotineiro. Bem, para a loura era.

– Não, eu não vi nada disso... – Ela riu, meneando a cabeça incrédula.

– Argh, nem pra fazer o serviço direito – Cruzou os braços, também toda espalhada pelo colchão da cama. – E você, Rosalie safadinha, conte-nos sobre Emm.

– Quanta curiosidade – falou risonha, tirando a franja dos olhos esverdeados. – A gente ainda não transou.

– Meu Deus, como vocês são lentas!

– Só estou dando um tempo difícil a ele – murmurou maldosa, ganhando uma risadinha das meninas. – Ele tem que aprender a controlar suas calças. Galinha.

– Está toda caidinha... – Bella provocou com um sorriso.

– Ele é um gato e, apesar de tudo, é um amor também – Deu de ombros ao suspirar. – Vale a pena.

– Ai, vocês duas todas apaixonadas e bobocas e eu aqui encalhada! – A baixinha fez drama, abraçando o travesseiro. – Preciso de um amor lésbico na minha vida.

– Vamos conseguir um pra você, delícia! – A morena brincou, beijando a bochecha rosada da amiga.

– É bom mesmo, a Janezinha agradece – respondeu com um sorriso travesso extremamente típico e assanhado, fazendo as outras duas gargalharem.

– Gente, vocês ouviram isso? – A espanhola indagou ao franzir o cenho e virar sua cabeça para a pequena varanda do quarto.

– Estou ouvindo... – murmurou a escritora, caminhando curiosamente até as cortinas das portas francesas. – Parece violão...

E sendo seguida pelas louras, Bella chegou à varanda e, ao se apoiar no parapeito de ferro com flores ramificadas, ela suspirou. Lá embaixo estava Edward Cullen com um violão em mãos, um sorriso completamente deslumbrante e com Emmett ao seu lado com o mesmo instrumento.

Os lábios finos e rosados do britânico se mexeram em uma das canções preferidas da morena à medida que seus longos dedos dedilhavam as cordas no ritmo agitado de Teddy Bear, do Elvis Presley.

“Baby, me deixe ser seu amado ursinho Teddy. Ponha uma corrente em meu pescoço e me leve para qualquer lugar... Oh, me deixe ser seu ursinho Teddy.”.

Bella riu adoravelmente ao ouvir aquela voz rouca e linda cantando cada letra, e ela colocou seus cotovelos no parapeito, apoiando-se nas mãos em seu queixo enquanto um sorriso deliciado preenchia seus lábios.

“Eu não quero ser um tigre, porque tigres são violentos. Eu não quero ser um leão, porque leões não são do tipo que amam o suficiente”.

As garotas suspiravam atrás das cortinhas à medida que Edward dedilhava seu violão em cada estrofe, com Emmett divertidamente fazendo o som do segundo violão e do coral. A californiana riu outra vez. Os olhos acinzentados do fotógrafo pareciam brilhar à luz da lua.

“Baby, me deixe estar ao seu lado a noite toda. Corra seus dedos em meus cabelos e me abrace bem apertado... Oh, me deixe ser seu ursinho Teddy.”.

A risadinha que ela deu foi contagiante quando ele cantou a última estrofe e, então, lançou um daqueles sorrisos de derrubar calcinhas ao dedilhar a última nota. Em seguida, os intensos olhos claros fitaram os seus.

– Eu posso ser seu ursinho Teddy? – Sorriu de lado, e a resposta que ele ganhou foi a melhor em dias.

– Só seu eu puder mesmo te colocar numa corrente.

– Essa parte era pra ser mais metafórica! – Riu deliciosamente, arranco uma risada divertida da morena assim como das garotas lá atrás. – Desça até aqui.

Ela simplesmente assentiu, enviando uma expressão contagiantemente surpresa para as meninas antes de flutuar escada abaixo e abrir a porta da frente. Quando chegou em frente ao londrino, ela apenas jogou os braços ao redor de seu pescoço e o beijou intensamente.

– Foi a coisa mais linda que já fizeram pra mim – sussurrou ao sorrir contra a boca rosada, fitando os olhos irresistíveis.

– Elvis Presley é seu amor platônico, então... – explicou deliciado, ganhando outro beijo nos lábios logo em seguida.

– Obrigada pela serenata, teddy bear. – Sorriu, rapidamente lembrando-se das falas do filme que havia visto naquela tarde. – Isso foi... yar.

Yar... – ele testou a palavra em seus lábios. – Eu gosto dessa definição.

– Eu também fui yar, ok? – Emmett murmurou falsamente indignado ao lado dos dois, fazendo-os rirem ao se desvencilharem calmamente.

– Obrigada você também – alfinetou ao apertar suas bochechas e depositar um beijinho ali. Ele beijou sua testa de volta e logo avistou Rosalie.

– Loura, venha cá. – falou todo galante. – Vou fazer uma serenata pra você também.

– Ih, nem vem com essas melações pra mim... – Fez uma careta ao levantar a mão.

– Insensível! – provocou antes de puxá-la pela cintura. – É por isso que gamei.

Jane riu e Edward depositou outro beijo nos lábios da californiana.

22h57min

– Hmm... Vamos ver o que tem no seu kindle... – O fotógrafo murmurou todo maldoso ao se jogar na cama da romancista que arrumava algumas coisas em sua mala.

– Edward, o kindle de uma garota é algo muito reservado – repreendeu ao colocar as mãos na cintura e se virar para ele.

– Você é tão chata, nem parece que eu fiz uma serenata super romântica agora há pouco – brincou ao voltar para e-book da jovem. – Vou fuçar mesmo assim.

Ela revirou os olhos risonha, terminando de arrumar algumas roupas para a viagem logo cedo do dia seguinte. Alguns biquínis, protetor solar, óculos escuros...

Cinquenta Tons de Cinza? Toda Sua? Belo Desastre? – Ele riu alto com um olhar provocador. – Sabia que ia encontrar essas coisas aqui.

– Argh, nem são livros especificamente eróticos. Fica na sua! – Mostrou a língua e o fez rir ainda mais.

– Toda danada, eu sempre soube...

– Eu tenho um gosto bastante eclético pra literatura.

– Aham – Soou divertidamente sarcástico com um maldito sorrisinho no rosto lindo e todo sexy, futricando na estante virtual da garota. – Saga Hush Hush? O que é isso?

– Uma história sobre um anjo caído que foi expulso do Céu por cobiçar a vida na Terra, então ele quer matar uma garota pra se tornar humano, mas ele acaba se apaixonando por ela e tal... – respondeu distraída com sua mala.

– Parece clichê...

– Na verdade é um misto de mistério e romance, instiga bastante a leitura.

– Hmm... – murmurou, levantando-se da cama enquanto lia algumas páginas do e-book. – “Não vou deixar você sozinha. Está parecendo um pouco perturbada, Anjo. Vamos juntos”.

– Está citando Patch? – Bella ergueu uma de suas sobrancelhas ao fitar o olhar divertido do londrino a sua frente. – Bem, “não vou a nenhum lugar que lembra um motel com você”.

– Você sabe a fala! – Ele riu ao olhá-la.

– Nora Grey é uma das minhas personagens preferidas.

– “Você acha que a combinação de nós dois e um motel sórdido seria perigosa?”. – Fitou-a achando aquela situação demasiada engraçada.

Ela riu, colocando a mão na cintura novamente.

– “Pra falar a verdade, acho”.

– Que pena, anjo – ele soltou um falso muxoxo, fazendo a garota empurrá-lo com uma risada. – Anjo... Anjo, anjo, anjo.

– Argh, como você é implicante! – resmungou ao mexer em suas roupas na bagagem e ele se aproximar como uma criança insistente.

Anjoooo... – cantarolou, levando outro empurrão ao ouvir a risada da morena, que ajeitou um de seus objetos favoritos na janela, deixando-o curioso. – Isso é um apanhador de sonhos?

– Me julgue, mas só consigo dormir direito com um desses na janela virado para o leste.

– Que anjo estranho! – encheu o saco de novo, fazendo-a morder seu braço e soltar um riso.

Edward puxou a morena pela cintura e, então, colou os lábios aos seus, beijando-a deliciosamente. Suas línguas moviam-se perfeitamente contra a outra e ele a escorou na escrivaninha do quarto, aprofundando o beijo. A garota gemeu ao correr os dedos nos cabelos curtos e puxá-los para si.

De repente começou a ficar quente demais...

– Que calor... – Ela suspirou contra sua boca, sentindo-o ofegar e assentir.

– Acho que é você, Bella... – falou com um risinho ao olhar as íris verdes e maliciosas encaminhando-se para as portas francesas da varanda abertas.

– Olhe ali! – sussurrou ao apontar para a casa já escura do vizinho com uma enorme piscina azul e reluzente. – Todos já devem estar dormindo e tem uma água geladinha bem no quintal ao lado.

– Cara, eu simplesmente adoro suas ideias! – Ele mostrou um grande sorriso ao dar outro beijo em seus lábios e, então, puxá-la exatamente para a propriedade vizinha.

– Não acredito que fui eu que dei essa ideia... – A morena murmurou meio chocada e meio empolgada enquanto pulavam a cerca de arbustos pra outra casa.

O fotógrafo apenas riu baixinho ao pegar sua mão e chegar aos fundos, onde estava a linda água cristalina e provavelmente refrescante. As luzes do enorme casarão estavam todas apagadas, exceto pelas iluminações da piscina.

– Perfeito – Bella sorriu e logo arrancou seus All Stars, vendo o inglês fazer o mesmo com seus sapatos, camiseta e jeans. Porra, ele era tão gostoso.

Ela tirou sua camisa de ombro caído e jogou seus shorts no pequeno monte – parando dois segundos para revirar os olhos ao notar Edward encarando o corpo magro e de curvas nos lugares certos cobertos por uma lingerie deliciosa e azul.

A morena tinha aquelas pernas longas e esbeltas, um quadril delicioso junto daquela barriga magra de cintura fina, os seios pequenos, firmes e completamente deliciosos que compunham perfeitamente com cada coisa que vestia. Completamente linda.

– Larga de ser pervertido e vamos entrar logo! – ela falou, empurrando-o e, enfim, dando um mergulho que a fez se sentir no Paraíso.

– Bombaaa! – ele sussurrou ao saltar na piscina e espirrar água para todo o lado.

Shhh, seu louco! – A escritora brigou ao montar em suas costas e bagunçar os cabelos molhados. – Se alguém nos ouvir, fodeu.

– Claro, claro... – Rolou os olhos ao segurar as longas pernas rodeadas em seu quadril e, então, mergulhar. – Submarino!

Bella o empurrou, voltando à superfície ao passo em que jogava água no rapaz.

– Argh, seu idiota! – provocou nervosinha. – Quantos anos você tem?

– Vinte e três. Está flertando comigo? – perguntou sensualmente ao puxá-la para si, fazendo-a bufar e conter um sorriso.

– Você é todo fofo e depois fica aí me tirando do sério... – murmurou com um beicinho.

– É que eu adoro te irritar, você fica tão linda...

E ele beijou sua mandíbula enquanto ela revirava os olhos sorrindo, sentindo os beijos do homem subirem pela maçã de seu rosto e seguirem displicentemente para sua orelha.

– Você é toda linda e minha, Bella – sussurrou em seu ouvido, mordendo o lóbulo e o sugando com vontade.

– Merda... Por que você tem que ser esse inferno de britânico gostoso?

Ele riu, apertando a cintura entre seus dedos e descendo os beijos para o pescoço irresistível.

– Falou o pecado sobre pernas – retrucou risonho, mordiscando a pele suave e a fazendo suspirar, puxando seus cabelos sedutoramente com um sorriso.

A americana empurrou o corpo do inglês ao beijá-lo com força, entrelaçando suas línguas à medida que sentia as costas másculas encostarem à parede da piscina. Ele gemeu ao ter as pernas da garota rodeadas em sua cintura, apertando os quadris deliciosos e, então, o traseiro ainda mais delicioso da jovem.

Seus lábios se desgrudaram quando Bella deslizou suas mãos para os ombros largos e seus beijos vagaram rumo à orelha do londrino, mordendo-a e lambendo-a antes de beijar o pescoço e a mandíbula forte, puxando ainda mais os fios de sua nuca e o fazendo suspirar.

– Porra, Bella – grunhiu ao colar suas bocas novamente e apertar ainda mais a bunda firme, deixando ambos ofegantes e delirantemente perdidos um no outro.

Ela desceu suas pequenas mãos pelo abdômen forte e quase alcançando sua boxer preta quando notou algo...

– Acho que ouvi um barulho, Edward... – sussurrou ainda em arquejos, sentindo os dedos longos subirem pela sua barriga e se aproximar dos seios.

– Não é nada, Bella – ele murmurou contra seus lábios, puxando-os de novo para si e os experimentando deliciosos contra os seus.

– Mas, Edward... – ofegou de olhos fechados ao sentir as mãos másculas envolverem suas costas e alcançar o fecho de seu sutiã.

E, então, uma luz se acendeu.

– Puta merda! – ele grunhiu ao se abaixar na piscina com a garota e olhar para a casa, vendo a luz de um dos quartos se acender junto da sacada.

– Porra, vamos dar o fora! – A morena surtou, sendo ajudada por Edward a sair da água e pegar suas roupas rapidamente antes de correr pelo jardim. – Merda, merda, merda...

A garota ouviu o riso do britânico logo atrás dela e, quando atravessou de volta para o quintal do casarão da família do Emmett, ela se virou para o rapaz.

– Qual a graça, seu idiota pervertido?

Ele apenas riu ainda mais alto, arrastando-a para o escurinho da varanda da frente e a beijando por dois segundos.

– Se em Valência já deu tanta merda, eu não quero nem pensar em Ibiza!

– Porra, Ibiza! – Ela bateu na própria testa ao dar uma risada contra o corpo forte e molhado do inglês. – Lá não é tipo a terra da pegação e da loucura?

– Com a gente vai ser mil vezes pior!

Bella riu meio desesperada, mas puxou o londrino para si e o beijou novamente. Foda-se, eles estavam se amando, afinal.

Quando ele beijou meus lábios realmente acertou em cheio

Ele tem aqueles lábios com sabor de cana-de-açúcar

Coisas boas chegam para os garotos que esperam

(Christina Aguilera — Candyman)

Notas finais
N/A: Aprovado? Hahahahahaha' Ibiza será loucura total! Me deem amor e digam o que acharam do capítulo! E temos REVIEW=PREVIEW, quem comentar ganha spoiler do próximo cap! / Toodles honey
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.