Notas iniciais
Gente, quero pedir desculpas mais uma vez por demorar a postar. Espero que gostem desse capítulo!

– Oi Kevin. – Eu falei. Estava tremendo, mas não quis transparecer nenhum nervosismo para ele. – Será que a gente pode conversar? Aqui fora? – Ele olhou para trás e viu seus pais e Rebecca sentados a mesa do jantar. Assentiu com a cabeça e fomos pra varanda da casa dele.

– O que você que falar comigo, Will? – Ele olhou pra mim com uma expressão séria.

– Eu quero falar sobre nós. Eu sinto sua falta, Kevin. – Olhei para baixo. Ele pegou na minha mão.

– Eu estaria mentindo se não dissesse o mesmo, mas eu acho que a gente se conhece pouco. – Ele soltou minha mão. Olhei para ele. – Eu não estou dizendo que amo você, amo e muito, mas eu quero conhecer você melhor antes de algo sério. Por isso eu quero que você passe duas semanas sem me ver, para ter certeza dos seus sentimentos. – Ele se levantou e me puxou. Eu estava querendo chorar, mas contive minhas emoções. Ele me abraçou bem forte e sussurrou em meu ouvido: — Eu sempre irei amar você mais. – Eu sorri e me despedi dele.


Eu realmente não acreditava que aquilo estava acontecendo. Mas, realmente ele estava certo, pois nós não nos conhecemos muito bem. Então, eu teria duas semanas para decidir se esse sentimento é verdadeiro ou não. Então, eu não estava tão chateado. Voltei para casa normal, como se nada tivesse acontecido. Subi até meu quarto e o Artie estava escutando musica, Daylight do Maroon 5.


– E aí, como foi com o vizinho? – Ele falou, em um tom triste.

– Não deu nada, a gente terminou. – Sorri pra ele. Ele deu um sorriso de lado, eu senti que ele ficou feliz com essa notícia.

– Então, minha mãe vem amanhã trazer minhas roupas. Vou passar uma semana aqui na sua casa até ela se mudar pra cá. Você não se importa, não é? – Ele falou.

– Claro que não, você é a pessoa que eu mais quero aqui do meu lado, cara. – Sorri pra ele.


Como minha mãe iria dormir em casa, ela conseguiu um colchão para Artie dormir, só que eu cedi minha cama para ele. Enquanto ele arrumava a cama para dormir, eu fui para o banho. Eu estava pensando em tudo o que estava acontecendo na minha vida e sei lá, eu estava feliz com aquilo. Mesmo levando um fora do Kevin, o cara que me fez descobrir esse mundo. Após meu banho, eu troquei de roupa no banheiro mesmo caso o Artie quisesse fazer algo. Entrei no quarto, deitei no colchão e dormi instantaneamente. No outro dia iria ter aula, a mãe do Artie iria se mudar e ele voltaria a estudar no colégio da cidade. Eu acordei bem cedo, mas minha mãe tinha levantado antes, então eu não precisei preparar café da manhã. Como de costume, eu fiz o meu ritual matinal: Eu tomei banho, escovei os dentes, e me arrumei todo. Ao término de tudo, o Artie já tinha acordado e estava na mesa para toma café da manhã. Assim que ele me viu, deu um sorriso de lado pra mim. Eu não sei, eu estava tão bem que não parecia que tinha levado um fora. Mas então, minha mãe se juntou a nós a mesa e comemos muito. Antes de sair eu fui pegar minha mochila e o Artie veio junto.


– Então, ansioso pra hoje? – Ele falou.

– Nem tanto, eu estou legal. – Sorri. Ele sorriu de volta. Esse sorriso dele sempre me deixava encantado.

– Boa sorte então. – Ele se aproximou e me abraçou. Eu não esperava por isso, mas me fez ficar bem melhor do que eu já estava.


Minha mãe me deixou no colégio de carro e foi trabalhar. O Artie ficou em casa sozinho, mais tarde a mãe dele iria passar para pegá-lo. Quando cheguei ao colégio, tudo aconteceu de um modo contrário ao que eu imaginava. Eu pensei que as pessoas iriam rir de mim por conta do acontecido causado pela Rebecca, mas ninguém deu a mínima pra mim. A única coisa ruim é que eu ficaria sozinho essa semana toda, até o Artie voltar para o colégio. Mas pra quem passou quase um ano sozinho, uma semana nem faz tanta diferença. Como de costume, aula de história com a vadia da Rebecca e com o Kevin. Quando ele entrou na sala e me avistou, deu um sorriso de lado pra mim e eu o retribuí. Depois que ele entrou, Rebecca fez o mesmo. Ela me viu e se aproximou de mim, querendo falar comigo.


– Olha só quem está de volta, o William! – Falou em um tom de deboche. – Como foi sua semana de férias em casa? Assistiu muito pornô gay? – Todos da sala riram. Eu não aguentei e também não fiquei por baixo.

– Assisti muito, e você? Distribuiu muito essa vagina pela escola? – Todos riram mais alto do que a piada dela. Percebi que ela ficou muito irritada e quando iria começar a falar algo, o Mr. Montgomery chegou.

– Isso não vai ficar assim, William. – Ela disse e caminhou até sua carteira, onde começou a cochichar com Mandy.


O resto do dia foi normal. Como eu não queria almoçar sozinho ou dar de cara com a Rebecca no refeitório, eu peguei meu almoço e me tranquei no banheiro. Até que era um bom lugar para ficar sozinho, ouvindo Foster The People. Depois do almoço eu fui para o clube de história e assim que a reunião do clube acabou, fui correndo para casa. A mãe do Artie ainda não tinha chegado então só estávamos ele e eu, sozinhos em casa. Para não correr riscos novamente, tomei banho no banheiro do térreo e vesti uma cueca samba-canção do meu pai. Chegando ao meu, Artie estava jogando God of War II no meu videogame. Assim que me viu, deu um sorriso. Ele estava usando uma camiseta da banda Ramones, que me pertence por sinal, e um calção bem largo que ele esqueceu uma vez aqui. Deitei na minha cama e ele levantou-se para falar comigo, já que estava sentado no chão.


– E aí, Will. Como foi o dia na prisão? – Nós rimos. Ele deitou-se ao meu lado na cama.

– Até que foi legal. Eu dei um fora naquela vadia que eu te falei uma vez. – Ele sorriu. – Isso me deixou bem melhor.

– Que bom, eu gosto de ver você assim. Feliz. Mas e aquele menino... – Ele levantou-se um pouco e ficou de lado me olhando. – O Kevin, não é?

– Depois que fui falar com ele, fiquei bem melhor. Bem mais leve, estou bem feliz sabe? Eu me sinto livre. – Sorri para ele. Ele se aproximou e pegou na minha mão.

– Então, já que você está tão feliz... – Ele respirou um pouco antes de falar. – Eu posso te perguntar uma coisa?

– Claro, por que não?

– Me dá uma chance? – Fiquei surpreso, mas ele continuou. – Já que você está livre dele, me dá uma chance para te fazer feliz? Eu te amo, Will. – Eu sinceramente não sabia o que dizer, mas eu tenho certeza que seria algo bom pra mim. Eu não quero usá-lo, mas se eu ficasse com o Artie, eu saberia se meu sentimento pelo Kevin era verdadeiro mesmo ou só coisa de momento.

– Sim. – Olhei para ele e percebi que seu sorriso era gigante, sempre aquele sorriso que me deixava encantado. Ele me abraçou ainda deitado, e aproximou seu rosto do meu. Sua respiração estava bem ofegante. Nossos lábios se tocaram e aos poucos, fomos nos beijando, bem lentamente. Enquanto estávamos nos beijando, eu senti algo duro encostado em minha perna. Era o Artie, estava excitado. Assim que ele notou que eu senti seu volume, ele parou o beijo e ficou vermelho. Era muito fofo ver ele desse jeito.


– Er... Desculpa. – Ele sorriu de lado, envergonhado.

– Não precisa ficar envergonhado. – Sorri e peguei na mão dele. Depois de alguns segundos, levei a mão dele até o meu pênis, que também estava duro. Ele não hesitou. Em seguida, voltamos a nos beijar e ficamos deitados ali a tarde toda, como um casal.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem!