Burning Hearts
2 Cidade de Nova York, parte 02
Notas iniciais
* Horas Antes *
– Hey Espo, conseguiram rastrear o celular da vítima. – diz Ryan entrando na cafeteria.
– Oh cara, acabei de me sentar – diz Esposito levantando da cadeira e dando um enorme gole do seu café – Vamos lá.
– Eles rastrearam o celular dela até um parque no centro da cidade, e depois o sinal foi perdido, provavelmente deve ter descarregado.
– No centro da cidade? – Esposito pergunta um pouco surpreso
– Sim, o sinal foi perdido nessa área, porque a surpresa?!
– Quando se é fugitivo, você geralmente se esconde, bairros afastados, fazendas, cabanas!
Ryan o olha, inclina de leve sua cabeça como se estivesse analisando um problema matemático, e solta um som, que parecia mais um arroto entalado do que uma resposta.
– É.
***
– Precisamos dar um jeito de sair daqui, encontrar alguém que possa nos ajudar a sair daqui Regina, não posso deixar que Rumple estrague novamente minha segunda chance de ser feliz, logo agora que eu poderia ter uma vida feliz ao lado da mulher que amo, esse maldito covarde vai me pagar. – diz Robin
– Mas para que ele possa pagar, precisamos saber onde diabos estamos – diz Regina, olhando para Robin e o abraçando em seguida – Justamente quando finalmente teria meu “Happy End”
Regina e Robin estão agora perdidos em algum lugar no centro da enorme e empolgante New York, sentando em um banco, sozinhos em um lugar totalmente desconhecido para ambos, Regina só conhecia NY dos livros e sites, nunca tivera a chance de poder sair e descobrir o mundo que há por detrás das fronteiras de Storybrooke. Mas algo martelava em sua cabeça, como é que eles poderiam estar em outro mundo e poder se lembrar? Pois ambos sabiam que, quem ultrapassasse os limites da cidade teria sua memoria apagada, ao menos nisso Rumple teve compaixão, deixa-los com suas memorias, seria isso uma benção ou um castigo? Se eles podem lembrar então podem conseguir um modo de voltar para casa, ou suas memórias poderiam lembra-los de que nunca poderiam voltar para aqueles a quem amam.
– Maldito seja Rump... – Regina é cortada por Robin que faz um “shiiiiu” para que ela ficasse em silêncio.
– Tem alguém vindo ali, fique quieta Regina.
– Ora, não me manda ficar quieta.
– Regina, por favor, a situação é perigosa, e se for alguém querendo nos fazer mal?
Regina fica em silêncio.
– QUEM ESTÁ VINDO AI? DIGA QUEM É OU EU JURO POR DEUS QUE ... – diz Robin em pé e em frente à Regina, não deixaria que nada acontecesse com ela, nem que sua vida fosse preciso dar para salva-la.
– Hey cara, vai com calma ninguém aqui vai ter machucar.
– “Ninguém aqui” – Robin repetiu essa frase em sua cabeça – “Droga, tem mais gente com ele” – Ele pensa, então vira para Regina e diz: Quando eu der o sinal você corre o mais rápido e para o mais longe possível. Regina o olha desacreditada, certamente que ela nunca iria abandonar Robin.
– Não, eu vou ficar aqui, nunca fugi de uma briga e essa não será a primeira. – diz ela levantando-se do banco.
– Não Regina você não vai ficar aqui, você vai correr. – diz Robin
– Você não manda em mim ladrãozinho. – retruca
– Então no três corremos, não estou vendo mais ninguém aqui além dele.
– Então, como eu disse não queremos machucar vocês, só vamos ter uma pequena conversinha. – diz o homem que surge em meio à noite escura e estranhamente assustadora.
– Um, dois, três ... – Robin conta, e antes que chegasse a três, suas pernas se movimentaram rapidamente e pôs toda sua força em suas pernas, agarrou no braço de Regina e saiu correndo com ela dali. Robin vira seu rosto para ver se o homem os seguia, foi quando teve uma surpresa, o homem permanecia no mesmo lugar, sem mover sequer um fio de cabelo. Robin achou muito estranho, mas não ia parar para pensar, aproveitou o momento e correu.
– Mas cara, eles estão indo embora. — diz alguém que surge do meio da escuridão.
– Deixe que corra, o chefe disse que era apenas para assustar, não fazer mais nada, o recado foi dado.
Regina e Robin agora correndo, indo em direção ao desconhecido. Chegando ao centro da cidade, cansados de tanto correr, avistam um pequeno parque que estava ali localizado, havia bastantes pessoas, então resolveram por ali ficar, acreditando que tinham despistado o homem.
Sentados em um banco de praça qualquer, sem saber para onde ir, sem saber para quem pedir ajuda, sem nada. Estavam sozinhos, como nunca estiveram na vida.
Regina se levanta, e caminha em direção oposta de onde estavam. Robin se levanta, mas Regina faz um sinal com a mão para que ele permanecesse onde estava Robin entende e volta a sentar no banco, apenas observa Regina se distanciando.
Recostada em uma arvore Regina chora, queria tanto poder ouvir a voz de seu filho, queria poder abraçar-lhe, temia poder nunca mais poder ouvir ou sentir seu filho novamente, Henry saberia o que fazer nessas horas.
– Eu só queria saber como Henry está, queria poder falar com ele, poder ouvir sua voz... – Regina fala, sua cabeça está abaixada, suas mãos estão entrelaçadas em suas pernas, suas lágrimas escorrem por seu rosto e chegam à grama seca, molhando-a.
– Algum problema moça? – pergunta um senhor
Regina se assusta e rapidamente levanta e enxuga suas lágrimas. Se primeiro pensamento é em correr, mas depois de algumas analise, ela tinha certeza de que aquele senhor não a faria mal algum.
– Não é nada senhor, nada que seja da sua conta.
– Só estava querendo ser gentil moça, sabe, é raro você achar uma pessoa que esteja disposta a ajudar outra sem querer nada em troca.
– E em no que você poderia me ajudar? – indaga Regina
– Eu ouvi você se lamentando, fala de ouvir a voz do seu filho novamente, desculpe perguntar, ele morreu?
– Não, mas preferia que estivesse morto. Em saber que ele está vivo e que talvez eu nunca mais consiga vê-lo novamente, esse é o pior dos castigos.
– Eu tenho um telefone, se você quiser ligar pra ele, eu lhe empresto.
Sabe quando algo dentro de você diz que “não, não faça isso, isso vai acabar de ferrando” algo dentro de Regina dizia isso, mas sua vontade de ouvir a voz de Henry era tamanha, que apenas ignorou. Ele estende a mão, e entrega o celular para Regina, que rapidamente o toma e disca o numero do telefone residencial de sua casa em Storybrooke. Nenhum sinal. Regina tenta novamente e nada, o telefone não chamava.
– “Será que nem o telefone funciona aqui?! Merda” – pensa Regina, desligando o telefone.
Ela vira para devolver o telefone para o senhor, e, ele não está mais lá. Sumiu, se foi como em passe de mágica.
– “Ora deixe de besteira Regina, não há magia nesse mundo.” – repetia para si mesma – Robin?! Onde está o senhor?! – diz se aproximando de Robin que continuava sentado no banco.
– Que senhor Regina? Do que você está falando? – pergunta Robin um tanto atordoado.
– Vamos Robin deixe de brincadeira o senhor com quem eu estava conversando agora a pouco, o que me emprestou este celular. – diz Regina olhando para Robin e mostrando a ele o celular “emprestado”.
– Regina, eu realmente não sei do que você está falando, disse que queria ficar sozinha e eu respeitei, deixei você sozinha, e gora me diz que estava conversando com um senhor e que ele supostamente lhe emprestou um celular. Então não, eu não sei do que você está falando.
– POLICA DE NOVA IORQUE, MÃOS AONDE POSSAMOS VER!!
Quando se dão por conta estão cercados por policiais.
– Meu Deus Robin, o que está acontecendo?
– Não sei Regina!
– ANDEM MÃOS PARA O ALTO AONDE POSSAMOS VER! – grita Ryan, apontando uma arma para Regina e Esposito apontando uma arma para Robin.
– Tudo bem, tudo bem- diz Robin levantando suas mãos, ele olha para Regina pedindo para que ela fizesse o mesmo que ele, Regina o faz.
***
*Horas Atuais*
– O que Espo quis dizer com “traga o Castle”? – pergunta Castle a Kate
– Não sei, mas seu tom de voz era sarcástico. – diz Kate
– Bem, não vamos deixa-lo esperando não é?!
– Não.
Chegando a delegacia Ryan e Esposito estão esperando Kate e Castle fora da sala de interrogatório.
– Hey Espo! Então, qual é a novidade.
– Quer ouvir primeiro a boa noticia ou a louca?! – pergunta Esposito.
– Como é? Anda Espo, diz logo qual a novidade? – pergunta Kate.
Esposito fica em silencio esperando uma resposta.
– Certo, diz logo a boa, eu deixo a louco para o Castle.
– Achamos o celular da vítima, e conseguimos o relatório com quem ela falou antes de morrer, agora louca, nenhum dos números existe. Tentamos rastrear e nada, sumiu do mapa, não existe. E tem mais, encontramos o celular com um casal que alega ...
Esposito fica em silencio se preparando para o que iria falar logo em seguida, nem ele acreditava no que iria dizer.
– Alega o que Esposito, desembucha! – diz Castle.
– Encontramos o celular com um casal que alega não ser desse mundo e que se chamam Robin e Rainha má.
– Robin, de Robin Hood, o ladrão das historias que rouba dos ricos para dar aos pobres? Esse Robin?
Esposito apenas acena a cabeça em confirmação.
– E a rainha seria quem? A Bruxa má da branca de neve?
Esposito vira para Ryan, dá um tapa em ombro e diz:
– Cara você contou pra ele? – Ryan apenas o olha e diz que não.
– Eu sabia, eu sabia... Minhas teorias malucas, que não são malucas, estão corretas. Magia existe.
– Castle, deixa de maluquice. Devem ser dois loucos drogados. Venha, vamos interroga-los.
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