Burning Fire

24 Capítulo 24


Notas iniciais
Não prometi atualizações toda semana? Então aí está!

As coisas em Londres são perto, então resolvemos caminhar até o Big Ben, e achar algum restaurante por lá. Já era tarde, e queríamos jantar.

— Sobre o que você queria conversar? – ele me pegou de surpresa. Tínhamos nos distraído tanto que acabei esquecendo que o convenci a andar comigo porque tinha algo para dizer.

— Johnny, eu não fui uma adolescente bonita. Não me acho uma deusa agora, mas sei que estou melhor que antes. – comecei, devagar, enquanto ele arqueava a sobrancelha para mim – Eu era sempre a queridinha dos professores, sentava na frente, e tirava notas boas. Só que, nesse meio tempo, eu também me apaixonei algumas vezes. Aquelas paixõezinhas de criança. Mas ninguém queria ficar comigo. Eu era a santinha gênia e feia. Eles preferiam as garotas mais bonitas e ousadas. Nunca fui assim. Meu coração foi partido várias vezes...

— Amber, você não precisa me contar iss...

— Eu sei, mas preciso que entenda. – o interrompi – Entenda o motivo de eu te ignorar, de tentar te afastar...

— Você não queria se decepcionar de novo – dessa vez ele me interrompeu. Assenti, e ele passou o braço pelos meus ombros, me confortando.

— Johnny, você é conhecido por sair com muitas mulheres, e nunca ter um relacionamento sério. Eu não queria... eu não quero ser mais uma na sua lista...

— Não posso discordar disso. Mas as pessoas mudam, Amber.

— Eu sei. Percebi isso no avião. Vi isso em seus olhos.

Paramos em frente à entrada da Abadia de Westminster. Uma linda construção, que foi cenário dos casamentos reais.

Novamente, Johnny volta a ser Johnny, e me empurra para tirar uma foto minha perto do monumento. Faço uma pose divertida, abrindo os braços, e depois, peço a uma pessoa aleatória na rua para tirar uma foto nossa. Johnny, sem avisar, me pega no colo, e eu solto uma gargalhada. Foi a minha foto favorita da viagem inteira.

Já era tarde, então achamos um pub muito bonitinho ali perto. Tinha várias opções de comidas, umas que nunca ouvi falar. Optei por um hambúrguer o mais clássico possível, e um chá gelado.

Johnny era um cara extremamente inteligente e bem-humorado. Por tras de toda aquela fantasia de mulherengo e que gosta de farra, estava um cara (não acredito que vou dizer isso) doce e muito interessante.

— ...foi só eu e Sue até aquela época. Temos muita sorte de ter achado Reed. Ele é um cara muito bom para minha irmã. Esses poderes nos aproximaram mais.

— Eles são pessoas incríveis. Me tratam como alguém da família, e me conhecem a pouquíssimo tempo. – eu disse.

— Você é especial, Amber. Inteligente, independente, bonita.

— Valeu – nunca soube como reagir a elogios. Normalmente eu fico com as bochechas vermelhas, e muito sem graça. Dessa vez eu só sorri. Talvez tenha sido a coisa mais sincera que eu ouvi sair da boca de Johnny até agora.

Olhei em volta do bar. O lugar já estava começando a encher e ficar mais barulhento. Olhei no relógio, e já estávamos ali havia horas! Amanhã era a conferencia e eu precisava descansar das longas horas de voo.

Me distrai em pensamentos, e não percebi que Johnny pousava sua mão sobre a minha, e me encarava fixamente.

— Tira uma foto, dura mais. – falei. Foi a frase que eu disse no mesmo dia que nos conhecemos. Como já havia de se esperar, ele levantou o celular e registrou aquele momento.

— Eu precisava mesmo atualizar a foto do seu contato. – ele disse, me mostrando a foto que havia tirado. Eu estava descabelada, pela longa viagem que tive. Maquiagem quase no fim. Adeus batom por causa do sanduiche. A boa notícia é que eu estava sorrindo, e meus olhos brilhando.

— Que maravilhosa – disse, rindo.

— Gosto assim, sem arrumação. – Ele disse sério. Guardou o celular, pediu a conta. Insisti para dividirmos, mas ele não deixou. Fiz uma cara feia e ele nem se importou.

Na hora de comprar o ticket para o metro, comprei 2, para compensar o jantar que ele havia pago. Ele não gostou nada daquilo. Entreguei o ticket e saí dando risada.

Foi uma viagem curta até o hotel. Pegamos o elevador, e fomos até nossos quartos. Não eram no mesmo andar, então quando o elevador abriu a porta de onde ficava meu quarto, Johnny me puxou pelo braço com força, por reflexo, apoiei minhas mãos em seu peito, enquanto ele me olhava nos olhos. Estávamos tão próximos que eu podia sentir sua respiração. Parecia que ficamos horas ali nos olhando, até que por fim, ele me deu um beijo de leve no rosto e me soltou.

— Até amanhã, Amber – ele disse, enquanto as portas do elevador se fechavam, e aquele deus grego desaparecia da minha vista. Fiquei olhando, atônita, para a porta fechada do elevador. O que tinha acontecido? Meu coração batia tão rápido que eu mal conseguia ouvir meus pensamentos.

Me virei, ainda meio tonta, e fui para o quarto. Tomei um longo banho e me joguei na cama. O cansaço tomou conta de mim. Dormi rapidamente.

Notas finais
O que vocês acharam?