Burning Fire

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Esse é o primeiro Capítulo, é meio sem sal, mas prometo que vai melhorar daqui pra frente!

— Mãe, me entenda, eu não AGUENTO mais mudar de cidade! – Eu disse, estressada.

— Amber, entenda, isso é melhor para gente. Se continuarmos em Los Angeles, seu pai vai perder o emprego. Central City vai ser bom, você vai ver!

Como ela consegue falar isso com tanta naturalidade? Desde que eu tinha 5 anos, a empresa de contabilidade onde meu pai trabalha já o mandou para tantos lugares diferentes que eu já perdi a conta. Já deixei tantas escolas e tantos amigos que nem consigo me lembrar de todos.

Mas foi a última vez. Eu já tenho 20 anos. Arranjar um emprego e me estabilizar, vai ser meu plano de agora em diante.

3 dias depois dessa pequena (e inútil) discussão, chegamos na nossa nova casa. Era linda. Um sobrado muito acolhedor, que ficava em uma rua calma, cheia de árvores. Um cheiro de grama recém cortada encheu minhas narinas assim que eu saí do carro.

Depois que o caminhão de mudanças foi embora, e meu quarto já estava arrumado, deitei na cama, puxei meu laptop, e comecei a buscar algumas vagas de empregos ali por perto.

Anotei alguns endereços, e fui dar uma volta. Isso já me ajudaria a conhecer melhor a cidade. Estava muito calor, então coloquei uma roupa bem fresquinha. Caminhei alguns quarteirões, até chegar, no que parecia ser, o centro. Havia muitos prédios, lojas, e pessoas andando rapidamente, como se tivessem atrasadas para seus compromissos.

Senti alguma coisa no meu ombro, e quando percebi, começou a chover. Como assim? O dia estava ensolarado.

Mas tudo bem. Entrei correndo em um prédio, fingindo que ia buscar informações do endereço, mas era para me esconder da chuva mesmo.

Por dentro, o prédio era muito luxuoso. As paredes eram de uma cor dourada, e havia esculturas e vasos de flor belíssimos por todos os lados. Parei na frente do balcão do recepcionista,

— Oi, desculpa incomodar, mas eu queria saber onde fica esse endereço. – eu disse, com um leve sorriso.

— Incomodo algum – ele respondeu, simpático – deixe me ver. Ah sim, é perto daqui. Vire a primeira a direita, depois da loja de doces na esquina. Aí suba reto três quadras, e voilá. Só sugiro que espere um pouco aqui, pois a chuva está forte, mas logo para. Pode se sentar ali se quiser.

— Poxa, muito obrigada – respondi. Que moço simpático! Espero que todos nessa cidade sejam assim.

Sentei no enorme sofá branco que ficava na frente do elevador. A chuva caía muito forte lá fora, que fez eu ter a sensação que ela nunca mais iria parar. Olhei para o teto, e vi um enorme lustre prateado, que fazia uma lâmpada se sentir humilhada.

De repente, o elevador apitou, e as portas se abriram. Uma mulher, muito bem vestida, loira e alta, sai de lá, falando ao celular. Ela se sentou no sofá ao meu lado, me cumprimentou com um sorriso, o qual eu retribuí. Tive a sensação que já conhecia ela... mas da onde?

— ...sim Reed – ela disse, ao telefone – o reator é pequeno, então 2 mil volts vão ser o suficiente.

“Não, está errado” eu pensei. “Não vou interromper, não vou interromper...”

— Com licença – eu disse. Eu não conseguia ficar de boca fechada mesmo!

— “Só um minuto, Reed” – ela disse – Sim, querida?

— Se o reator é pequeno, 2 mil volts vão sobrecarregar. Pode dar curto e... – Fui interrompida por um barulho de explosão vindo de cima e do celular dela.

Momentos depois, a porta do elevador se abriu novamente, e um homem, alto, moreno, e com um rosto sujo de cinzas, vestido um jaleco de laboratório, saiu de lá, tossindo.

— ...explodir – terminei minha frase. A mulher me olhou com os olhos arregalados de espanto. Ela correu até o homem, e o colocou no sofá.

— O reator explodiu – ele disse – 2 mil volts foram demais, deu curto. Vou começar tudo de novo, Sue.

SUE? É claro! A mulher invisível! Do quarteto Fantástico. Ai meu Deus. E aquele ali só podia ser Reed Richards, o Sr. Fantástico.

— Como você sabia de tudo isso? – Sue me perguntou – Querido, ela escutou nossa conversa, e tento me avisar que isso ia acontecer.

— Eu li em um livro de Engenharia e essas coisas. – eu disse – e me desculpe, não queria escutar sua conversa. Não pensem que eu não tenho educação.

— Não se preocupe, está tudo bem. – Reed respondeu – Você se interessa por esses assuntos?

— Muito, acho fascinante.

— Você mora por aqui, querida? – ela me perguntou, docemente.

— Sim, acabei de me mudar. Faz umas 3 horas, na verdade – olhei de relance à porta, já havia parado de chover. – Hmm, foi ótimo conhecer vocês, mas eu realmente preciso ir procurar um emprego. – disse, tristemente, o papo estava ótimo.

— Espera – o Reed disse – Estamos procurando uma assistente. Desesperadamente procurando. O que acha de uma entrevista amanhã?

Sorri – É CLARO – gritei, sem conter a empolgação – Desculpe... – pigarreei – É claro, seria uma honra!!

— Ótimo – Sue disse – então, aqui mesmo, às nove?

— Às nove – repeti confirmando.

Me despedi e segui para fora do prédio. Aquilo tinha mesmo acontecido? Eu iria mesmo trabalhar com Reed Richards? Um expert em Engenharia e Física? Eu só estava ali a umas 4 horas, mas eu já amei essa cidade!

Notas finais
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