Notas iniciais
Hey, amores!!! Postando aqui rapidinho!!! Boa leitura!!!

P.O.V Da Jade

– Você usa lentes? — Sheyla não parava de fazer perguntas. Ela era uma tagarela, muito irritante por sinal.

– Não, herdei os olhos azuis da minha mãe. — Respondi me esforçando para não mandar ela calar a boca.

– Sãos lindos. Eu sempre quis ter olhos dessa cor. — Ela parecia uma adolescente falando.

– Hum... Obrigada. — Desviei o olhar, virando o rosto para o lado da janela.

A ruiva tinha olhos castanhos-claros.

– Você também colocou silicone nos seios? Coloquei ano passado. 430 ml em cada um. — Disse como se aquilo fosse impressionante.

Olhei para o Oliver que estava fingindo dormir. Como sabia que ele estava fingindo? Simples. Ele de vez em quando franzia os lábios prendendo o riso, ele estava achando tudo aquilo engraçado... Cretino.

– São 100% naturais! — Apertei meus seios e sorri orgulhosa.

– Mentira! — Ela exclamou surpresa.

– Verdade! — Afirmei.

– Você tem filhos? — Aquela mulher era muito curiosa e já estava enchendo o saco.

– Não! — Respondi.

– Também não tenho. Mas meu sonho é ter uma princesinha. — Sorriu.

– Legal... — Forcei um sorriso.

– O Beckynho dorme muito, não acha? — Olhou para o lado esquerdo, ele estava sentado ao lado dela.

– Ele trabalha muito e está cansando, por isso está dormindo agora. — Falei uma meia verdade.

– Ele é tão lindinho... — Passou a mão no cabelo dele e sorriu.

– Se você diz... — Desviei o olhar, com descaso.

– Com licença, vou ao banheiro. — Deu uma risadinha e levantou já com uma bolsa em mãos.

– Vai lá. — Murmurei sem olhá-la.

Sheyla foi ao banheiro, me deixando sozinha com o Beck.

– Ei, pode ir parando de fingir, não seja cínico, sei que não está dormindo. — Estendi a perna direita e chutei a canela dele.

O moreno abriu os olhos e cobriu a boca, abafando uma risada.

– Não tem graça. — Falei.

– Não liga para a Sheyla, ok? — Disse quando parou de rir. — O jeito dela é assim mesmo, ela é uma boa pessoa. — Falou, sério.

– Por quê terminou com ela? Tá na cara que ela ainda sente algo por você. — Comentei.

– Não dava mais certo, ela tinha planos, muitos planos e viaja muito, a gente quase não se via, estávamos distantes, dei liberdade a ela, pois não queria que ela me acompanhasse e desistisse dos sonhos que ela tem... — Explicou.

– Mas você ainda a ama... — Vi aquilo em seus olhos.

– Amo! — Assentiu. — Amo como uma irmã, continuamos sendo amigos, entende? — Me encarou.

– Mas ela ainda te...

– Não, Jade! — Me interrompeu. — Sheyla sente o mesmo por mim, agora só existe amizade entre nós. Cuidamos um do outro. — Contou.

– Hum, se você diz... — Eu ainda estava digerindo aquilo tudo.

– O que foi? Você não está com...

– Não! De jeito nenhum! — Neguei.

– Sei... — Prendeu o riso.

– Caramba! Eu não sinto ciúmes de você! — Falei.

– Se você diz... — Usou as minhas palavras.

– Interrompo? — Sheyla retornou.

Junto com o cheiro do seu perfume, senti o fedor de cigarro. Beck fechou a cara e olhou para ela.

– O que foi? — Perguntou sentando.

– Me dá a sua bolsa! — Estendeu a mão.

– O quê? — Ela abraçou a bolsinha rosa listrada.

– A bolsa! — Beck exigiu.

Sheyla me olhou constrangida.

– Com licença... — Saí dali e fui sentar lá para trás.

Eles começaram a discurtir, pelo que eu entendi, ela estava fumando e bebendo, e que aquilo prejudicava a saúde dela, e mesmo assim ela o fazia, e Beck não gostava nenhum pouco de vê-la entregue àquele vício.

Aquilo era triste, eu o entendia. Minha mãe era viciada em Metanfetamina. Com 14 anos, eu tinha que cuidar dela quando ela chegava em casa drogada... Tori era a única pessoa no mundo que sabia de todos os momentos ruins que passei tentando afastar a minha mãe daquela droga.

Cigarros. Bebidas. Drogas.

Isso tudo arruína a vida de uma pessoa. Não só a vida de quem usa, como também a vida de quem vive ao redor, das pessoas que as amam e se preocupam.

[...]

P.O.V Do Beck

Sheyla acabou pegando no sono depois de ter chorado, me livrei do maço de cigarro que encontrei na bolsa dela. Aquilo havia me deixado puto... Era um problema quando namorávamos. Ela não ouvia os meus conselhos, simplesmente continuava fumando e bebendo até perder a noção das horas. Várias vezes a encontrei naquele estado crítico.

O fedor de cigarro impregnado em sua roupa. O forte cheiro de álcool em seu hálito.

Além de me incomodar, aquilo me deixava triste. Ver alguém que você ama se afundando, você tenta ajudar, mas não consegue... É muito frustrante.

A cobri com o edredom que peguei em uma de suas malas. Depositei um beijo em sua testa e fui lá para atrás, onde a linda morena estava, sentada sozinha...

– Desculpa, sei que estou te deixando de lado, me desculpa por isso... — Sentei ao seu lado.

– Eu entendo, sua amiga precisa de você. Estou bem, sei que ela não está e precisa de você. — Ela disse em voz baixa.

– Obrigado por compreender. — Abracei ela de lado e cheirei seu cabelo.

– Quantas horas faltam para chegarmos? — Perguntou se aninhando em meus braços.

– Algumas horinhas. — Respondi e ouvi ela suspirar.

– Sinto muito por sua amiga... — Jade disse sonolenta.

– Também sinto... Agora durma, Jay. — Falei quando a ela deitou a cabeça em meu ombro.

[...]

P.O.V Da Jade

Acordei com o Oliver me chamando. O jato tinha acabado de pousar no principal Heliporto de Toronto. Abri o cinto e levantei ainda sonolenta.

– Por quantas horas eu dormir? — Esfreguei os olhos e abafei um bocejo.

– Isso importa? — Sorriu. — Se agasalhe bem. — Aconselhou.

– Eu gosto do frio. — Falei vendo ele pegar as minhas malas.

– Não quero te ver congelando. — Me entregou a mala maior.

– Cadê a Sheyla? — Perguntei notando a ausência da ruiva.

– Já desceu. Deve estar em algum táxi agora. — Respondeu.

– Oh. Ela nem se despediu de mim... — Comentei.

– Ela não quis te acordar, nem eu... Mas ela te deixou uma carta. — Me entregou um envelope rosa-claro.

– Nossa! — Fiquei, surpresa.

– Sheyla gostou de você. — Me contou.

– Você leu? — Balancei a carta.

– Não. A carta é para você, não é da minha conta. — Deu de ombros.

– Ah, certo... — Assenti.

– Vista um casaco e coloque luvas. Você vai amar Toronto! — Afirmou.

– Claro que vou! — Sorri.

Minutos depois...

P.O.V Da Jade

– Você está estranho. O que aconteceu enquanto eu dormia? — Perguntei, encabulada.

– Nada... — Percebi que ele estava mentindo.

– Não minta para mim, Oliver! — Avisei.

– Não aconteceu nada, porra, impressão sua! — Disse sendo rude.

Abri a boca, pensei em retrucar, virei o rosto, olhando pela janela do táxi... Havia neve nas ruas, o cinza predominante coloria o céu lá fora... Oliver soou tão frio quanto o tempo.

– Me desculpa, Jay, eu...

– Não me chama de Jay, e não toque em mim... — Falei com raiva.

Quando chegamos no hotel 5 Estrelas, Sheraton Centre Hotel, descubri que ele tinha feito reserva para apenas um quarto.

– Eu não vou dormir na mesma cama com você. — Logo avisei quando ele passou o cartão dourado na porta.

– Você está mesmo com raiva por quê fui grosso com você lá no táxi? Eu já pedi desculpas! — Abriu a porta.

– Eu sei... É melhor assim... Vou para outro hotel. — Falei.

– Mas que merda, Jadelyn! Para com isso! -Entrou no enorme quarto luxuoso carregando as minhas malas. — Você está fazendo drama. — Ele tinha dispensado o carregador.

– Eu quero as minhas malas. — Entrei no quarto que era lindo.

– Você não vai para canto nenhum. Vai ficar aqui comigo. — Avisou, sério.

– Porra, Oliver, eu não tô brincando! — Avisei.

– Nem eu! — Afirmou.

Bufei e fui para o banheiro... Aquilo sim era uma bela suíte. Tudo era tão lindo. Lavei o meu rosto.

– Vamos tomar banho agora. Depois a gente pede o jantar. — Me agarrou por trás.

– Quero tomar banho sozinha. Me solta! — Pedi.

– Você fica linda quando está com raiva, sabia? — Me virou.

– Não começa, para... — Falei quando ele tirou meu casaco.

– Você quer, não pode negar... Eu conheço você. O seu corpo. — Tirou minha blusa de mangas compridas.

– Você é um cretino... Odeio isso em você. — Falei com a voz baixa.

– Diz isso gemendo no meu pau... — Tirou minha regata e o meu sutiã.

– Filho da... — Ele me calou com um beijo.

Agarrei seu cabelo, puxando-o. Beck me prensou na pia.

– Linda... — Parou o beijo e se abaixou para retirar minhas botas.

Depois as meias, minha calça e minha calcinha foram parar no chão.

– Toda molhadinha... Sempre pronta para mim, não é? — Sorriu, malicioso, me penetrando um dedo. Gemi me abrindo para ele.

– Meu pau está latejando... — Retirou o dedo e começou a se despir depressa.

Fomos para dentro do box. Liguei o chuveiro. Logo o Oliver me prensou na parede.

Me virou, deixando-me de costas. Meus seios tocaram o azulejo.

– Empina... — Segurou minha cintura com uma mão.

A outra estava entre minhas pernas, me tocando... Gemi sentindo o pau dele encostando na minha bunda.

– Vai, me fode, eu não aguento mais... — Empinei ansiando para tê-lo dentro de mim.

Ele retirou os dedos molhados, começou a me tocar por 'trás'...

– Oliver... — Arfei.

– Relaxa. — Afundou um dedo me fazendo ofegar.

– Oh, porra... Isso é... Ai, caralho! — Nunca pensei que fosse capaz de sentir prazer anal.

Ele retirou o dedo e afastou minhas pernas.

– Geme mais alto, você me deixa louco quando diz o meu nome... — Me penetrou.

– Oh, Albert... Beck... Oliver... Me fode com força! — Pedi sentindo ele ir bem fundo.

– Oh, sim, você é tão gostosa... Amo quando a sua boceta me aperta desse jeito... Quando vai me deixar meter lá atrás? — Apertou minha cintura.

– Oh, caralho! Mais forte! — Comecei a me mover contra o pau dele. — Eu vou deixar... Só espere mais um pouco... — Falei.

– Temos todo o tempo do mundo, eu espero... Sem pressão... Quando estiver pronta, vai rolar... — Beijou meu pescoço e sugou meu lóbulo direito.

O sexo no banho foi incrível, como sempre... Depois vestimos nossos roupões e pedimos o jantar. E depois fomos dormir após uma segunda e deliciosa rodada de sexo.

Notas finais
E aí??? Mudaram suas opiniões sobre a Sheyla??? Acharam o Beck estranho??? Ou é impressão da Jade??? O que acharam do hot??? Comentem, hein??? Bjs