Burning Desire - Bade
12 Lingerie vermelha
Notas iniciais
No dia seguinte...
P.O.V Da Jade
Encarei os três vestidos sobre a cama, o azul-escuro era curto demais e inadequado para o ambiente de trabalho, o cinza era de mangas compridas e era muito colado ao corpo, optei pelo branco-pérola.
Ele tinha o comprimento comportado, o decote era discreto e ele tinha um corte muito bonito. Ficava justo na medida certa, o vesti e coloquei um cinto vermelho-escuro, e coloquei um casaquinho marrom.
Calcei meus sapatos pretos com saltos 10 cm, eram fechados e com zíper atrás. Fiz um coque no cabelo, prendendo-o com um broche dourado e comecei a me maquiar.
Caprichei bastante no batom vermelho para combinar com a minha lingerie, eu estava disposta a enlouquecer aquele homem ainda mais.
Coloquei meus óculos para leitura e me fitei no espelho, gostei muito do resultado.
À caminho da Editora, parei na cafeteria de sempre, comprei dois cafés, um puro meio amargo e um com creme e canela. Tomei o meu ali mesmo, também comprei tortinhas com recheio de avelã para levar.
Chegando na Editora, não encontrei a Lambreta do Van Cleef no estacionamento. Deixei meu carro na vaga de sempre e coloquei minha bolsa no ombro após colocar meu crachá.
Passei pela portaria recebendo olhares nada discretos dos dois seguranças, um deles era loiro e bronzeado, quase dois metros de altura, muito atraente. A recepcionista torceu o nariz assim que me viu, fazendo cara feia, ela era muito metida e arrogante. Eu não dava à mínima para aquela siliconada, segui direto para o elevador.
Cheguei na sala do Sr. Oliver 6 minutos adiantada, coloquei o copo de café em cima de uma mesinha ao lado de um vaso com um belo arranjo de flores, tirei a chave da bolsa e abri a porta. Peguei o copo e adentrei a sala do Sr. Mandão, deixei o café dele e a sacola com as tortinhas na mesinha redonda.
Fui para a mesa de escritório, liguei o computador. Antes que eu pudesse sentar na cadeira confortável, estilo giratória, ele chegou, endireitei minha postura, pondo as mãos para trás.
— Bom dia, Sr. Oliver! — Abri meu melhor sorriso.
Ele bateu a porta, olhou para mim e enguliu em seco, vi seu pomo de Adão subir e descer.
— Bom dia. — Sua voz saiu rouca e baixa.
Me afastei da mesa, observando-o afrouxar a gravata, largou a pasta de couro em cima da mesa. Ele estava usando uma camisa de linho azul-clara, terno cinza-escuro, calça social e sapatos caríssimos, eu conhecia aquela marca pelo simples fato de já ter trabalhado em uma loja de calçados masculinos.
— Aqui está seu café com creme e canela. — Lhe entreguei o copo médio.
— Obrigado. O que tem na minha agenda para hoje? — Retirou a tampa e tomou um gole.
Abri minha bolsa e peguei o Tablet, abri a agenda digital, me encostei à mesa quase sentando ali.
— Uma reunião com Editor Chefe da Editora Pinney Books CNN à 14:00h. A secretária dele já confirmou tudo, ele quer se associar à Oliver Ray Books e quer tratar pessoalmente com o senhor sobre o acordo. O senhor também tem uma reunião com a Sra. Carter e com o Sr. Lanne, deve ir na sala dela às 16:00h. — Fechei a agenda.
— Odeio reuniões... — Resmungou indo descartar o copo na lixeira de metal. — Preciso de você aqui. — Pegou uma cadeira que estava encostada à parede e colocou ao lado da cadeira dele. — Temos muito trabalho hoje e não quero perder tempo ligando para você vir até o meu escritório... — Abriu a pasta e retirou dali uma papelada. — Redigite essa folha de pagamento e tire cópias, preciso de 46 cópias. Vou revisar esses contratos, ainda preciso fazer algumas ligações importantes. — Tirou o terno, pendurando-o e se assentou na cadeira confortável.
— E quanto as ligações? Quêm vai atender na minha sala? — Indaguei colocando minha bolsa em cima da mesa.
— Não se preocupe. — Levantou, caminhou até o armário e retirou de lá uma caixinha branca. — Headphone novinho, muito mais moderno, não acha? — Me entregou. — Ele já está configurado, pronto para receber ligações. — Explicou.
[...]
— Aqui estão as cópias que o senhor me pediu. — Entreguei a ele.
— Obrigado. Eu comi uma tortinha, estava deliciosa. — Comentou. — Quer almoçar comigo? — Convidou.
— Sim. — Voltei à sentar.
— Dessa vez vamos à um restaurante de minha escolha. — Falou.
— Pode ser. — Concordei.
— Está gostando de usar Headphone? — Seu sorriso era tão sexy.
— Eu prefiro o telefone fixo. — Respondi.
— Vai ter que se acostumar, Srta. West. — Colocou o Notebook na minha frente. — Agora responda os e-mails, menos os pessoais. — Deixou bem claro.
— Sim, senhor. — Assenti.
Horas depois...
— O Van Cleef não veio trabalhar hoje... — Comentei quando estávamos em seu carro.
— Claro que não. Eu o demiti. — Disse para a minha surpresa.
— Como? — Sinjin foi demitido? Segurei o sorriso.
— Tive o prazer de colocar aquele verme no olho da rua. — Falou com satisfação. — Feliz? — Perguntou.
— Aliviada, na verdade. — Fui sincera.
— Imagino. — Disse ainda concentrado ao volante. — O que ele fez com você...
— Não gosto nem de lembrar. — O interrompi.
— Mas ele mereceu cada soco... — Murmurou.
— O quê? — Perguntei, pasma.
— Eu enchi a cara daquele filho da puta de porrada. — Me contou.
— Ele pode prestar uma queixa contra você. — Olhei para suas mãos que estavam firmes ao volante, vi que a direita estava um pouco inchada.
— Eu não tenho medo dele, ele pode até me processar, mas eu faria tudo de novo se fosse preciso. — Falou sem remorso.
Me calei, não sabia o que falar.
Ele demitiu e ainda por cima bateu no Sinjin. Eu não fiquei com pena, o Van Cleef teve o que mereceu.
[...]
— Nada de vinho. — Avisei.
— Por quê? — Perguntou desviando o olhar do menu.
O prato mais barato que tinha ali custava 35 dólares.
— Você sabe porque... — Murmurei. — O que vai comer? — Perguntei.
— Ainda não sei, estou indeciso entre filé de salmão e camarão. — Respondeu.
— Por quê me trouxe para esse restaurante chique? — Indaguei me sentindo um pouco desconfortável ali.
— Porque eu posso. — Sorriu, convencido. — Agora escolha o que quiser. — Disse voltando a olhar o cardápio.
— Eu sei que você nada na grana, não precisa provar que pode gastar 50 dólares numa sobremesa. — Me levantei.
— Para onde você vai? — Largou o cardápio.
— Vou comer no Food Truck que vi aqui perto. — Respondi e lhe dei as costas, indo embora.
Minutos depois...
— Você vai acabar se sujando toda.- Me alertou.
— Eu não sou criança. — Retruquei esperando na fila.
— Aqui só vende comida gordurosa e fritura. — Resmungou.
— Eu não te convidei, foi você que veio atrás de mim. Vai embora! — Eu estava com vontade de dar uma bolsada na cara dele.
— Que mulher geniosa, meu Deus! — Suspirou.
— Que homem chato, senhor! — Bufei.
Minutos depois...
— Como se come isso? — Pegou o X-Tudo.
— Como a boca, oras! — Revirei os olhos.
— Você me entendeu... — Me lançou aquele olhar.
"Socorro!"
— Apenas observe... — Abri a embalagem plástica. — Pode colocar mostarda, maionese, Ketchup... — Coloquei um pouco de cada no meu e dei uma bela mordida. — Hum... Muito bom. — Fechei os olhos, me deliciando.
— Por favor, não fale de boca cheia. — Ele estava envergonhado.
— Cala a boca e coma! — Ordenei. — Eu falo do jeito que eu quiser. — Sorri, provocando-o.
— West... — Estreitou os olhos.
— Oliver... — Sustentei seu olhar.
Peguei um punhado de batata frita e enfiei na boca. Ele fitou o X-Tudo e deu uma mordidinha. Suguei um pouco de Coca pelo canudinho vermelho.
— E aí? — Apontei para seu X-Tudo.
— Até que é gostoso. — Colocou Ketchup e deu mais uma mordida.
Tirei o canudo e tomei um grande gole de refrigerante. Foi inevitável não soltar aquele arroto.
— Melhor para fora, do que para dentro. — Sorri me desculpando.
Ele riu e acabou se engasgando. Bem feito.
[...]
— Você parecia uma criança tomando sorvete de casquinha. — Ri lembrando, ele abriu a porta do apartamento.
— E você é a ogra mais sexy que conheço. — Rebateu.
— Ogra é a sua... — Segurei a língua.
— Termine o que ia dizer, Jadelyn. — Entrou e me puxou, me agarrando pela cintura.
— Vamos tirar essa camisa, criança? — Zombei mudando de assunto.
O ajudei a tirar o terno e encarei a mancha de molho vermelho e sorvete de morango em sua camisa.
— Você me provocou o dia todo... — Apertou minha cintura e deslizou as mãos por meus quadris, descendo para a minha bunda. — Toda sexy de óculos e com esse vestido branco... — Me apertou.
Terminei de desabotoar sua camisa e deslizei as mãos por sua pele morena, arranhando seu peitoral de leve.
Larguei sua camisa no chão junto com o terno.
— Ah, é? Eu fui uma má garota? — Desci as mãos para o seu cinto.
— Você é uma má garota. — Me corrigiu. — Tira o vestido. — Me soltou e se abaixou para retirar os sapatos.
Pendurei minha bolsa no gancho após guardar meus óculos no estojo e sentei no sofá para poder retirar meus sapatos também. Quando olhei para o moreno, ele já estava apenas de boxer preta.
Levantei abrindo meu cinto, tirei o vestido sem pressa, expondo minha lingerie vermelha. A calcinha era toda rendada na frente, com lacinhos nas laterais e o sutiã era meia-taça, realçando meu busto.
— Porra... — Sorriu, malicioso. — Dê uma voltinha. — Pediu.
— Gostou? — Perguntei mesmo já sabendo a resposta.
— Puta merda! — Apertou o pau por cima da cueca. — Não ouse tirá-la. — Avisou se aproximando após se livrar da boxer. — De joelhos, eu quero essa boquinha linda no meu pau agora. — Sua voz estava rouca de desejo.
Me abaixei, me ajoelhando diante dele. Suas mãos foram para o meu cabelo desfazendo meu coque.
Peguei seu membro, ele estava ereto, o acariciei e alisei sua extensão. Aproximei a boca da glande, passei a língua devagar, sentindo o gosto de seu pré-gozo. A 'cabecinha' estava molhadinha, a suguei e ele gemeu agarrando meu cabelo.
— Isso... — Segurou minha cabeça.
Lambi da ponta até a base antes de abocanhá-lo.
— Caralho... — Gemeu.
Relaxei a garganta e deixei ele simular estocadas em minha boca, engulindo-o até onde eu conseguia.
Ele demorou um pouco para gozar... Levantei lambendo os lábios, com o gosto dele em cada canto da minha boca.
— Morena, essa sua boca... Que boquinha gulosa, hein? — Apertou meus seios por cima do sutiã.
Comecei a masturbá-lo, ele arrebentou as alças do meu sutiã e o puxou para baixo, expondo meus seios. Massageou ambos, aumentei os movimentos, fechando a mão em torno do seu pau... O Oliver gemeu alto e encostou a boca no meu pescoço.
Só parei quando seu pau estava bastante ereto. Fomos para o sofá, fiquei por cima.
— Já está pronta para mim? — Perguntou afastando minha calcinha para o lado.
— Estou. — Me apoiei, segurado seus ombros.
— Toda molhadinha... — Enfiou um dedo. — Agora senta no meu pau. — Abriu minhas pernas ainda mais.
Me ajeitei sobre ele e encaixei nossos corpos, deslizei, subindo e descendo, lhe arrancando gemidos. Passei a gemer também, era prazeroso estar no comando. Eu nunca tinha feito sexo com a calcinha colocada para o lado...
Oliver quis trocar de posição, rasgou minha calcinha e me colocou de quatro, me segurei no sofá e tudo ficou mais prazeroso naquela posição.
— Geme mais alto... — Passou a investir mais forte.
Minutos depois...
— Com quêm você mora? — Perguntou quando estávamos no banho.
— Moro sozinha. — Respondi.
— E sua família? Tem irmãos? — Indagou.
— Tenho um irmão mais novo. Ele mora com nossos pais em San Diego. — Terminei de me ensaboar.
— Você não tem medo de morar sozinha? — Ligou o chuveiro.
— Já me acostumei. — Era verdade. — E você? Tem irmãos? — Passei as mãos por seu cabelo, tirando a espuma do shampoo.
— Tenho uma meia-irmã, meu pai pulou a cerca... — Riu. — Ela tem 15 anos e mora com a mãe em Miami. — Contou.
— Oh... — Eu nem imaginava que seu Jared tinha uma filha fora do casamento.
— Me responde uma coisa? — Me cedeu a vez de usar o chuveiro.
— O quê? — Fechei os olhos e enxaguei o cabelo.
— O meu pai nunca tentou nada com você? — Questionou. — Seja sincera. — Pediu.
— Não. Ele sempre me respeitou, ele jamais se engraçou para o meu lado. — Falei a mais pura verdade.
— Ah... Então, eu sou...
— Um cretino sem vergonha. — Completei sua frase. — Ele riu.
— Mas você está gostando de transar com esse cretino. — Sorriu, convencido.
— Só porque o sexo é bom. — Desliguei o chuveiro.
— Claro que é... — Me empurrou contra a parede. — Sexo sem compromisso, o que fazemos entre quatro paredes não é da conta de ninguém, concorda? — Roçou nossos lábios.
— Concordo. — Assenti. — É apenas desejo sexual... — Acariciei sua nuca.
— Tesão total... — Abriu minhas pernas usando o joelho.
— Vai me foder agora? — Eu já estava ficando excitada.
— Vou sim, vou te foder até você não aguentar mais. — Avisou.
— Você está me devendo uma lingerie vermelha. — O lembrei.
— Eu sei... — Me suspendeu, passei as pernas ao redor dele. — Era uma bela lingerie. — Sorriu e me penetrou.
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