Burning Desire - Bade

23 Entre Drinks & Batidas contagiantes


Notas iniciais
Hey, mil descupas pela demora. Música do capítulo: Ignite do Alan Walker Tenham uma boa leitura!!!

Horas depois...

P.O.V Do Beck

— Já estou pronta. Vamos? — Jade apareceu trajando um belo vestido cor de vinho, num tom escuro.

Ele tinha um generoso decote em V, era justo e curto demais para o meu gosto. Ela deu uma voltinha, exibindo as costas nuas, a morena estava de saltos, os cabelos caiam por seus ombros com as madeixas onduladas.

— Você não pretende sair comigo para a balada vestida assim, não é? — Eu queria que aquilo fosse uma brincadeirinha.

— O que tem demais na minha roupa? — Ajeitou a longa alça prateada da bolsinha preta no ombro.

— Esse vestido não cobre quase nada. — Falei entre dentes.

— É um look de balada, bobinho. Vamos! Quero dançar muito hoje. — Me puxou.

Mesmo contrariado, fui com ela. Pegamos um táxi, pelo menos ela aceitou colocar o meu casaco. Durante a noite, as ruas de Toronto ficavam ainda mais bonitas.

Jade admirava a paisagem noturna pela janela. Ela não conseguia esconder os sorrisos involuntários. Estava gostando de tudo, parecia encantada por Toronto. Impossível não ficar.

Mostrei alguns pontos de locais que eu costumava frenquentar. A cafeteria, a barzinho de Jazz, o Pub mais badalado da cidade. As lojas. E a praça central e o parque com pista de patinação.

Quando chegamos na boate, onde eu era cliente Vip, ela se assustou com a fila. Claro que não íamos enfrentar, tirei meu cartão vermelho da carteira e mostrei para os leões da chácara, um dos seguranças me entregou duas pulseiras vermelhas que acendiam e nos deu acesso livre.

— O que o dinheiro não faz, hein? — Tirou o casaco e entregou para a moça do guarda-volumes.

— O que eu posso fazer se eu também sou sócio daqui. — Dei de ombros.

— Uau! — Arregalou os olhos. — Entendi, Sr. Importante, vai ou não vai me pagar uma bebida? — Sorriu.

— Aqui tem um Sushi Bar, encher a cara com a barriga vazia não é uma boa ideia. — Falei conduzindo-a pela boate que já estava bombando.

Por sorte, conseguimos lugares para de frente com o balção de madeira. Não havia cardápios como aqueles de restaurantes, apenas um cartão com o menu da noite.

— Peça o que quiser. — Falei no ouvido dela.

— Eu não sei pronunciar os nomes dessas comidas. O que é isso? — Apontou para o nome em japonês. — É peixe? — Ela realmente não fazia ideia.

— É frango com cogumelos fritos ao molho agridoce. — Expliquei.

Ela fez careta e deslizou a unha pintada de preto pela lista do menu.

— Tem algum prato que leva carne bovina? — Indagou. Prendi o riso.

— Não. Deixa eu ver aqui. — Peguei o menu. — Hoje também tem bolinho de camarão. Lagosta flambada. Sushi. Sopa de enguia. Macarrão Takaro na manteiga. E melusa guisada. — Traduzi e falei cada prato que tinha.

— Melusa é cobra? — Me olhou assustada.

— Claro que não! — Comecei a rir. — Melusa é um peixe. — Expliquei.

— Ah, entendi... O que vai comer? — Perguntou.

— Bolinho de camarão. É leve e muito saboroso. — Deixei o pequeno menu no balcão.

— Vou querer o mesmo. — Avisou.

[...]

P.O.V Da Jade

— Vai com calma, isso não é água com limão. — Me advertiu.

— Eu sei beber, me deixa. — Virei o copo, a bebida desceu rasgando. — Mais uma! — Bati no balcão do mini-bar.

O barman era uma gracinha. Cabelo loiro-escuro que estava preso num coque alto. Olhos acizentados e sorriso estilo 'Molha calcinha'.

Uma pena que era gay e não parava de olhar para o Oliver.

— Só mais essa! — O moreno 'corta prazeres' avisou ao rapaz.

O loiro gatinho fez um drink caprichado e me serviu novamente.

Peguei o copo e provei a bebida. O líquido roxo ardeu na minha língua. Virei o copo, a bebida desceu com tudo. Era bem forte.

— Porra! — Bati no balcão e balancei a cabeça.

— Essa foi a última, ouviu bem? — Oliver colocou algumas notas debaixo do copo vazio.

— Sim, papai! — Olhei para ele e lhe dei o sorriso mais doce.

As luzes alternavam entre vermelha/rosa/roxa. As batidas das músicas eram contagiante. Virei na banqueta que rodava. Comecei a balançar a cabeça no rítmo da música que tocava.

A pista de dança já estava quase lotada. Casais dançavam. Alguns se agarravam pelos cantos. Outros flertavam.

A música mudou e começou a tocar Ignite.

— VAMOS DANÇAR, BONITÃO! — Eu já estava pra lá de animada.

Puxei o Oliver para a pista de dançar.

"Vaga-lumes, um milhão de pequenos pedaços
Alimentam a luz que está morrendo e me trazem de volta à vida
Em seus olhos, vejo algo em que acreditar"

Joguei as mãos para cima, dançando no rítmo. A letra era boa. A batida melhor ainda.

"Suas mãos são como uma chama
Suas palmas, a dor mais doce
Deixe a escuridão nos conduzir para a luz
Deixe nossos sonhos se perderem, sinta a temperatura subir
Baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo"

Oliver me fez rodar e me puxou para ele, juntando nossos corpos.

"Como uma nave espacial acelerando pela noite
Você e eu nos perdemos nas luzes infinitas
Baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo"

Ele dançava muito bem e sabia como conduzir.

"Tão vivo, seu toque é como a luz do dia
Queimando na minha pele, me excita novamente
Você e eu, sobreviventes do mesmo tipo
E nós somos os únicos
Dançando no sol"

Ele desceu as mãos pelas minhas costas desnudas, me acariciando. Me rocei nele, sentindo-o ficar ereto.

"Deixe a escuridão nos conduzir para a luz
Deixe nossos sonhos se perderem, sinta a temperatura subir
Baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo"

Giramos juntos, ele pressionou toda a rigídez contra a minha barriga, deixando-me excitada.

"Como uma nave espacial acelerando pela noite
Você e eu nos perdemos nas luzes infinitas
Baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo"

Afastei suas mãos que desceram para a minha bunda. Virei ficando de costas e me movimentei contra ele, minha bunda sobre sua ereção...

"Os diamantes são para sempre, mas tudo o que precisamos é apenas esta noite
Nós somos tremores monumentais que podem congelar a velocidade da vida
Assim como as partículas que caem do céu por todas as estrelas
Ouça você chamando por mim
Ouça você me chamando de longe"

Ele me tocava por cima do vestido, apertando minha cintura. Eu o provocava, fazendo nossos corpos esquentarem, justos exalando tesão.

"Deixe a escuridão nos conduzir para a luz
Deixe nossos sonhos se perderem, sinta a temperatura subir
Baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo"

Eu o queria desesperadamente. Ele também me desejava e muito.

"Eu sinto o calor enquanto colidimos
Como uma febre que parece tão certa
Então, baby, me diga mais uma linda mentira
Um toque e eu acendo"

Meu corpo estava em chamas. Ardia de tanto desejo. Com certeza, ele não estava diferente. Sua ereção roçava deliciosamente em mim.

"Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo
Um toque e eu acendo"

Parecia tão certo e ao mesmo tempo tão errado. Como um ser humano pode desejar tanto o outro? Com apenas um toque, aquele homem fazia meu corpo todo implorar por mais.

Notas finais
E ai??? Curtiram??? O que acharam do capítulo??? Comentem, ok? Bjs