Burning Desire
3 Capítulo 3: A casa de não loucos
Notas iniciais
Então pessoaaass, esse capítulo é especialmente tenso haha espero que vocês gostem
Insano você ir atrás de um endereço que foi deixado para você de um jeito não muito normal?, talvez, foi o que Brian disse a Gale, mas algo que de fato não é nada estranho, é o ser humano ser curioso, afinal é essa curiosidade do homem que o fez chegar onde esta agora, imaginem só se Newton não fosse reparar naquela maçã? Talvez o mundo estaria muito atrás do que esta agora.
Gale tinha formulado em sua cabeça, varias hipóteses de quem ou o que seria aquela menina que apareceu para ele, e porque apenas ele era capaz de vê-la:–Talvez você seja um desses médiuns que veem coisas que na minha opinião não deviam ser vistas – Disse Brian descendo as escadas, ao terminar de descer ele olhou para cima olhando para Gale, o menino estava com o olhar congelado e se encontrava totalmente perdido em pensamentos – Você continua lindo, mesmo após este momento digamos traumático na nossa vida–Brian eu tenho que te contar algo, que eu na verdade não pretendia contar a ninguém. Gale desceu as escadas, se sentou no sofá segurando em sua mão o papel com as informações dadas pela menina- espirito, e contou para o maior de sua atual perseguição. Na mente de Gale a perseguição podia ter algo a ver com a menina, talvez ele tivesse matado a menina-espirito, ou talvez ele tivesse procurando por ela, na verdade não fazia sentido algum os dois terem alguma ligação, afinal como o homem saberia que Gale poderia ver e falar com a menina?–Como assim?! Isso foi depois que nós nos vimos?! NUNCA MAIS VOCÊ VAI SOZINHO PARA CASA –Disse Brian–Não precisa se preocupar, eu sei me virar–Sabe sim, já que você e um menino super forte, acho que você devia até entrar para o time de futebol americano da escola–Isso foi irônico e desnecessário Brian! –O loiro caminhou pela sala e se virou para o menor–Me desculpe, eu sei que você e corajoso, e muito esperto também, mas você não pode me culpar por ficar preocupado –Gale deu uma risadinha–Pelo menos sua preocupação é maior do que a da minha própria família... digamos que não somos muito unidos, por sermos meio diferentes –Gale se levantou e começou a pegar alguma coisas pela casa.–Oque você esta fazendo?–Eu decidi; vou ao endereço Brian, e preciso da sua ajuda para isso. A cidade indicada pela menina era vizinha da de Gale, o carro se movia rapidamente por dentro da noite, a floresta ao redor da estrada não parecia acolhedora mais para Gale, de fato nada naquele momento parecia exatamente bom e acolhedor, a não ser pelos braços de Brian, o loiro olhava para ele de dois em dois minutos, apenas para sorrir e animar o ruivo, mas Gale sabia que na verdade ele estava muito mais apreensivo do que demonstrava. O farol iluminava a estrada vazia, e já era possível avistar no fundo a pequena cidade vizinha, e atual destino dos jovens. Quando Gale pensava que morava na roça, é porque ele não tinha visitado esta cidade, parecia abandonada, ninguém nas ruas, as casas todas apagadas, nenhum sinal de som de vozes ou movimento, tudo quieto, isso apenas dava a situação um tom de filme de terror, pior do que já estava. O numero indicado pela garota era de um edifício grande, com cerca de uns quatro andares, as paredes cinzas poderiam ser facilmente confundidas com uma prisão, se não fosse pela placa enorme acima da porta de madeira “Sanatório St. Domingues” , para Gale era irônico nomes de santos para sanatórios dava um visão de idade media em que pessoas com doenças mentais eram consideradas endiabradas:–Gale não sei se devemos entrar ai, vai que eles nos confundem com pacientes? Não quero passar o resto da minha vida preso, com pessoas esquisitas e tomando injeções calmantes–Eles não vão nos confundir Brian, e o seu pai é medico você devia confiar em médicos –Isso fez Gale se lembrar que afinal de contas ele não se desculpara por xingar o pai de Brian. –Vamos entrar. O ruivo abriu a porta lentamente e entrou cautelosamente no local, havia um corredor longo com paredes e portas brancas no fim do corredor um homem com jaleco e uma prancheta na mão andava com pressa, então ele levantou a cabeça e viu os novos visitantes, ele olhou para os jovens surpreso e deu um sorriso digamos não muito receptivo:–Posso ajuda-los? –O homem disse–Olá senhor... estou procurando uma conhecida, me deram esse endereço, acho que ela deve estar internada aqui–Hm.. você sabe o nome dela?–Não mas, é uma menina pequena com cerca de 12 anos, ela tem cabelo preto grande batendo mais ou menos na cintura, e pele branca, bem branca... –O homem piscou algumas vezes, sorriu para o ruivo e respondeu:–Não me lembro de nenhuma paciente aqui com essas características, me desculpem talvez vocês tenham errado o endereço e...–Senhor, por favor olhe nas suas fichas, fotos ou coisas do tipo, preciso muito achar essa menina... ela é minha prima –Mentiu Gale–Você não sabe o nome de sua própria prima? Olha me desculpa senhor eu abro a porta para vocês. – O homem abriu a porta e olhou para os dois garotos, Gale e Brian saíram do sanatório e desceram as escadas de entrada, Gale parou e olhou de volta para o edifício:–Vamos, ele disse que ela não esta aqui – Disse o loiro
–E você acreditou em alguma coisa que ele disse? Estava escrito na cara dele que ele mentia Brian.–Acreditar não acreditei... mas que você é um péssimo mentiroso isso eu percebi–Brian!–Quem não sabe o nome da própria prima? –Brian riu, uma risada no meio de uma situação tensa como aquela foi algo animador. Gale pegou o maior pelo braço e foi cautelosamente dando a volta no sanatório, atrás do prédio tinha uma cerca seguida por um jardim bem grande, com alguns bancos e mesas de xadrez, algumas enfermeiras circulavam pelo local, mas não era possível avistar nenhuma paciente:–Uma casa de loucos onde não há pacientes? –Disse Gale–Eles podem estar no horário de jantar ou algo do tipo, ou podem até estar dormindo afinal -Disse Brian olhando no relógio- Agora já são 1 da madrugada. Os dois jovens pularam a cerca e foram em direção a porta, se eles fossem pegos o que poderia acontecer? No máximo eles serem expulsos de novo, ou serem confundidos com pacientes mas isso era corrigível ou pelos menos devia ser. Do lado de dentro havia um pequeno corredor com duas portas, no fim do corredor havia uma sala maior, as luzes estavam fracas dando uma aparência gélida para a cena; Gale abriu uma das portas do corredor devagar e se esgueirou para dentro da pequena sala de limpeza, haviam vassouras, pás, panos, rodos e macacões de faxineiros:–Aí esta nosso ticket de acesso a tudo nesse lugar –O ruivo passou um dos macacões para Brian e vestiu o outro, eles pegaram alguns instrumentos de limpezas e andaram em direção a sala grande do fim do corredor. Havia uma mulher na recepção e um enfermeiro passando pelo local, o homem parou olhando para os dois jovens e perguntou:–Vocês são novos aqui?–Sim, começamos hoje senhor –Respondeu Gale–Hm.. Sou Jim enfermeiro chefe do St. Domingues, você não é muito novo para trabalhar aqui não garoto? –Disse Jim se referindo a Gale–Não senhor, só tive um desenvolvimento... mais lento–Hm.. limpem a ala 6 agora, depois limpe a ala 7 loirinho, e você quando terminar vá até minha sala, 576 no corredor a esquerda, entendido?–Sim senhor –Responderam os jovens juntos em uníssono. Jim seguiu adiante para sua sala, os dois garotos foram até o mapa na parede e procuraram as respectivas alas, a ala 6 colorida de rosa tinha a legenda de mentais físicos e a ala 7 colorida de roxo de mentais psíquicos:–Isso lá é divisão de doenças psiquiátricas? –Disse o ruivo–Bem até onde eu sei não, mas eu nunca fui bom em biologia –Disse o loiro dando um sorrisinho. Os garotos se encaminharam para a ala 6 carregando seus utensílios de limpeza:–Brian enquanto você for limpando tenta olhar as fichas dos pacientes e vê se você acha a menina–Ok – Gale foi a procura da menina nos quadros pregados nas paredes, algumas das portas dos quartos eram simples portas de madeira, com uma pequena janelinha que dava para ver os pacientes que na maioria se encontravam presos por algemas nas camas, outras portas já eram de metal, pesadas e trancafiadas como se prendessem um monstro e não um paciente. Claire estava deitada em sua cama olhando para o teto, alguma coisa não deixava sua mente descansar, ela estava sentindo seus nervos a mil, ela se levantou e percebeu que sua roupa estava completamente molhada de suor, o quarto parecia cada vez menos e mais quente. Ela saiu do quarto cambaleando e se segurando nas paredes, enquanto descia as escadas escutou uma voz familiar a chamando do topo das escadas, era Jonny:–Claire, você esta bem? –A garota não conseguia pensar direito em uma resposta, ela sentia sua visão ficando turva, sentia a necessidade de sair daquele local fechado, ela se virou e seguiu instável, abriu a porta e caiu no gramado da casa, ela sentia seus ossos vibrando e suas vísceras mudando de lugar, ela olhou para trás e viu seu irmão paralisado em saber o que fazer, ela fechou os olhos por um tempo, e então tudo parou, ela se sentia normal, mas mesmo assim diferente. Claire se levantou e abriu os olhos, Jonny continuava paralisado, seus olhos estavam exalando medo, a menina olhou para baixo e onde deveriam estar suas mãos estavam patas, com um pelo branco e garras compridas, ela caminhou, agora percebendo que andava quadrupede, até uma poça d’água, e no reflexo na água estava uma espécie de lobo branco, com olhos vermelhos arregalados de incompreensão e medo. Gale olhando nas fichas presas ao lado das portas percebeu que havia um espaço de preenchimento escrito “raça” , mas todas as fichas que ele tinha visto até o momento estavam preenchidas com “humano” em seguida, algo estava muito errado naquilo tudo, e nada se encaixava na mente dele, faltavam algumas peças essenciais naquela história:–Você também percebeu? –Perguntou Brian –Raça?–Sim... o que você acha que significa?–Não sei, mas acho que coisa boa não é – A ala 6 já estava limpa e até onde os jovens tinham visto, não havia sinal da menina.–O homem, Jim, disse para eu ir na sala dele quando terminasse–Eu não confio nele, nem você deveria confiar–Eu sei me cuidar, vá para a tal ala 7 e veja se você encontra a garota –Brian olhou para Gale hesitando e disse–Tudo bem, mas qualquer coisa grite. Gale foi andando em direção a sala de Jim, então ele parou em frente do mapa de cores e começou a lê-lo, haviam umas alas menores como a ala 1,2 e 3, que se encontravam no centro do hospital, mas Gale não conseguia ver a respectivas passagens que levariam para essas alas, na legenda podia-se ler: Ala 1: B* Ala 2: F* e L* Ala 3: V* e M* Mas essas letras poderiam significar qualquer coisa, Gale voltou para seu caminho em direção a sala de Jim, ele bateu na porta:–Esta aberta –Disse Jim, o ruivo entrou na sala e analisou o que se via a sua volta, era uma sala branca com uma mesa de madeira no centro, em cima da mesa havia um computador, vários papeis e pastas –Feche a porta por favor e sente-se, eu estava a sua espera –Gale obedeceu–Em que posso ajuda-lo senhor?–Em muita coisa, acredite, mas vamos começar por uma coisa mais simples –De repente uma imagem surgiu na cabeça de Gale, uma imagem que não parecia vir inicialmente de sua mente, seu corpo sendo brutalmente violentado por Jim, ele gritando e chorando de dor enquanto o medico se deliciava com aquilo tudo. O homem se aproximou do jovem por trás da cadeira e começou a cheirar seu pescoço devagar, passou sua língua pela orelha do menor e escorregou suas mãos nojentas e desprezíveis pelo braço dele, Gale se levantou rapidamente e ficou encostado na parede assustado.–O que o senhor esta fazendo?–Pensei que eu tivesse deixado claro, isso pode acontecer com o seu consentimento ou sem ele, eu preferiria que você... curtisse o momento comigo, mas isso depende de você –Jim se lançou para cima de Gale que deu a volta e foi para trás da mesa de madeira, a cena o fazia recordar do homem da floresta, o grito que ele queria dar, estava entalado em sua garganta –Hm.. pega-pega? Você esta deixando isso interessante –Jim correu atrás de Gale que jogou a cadeira em cima dele, o medico segurou a cadeira e jogou ela para o lado, seu olhar transmitia a mesma sensação da do homem da floresta, de predador caçando sua presa, Jim cercou Gale em um canto da sala e começou a se aproximar, ele agarrou o menor e começou a tocar suas nádegas apertando-as bem forte, sua mão foi escorregando pelo corpo do menino indo pelas suas costas e voltou a escorregar, descendo pela barriga até o pênis do garoto, Gale estava estarrecido até o momento, congelado, então quando o homem o tocou ele começou a lutar para sair, mas os braços largos do homem eram como tentáculos que o prendiam, Jim o jogou no chão de costas e abaixou a calça do menor, ele abriu o zíper e colocou para fora seu instrumento, quando Gale viu que ia ser estuprado, algo dentro dele rompeu, ele gritou e se virou de frente para o homem apontando sua mão para ele, Jim começou a sentir uma dor muito forte na cabeça e caiu no chão se contorcendo até desmaiar. Jonny encarava aquele lobo branco que ele chamava antes de irmã, sem saber exatamente o que fazer, seus pais apareceram ao seu lado, sua mãe o segurou pelo braço e o puxou para dentro de casa enquanto seu pai chamava a Lobo-Claire para entrar também. A casa estava uma bagunça, os pais dele correndo de um lado para o outro, Claire não tinha mais noção de espaço, seu rabo estava derrubando tudo, Jonny não sabia se ela estava percebendo isso mas parecia que não pois ela não parava quieta mesmo assim, e então ele explodiu:
–ALGUEM POR FAVOR PODE ME EXPLICAR O QUE ESTA ACONTECENDO!? –Seus pais pararam olhando para ele, sua mãe carregava os restos de um vaso quebrado e seu pai tentava acalmar Claire–Sentem-se por favor vocês dois –Disse Sam Tristen, pai dos gêmeos –Bem... por onde começar–Você pode começar com o porque da minha irmã ser um lobo–Jonathan, o mundo não é o que você pensa que é, aqueles seres de contos para crianças realmente existem... é claro que as características desses seres não são exatamente como nas histórias mas...–Espera... você esta me dizendo que seres como bruxas existem?–Hm.. sim é isso mesmo, minha família vem de uma linhagem de homens da lua.–Lobisomens?–Bem... preferimos o termo licantropes, mas é basicamente isso, quando jovens em torno dos 12 e 17 anos em noite de lua nova, nós descobrimos se somos ou não licantropes, é a primeira transformação–Não devia ser na lua cheia?–Todo mês na primeira noite de lua cheia nós nos transformamos de forma obrigatória, mas a lua nova representa o nascimento dos novos licantropes, depois disso podemos nos transformar sempre que quisermos, mas exige um certo esforço e desconforto, e não e muito fácil conseguir transformar, com o tempo fica mais fácil e rápido.–Então quer dizer que eu vou me transformar também?–Não, a data da transformação e marcada quando a pessoa nasce, se você também fosse, se transformaria hoje também, mesmo que vocês sejam gêmeos bivitelinos, a data seria a mesma.–Ai meu deus, e você mãe? Algo para me contar? Você é um alienígena ou algo do tipo?–Não seja bobo, até agora não sabemos nada sobre seres de outros planetas, mas se você quer saber se eu sou humana? Sim eu sou –Disse Mary Tristen, Claire observava tudo aquilo assustada e surpresa –Não se preocupe querida, você deve voltar a forma humana pela manhã.–Claire... venha comigo quero te mostrar algo –Claire e Sam saíram da casa e foram para o gramado, Jonathan foi até a janela junto de sua mãe e observou a cena. Sam despiu sua camisa e então ele se transformou em lobo, um lobo cinzento e grande, maior que um lobo normal, os dois trocaram grunhidos como se conversassem, e depois correram para a floresta que cercava a cidade.
Notas finais
Eita hehe opinem sobre o capítulo =D o que vocês estão achando até agora?
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