Burning Desire
7 Rule number 1 is that you gotta have fun
Notas iniciais
- Maya! — Tread falou com o tom de voz num misto de surpresa e agrado, franzi as sobrancelhas e sai andando.
- Não é assim que se trata um vizinho. — Ele respondeu, gritando no meio da rua me seguindo, fazendo com que todos me olhassem, me fazendo parecer a vilã da história, revirei os olhos.
- Vizinho momentâneo. — Respondi seca.
- O que é isso? Cadê a meiguice da antiga Maya? — Perguntou em tom brincalhão.
- A, eu continuo sendo a mesma, pera não, e afinal por que diabos você ainda esta me seguindo? — Falei parando e me virando, não conseguindo deixar de perceber a barba mal feita e a cicatriz nova no canto do seu rosto um pouco á cima da bochecha, uma tatuagem que também não tinha antes que iniciava do seu pescoço e sumia de baixo da camisa, me intrigando levemente.
- Porque eu sou seu vizinho e não estou te seguindo, apenas seguindo o mesmo caminho que você... — Ele falou em tom de pergunta. Revirei os olhos, esse jeito dele sempre me irritou, mas era sempre o que mais me deixava encantada, felizmente, isso tudo é passado, claro. — Deixa de lado, vamos ser amigos... — Ele ia dizendo e chegando mais perto jogando o corpo, quanto mais ele chegava perto mas eu ficava receosa, ele era uns 30 cm mais alto que eu, fazendo com que eu me sentisse uma tampinha, frágil, indefesa, odeio sentir isso.
- Amigos, sei bem onde esse "amigos" vai chegar, e não estou disposta a cometer o mesmo erro novamente. — Respondi, voltando a andar. Ele não se apressou, mas continuou atrás de mim.
- Eu não queria nada além de amizade, você não é mais pra mim. — Ele disse de um jeito desdenhoso, fazendo eu me sentir não desejável, feia e qualquer característica ruim, porque eu, na real, queria que alguém me quisesse, e por incrível que pareça a unica pessoa que eu achei que eu não iria mais querer na minha vida, eu quero, de novo, burra, tinha que ser loira para cometer o erro duas vezes! Sai resmungando no meio da rua.
- E pelo jeito não perdeu a mania de ser estranha. — Ele soltou outra no ar, virei para ele cerrando os olhos e fui até lá pisando forte.
- Você não pode falar uma coisa sequer de mim seu desgraçado... — Comecei a ir pra cima dele e dar tapas aleatórios na cara e no peito dele, por sorte Livy estava entrando na minha casa e viu a cena, veio correndo e me seguro, me levando para longe.
- Se acalma Maya, se acalma. — Ela falou com uma voz doce que me passou uma certa tranquilidade mas não o suficiente para fazer aquilo passar! Entramos em casa, ela fez café para mim e ficamos conversando sobre a viagem para ocupar a minha cabeça.
- Não acredito que faltam 3 dias. — Falei mexendo a colher dentro da xícara.
- Nem eu, tanta coisa pra ver, mala pra fazer, tudo ta passando tão rápido na minha cabeça. — Ela falou sorridente, dei um sorriso tímido, mesmo depois de tudo, ela ainda me defendeu, me ajudou, sei lá, odeio quando as pessoas me ajudam desse jeito porque me sinto em divida com elas, e essas dívidas, na maioria das vezes nunca serão pagas.
- Obrigada mais uma vez, eu... — Eu continuaria a falar mas Livy me cortou.
- Esquece essa história, esquece, vamos sair daqui por três semanas, longe de tudo e todos, calmaria Maya, tudo o que você e eu sonhamos quando eramos pequenas vai acontecer! E, pra sua felicidade, adicionei uma semana em Ibiza, então serão praticamente um mês de férias! — Ela falou e as festas me passaram rapidamente pela cabeça, nossa, bom demais. Após ela ter ido embora, deitei em minha cama e fiquei olhando para o mar através da minha janela, pensando e repensando tudo que eu iria querer fazer lá, afinal, uma chance dessas pode não se repetir.
3 dias depois.
- Pegou a bolsinha Maya? — Escutei a minha tia gritando da porta, arregalei meus olhos. Puta merda. Voltei correndo para casa e ela me abraçou, logo após entregando uma quantia de dinheiro e a bolsinha, agradeci a ela, a deus e a qualquer coisa viva que tenha me ajudado á ter esse solavanco em direção as coisas boas. E com um pouco de dor, mas beeeem pouca, me despedi dela e fui em direção á combi bicolor que me apaixonei de primeira ao ver, e antes de entrar, prendi a minha prancha em cima, depois entrei e partimos para o centro onde encontraríamos o resto das pessoas que iriam.
- Então May, você vai me odiar para sempre. — Livy disse e eu comecei a olhar suspeitando o que esse ser de outro mundo estava tramando contra a minha pessoa, chegando ao estacionamento eu vi Alan, Davi, uma garota com cabelo preto e piercing em todos os lugares visíveis, já os não visíveis agora não sei, e do lado as duas pessoas que eu menos queria ver e as que eram o propósito de eu fazer essa viagem para me afastar, Thalles e Tread, ambos segurando malas, isso era um sinal ruim, muito ruim.
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