Notas iniciais
Bom, é isso ai, desculpem a demora.

Acordei com a minha cabeça latejando e o quarto rodopiando.

– Opa cuidado. — Escutei uma voz do meu lado, me virei e vi Thalles me segurando pelos ombros, coloquei as minhas mãos na minha cabeça e massageei minhas têmporas. Thalles caminhou comigo até a cozinha e me sentou na cadeira, depois de uns minutos me deu um xícara de café.

Tomei alguns goles e aquilo desceu queimando, respirei fundo e apoiei meus cotovelos na mesa, minutos depois Mason entrou pela porta da varanda cantando alto.

Os dois conversaram por um tempo sobre um assunto que eu não sabia porque estava chata demais para querer escutar a voz de alguém. Mas quando comecei a escutar, a chatice foi se dissipando.

– Tem planos pra hoje? — Thalles falou e o olhei com cara de "vai chamar ele pra sair agora também?".

– Tenho, se quiser, vem comigo, você vai ver o que é realmente diversão. — Ele falou e piscou, antes de sair da cozinha falou que meia noite passava aqui pra pegar Thalles, e se fosse o caso, me pegar também.

Mas acho que não seria o caso. Não tinha muito interesse em ver que porra era essa que eles iriam tramar, mas, o jeito com que Mason falou me deixou tremendamente curiosa.

Whatever, levantei e fui pra casa, entrei pela porta da varanda e a casa estava uma bagunça tremenda. Peguei um saco daqueles pretos enormes e fui catando garrafas e latas por todo o canto.

Passei pelo quarto da minha tia, ela estava sentada no chão, fumando, de calcinha e sutiã, apoiada com as costas na cama. Apoiei meu corpo na parede e cruzei os braços, a olhando.

Ela me encarou, deu as ultimas tragadas, apagou o cigarro e soltou uma risada, levantei a sobrancelha e olhei pra cama dela, dois caras.

– Meu caralho. — Falei baixinho, eu não conseguia acreditar nisso.

Ela piscou pra mim e depois caiu na gargalhada, ela saiu do quarto e foi comigo até a cozinha, serviu café e tomei o mesmo de novo.

– Vai sair hoje? — Ela perguntou.

– Talvez, por que?

– Sua mãe chega amanhã, e você sabe como as coisas funcionam. — Ela respondeu e eu revirei os olhos.

O trato era o seguinte, para eu conseguir ficar na casa da minha tia, eu tinha que parecer comportada, e que eu não tinha uma vida social agitada, e era isso.

– Ta, tanto faz. — Falei colocando a xícara na pia. Sai pela porta da varanda e coloquei meus fones, sai descalça, caminhando pela praia, olhando o movimento.

Caminhei por horas, deu meia noite e Thalles me ligou perguntando onde eu tava, claro que eu disse que eu estava quase pronta pra ele não ir sem mim, cheguei em casa e tomei um banho, coloquei uma roupa e me arrumei, sai pela janela e encontrei os dois meninos na rua dentro do carro me esperando.

– Mas vê como demora. — Mason disse. — E nem ficou bonita. — Ele falou rindo, revirei os olhos, ligou o carro e seguiu pra BR.

Parecia que não chegávamos nunca, ja era uma hora da manhã e nenhum sinal de qualquer lugar pra parar. Mason dirigia rápido o que não me deixava dormir.

Chegamos em um estacionamento vazio, Mason parou o carro na frente de um portão e acendeu e apagou as luzes do carro algumas vezes, minutos depois o portão se abriu e como se tivesse ligado um interruptor o som começou e as luzes ligaram.

Mulheres de todo o tipo passavam de um lado para o outro, com roupas curtas mostrando tudo, homens exibindo os motores dos seus carros estilo Fast and Furious.

Mason parou o carro dele do lado de um vermelho, vidros abaixados, era bem no meio, tinha um garoto sentado no capo do carro com um cigarro entre seus dedos, sai do carro depois que eles saíram, encostei com as costas no carro e fiquei encarando as coisas ao redor.

Não vou mentir, aquilo parecia realmente divertido. Pra quem dirigia os carros, não pra quem apenas assistia.

– Fala guri! — Mason falou animado cumprimentando o amigo, Thalles se apresentou e apontou pra trás, suponho que falou o meu nome, o garoto me encarou, mas quase arrancou um pedaço, por fim, sorrio.

Desviei o olhar para um carro vermelho que chamava a minha atenção, tinha um cara moreno lá dentro, rodeado de mulheres e pessoas no geral.

Comecei a escutar gritos animados e então eles começaram a entrar no carro.

– Quer correr? — Escutei a voz de um homem no meu ouvido, me virei e dei de cara com o amigo do Mason.

– Eu vim aqui pra me divertir. — Falei levantando uma sobrancelha e escondendo o sorriso, ele sorriso e fez um sinal com a cabeça, não consegui me segurar e sorri.

Sim eu entraria em um carro com um completo desconhecido, mas porra, parecia surreal, e afinal, um pouco de adrenalina não mata ninguém.


Notas finais
Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=88909256&.locale=pt-br

Som: http://www.youtube.com/watch?v=wilOVCPtQVg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.