Burning

24 Capítulo 21


Notas iniciais
Eu não ia postar hoje, mais recebi reviws tão fofos que resolvi dar esse capítulo de presente para vocês... Boa Leitura!!

CAPÍTULO 21

Fiquei me remexendo para lá e para cá no saco de dormir, agitada demais para pegar no sono, assim como eu previra.

Depois de alguns minutos, me cansei de esperar o sono vir e sentei-me com as pernas cruzadas. A silhueta de Nathan era visível – mesmo com a barraca fechada, por causa da luz vinda da fogueira, como em um teatro de sombras.

Saí do saco de dormir e me ajoelhei nele para abrir o zíper da barraca. Assim que o fiz, saí de dentro dela, indo diretamente para o monte de folhas secas que eu havia me sentado antes. Durante todo o meu trajeto, Nathan me olhava confuso.

– Não estava conseguindo dormir. – esclareci, assim que me sentei.

– Algum problema? – perguntou ele, com um olhar preocupado.

– Eu só estou muito agitada, não consigo relaxar. – falei. – E você? Não vai dormir?

Ele não respondeu a princípio, apenas ficou me encarando por alguns segundos. Eu o fitei de volta, minhas bochechas ruborizando no mesmo instante. Por fim, ele desviou o olhar para os seus braços que estavam cruzados sobre o peito.

– Não consigo. – respondeu com um suspiro.

– E porque não? – perguntei. Talvez ele tivesse ansioso para rever seus amigos do Acampamento de Não-Humanos.

– Porque eu não consigo dormir tranqüilo, enquanto estou vendo que o que eu quero, está cada vez mais distante de ser alcançado.

– E o que é que você quer? – perguntei curiosa.

Ele levantou os olhos para me olhar.

– Você. – disse.

– Nathan... – engoli em seco. Meu coração batia furiosamente rápido. – Não faz isso, por favor! – pedi com uma voz fraquinha.

– Isso o quê? – perguntou se fingindo de inocente.

– Não fica falando isso. – eu estava atordoada.

– Por quê?

Ignorei sua pergunta e fiquei de pé. Ele fez o mesmo.

– Você disse que ia fingir...

– Sim, eu disse. – interrompeu-me. – Mas eu não agüento mais, Lorena. – sua voz era angustiada, enquanto ele andava decido até mim, parando há apenas trinta centímetros de distância. Recuei um passo e ele avançou mais um pouco. Dei outro passo para trás e minhas costas encostaram em um tronco de árvore.

Droga!– pensei.

Nathan sorriu e avançou ainda mais. Estávamos muito próximos, agora. Tanto que podia sentir sua respiração em meu rosto. Fechei os olhos.

– Por que você sempre foge? – sua voz não passava de um sussurro. – Eu gosto de você. Você gosta de mim... Qual é o problema? Por que você tem que complicar tanto?

Abri os olhos e ele me fitava intensamente, esperando uma resposta. Respirei fundo.

– Porque eu nunca gostei e nem sequer beijei algum garoto antes. Eu nunca me interessei por nenhum dos que eu conheci. – Nathan estava atento, absorvendo cada palavra que eu dizia. – Mas aí, você apareceu e...era tudo tão confuso e... intenso entre nós! Você me faz ter sensações que eu nunca tive antes. – suspirei. – Quando você se aproxima demais, como agora, meu coração dispara, minha respiração fica ofegante, minhas mãos começam a suar, minhas pernas ficam bambas, sinto borboletas em meu estômago... E eu nem sei o que isso tudo significa! – desabafei.

Os olhos dele estavam ainda mais azuis agora, grandes e brilhantes.

– Você está apaixonada. – disse ele simplesmente.

– Acho que sim. – sussurrei, enfim admitindo o que eu sentira esse tempo todo.

Ele deu um sorriso triunfante e se aproximou ainda mais, levando os lábios a minha orelha.

– Então – sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. – eu acho que devo lhe dizer que eu também estou apaixonado por você. Perdidamente apaixonado.

Um segundo depois, seus lábios macios encostaram-se nos meus, delicadamente. Era uma sensação maravilhosa, algo indescritível! Instintivamente levei minhas mãos aos seus cabelos negros, enroscando meus dedos ali e o puxando para mais perto. Ele sorriu em meus lábios e avançou, prendendo-me habilidosamente entre ele e o tronco, aumentando a pressão de seus lábios nos meus. Ele afastou um pouco o rosto, ofegante. Sua respiração banhava meu rosto. Eu estava inebriada, extasiada. A confusão de sentimentos era tanta, que eu não consegui fazer nada além de abrir os olhos.

– O que achou de seu primeiro beijo? – perguntou ele em um tom sarcástico, mas eu mal notei. Não conseguia prestar atenção em nada além da sua boca hipnotizante. Ele percebeu meu olhar e sorriu presunçoso. – Se quiser outro beijo, é só pedir.

Mas, ao invés de pedir, usei minhas mãos que ainda estavam em seus cabelos, para puxar seu rosto para baixo. Delicadamente, toquei seus lábios com os meus, separando-os um pouco. Instantaneamente senti suas mãos agarrarem minha cintura e seu corpo me pressionou contra a árvore.

E nesse momento, ouvimos um som no meio da mata.

Notas finais
Muito obrigada por lerem!! Até o próximo!