Burned
2 Capítulo 2- Porque?
Notas iniciais
Lucy acordou. Estava tudo embaçado, não conseguia se mexer. Sentiu um aperto em sua mão, e vozes que pareciam muito distantes. Dois vultos apareceram diante dela.
De repente se sentiu muito cansada. Ela não queria dormir. Queria descobrir o que estava acontecendo. Mas suas pálpebras não deixaram.
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Quando acordou de novo, tudo estava nítido. Ela estava num quarto de hospital, e a luz da lua que entrava pela grande janela do quarto era a única fonte de claridade. Seu noivo estava sentado numa cadeira de balanço ao seu lado, dormindo. Novamente tentou se mexer, mas não conseguiu. Ela estava imobilizada, presa por cintos de couro. Vários tubos se ligavam a ela, em todas as partes de seu corpo.
Lucy tentou chamar por seu noivo, mas só saiam sons roucos e quase inaudíveis. Ela suspirou.
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Lucy não conseguiu dormir. Ficou pensando no que tinha acontecido, no que estava acontecendo e no que aconteceria. Muitas coisas bizarras passaram por sua mente.
Finalmente o sol nasceu e um médico entrou no quarto.
–Senhora Falconer¿ Achei que não ia mais acordar. Seu noivo penou á dormir.
Lucy olhou para Oliver com tristeza em seu olhar.
–Talvez a senhora queira algumas respostas?
Ela olhou para o médico com um olhar de “Isso não é óbvio?”
–Então, a senhora desmaiou, está com queimaduras gravíssimas. Você quase conseguiu, foi uma pena seu oxigeno ter chegado ao fim justo naquela hora... Haviam poucas pessoas no local, e eles estavam com medo de serem incriminados pela morte de uma bailarina tão famosa, então de trouxeram para cá. É uma cidade pequena, e seu noivo logo descobriu.
Mas tudo isso era obvio. Tudo já tinha passado por sua cabeça.
–Senhora Falconer... sinto muito. Fizemos tudo o que podíamos pela sua pele e por seu olho... mas...
O olhar da garota continha desespero. Ela estava prestes a chorar.
–Sinto muito... você não poderá mais fazer movimentos bruscos... consequentemente não poderá mais voltar ao palco. -o médico não disse, mas Lucy também estava repugnante. Mesmo quando as queimaduras cicatrizassem, não seria algo bonito de se ver.
Lucy tentava desesperadamente conter o choro. Ela não percebeu, mas agarrava com força os lençóis.
O médico olhou para o chão tristemente e murmurou um último “sinto muito” e saiu do quarto.
Ela murmurou com a voz rouca “Porque eu não morri?” ela continuou chorando em silêncio, com cuidado para não acordar Oliver.
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Quando Oliver acordou, as lagrimas de Lucy já haviam secado. Ela olhava para um ponto fixo no quarto com um olhar de peixe morto.
Ele sentou-se na beirada da cama, a olhou com os olhos úmidos e sorriu.
–Achei que você iria morrer.
Lucy deu um longo suspiro e olhou para seu noivo.
Depois de um tempo, ela disse:
–Não vou mais poder dançar.
Oliver suspirou e ficou acariciando o rosto dela.
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