Burimyu (remasterizada)
7 Capítulo 7 - Visita
Capítulo 7 — A visita
– Muito bem, reuni vocês aqui na sala de reunião hoje, antes do trabalho, porque temos aquela visita especial. Acho que todos gostarão de conhecê-lo pessoalmente. E ele gostará mais ainda de conhecer vocês – Takuya falava entusiasmado – ele chegará em breve – e retirou-se.
Todos esperavam anciosamente. Takuya estava realmente empolgado com o musical e se dedicando muito, provavelmente Kubo também tinha algo a ver com o musical. Esperaram mais alguns minutos enquanto alguns conversavam, outros treinavam suas canções ou textos, até que finalmente Takuya voltou. Todos se calaram e olharam para ele.
– Nosso visitante chegou. Ele se esforçou muito pra adiantar seu trabalho e estar aqui hoje. Imagino que apesar de cansado, ele esteja muito feliz. Então vamos recebê-lo da melhor forma possível, ok?
Todos acenaram positivamente e Takuya foi até a porta acenando para que o visitante entrasse. Takuya o recebeu com um aceno de cabeça e um sorriso. Ele entrou. Todos ficaram deslumbrados e sem reação por um momento, mas então levantaram-se, sem bagunça, e o aplaudiram sorrindo durante um tempo considerável. Ele ficou imensamente feliz e os reverenciou. Em seguida Takuya fez um gesto para que todos sentassem e eles o fizeram.
– Eu estou extremamente feliz de estar aqui hoje. Precisei trabalhar muito até o ponto de quase desmaiar de sono para adiantar tudo e vir até vocês, mas realmente valeu à pena. Acredito plenamente que todos vocês farão um bom trabalho. Takuya-san me falou que todos aqui não só estão muito empenhados, mas também gostam muito de Bleach e acompanham. Não sabem o quanto me deixa satisfeito saber que gostam do meu trabalho.
– Nós também estamos muito felizes em recebê-lo hoje Tite-san. Todos aqui tem dado o melhor de si e sei que esse musical será um sucesso, ainda mais com sua participação no final do musical que está previsto para depois do The Dark, que apesar de curta tenho certeza que levará o público ao delírio.
– E nós também – falou Shogo.
Os outros atores, Takuya e Tite riram. Então os dois se sentaram enquanto novamente o elenco aplaudia. Durante um bom tempo falaram sobre como seria o musical, roteiro e canções e a participação que Kubo faria no final da última música de um dos próximos musicais, que já estava sendo programado, mesmo que ainda em segundo plano.
– Então pouco antes de vocês cantarem o trecho final de The Other Side of A Limit novamente, você Isaka-san, que será o Ichigo no momento, entra na platéia e puxa o Tite-san para o palco. Aí vocês o aplaudem, é claro, quando ele subir antes do Isaka-san...
Ouviram-se pequenos gritos de comemoração. Takuya e Kubo sorriram e todos voltaram a ouvir o diretor.
– E então vocês cantam o fim da canção, encerrando o musical.
– Mais uma vez agradeço Takuya-san. É um prazer trabalhar com todos vocês.
– Nós que agradecemos a honra de sua presença. Agora... creio que gostaria de conhecer algumas das canções deles?
– Claro!
– Vamos todos para o salão agora.
Eles se levantaram e se dirigiram ao salão onde costumavam treinar. Lá eles apresentaram as canções a Kubo. Depois apresentaram-lhe algumas das cenas. A cena em que Rukia salvou a família Kurosaki, algumas das lutas de Ichigo e as cenas protagonizadas por Yoruichi nas quais Kubo quase chorou de rir. Depois eles foram até o palco ver a estrutura giratória, que agora já estava em fase de conclusão. Parte já havia sido pintada e estava pronta. Kubo também viu as zampakutous, os figurinos, entrou nas inúmeras salas brancas do estúdio e nos salões de treinamento. Apesar de aquele ser o principal, havia um menor no andar superior. Depois Kubo desenhou um pouco para eles. Desenhou o personagem de cada um e deu-lhes como presente. Era incrível como ele desenhava rápido e de forma perfeita. No final da visita, Kubo conheceu os treinadores, ajudantes e conversou um pouco com cada um do elenco.
– Então você será a minha filha Rukia, pequena? Você é tão linda quanto ela. Sei que fará um excelente trabalho – ele exibia um sorriso radiante.
– Obrigada – ela respondeu também radiante.
– Já vi um de seus ensaios fotográficos, você é uma excelente profissional, não podiam ter escolhido melhor. Sem falar que sua altura e a do Isaka-san são perfeitamente compatíveis para os papéis.
Depois de ter falado com Miki ele se dirigiu a Tatsuya.
– Você será um ótimo Ichigo. Eu estava dizendo a Sato-san que suas alturas são perfeitamente compatíveis para os papéis. Não podiam ter escolhido melhor. Sem falar que as vozes de vocês são idênticas as de Ichigo e Rukia.
– Acha mesmo Kubo-san?
– Não, tenho certeza.
Tatsuya riu.
– Olá, Orihime-chan – ele acenou sorrindo para Rei que filmava tudo.
Depois de ter falado com todos e ter falado um pouco mais com Takuya, Kubo precisou se retirar.
– Bom, minha estadia com vocês hoje foi extremamente agradável. Eu não podia estar mais feliz, mas agora preciso voltar a trabalhar no mangá ou Bleach não continua.
Eles riram.
– Foi um prazer passar esse tempo com vocês, muito obrigado e até logo.
Eles também agradeceram e aplaudiram. Kubo sentiu-se extremamente lisonjeado, sorriu e fez uma pequena reverência antes de sair. Depois de passarem todos os ataques de alegria, eles voltaram ao trabalho. No final do dia, depois de encerrarem o trabalho, novamente falaram da magnífica visita que os acompanhara pela manhã. Estavam todos voando de felicidade, inclusive Takuya. Rei filmara a visita e alguns a assistiam. Outros apenas comentavam entusiasmados em outras salas.
– Olha só, ele é seu fã Miki-chan! – Disse Usui.
– Que bom. Não sabe o quanto me sinto feliz sabendo disso!
– Claro, quem aqui não ama e gostaria de ser amado pelo Kubo-sama?
– Agora você tem dois pais.
Todos deram uma longa gargalhada do comentário de Shogo. Passados alguns minutos Usui e Shogo saíram.
– Amanhã é sábado Miki. O que acha de um passeio?
– Nós dois?
– Sim. Se você aceitar, é claro. Nos divertimos um pouco por aí e depois voltamos cada um pra casa.
Ela refletiu um pouco. Estavam trabalhando juntos há três meses. Um admirava o trabalho do outro. Não haveria problema.
– Tudo bem.
Ele sorriu.
– Posso convidar Haru-chan? Ele gostaria muito de te conhecer.
Ele vasculhou a mente tentando lembrar.
– Seu fotógrafo e editor?
Ela acenou positivamente com a cabeça.
– Claro. Por que não? A que horas tá bom pra vocês?
– Sete e meia, pode ser?
– Claro. O que acha de irmos ao Parque Ueno? Nos encontramos aqui na frente às sete e meia.
– Por mim tudo bem.
– Obrigado por aceitar.
Eles sorriram um para o outro timidamente. Tatsuya pensou no que Eiji disse. Pensar separadamente. Tinha-o deixado mais tranquilo e seguro de não misturar as coisas. E quantas vezes seu coração não ameaçara parar enquanto ele criava coragem para pedir aquilo a ela... E quanto a Haruki, ele não pudera recusar. Ela já citar muitas vezes o quanto o jovem fotógrafo gostaria de conhecê-lo. E se aquilo a deixaria mais a vontade ao lado dele, pelo menos por hora, estava satisfeito.
Miki ainda sentia certa insegurança. Não tinha problemas com timidez em relação a ninguém, mas quando sentia uma aproximação maior sempre pensava com extrema cautela. Sabia que nem as coisas são o que parecem e não queria misturar trabalho e vida pessoal. Mas não podia desconfiar de todas as pessoas por isso. Eles se despediram e saíram do estúdio. Miki foi até a casa de Haruki antes de ir para a sua própria. Haruki levantou-se, fechando o notebook e andando em direção a porta para atender a campainha.
– Miki-chan! Entre – ele a puxou para dentro pela mão e fechou a porta.
A entrada da casa dava para uma sala de estar, a esquerda um corredor levava até o quarto e uma sala de edição, um mini estúdio montado por Haruki, a frente uma passagem levava a cozinha e a um banheiro. Na frente da casa havia um pequeno jardim. Haruki morava sozinho. A família vivia em Osaka. Tinha consigo apenas o cãozinho panda chinês que ele chamava Tenshi, pois o cachorro sempre o esperava sentado na frente da porta quando ele saia e fazia inúmeras coisas por ele. Estava frio aquela noite, não que frio não fosse algo comum em Tóquio. Miki usava uma touca preta em combinação com seu casaco preto. Um jeans azul-escuro e um All Star preto e branco, xadrez.
– Veio direto do estúdio?
– Não, fui deixar umas coisas em casa e vim andando.
O notebook de Haruki estava aberto em cima da mesa da cozinha. Ela viu uma bolinha branca e preta correr na direção deles. Tenshi ainda era um filhote de oito meses, mas já tinha o tamanho adulto. Ela o segurou em seus braços e o abraçou enquanto o cãozinho abanava a calda.
– Olá pequeno Tenshi, também estou feliz em te ver.
Ele latiu em resposta, ela o colocou no chão, ele pegou um osso de brinquedo na casinha, que ficava no fim do corredor e saiu correndo pela casa, até que deitou no tapete da sala e ficou mordendo o brinquedo.
– Ele te ama – Haruki ria – ei, sei que deve ter algo pra falar, mas antes vem ver suas fotos daquele último ensaio que eu acabei de editar. Acho que ficaram ótimas.
Ele correu para a cozinha e sentou na cadeira em frente ao notebook. Miki olhou a tela, as fotos do último ensaio estavam lá e um vídeo também. Haruki lhe mostrou tudo. A edição e a qualidade estavam perfeitas. Ele era realmente excelente naquilo.
– Aaahh Haru-chan! Está tudo perfeito!
– Eu só editei, você é a modelo. Como queria que as fotos da modelo mais linda do mundo ficassem ruins?
Ela soltou uma grande gargalhada.
– É sério!
Ela o abraçou ainda rindo.
– Ei, vai te atrapalhar muito sair pra um passeio amanhã?
– Claro que não!
– Tem mais alguém. Na verdade foi ele que convidou e pedi pra te chamar. Achei que não seria justo deixar você de fora.
– Aaaahhh Miki-chan! Dependendo de quem for me sentirei culpado. Devia ser um momento só de vocês dois já que foi ele que convidou, mas quem é?
– O Isaka.
– QUÊ??? EU VOU CONHECER TATSUYA ISAKA?! UAAAAAU! Mas se ele te convidou do nada?
– Sim.
– Acho que ele gosta muito da Rukia ou de você – ele deu um sorriso brincalhão.
– Para com isso! – Ela riu. – Vamos dar um passeio nós três e nos divertir muito.
– Tudo bem. Que horas nos encontramos?
– Na frente do estúdio às sete e meia. Vamos ao Parque Ueno.
– Te pego na sua casa as sete e quinze e nós vamos.
– Vou esperar. Tenho que voltar pra casa agora.
– Eu te levo.
Miki se despediu de Tenshi e saiu da casa com Haruki. Sua casa ficava apenas a dois quarteirões da dele. Tão perto que era estranho ele ir buscá-la no dia seguinte em vez de simplesmente se encontrarem em algum ponto, mas ele sempre fazia aquilo.
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