Burimyu (remasterizada)
28 Capítulo 28 - Comemoração
Capítulo 28 – Comemoração
Terminada a reunião, ao meio dia, foram a um shopping almoçar, todos juntos. Havia muito para comemorar. Miki ligou para Haruki, que os encontrou na ala de alimentação do shopping. Haruki fez fotos com uma câmera que levou. Estava sentado na frente de Miki e Tatsuya.
— Eu tô muito feliz mesmo! Me sinto irmão da Miki... serei parente do Tat-chan! – Ele sorria entusiasmado.
— Vai com calma Haru-chan, você falando faz parecer que nós estamos casando – ela disse rindo.
— É a lógica que isso aconteça um dia não é?
Ambos coraram. Ainda estavam sem jeito com aquilo.
— Eu tava só brincando, não fiquem pensando nisso. Vamos aproveitar. Tat-chan está de volta, será o Ichigo de novo. Rei-chan, Ito-san e Naofumi-san também voltaram. Minha equipe foi contratada de novo. Vocês dois e Takashi e Kumi estão namorando. Teremos amigos novos. E eu consegui ficar vivo depois de dar banho em Tenshi.
Os que estavam na mesa riram com a mudança brusca de assunto no comentário dele. Relembrando os velhos tempos, Ito pôs o chapéu de Urahara na cabeça e começou a andar por entre as mesas, carregando Soul Candys nas mãos.
— Miki-chan, Haru-chan e Tatsuya-san... que honra ver meus clientes de novo depois de tanto tempo… — ele encenava – gostariam de comprar Soul Candys para separarem seus espíritos do corpo.
Riram. Ito era perfeito no papel de Urahara. Ele acenou com a cabeça, sorrindo e seguiu para a próxima mesa.
— Rei-chan, Naofumi-san... não gostariam de separar seus espíritos do corpo?
— Não... obrigado.
Rei riu enquanto ele saía. Depois do almoço, passearam pelo local. Havia uma loja da Shonem Jump ali. Entraram e sentiram-se muito satisfeitos vendo o RMB Saien como parte do papel de parede. Foram reconhecidos pelos fãs que estavam presentes e mais uma vez se dispuseram a mais uma sessão de autógrafos e fotos. Conheceram alguns cosplayers, que tinham os mesmos personagens que eles e deixavam claro o quanto os admiravam e os tomavam como inspiração.
— Nós estamos realmente felizes por encontrar vocês aqui – Tatsuya tomou a frente – e saber que somos fonte de inspiração. Como eu disse na performance do The All, nossa gratidão por vocês é imensa. O carinho que vocês nos dão nos leva a seguir em frente.
Os fãs se continham, claro, mas por dentro estavam prestes a explodir de alegria por encontrar o elenco do Burimyu inesperadamente ali. Os atendentes da Shonen pediram a gentileza de que, aproveitando que estavam todos ali, autografassem a parte do papel de parede onde estava a grande foto do Saien. Eles se juntaram em frente ao papel de parede, já autografado, para Haruki tirar fotos. Primeiro ele tirou só do elenco e um dos atendentes tirou outras com Haruki e os fãs também. Miki prometeu aos fãs postar as fotos no seu blog. Depois de comprarem alguns artigos de anime/mangá e saírem, ainda deram mais uma volta pelo shopping. Era sábado. Deixaram o lugar por volta das cinco da tarde e foram para suas casas.
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Estavam abraçados na frente da casa dela. Ele afagava seus cabelos negros, agora mais curtos, lhe dando um ar ainda mais jovem do que ela já tinha.
— Foi tão divertido hoje, Takashi-kun... – ela dizia, retribuindo o abraço.
— Foi mesmo. E adorei meu chapéu novo.
Ela riu. Havia dado um chapéu a ele, sabia que ele gostava.
— Tenho algo pra você também. Seria covardia minha não retribuir.
Eles se soltaram e ele tirou a bolsa das costas. Abriu-a e tirou um boneco de pelúcia de dentro. Entregou-o a ela. Era um boneco de Hitsugaya.
— Aaahhh... ele é lindo! E muito fofinho. E mais baixinho que você. Hahahahaha.
— Ei! Assim não vale.
Ela continuou rindo e o abraçou. Ele retribuiu e calou o riso dela, beijando-a. Após alguns segundos separaram-se e ele sorriu.
— Até logo, princesa – deslizou os dedos pelo cabelo dela.
— Até – disse sorrindo e abraçando o bonequinho.
Ele colocou a bolsa de volta nas costas e esperou-a entrar em casa para enfim se afastar.
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— A história desse novo musical é muito interessante, mas vai ser meio pesado. Rukia vai ter que morrer...
— Eu nunca me imaginei fazendo uma cena de morte pra Rukia. Vai ser triste.
— Mas Takuya-san disse que o nii-sama dará um jeito nisso no final.
Ela riu.
— É pra ser feliz, mas... por que engraçado?
— Imagino você chamando Shuji de nii-sama e ele dando uma de Seshoumaru revivendo os mortos.
— Nii-sama? Posso testar depois de amanhã... Seshoumaru...? Ele era tão frio quanto o Byakuya.
Riram juntos.
— Hoje Haruki me entregou umas fotos que tirou no nosso último Live Bankai 003. Aquele seu irmão adotivo atrevido tem algumas que nós não temos — ele riu.
Estavam abraçados, sentados num banco de uma praça, perto da casa de Miki. Ele a mantinha perto a fim de protegê-la do vento gelado. Já era noite. Tinham uma linda visão de todas as luzes da cidade. Ele mostrou a ela uma foto da última vez que cantaram The Other Side of A Limit. Ele sorria para ela, que chorava, olhando-o. Lembrou daquele momento, doera muito, embora depois dos últimos acontecimentos, a lembrança daquela dor estivesse distante, quase como se não tivesse existido. Ela olhou a foto por algum tempo e Tatsuya a virou. Tinha algo escrito.
“Meu céu não terá mais nuvens, sua luz atingirá meu coração, a chuva será extinta. Se você parar de derramar essas lágrimas e abrir um sorriso para mim.”
— Eu queria te dizer isso naquele dia... Mas eu não consegui.
— Que lindo... Não sabia que tem esse dom com palavras. Mesmo assim... Obrigada por ter sorrido. Eu nem sei como consegui cantar naquela hora. Só você pra fazer todo mundo chorar antes mesmo do fim do show.
Ambos sorriam, olhando a foto novamente.
— Posso acrescentar algo mais agora.
Ele puxou uma caneta do bolso, virou a foto novamente e abaixo daquelas lindas palavras escreveu mais uma.
“Aishiteru”
Ela sorriu. Tirou do bolso o origami negro de borboleta, que fizera durante o passeio no shopping. Puxou de outro bolso uma caneta prateada, escreveu nas asas da borboleta a mesma palavra e deu o origami para ele, que abriu um grande sorriso e abraçou-a mais forte, beijando os cabelos dela, enquanto sentia as mãos pequenas envolvendo sua cintura.
— Vai ficar tarde. É melhor irmos pra casa.
— Eu vou te levar e depois vou embora.
Soltaram-se e ele a puxou pela mão em direção a casa dela. Chegaram em frente a porta e ela a destrancou, mas antes de entrar virou-se novamente para ele. Por dois segundos, a timidez ainda presente entre eles quase os bloqueou. Abraçaram-se uma última vez e dessa vez foi ela a beijá-lo. Deu-lhe um selinho e depois se soltaram. Ele se afastou, enquanto acenava, quando ela já entrava em casa. Acenou de volta e entrou. Ele virou-se e seguiu seu caminho.
Trancou a porta e foi para seu quarto, deixando a foto na estante junto à foto que havia voado para seus pés naquele dia. Olhou-a e sorriu, verdadeiramente feliz. Um ano atrás nunca imaginaria estar naquela situação agora. Era incrível como a sua vida num momento era uma coisa e em um segundo, com uma simples troca de palavras e gestos se revertia em outra. Pegou o notebook e sentou na cama, abraçando Chappy. Checando seus e-mails, encontrou o de Haruki, ele avisara que mandaria as fotos daquele dia. Ela morreu de rir com as fotos que ele mandara da sua tentativa de sobreviver ao dar banho em Tenshi. Depois viu as fotos do passeio. Todos juntos na ala de alimentação, Ito caracterizado de Urahara oferecendo Soul Candys, depois na loja da Shonen Jump, uma foto de Takashi e Kumi, sentados em um dos bancos na entrada, abraçados e sorrindo, lindos. E uma foto que Haruki tirara perto da hora de saírem. Ela enlaçava o braço de Tatsuya, estavam muito próximos, e ambos sorriam. Sorriu com a foto, ao mesmo tempo pensando sobre aquela decisão. Se fora correta. Depois repreendeu-se por pensar tanto, ela pensara o suficiente durante meses, se continuasse daquele jeito acabaria enlouquecendo e nada daria certo entre eles.
Para acabar com aquela confusão interior, pensou em seu coração. Ele estava bem e feliz, então ela também ficaria. Salvou as fotos e como prometido, postou a foto com os fãs no blog.
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Horas atrás: reunião.
— Bom, esse é o nosso nono Burimyu, chamado Akari Tsuki. Uma história original nossa, que não vem do anime nem do mangá. Uma Lua vermelha aparece em Karakura e uma série de assassinatos de shinigamis, sem explicação, se inicia. Nós teremos quatro novos membros no elenco, que vocês conhecerão em breve. Eles vão interpretar os personagens Haruka, Iruma, que será o vilão, autor dos assassinatos, Ukitake e Shunsui. Eu explicarei o restante da história quando os quatro estiverem aqui, na segunda-feira.
— Assassinatos de shinigamis? Perguntou um dos taiins – quer dizer que todos nós morreremos?
Todos riram com aquilo, até Takuya.
— Sim, além de não saberem a que esquadrão pertencem vão morrer e reviver para interpretar seus papéis aleatórios. Iruma precisa de muito sangue shinigami para alcançar seu objetivo e quanto mais sangue a zampakutou vermelha dele consegue, mais a Lua fica vermelha. E agora, a parte triste, que não é tão triste assim porque Shuji-san... Byakuya-sama dará um jeito nisso no final de tudo.
Depois da onda de riso, olhavam para ele, esperando.
— Ichigo hesitará em ferir um humano, Iruma, por sentir uma imensa força de vontade nele, o que acaba dando uma brecha para que ele se liberte de Rukia, que acaba sendo morta... Não me olhem com essas caras, me deixem terminar. Esse musical desenvolverá mais a fundo a relação entre Ichigo e Rukia. Após sua morte, Ichigo se sentirá terrivelmente culpado, terá um diálogo com Byakuya e vai cantar “Eu luto para proteger Rukia”. Bem, a canção não se chma assim na verdade, mas essa é a intenção.
Takuya explicou a história superficialmente e alguns métodos de como iriam trabalhar, deixando os detalhes para quando conhecessem os quatro novos atores. Terminada a reunião, os liberou.
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