Burimyu (remasterizada)
25 Capítulo 25 - Japan Anime Live
Capítulo 25 – Japan Anime Live
Estavam em Paris, seria o primeiro show no dia seguinte. Saíram do hotel para conhecer um pouco a cidade e tirar fotos. Espalharam-se pela cidade, voltariam no fim da tarde. Takuya os advertiu de terem o cuidado de não se machucarem nem sofrerem nenhum mínimo acidente. Ele sempre dizia aquilo antes dos shows e nos treinos também.
- Nada de carregarem uns aos outros nas costas hoje. Muito menos correndo. A performance de Rukongai no Kioku não é hoje nem é na rua, é amanhã naquela casa de shows. Tentem ser discretos e não serem reconhecidos ou podem não conseguir aproveitar o passeio de tanto que serão parados pelos fãs. E evitem cantar enquanto estão fora. Não se chamem pelos nomes dos personagens, não que vá impedir que alguém os reconheça, mas dificulta.
Eles assentiram e depois de se agasalharem, saíram. Passaram o dia andando pelos pontos turísticos da cidade, tirando fotos, tendo o cuidado de cumprir as advertências de Takuya. Foram reconhecidos por alguns fãs, eles tentaram sim não serem reconhecidos, para evitar uma possível bagunça em algum ponto da cidade, mas era inevitável. Algumas pessoas eram fãs demais, eram capazes de perceber suas presenças por um mínimo detalhe. Deram autógrafos e tiraram fotos, tentando serrem discretos. Ao fim daquele dia divertido, um pouco de tristeza bateu aos corações. Aquele que mais amava tudo que aconteceria no dia seguinte não estava ali, por uma dúvida do coração. Já à noite, noite, sozinha no quarto das garotas a ruiva fitava a janela, observando as luzes coloridas que começavam a tomar conta da cidade.
- Eu espero que você volte... – sussurrou para si mesma.
Após mais alguns segundos de observação, saiu e foi ao encontro dos demais.
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Depois daquela turnê foram para Roma, onde participariam do Japan Anime Live. O palco tinha uma entrada no centro e duas escadas de cada lado da entrada, que levavam para um patamar mais alto, onde havia uma tela enorme que transmitiria as cenas legendadas e traduzidas, com exceção das canções que não teriam tradução, para facilitar o entendimento e a visibilidade da platéia. Também ocorreriam apresentações de outros animes/mangás famosos, como Naruto, Fullmetal Alchemist e One Piece. Bleach era um dos mais esperados.
- Qual a sensação?
- Está nervoso?
- Um pouco, mas vai ficar tudo bem.
Ele sorria, estava voando de felicidade. Apesar de sentir falta de Tatsuya, ela tinha que admitir que Norizuki também era um excelente ator. Ela riu ao vê-lo pular de alegria.
- Quando fizemos o primeiro musical ficamos apreensivos. Não sabíamos como as pessoas iam receber isso. Mas depois do ensaio geral e todos os gritos quando nós começamos ganhmos confiança total.
Ela a ouvia atentamente.
- Não tem que se preocupar, eles vão gostar de você também – ela queria completar a frase com “mesmo sentindo falta do Tat”, afinal os fãs também sentiriam falta dele, mas temeu magoá-lo e quebrar toda aquela felicidade — você também é muito bom e sua voz parece bastante com a do Masakazu Morita. Seja você mesmo lá na frente, acredite cegamente que você é Ichigo Kurosaki e não Norizuki Kohei e tudo sairá perfeito.
- Obrigado – ele agradeceu ainda sorrindo enquanto tentava espiar o que acontecia no palco.
Em um momento ele parou de sorrir e a fitou.
- Você sente falta dele não é?
- Todos sentem – ela ficou apreensiva com a pergunta a princípio.
- Mas você era a mais ligada a ele. Deve ser um tanto doloroso pra todos vocês fazerem isso sem ele.
- É sim... – não estava mais tão triste quanto antes, ainda tinha saudades, mas se havia um fio de esperança decidiu agarrar-se a ele – mas o show tem que continuar. Mesmo longe, não significa que não vamos mais nos ver e se ele estiver feliz, nós também estaremos – ela sorriu – não fique preocupado com isso.
- Eu acho que ele vai voltar... – ele falou sorrindo.
Era só um palpite, mas ele tinha um olhar tão confiante, ela não sabia se por ser seu primeiro show ou se porque ele realmente sentia que aquilo iria acontecer, que por um segundo até pareceu um presságio. Ela sorriu para ele em resposta. Em seguida os olhares de ambos se voltaram para o pouco que conseguiam ver do palco. Logo chegaria a hora.
Antes de entrarem, foram mostradas algumas cenas do anime na tela, saga Soul Society e Hueco Mundo, enquanto alguém cantava Rolling Star de Yui, presente em Bleach. Entraram. A tradiconal cena de quando Ichigo e Rukia se conheceram e estavam rodeados por incontáveis hollows. Antes de Rukia passar os poderes a Ichigo, ela mesma puxava a zampakutou e atacava todos os hollows que via a sua frente. A situação de inverteu e os hollows a atacaram, agredindo-a várias vezes. Ela caiu no chão e ouviu-se a voz de Ichigo.
- Me dê essa espada shinigami!
- Não sou shinigami. Sou Rukia Kuchiki.
- E eu sou Ichigo Kurosaki!
Enquanto destruía os hollows com a zampakutou, Norizuki cantava Bleach. A voz dele era bem diferente da voz de Tatsuya, mas ele conseguia cantar bem apesar de estar apenas começando.
- Mas o que há com aquela zampakutou?
A certo ponto, Miki começava a cantar com ele. Os fãs gritaram como loucos quando acabaram a canção. Seguiram com a tradicional história da Soul Society. Rukia entrou, agora com a farda colegial, falando sobre os sentimentos humanos, que os shinigamis não deveriam ter e sobre Ichigo, ela sorria quando falou dele. Cantou Chiisana Yasuragi.
Renji e Byakuya entraram em palco para levar Rukia, logo depois dela terminar de cantar. Todos gritaram ainda mais com a entrada dos dois.
- Renji?!
- Você estava pra se tornar uma das mais brilhantes shinigamis, Rukia Kuchiki.
Ichigo apareceu e começou a lutar com Renji. Logo foi ferido e caiu no chão. Renji se preparava para um golpe fatal. Rukia o agarrou impedindo-o. Ele a atirou com força no chão. Byakuya apareceu. Ichigo, ferido por Renji e Byakuya, rastejou no chão, agarrando o Haori do nobre. Rukia tentava desesperadamente soltar-se de Renji, que a segurava com força, depois dela impedi-lo de matar Ichigo. Após um breve diálogo, Byakuya o ameaçou.
- Parece que você não quer muito esse braço.
Num ato de desespero, Rukia se soltou e correu até eles, chutando o braço de Ichigo.
- Como um humano imundo ousa tocar no meu irmão? Nii-sama, me leve de volta à Soul Society e deixe-me pagar por meus crimes. Duvido que tenha problema em deixá-lo assim. Naturalmente, ele irá parar de respirar e sua vida irá se extinguir.
- Rukia?! Que brincadeira é essa?! Olhe pra mim!
- Fique quieto! Você vai morrer, então fique quieto e viva o quanto puder. Se você... fizer um mínimo movimento... se tentar vir atrás de mim... eu nunca vou perdoar você! – Ela falou à beira das lágrimas e saiu.
Norizuki caiu novamente no chão, virando-se para cima em seguida. Passados alguns milésimos de segundo, gritou. Um grito alto, estridente, desesperado. Logo ouviu a voz de Urahara e Yoruichi querendo ajudá-lo. Momentos depois, ele invadia a Soul Society, jurando salvar Rukia e os taiins o perseguiam. Desenrolaram a trama da saga Soul Society. Ichigo agora lutava com Renji, enquanto os demais shinigamis cantavam e também lutavam entre si. Renji, derrotado, gritou o nome de Rukia e começou a cantar Rukongai no Kioku. Logo Rukia estava salva e os espectadores gritavam e aplaudiam o show.
Em um momento do show, Miki cantou Hanabi do Ikimono Gakari, canção presente no anime. Foi brilhante. Depois do show, houve uma entrevista com os participantes, que conversaram entre sim, todos imensamente felizes pelo sucesso.
- Eu acho que seria uma boa ideia outros animes terem um musical também – falava o Naruto.
Ele tinha a mesma cara de travesso do personagem, o que o deixava extremamente bem no papel.
- Então Takuya-san é o diretor. Muito bem, pode nos contar como surgiu essa ideia magnífica de transformar Bleach em musical?
- Primeiramente, conversamos com o autor da série, Tite Kubo-san, e depois de pensar um pouco, ele também achou que seria uma boa ideia.
A entrevista seguiu por algumas horas, tiraram fotos, receberam alguns fãs e deixaram a casa de shows. No dia seguinte estavam voltando para Tokyo, felizes pela turnê e imaginando o que viria pela frente.
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