Burimyu (remasterizada)

15 Capítulo 15 - Hanami Hanabi


Notas iniciais
Kumi = Momo
Kumiko = Yoruichi

Capítulo 15 – Hanami Hanabi


Naquele dia estavam liberados. Todos paravam para ver o Hanabi e comemorar o Hanami. Logo cedo o elenco, Haruki, Takuya, Soichi e mais algumas pessoas da produção haviam se encontrado na rua para vislumbrar as árvores com flores de pétalas brancas ou cor-de-rosa. Caminharam por um dos imensos corredores de cerejeiras, sentindo o vento bater no rosto e levar as pétalas em direção a um lago próximo. Era lindo. Alguns deles filmavam, outros batiam fotos, inclusive quando eram reconhecidos por algum fã e com toda boa vontade e felizes pelo reconhecimento, atendiam seus pedidos de fotos e autógrafos. No Japão todos eram muito calmos e educados, fãs não costumavam causar nenhum tipo de transtorno.

Todos usavam kimonos ou yukatas. Miki ficara linda com um yukata onde o preto e o branco se misturavam juntamente com o obi amarelo. O cabelo preso numa espécie de coque. Estava encantadora, a ponto de ser facilmente confundida com uma criança. Usava um par de zoris pretos com correias amarelas, no mesmo tom do obi, decorados com algumas flores cor-de-rosa. Kumi vestia um yukata azul bebê com obi lilás, também de tom suave e getas com correia da mesma cor do yukata. Prendia o cabelo num coque com dois tradicionais palitos chineses decorados. Daquele jeito, parecia ainda mais com uma criança. Rei vestia um yukata laranja com obi branco estampado com flores também laranjas, zoris e cabelo preso. As outras garotas e os garotos também vestiam várias cores e estampas e estavam todos igualmente maravilhosos.

— Essa é uma das coisas mais lindas que existe! – Haruki corria entre as árvores encantado com toda a beleza da paisagem.

Vez ou outra eles se distanciavam uns dos outros observando as árvores, o céu azul ou o lago.

— Eu adoraria ter uma dessas no meu jardim, é realmente uma pena que falte espaço – Takashi, vestido de azul claro e verde escuro, dizia focando a câmera no próprio rosto – Deve ser legal dormir numa árvore ou recostado no tronco de uma.

Aquilo fez Harumi e Kumi rirem.

— A menos que você sonhasse estar voando ou caindo enquanto dorme nos galhos da árvore – Harumi lhe disse.

— Não Destrua meus sonhos assim, Matsumoto!

— Hahahahaha – as duas se divertiam.

— Vou descontar do seu salário!

Enquanto os três brincavam ali os demais se dividiam entre conversar, observar a paisagem ou filmar e tirar fotos. Alguns haviam sentado embaixo das árvores.

— Podíamos incluir isso como um extra nos backstages – Takuya falava com algumas pessoas da produção e alguns atores.

— Hoje ocorrerá o Hanabi. Nós estamos aqui para vislumbrar o Hanami como podem ver. As pessoas estão aqui para observar as belas sakuras e fazer piqueniques – Tuti falava para a câmera.

Eles riram com a empolgação dele. Shuji o filmava enquanto se afastaram com Tuti falando sobre o Hanami e o Hanabi.

Observando a pequena sentada abaixo de uma das árvores cor-de-rosa, decidiu-se, após alguns segundos de luta interior, sentar ao lado dela. Arrumou seu kimono azul marinho com obi verde claro e caminhou na direção dela ouvindo a madeira das getas, de correias também azul marinho, bater no chão. Já ao lado dela, sentou-se, mantendo certa distância.

— Oi – deu um meio sorriso, tímido, olhando para o chão.

— Oi – o sorriso dela foi mais aberto.

— Você e Kumi-chan estão parecendo duas crianças assim.

Ela riu do comentário.

— Você parece menos criança desse jeito.

Estavam começando a parecer opostos. Ela riu da expressão séria dele enquanto analisava mentalmente o comentário dela.

— Me chamou de criança?

Ela riu novamente sendo observada por ele. Ela ficava encantadora sorrindo.

— Tat! Acorde! – Ela o chamou.

Ficara fora de órbita envolvido pela alegria dela. Até imaginava sua cara de bobo olhando-a. Se sua pele não tivesse um certo tom moreno seria visível o leve rubor em seu rosto por ser surpreendido daquele jeito e por sua própria culpa.

— Desculpe, acabei me distraindo.

— Não é difícil, há muito o que se admirar aqui – disse ainda mantendo o sorriso.

“Inclusive você”, se passou pela cabeça dele, mas não disse a ela. Ao se dar conta do próprio pensamento ficou desconcertado e nervoso. O coração parecia que queria deixar o corpo, sentiu o rosto queimar. “O que estou pensando? Tão de repente...”. Não importava ela ser mais velha que ele, a diferença era quase insignificante, o que lhe assustara fora aquela onda de alegria que cruzou seu peito e o fez suspirar. Segundos após, conseguiu controlar-se. Pensou em levantar-se e dar uma volta, mas não havia motivos para fugir daquele jeito, sem falar que podia deixar um clima tenso, ainda mais com o convite de estarem ali naquele dia sendo dela.

— É verdade – falou antes que ela estranhasse seu silêncio.

Conversaram por mais algum tempo até que Haruki os encontrou. Ele vestia um kimono cinza claro com obi marrom avermelhado.

— Me deixem tirar uma foto de vocês dois! Estão tão bonitinhos aí embaixo!

Hesitaram por um tempo, mas ele os convenceu. Ambos abriram um lindo sorriso e Haruki conseguiu sua foto. Estavam realmente graciosos sentados ali, lado a lado. Haruki saiu correndo para registrar a imagem das pétalas que caíam na água.

— Você está linda – ele disse antes de levantar-se – vou dar uma volta por aí.

— Obrigada – ela agradeceu sorrindo, um pouco surpresa com aquilo.

Ele devolveu o sorriso e saiu. Deixaram o corredor de cerejeiras por algumas horas mais tarde e voltaram á noite para o festival do Hanami. Algumas pessoas vendiam comida e algumas lembranças do festival daquele ano.

— O Ikkaku gosta de sakê e eu também, com moderação é claro!

Usui conversava com Naoya, Shogo e Kengo, que bebiam coquetel com uma pequena dose de saquê.

— Algodão doce para as crianças – Asuna entregou dois algodões a Takashi e Kumi.

Ambos aceitaram com gratidão, mas fingindo irritação Takashi a fuzilou com o olhar.

— Como é que é?!

Kumi, Asuna, Kumiko, Hiroko e as demais garotas que estavam por perto riram. Ao lado Eji, Eiki, Naofumi, Ito e os taiins jogavam Jo Ken Po. Tuti, Kohei e Masahiro conversavam com Takuya.

— Ansiosos? – Harumi segurava Tenshi em seus braços.

— Sim – Tatsuya acariciava a cabeça do cãozinho, que abanava a cauda.

— Gostou dele? – A ruiva perguntou.

— Nunca pensei que pudesse realmente existir um cachorro com a aparência de um panda.

Todos foram interrompidos pelo som dos primeiros fogos de artifício a cruzar os céus e explodirem em incontáveis e encantadoras cores e formas. Pássaros, corações, flores, estrelas. Inúmeras explosões ou simplesmente linhas de luz se espalhavam pelo céu a frente das pessoas que observavam e filmavam, encantadas. Por mais que vissem o festival todos os anos, era impossível não se encantar novamente. A explosão final deixou todos boquiabertos, fora tão grande e cheia de cores que não ocupou um raio menor que mais ou menos sete ou oito metros. Uma das coisas mais lindas que já haviam presenciado. Ao fim da queima dos fogos todos os presentes aplaudiram.

— Acho que todos viriam de todo jeito, mas obrigado por ter nos chamado, Miki-chan – Eiki agradeceu, agora também brincando com Tenshi.

Permaneceram mais algum tempo ali, encontrando conhecidos e até outros atores.

— Vejam, aquele é Niiro-san. Ele é uma pessoa incrivelmente amigável, é especializado em musicais e ama este festival. Não é difícil encontrá-lo aqui.

Todos fitaram a direção que Takuya apontava. Um homem de cabelo um tanto comprido, como o de Tatsuya, fitava o céu ainda sorrindo, como uma criança, mesmo que não houvesse mais nenhuma luz ali além da luz das estrelas e da lua. Seu cabelo era loiro, a raiz um pouco mais escura. Era alto, magro e bonito. Vestia-se elegantemente com um kimono preto, obi verde esmeralda e zoris de madeira escura.

— Se ele é tão bom não teria sido uma boa ideia incluí-lo no elenco, Takuya-san? – Eiji perguntou.

— Pensamos nisso, mas ele não se apresentou porque já estava trabalhando em outro projeto.

Após cumprimentarem brevemente o elegante ator, que era realmente muitíssimo simpático, aproveitaram mais um pouco o festival antes de voltarem.

— Também acho que todos iam vir de qualquer jeito, mas ia ficar chato com todo mundo separado, obrigado, Miki.

— Pensei o mesmo, por isso tive a ideia. Me sinto feliz por todos terem vindo.

A conversa foi interrompida por Tenshi, que acompanhado por seu dono, pulava alegremente na frente dos dois, fazendo-os rir. Minutos depois foram todos para casa, embora duvidassem que fossem conseguir dormir tendo o coração tão agitado com as lembranças daquele dia.


Notas finais
Não resisti incluir o Niiro nesse capítulo. xD Eu acho que ele gosta desse festival, acho. xD
Essa grande explosão que eu falei realmente aconteceu no Hanabi de 2007. Segue vídeo no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=T_DpnlJREto&feature=fvwrel