Burimyu (remasterizada)
10 Capítulo 10 - Treinamento, primeiro dia
Capítulo 10 – Treinamento, primeiro dia
- Muito bem. Como eu disse antes, agora vocês vão nos dar uma pequena amostra de algumas cenas e canções no palco, que está quase terminado. Eu quero as cenas inicias hoje. A cena em que Rukia dá os poderes a Ichigo e ele salva a família Kurosaki,a cena do especial Memórias na Chuva e a cena em que Rukia é levada de volta a Soul Society. É uma cena que causa certo impacto por causa do grito do Ichigo – falou Takuya com um olhar sério, porém gentil.
- Então vai mesmo haver a aquela cena? – Miki perguntou.
- Sim! – Ele sorriu.
- Ah! – Ela cobriu o rosto com as mãos.
As outras garotas riram. Tatsuya deslizou uma das mãos pelo cabelo, também parecia inseguro por causa disso.
- Vamos! Vai dar tudo certo! Haverão muitos IchiRukis na platéia!
- Não deixe Kubo saber que você disse isso – Usui comentou, arrancando risadas de todos ali.
- Eu quero ver a interpretação de vocês de BLEACH e Hona Sainara – disse Shoichi.
- Vamos prosseguir a semana inteira somente com o primeiro dia do musical. E nas duas semanas seguintes com o segundo e o terceiro. Depois revezaremos. Agora, todos para o palco e ao trabalho.
Ao término das palavras de Takuya e Shoichi, eles se dirigiram ao palco e deram início ao que fora requisitado. Tatsuya e Miki encenaram de forma perfeita o momento em que Rukia conhecia Ichigo e logo após cair ferida no chão, dava seus poderes para ele.
- Me desculpe! Agora todos vão morrer!
- Eu gostaria de dizer “não se preocupe com isso...”, mas infelizmente eu não estou em condições de lutar — ela falava se arrastando pelo chão até sentar-se e encostar-se na parede, respiração levemente ofegante.
- Todo mundo... Todo mundo vai morrer!
Todos observavam silenciosamente enquanto os atores que seriam os hollows os rondavam e as vozes dos dois ecoavam pelo palco.
- Você quer... salvar sua família?
- Há alguma maneira? Uma maneira de salvá-los?!
- Há uma maneira. Não, para ser mais precisa, há uma única maneira.
- Não importa... Por favor, me diga!
Ela girou a espada várias vezes no ar, com uma única mão.
- Você deve se tornar um shinigami!
- O quê?
- Pegue essa zampakutou e perfure seu peito. Assim, eu vou tentar te dar metade do meu poder. Se você falhar nós dois vamos morrer. Mas como você tem um poder espiritual elevado, talvez você...
- Eu aceito sua ideia. Me dê sua espada, shinigami!
- Meu nome é Rukia Kuchiki!
- Entendo... Eu sou...
- Rápido, os hollows estão vindo!
Ele tirou a zampakutou da mão dela e fingiu fincá-la com toda a força em seu próprio corpo. Passado algum tempo, eles viram claramente o que aconteceu, mas no musical ninguém veria porque haveria muita fumaça, nesse momento Tatsuya também desapareceria na escuridão e reapareceria com o kimono shinigami e a Zangetsu em mãos.
- Eu sou Ichigo Kurosaki!
- O que há com aquela zampakutou?
- Como ousam encostar o dedo na minha família?!
Ele ergueu a zangetsu e começou a brandi-la contra os hollows aniquilando um por um, enquanto Rukia olhava as próprias mãos e seus olhos arregalavam-se, espantada por ter perdido todo o seu poder e não só metade e também pelo tamanho anormal da Zangetsu. Em seguida Isaka começava a cantar BLEACH junto com o som liberado pela produção, ainda sendo rondado pelos hollows, e Miki ia para a parte de trás do palco sem ser percebida por causa da pouca luz que incidia sobre ela no momento. Enquanto a música tocava, outros shinigamis entravam e logo depois começavam a cantar.
“Eu não deixarei ninguém mais se machucar (...)
Eu não deixarei mais sonhos serem quebrados.
Eu não deixarei mais lágrimas serem derramadas.
Para salvar essa vida que eu amo.
Para proteger esse coração que acredita.”
Nessa hora Orihime, Urahara e Sado também entravam no palco e cantavam.
“E se por acaso nós nunca tivéssemos nos encontrado,
Talvez não estivéssemos sentindo essa dor agora.
Supere-a agora... Para chegar ao amanhã.”
Todos os shinigamis correram para frente do palco, exceto Miki que ficou no patamar superior, com Tatsuya, Rei, Ito e Naofumi.
“ BLEACH! Acredite no amor, no futuro e em nada mais.
BLEACH! Continue a acreditar...
E você terá o poder para mudar o destino. BLEACH! “
Depois de um pequeno solo, eles cantaram o resto da canção. Takuya e Shoichi aplaudiram quase pulando de emoção.
- Ótimo! Todos fizeram um bom trabalho e ficarão ainda melhores até lá. Agora, prossigam.
Depois cantaram Hona Sainara, a canção a qual Tuti fazia questão de enfatizar, nos bastidores, como deveriam ser certos movimentos. Era uma canção alegre e contagiante. Todos iam muito bem. Precisavam apenas melhorar um pouco a sincronia entre si. Isso eles conseguiriam com toda a certeza nos meses seguintes. No ensaio geral todas as cenas estariam em ordem, no momento Takuya enfatizada as consideradas mais marcantes. Terminada a rodada de canções, chegou a hora da cena do especial Memórias na Chuva. Os demais sentaram-se na platéia para observar.
-Tatsuya-san, lembre-se das instruções dos treinadores. Na hora que você cair tenha cuidado. Você é muito pesado pra ela te segurar de verdade. É melhor uma dor nas pernas que nossa Rukia machucada ou com problemas na cena, ok? – Takuya o advertiu antes de sair do palco.
— Não se preocupe.
Após uma longa e torturante luta de Ichigo contra Grand Fisher, interpretado por um dos taiins, Ichigo estava esgotado.
- Ichigo, pare! Você não tem mais condições de lutar! – Ela o segurava pelos ombros.
- Não! Não acabou ainda! Eu ainda posso lutar! – Ele gritava na direção do hollow.
Os olhos dele começaram a fechar-se e o corpo perdeu a força. Caiu em cima de Rukia, que ainda o segurava, e o abraçou para suportar seu peso, em seguida virando-o e deitando a cabeça dele em seu colo. Ela olhou o rosto dele, sorrindo com ternura. O som da chuva reinava.
- Pra continuar respirando, esse idiota deve ter mesmo muita energia espiritual. Por não morrer hoje Ichigo... obrigada — a cena terminava ainda com o som da chuva.
Momentos depois o hollow era morto por Ishiin, também interpretado por um taiin.
Os dois ficaram muito sem jeito quando os demais soltaram um gritinho e aplaudiram.
— Eu disse que ia dar certo! Você está com sorte hoje! – Usui falava.
— Vocês vão me pagar! – Tatsuya brincou, fazendo-os rir.
Ao fim daquele pequeno ensaio em palco, eles se reuniram novamente nos bastidores.
— Fiquei impressionado com a capacidade de vocês de convencer os outros de que estão realmente desesperados nas lutas e empolgados nas canções. Parabéns a todos vocês! – Takuya abriu um grande sorriso – e viram, vocês dois? A cena não foi ruim nem difícil, foi? Os espectadores vão amar.
Todos o aplaudiram e sorriram com o elogio. Alguns bagunçaram, amigavelmente, os cabelos de Miki e Tatsuya.
— Eu estou muito feliz com o que vi! Vocês serão um sucesso! Mas não deixem de praticar, ainda há muito a ser feito – dizendo isso retirou-se da sala de reuniões, deixando que eles conversassem entre si por algum tempo.
Eles começaram a se deslocar pela sala. Tatsuya aproveitou a distância que ele e Miki mantinham dos outros no momento e estavam todos ou quase todos distraídos, conversando sobre as cenas e canções treinadas naquele dia.
— Espero que tenha gostado do passeio no sábado – ele falou baixo.
— Eu adorei, de verdade. Guardei a flor comigo. Creio que eu vá conseguir conservá-la por um bom tempo. Está dentro de um dos mangás de Bleach.
— É uma boa maneira de conservar flores. Que bom que gostou dela.
— Da próxima, eu que vou te convidar. Foi tudo muito bom – ela sorriu.
— Estarei esperando – ele sorriu também.
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Tuti e Takashi se encararam. Quem visse diria que queriam fuzilar um ao outro, mas depois relaxaram a expressão e sorriram.
— Parece que você andou nos seguindo, Tuti-san.
— Você também, Takashi-kun, mas aquilo foi apenas ironia do destino... Finalmente ganhou o coraçãozinho da Kumi-chan cuide bem dela.
Japoneses não costumavam discutir esse assunto, nem mesmo amigos, a não ser que fossem realmente “muito” próximos. Naqueles dois meses de trabalho eles haviam se tornado quase irmãos e o Japão também mudara com os anos, dando um pouco mais de segurança e liberdade para que as pessoas conversassem sobre certas coisas.
— Que tal voltarmos ao trabalho agora? Ainda temos muito tempo até a noite.
— Claro, não podemos nem devemos parar nenhum segundo.
Juntaram-se aos que se dirigiam ao salão de treino.
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