Burimyu (remasterizada)
5 Capítulo 5 - Coração, primeiro alerta
Capítulo 5 – Coração, primeiro alerta
– Não precisa ficar com medo. Ninguém vai te fazer mal aqui. Pode falar e até gritar – ele pegou a mão dela – eu vou proteger você do Aizen.
Ela riu e ele afagou os cabelos dela.
– Por que você é tão quieta?
– Não sei Takashi-kun... mas obrigada.
– Tudo bem, vamos voltar ao roteiro.
Foram interrompidos por uma gargalhada e ergueram os olhos. Takashi ficou sério olhando de forma engraçada para a autora do barulho.
– O que foi Matsumoto?
– Nada Taijou – e riu novamente, se afastando.
– Não liga pra ela. Vamos continuar. Kumi-chan?
Ela estava rindo do acontecido.
– Você tá vermelho Takashi-kun! – E riu novamente.
Ele ficou desajeitado, mas depois de vê-la sorrindo não agüentou e começou a rir com ela. Depois de cinco minutos voltaram ao roteiro.
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– E então? Estão prontos? Algumas coisas tem que ser adiantadas e a roupa é uma das principais. Vamos começar com vocês dois. Essa é Tomoyo Higushi. Responsável pela confecção das roupas. Se as que já estão prontas precisarem de ajustes, ela os fará.
Tomoyo tinha cabelos negros que iam até os ombros e aparência jovem. Eles se cumprimentaram. Depois Miki, Isaka e outros convocados entraram em salas diferentes para experimentar o figurino. Takuya estava chamando-os em grupos de cinco. Isaka vestiu a parte branca superior do kimono, depois a preta e a calça de kendo e amarrou a faixa, sendo ajudado por alguns assistentes, não era fácil colocar aquele kimono sozinho de primeira. Depois calçou as tabis e as sandálias shinigami. Se observou no espelho, pegou a Zangetsu ao lado, apoiou-a no ombro, pôs a outra mão na cintura e sorriu. Ainda faltava o cabelo laranja e a maquiagem, mas isso seria visto depois. Se ver daquele jeito só o fez lembrar-se do quanto estava feliz com aquilo. Por um momento pensou em Miki, como ela ficaria bem com o kimono shinigami, uma vez que ela parecia a própria encarnação de Rukia. Se viu com um sorriso bobo diante do espelho e de novo ficou confuso e seu sorriso sumiu. Tentou pôr a mente em ordem ao se lembrar da presença dos demais ali.
– E então? Acha que precisa de ajustes Tatsuya-san?
– Não mesmo. Está tudo ótimo! – Ele confirmou com um sorriso.
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Miki prendeu o cabelo. Vestiu o kimono branco. Depois experimentaria o outro, seria ajudada pela própria Tomoyo. Pensou em como Isaka ficaria de Ichigo. Ele era simpático demais. Não conseguia imaginá-lo como Ichigo. Ao menos não sem o cabelo laranja. Lembraria de dizer a ele para ser mais sério ao menos nas cenas não interativas do musical. Voltou à sala onde estavam Takuya, Tatsuya, Tomoyo, Usui, Eiki e Harumi.
– Realmente perfeito Isaka-san!
Ele esperou que terminassem de falar.
– Então? O que acha Takuya-san? – Miki questionou quando apareceu na sala.
– Perfeito Rukia-chan! Você nasceu pra ser a Rukia! – Disse quando se virou para ela – não concorda Tomoyo-san?
– Claro – ela sorriu – tem certeza que não é necessário nenhum ajuste?
– Tenho.
– Ok então – ela acenou com a cabeça e se dirigiu a Usui, para checar um pequeno ajuste que teria que fazer.
Isaka e Miki se olharam. Ambos achavam que o outro estava perfeito de kimono. Depois Miki voltou à sala onde havia se trocado e vestiu o kimono preto, as tabis e as sandálias shinigami, com a ajuda de Tomoyo. Pegou a Sode no Shirayuki e se observou no espelho. Sentiu seu coração pegar fogo com a felicidade que sentiu. Estava amando fazer aquilo. Sentia vontade de pular e gritar pela enorme felicidade, mas se conteve e voltaram até os demais.
– Ótimo! Ótimo! Vocês todos serão um sucesso! – Takuya vibrava de felicidade, seus olhos brilhavam – hoje vocês verão a parte da estrutura giratória que já está sendo montada, eu vou lá conferir, voltem já ao trabalho – e saiu.
– Eu vou guardar o kimono branco Miki-chan. Eu já volto.
– Tudo bem.
– Nós podemos deixar os nossos em cima das mesas então? – Eiki perguntou.
– Sim – ela respondeu quando já saía.
Ela saiu. Os que ficaram admiraram uns aos outros por um tempo.
– Realmente, você é a encarnação da Rukia! – Eiki falava.
– E você é igualzinho ao Kira.
Eles riram. Miki e Eiki estavam entre os mais parecidos com seus personagens.
– Ninguém lembra do careca, não é? – Usui fingiu irritação.
Eles explodiram numa gargalhada.
– Harumi-san está linda – Miki opinou.
Ela agradeceu e continuaram a conversa por mais um tempo. Minutos depois as meninas já haviam saído da sala.
Isaka deu dois passos para trás e encostou-se na mesa, olhando para os outros dois que o olhavam com um sorriso esquisito.
– O que foi? Por que estão me olhando assim?
– Você gosta dela – Usui o provocou.
– Como assim?! Eu gosto de quem?!
– Não finja que não entendeu! – Eiki disse antes de começar a rir junto com Usui – o jeito que você olha pra ela e fala com ela não negam. Fica até com cara de bobo sem notar.
– Parem de rir! Nós só nos damos muito bem porque contracenamos muito juntos!
– Olha aí! Você sabe até de quem estamos falando.
Diante das últimas palavras de Usui, ele ficou sem ação e abaixou a cabeça.
– Pretende falar com ela sobre isso? – Ele esperou alguns segundos, mas não teve resposta – não tem que ficar sem jeito na nossa frente. Trabalhamos juntos há pouco tempo, mas também não começamos ontem. Somos companheiros, pode confiar em nós. Ninguém vai saber disso a menos que você diga. Mas se quiser ajuda saiba que estamos aqui, ok?
– Isso Tat-san! Olhe bem nos meus olhos! – Eiki apareceu a sua frente — você é homem! Sem medo e sem hesitação! – Ele disse fazendo uma alusão a certa música escrita para um dos musicais, na qual Eiki seria o alvo principal.
Ele riu ao lembrar disso.
– Eu vou me vingar disso Eiki e Usui... – disse sorrindo.
Os três riram.
– Você não deve se vingar dos seus companheiros que só querem te ajudar e te conhecem tão bem que descobriram de cara qual é a questão – Usui disse com o tom de Ikkaku, fazendo os outros dois rirem – agora vamos, que ainda temos muito o que fazer hoje – ele disse enquanto deixava o kimono na mesa.
– Coragem Tat-san! – Eiki disse erguendo o punho e saindo da sala com Usui.
Todos os kimonos estavam ali. Tomoyo logo os apanharia para guardar. Deixou o seu, o único que faltava, ao lado do menor de todos, que ele reconheceu na hora. Era dela. Achou engraçada a diferença de tamanho. Um kimono pequeno, o dela e o seu, maior. Não pode deixar de pensar nos próprios Ichigo e Rukia. De novo estava com um sorriso bobo. Mas seu coração confuso doía por os amigos terem percebido. Confiava neles e sabia que não lhe causariam problemas por isso, mas continuava confuso. Tentou se controlar e saiu.
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Ele acabara de ler um dos últimos e-mails de Takuya. Estava recebendo informações de como andavam as coisas no estúdio. Ensaio, roteiro, construção do palco e as canções. Sentia-se orgulhoso com aquilo, e feliz. O twitter explodia em comentários dos fãs japoneses e de outros lugares do mundo também. Já havia sido divulgada a notícia do musical. Certos fãs lhe chamavam a atenção. Os fãs brasileiros, que lhe escreviam em inglês, na maioria amavam Ichigo e Rukia e junto com os japoneses pareciam os mais ansiosos pelo musical. Vez ou outra ele também quebrava a cabeça para entender de onde vinham certos comentários sem muito sentido sobre certos personagens ou determinadas cenas fillers. Também se divertia lendo as hipóteses dos fãs sobre o futuro de Bleach. Alguns eram bem espertos, mas ele não diria isso a eles. Depois de alguns minutos deixou o computador de lado e voltou a desenhar.
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– Parece que alguém gosta de uma das nossas baixinhas... – Harumi comentava no camarim das meninas.
Só ela e Miki estavam lá. As demais estavam com Takuya e Tomoyo.
– Temos três baixinhas aqui – disse se referindo a Kumiko, a ela mesma e a Rei.
Harumi sorriu deixando-a curiosa. A ruiva não tinha se alertado a nada disso, mas sentiu o rosto queimar.
– O jeito que ele olha pra você... o que acha? Ele até fica com uma cara de bobo.
Ela havia notado.
– Ele gosta muito de Bleach e da Rukia. Pode ser só isso.
– E pode não ser – ela disse, soltando um risinho em seguida ao ver que a tinha deixado sem jeito – não me leve a mal Miki-san. Mas é verdade... O que você acha disso?
– Não sei...
– Não se estresse com isso, deixe o tempo correr... – ela sorriu novamente ao perceber que o coração da pequena também ficara balançado com aquilo – mudando de assunto...
O coração acelerado dela tentava se controlar quando começaram a falar sobre as últimas canções que haviam cantado algumas horas atrás.
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