Burimyu (remasterizada)
26 Capítulo 26 - Presságio
Capítulo 26 – Presságio
Ainda estavam todos radiantes pelo sucesso da turnê na França e do show em Roma. Já estavam em Tokyo outra vez. Haviam relatado tudo que aconteceu a Tatsuya, que ficou imensamente feliz por eles, apesar de não ter participado. Ele viria visitá-los, mas ainda não havia dito quando. Norizuki, como avisado, depois de voltarem, os deixaria em breve para trabalhar em outras coisas. Sua performance fora muito boa, seria difícil encontrar de novo alguém tão bom quanto o primeiro Ichigo. Takuya tinha pessoas em vista, mas ainda não confirmara nada.
— É uma pena que ele vá sair – comentava Tuti, estavam todos almoçando num restaurante.
Junto com Tuti estavam Miki, Kumi, Eiji, Eiki e Shuji. Os demais se distribuíam em outras mesas. Uma semana se passara desde a volta para Tokyo.
— Já foi difícil substituir Tat-san. Nori-san trabalha bem. Não vai ser fácil encontrar de novo alguém pra manter o mesmo modelo de apresentação.
— Takuya-san está se esforçando pra achar alguém que ao menos tenha a voz bem parecida com a de Tat-san ou de Morita-san, como o Nori-san – disse Eiki.
— Rukia, quando nosso Ichigo vem nos visitar?
— Não sei ainda nii-sama, ele não deu notícias ultimamente.
Os demais riram da encenação.
— Rei-chan, Ito-san e Naofumi-san virão também quando ele vier, mas realmente ainda não sabemos quando – Kumi falou.
Uma parte deles estava com um visual diferente. Miki, Kumi, Eiji, Shuji e Takashi tiham cortado o cabelo. Takashi parecia ainda mais criança com o cabelo mais curto, Kumi parecia uma bonequinha. Miki ficara com uma aparência mais travessa. Eiji e Shuji pareciam mais jovens.
— Será que Eles mudaram a aparência também?
— Não faço ideia Eiji.
— Você ficou com uma cara de levada com esse cabelo mais curto.
— Hahahahaha.
Os demais riram junto.
— É verdade Miki-chan – Eki disse.
— Kumi-chan parece uma bonequinha com o cabelo assim – ela falou, olhando-a.
Kumi sorriu, mas por alguns segundos escondeu o rosto nas mãos. Seu cabelo agora esbarrava nos ombros, num corte reto, com a franja acima dos olhos. O cabelo naturalmente negro contrastando com a pele branquinha. Estava linda.
— Tem razão, ficou linda. E ainda mais fofinha – comentou Takashi, que apareceu do nada com um dos taiins, filmando todos ali.
— O que é isso Takashi-kun? – Ela riu e escondeu o rosto mais uma vez.
— Não tem porque se esconder, eu fui sincero – ele afastou as mãos dela do rosto.
Ela sorria. Ele sorriu de volta e saiu com o taiin, continuaram filmando.
— Olha... Kumi-chan... – Miki falou, olhando-a, num tom de brincadeira.
Os outros enfatizaram aquele momento também.
— Chega. Parem com isso – ela ria.
— Tudo bem, deixem Kumi-chan em paz – falou Tuti.
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Estava sentado no banco de uma praça em Nagoya, saíra do seu suposto novo trabalho há alguns minutos. Ele teria apenas alguns dias para tomar uma decisão. Ainda estava confuso e sentara-se ali para pensar e decidir o que fazer. Havia também outras decisões que tinha que tomar, como um dia para ir visitar os companheiros, ele prometera visitá-los quando voltassem da Europa.
Estava indo para casa sozinho. Se acostumara a ter ela do lado antes de ir para sua própria casa, mesmo com a insistência de que não era necessário acompanhá-la. Entrou em casa. Estava ali temporariamente enquanto tomava uma decisão, muitas coisas suas deixara em Tokyo, levando apenas as mais importantes. Se dirigiu a seu quarto, olhou o leãozinho, Kon, em cima da cama. Em cima da mesa, aquela mensagem.
“Eu quero que você seja muito feliz.”
Será que ele conseguiria? Dois ou três meses eram suficientes para descobrir que se sente falta de alguém? Ou se sente falta apenas da companhia dessa pessoa e que logo a dor vai passar? Ele queria saber se iria parar de doer. E se parasse? Sentiria a mesma felicidade imensa ao vê-la de novo? Ou não sentiria mais nada? De quem seu coração sentia falta? Rukia ou Miki? E mesmo que fosse de Miki, deixaria de sentir falta dela? E mesmo que deixasse... ainda se sentiria feliz ao vê-la? Ou não sentiria mais nada?
Se aprontou para dormir. Olhou para um álbum de fotos, feito pela própria produção do Burimyu, que deixara em cima da prateleira. Estivera olhando-o momentos atrás. Fotos de todos eles, com e sem figurino. Decidiu deixar todas as dúvidas dolorosas de lado naquele momento e dormir. Deitou e puxou as cobertas sobre si. Colocou Kon sentado do lado do travesseiro e fechou os olhos. Levou alguns minutos para dormir, antes de tudo escurecer, ouviu as gotas de chuva lá fora baterem contra tudo que havia abaixo delas, como naquele dia, do aniversário dela. A chuva caíra momentos depois dele deixá-la em casa e ir embora, por sorte chegara em casa a tempo de não se molhar. E ele adormecera sob o som da chuva, com Kon ao seu lado, daquele mesmo jeito. Ele não acreditava em coincidências. A chuva estaria lhe dizendo algo ou querendo acalentar seu coração? Não sabia. Acreditava no destino, mas o futuro tinha infinitas possibilidades. Finalmente dormiu e não ouviu nem pensou mais nada.
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Acordou no dia seguinte com a luz do sol brilhando mais forte, embora o chão permanecesse molhado pela chuva da noite passada. A dúvida a respeito de muitas coisas ainda agredia profundamente seu coração, mas tomara uma decisão, como tinha que ser feito. Depois de tomar café, ligou para Eiji, comunicando que iria visitá-los em breve, que seria uma surpresa e poderia chegar a qualquer momento. Tinha um motivo para não revelar que viajaria para Tokyo no dia seguinte. Estava a pouco mais de quatro meses longe. Antes de encontrar todos tinha que esclarecer duas coisas, com duas pessoas diferentes. Ambos, assuntos importantes. Estava seguro a respeito de uma de suas decisões. Tinha medo da outra, mas tentaria.
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— Ele disse que virá em breve, mas não falou qual o dia. Disse que quer nos fazer uma surpresa.
— Sério? Será que vai aparecer por aqui junto com Rei-chan, Ito-san e Naofumi-san?
— Não faço ideia do que se passa na cabeça dele. Talvez apareça de repente no estúdio pra nos ver treinando. Takuya-san disse que já há uma ideia para o próximo musical, que é muito boa, que teremos pessoas novas no elenco além do Ichigo e quer colocá-la em prática assim que puder.
— Realmente, a cabeça dos nossos roteiristas trabalha muito rápido.
— É verdade. Takuya está se esforçando para achar alguém que faça Ichigo da melhor maneira possível. Ele não quis falar nada ainda da história quando perguntei, mas disse que na nova performance a relação entre Ichigo e Rukia terá um destaque importante e que algo muito grave acontecerá com Rukia.
— Nossa... espero que eu não tenha que morrer em alguma cena.
Os dois riram. O que ela não imaginava, nem ele, é que Rukia teria que morrer mesmo, mas que no fim de tudo, as coisas de alguma forma ficariam bem.
— Eu tenho que sair agora. Ja ne.
— Tudo bem. Ja ne – ela desligou.
Estava sentada na cama. Acordara há pouco tempo. Arrumou a cama e levantou para sair do quarto. A janela aberta fazia o vento soprar na direção da prateleira onde ela deixava as fotos do Burimyu. Apesar do vento, nunca nenhuma das fotos voara dali, estavam divididas em duas pilhas. Quando atravessava a porta do quarto, sentiu algo voar e bater nos seus pés. Se virou e apanhou a folha de papel fotográfico. Era a foto de Ichigo, estendendo a Zangetsu. Sempre que olhava aquela foto em um momento difícil sentia que ele lhe dizia para não dar ouvidos aos empecilhos, pegar a espada e lutar. Por que aquela foto fora atingida e levada pelo vento? Justo aquele foto. Por mais forte que estivesse o vento, nada nunca voara daquela prateleira. Pensou que até parecia um presságio, até por estar falando dele com Eiji minutos antes. Ainda confusa, colocou a foto de volta no lugar e saiu do quarto.
Notas finais
Só pra avisar, a fic tá chegando no fim. Eu queria prolongar por causa do Bruimyu 2012, mas será só no fim de agosto, fica muito longe. Penso em fazer um cap extra, posteriormente, com o musical desse ano.
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