Burimyu
8 Capítulo 8 - O passeio
Capítulo 8 – O passeio
As sete e vinte Haruki pegou Miki em casa e os dois foram até o parque no carro de Haruki. Miki notava que ele parecia nervoso.
— Não precisa ficar assim Haru-chan.
— Mas admiro muito o trabalho dele e finalmente vou conhecê-lo! Você não imagina como foi naquela tarde de autógrafos do Asian e quando conheci você. Achei que ia ter um infarto!
— HAHAHAHAHAHA! Mas hoje você não tem mais problemas quanto a mim. Pense nisso e tente se acalmar. O Isaka é muito legal e paciente.
Eles chegaram e estacionaram próximo ao parque. Encontraram-se na frente do parque no horário combinado. Miki usava uma blusa preta e um jeans azul. Haruki, uma camisa branca do Asian Kung-Fu Generation e um jeans preto. Quando chegaram Isaka já esperava. Usava uma camisa branca estampada, uma xadrez marrom e branca por cima e um jeans azul-claro. Todos calçavam All Stars. Miki usava um xadrez preto e branco, Haruki, vermelho e Isaka, xadrez cinza e branco. O dia ensolarado não estava quente, mas também não estava tão frio como de costume, então nenhum usava casaco, touca e cachecol. Haruki tentava se controlar. Sempre fora ansioso, especialmente em relação a momentos ou pessoas que considerava importantes. Tinha melhorado um pouco com Miki, mas não acabado o problema.
— Bom dia – Isaka os saudou sorrindo.
— Bom dia — responderam juntos, Miki devolveu o sorriso.
— Esse é o Haruki – ela o indicou com o olhar.
— Então você é o Haru-chan que Miki fala tanto. Prazer – ele estendeu a mão e Haruki a apertou.
Soltaram as mãos e Haruki começou a falar timidamente.
— Eu admiro muito o seu trabalho como ator. Será excelente ver você e Miki-chan trabalhando juntos. Estarei na primeira fila! Desculpe, mas sou muito embaraçado pra falar – ele escondeu o rosto com as mãos.
— Obrigado.
Os três riram.
— Deixa disso – Miki puxou as mãos dele – hoje é um bom dia pra você treinar o combate contra sua timidez. Que tal entrarmos agora?
Os três seguiram para dentro do parque, seguindo por um caminho de pedra com um elegante tipo de cerca negra de metal, lembrando um corrimão, de cada lado da trilha. Em ambos os lados havia inúmeras árvores. Várias pessoas também admiravam o lugar, algumas tiravam fotos. O parque era constituído de um jardim botânico, um zoológico, uma biblioteca, um museu de artes e um jardim japonês. O Museu de Artes da Cidade de Osaka, construído em estilo simétrico, tinha duas alas, uma exibindo arte antiga e a outra, arte moderna. O parque chamava-se Tennoji por ficar no bairro Tennoji, um bairro ao redor da Estação Tennoji, que tinha sido no passado um local muito movimentado devido à sua proximidade ao Templo Shitennoji. Tennoji tinha muitas linhas de trem e de ônibus, o que o tornava a porta de entrada para o sul de Osaka. Havia também vários shoppings centers, alguns subterrâneos. O bairro oferecia agradável entretenimento. Em pouco tempo eles chegaram ao zoológico. Na entrada havia uma placa marrom suspensa, “Nzabi National Park at Tennoji Zoo, Osaka”. Agora o caminho era de terra, com arbustos, pedras e árvores dos lados. Mais para frente, viram tigres, ursos polares, rinocerontes, girafas, chimpanzés, jabutis, gaivotas, cutia, pingüins, pandas e outros. Na placa dos pandas, uma curiosidade, eles não eram ursos, tinham parentesco bem maior com os guaxinins. Eles olhavam empolgados cada um dos animais, era fantástico ficar tão perto de seres que viviam tão distantes. Os olhos de Miki brilhavam com aquilo o que deixou Isaka satisfeito. Com Haruki não era diferente. Ele e Miki deviam mesmo ser como irmãos. Enquanto andavam viam as decorações junto as jaulas dos animais. Pequenos jardins com animais feitos em madeira, pedra e também com as próprias plantas. Um especial chamou a atenção dos três, principalmente de Miki. O contorno de um coelho, feito em metal, pintado de branco, em cima de um suporte de madeira que lembrava um tronco de árvore.
— É o Chappy!
— Pegue-o Rukia!
— Quer ser preso por roubar o zoológico Haru-chan?
— HAHAHAHAHA – os três riram juntos.
Haruki tirava fotos do passeio. Quando saíram do zoológico, foram a um local atrás dele. Viram uma fonte magnífica com estátuas, rodeada por um lindo e colorido jardim, que abrigava uma torre de pedra junto da parede do zoológico. Passando pelo jardim elegante, foram para o outro lado do parque onde tinham grandes árvores, bancos de pedra, sombra e bem mais pessoas. Alguns sentados nos bancos, outros na grama, alguns tirando fotos ou passeando pelo local. Apesar da quantidade de pessoas, era muito tranquilo, até pela típica tradição japonesa de nunca fazer muita algazarra. Os mais barulhentos eram alguns turistas estrangeiros, que mesmo assim tentavam se adaptar e respeitar a tranquilidade do local. Eles compraram algodão doce e sentaram na grama. Terminaram de comer e ficaram admirando o céu azul por entre as folhas e galhos das árvores. De repente, ouviram perto deles murmúrios mais altos.
— Olha, olha mamãe! São a Miki Sato e o Isaka Tatsuya! Olha!
Eles olharam para o lado procurando quem falara aquilo. Um garotinho japonês de cabelo negro, curto, que devia ter uns dez anos, falava agitadamente com uma mulher de cabelo castanho escuro, pele clara e altura mediana.
— Olha só, são mesmo! – Ela os olhou sorrindo e acenou.
Eles acenaram de volta.
— Porque não vamos até lá? – Ela disse encarando o filho.
Os dois se aproximaram e eles levantaram.
— Olá, eu sou Misa Noguchi. Esse é meu filho, Minoru Noguchi. Ele é um grande fã de Bleach já há uns cinco anos. Ele já conhecia um pouco do trabalho de vocês e quando soube que estariam no musical se apaixonou ainda mais.
— É um prazer conhecê-los, ainda mais num lugar tão legal como esse, você não acha? – Isaka sorriu para o pequeno enquanto bagunçava seu cabelo.
— Sim. Você é o Ichigo! Ela é a Rukia! E você...
— Esse é o Haruki.
— O seu editor e fotógrafo que você falou naquela entrevista?!
— Sim, ele mesmo – ela respondeu sorrindo.
— Eu posso tirar fotos com vocês três? Podem em dar autógrafos?! – Ele perguntava pulando, literalmente, de felicidade.
Eles se sentiram imensamente satisfeitos por terem seu trabalho reconhecido. Atenderam aos pedidos do garoto, que abraçou cada um deles depois. A mãe o observava com um sorriso, estava muito feliz por o filho ter tido a sorte de encontrá-los naquele dia. Com a voz feliz do garoto, logo outros fãs desatentos foram atraídos, inclusive estrangeiros e várias outras crianças. Eles atenderam a todos. Depois de meia hora, foram para o palco de entretenimento ao vivo no centro do parque. A banda tocada músicas diversificadas, incluindo de animes e de Bleach. Os três vibraram ouvindo Ichirin no Hana. Passaram o dia e a tarde quase inteira no parque. Às 17 horas, saíram.
— Haru-chan, obrigada por ter vindo.
— Eu que agradeço o convite Miki-chan, foi muito divertido. E foi muito bom te conhecer Tacchan!
— Também foi bom conhecer você – ele sorriu.
— Miki, olha só! Que crepúsculo fantástico! Vou tirar uma foto, já volto! – Ele se afastou correndo e sumiu de vista.
Isaka e Miki olharam o crepúsculo, estava mesmo lindo.
— Você gostou de hoje?
— Sim. Muito!
— Que bom.
Ele pegou a mão dela, timidamente, e colocou uma pequena flor rosa clara. Miki fitou a cerejeira em sua mão.
— Veio voando até mim agora pouco. Achei que ia gostar dela.
— É linda. Vou guardar.
Ele fechou a mão dela sobre a flor, só o suficiente, para não amassar a flor Sakura. Por um tempo ele continuou segurando a mão dela na sua, aquela mão pequena. Sentia que podia protegê-la de tudo daquele jeito. Miki sentiu uma agradável segurança com aquele toque. Depois ele abaixou a mão dela enquanto a soltava levemente, no exato momento em que Haruki voltou.
— Conseguiu a foto?
— Sim. Tirei várias. O céu está fantástico. Bom, acho que agora vamos pra casa né?
— Sim. E você?
— Eu estacionei do outro lado. Te vejo segunda no estúdio.
— Tá.
— Até logo – ele sorriu.
— Até – ela sorriu de volta.
Ele acenou ainda sorridente para Haruki, que retribuiu, também sorrindo, com outro aceno. Eles observaram Isaka se afastar até ele desaparecer e entraram no carro. Já estavam a caminho de casa quando Haruki falou.
— O que é isso na sua mão?
— É uma Sakura, Isaka me deu – ela a abriu a mão para que ele visse a flor.
— É linda! O Tat-chan te deu foi? – Ele perguntou em um tom brincalhão.
Ela riu e deu um pequeno tapa no braço dele.
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