Burimyu

28 Capítulo 28 - Como nos velhos tempos


Capítulo 28 – Como nos velhos tempos.

Como nos velhos tempos, estavam todos espalhados pelo estúdio, treinando, filmando, cantando ou conversando. Estavam em uma espécie de aquecimento enquanto aguardavam a chegada dos quatro novos atores. Eles não demoraram e Takuya os chamou.

— Esses são nossos quatro novos integrantes. Shinya Niiro será nosso vilão, Iruma. Ayano será o hollow fantasma, Haruka. Nishijima será Ukitake e Ishizaka será Shunsui.

— Muito prazer em conhecê-los, eu estou lisonjeado por poder trabalhar com vocês — disse Shinya.

— Prazer em conhecer a todos. Também me sinto honrada em ter sido chamada para me integrar a esse elenco. Eu tenho acompanhado o trabalho de vocês todo esse tempo e vocês tem feito sempre um trabalho maravilhoso.

— Eu me sinto realmente muito feliz por ser integardo no elenco – falou um sorridente Nishijima.

— Darei o meu melhor para que façamos um bom trabalho juntos – falou Ishizaka.

Após as apresentações, Takuya seguiu explicando mais um pouco sobre a história dos dois.

— Eles são amigos desde a infância. Ambos de um mesmo orfanato, que pega fogo e Haruka é abandonada lá dentro. Ela morre. Anos depois Iruma quer revê-la e soube de alguma forma que ela foi mandada para um lugar chamado Soul Society. Ele é humano e não pode entrar lá. Então vai usar métodos para assassinar incontáveis shinigamis e usar o sangue deles para entrar na Soul Society. Ele não encontra Haruka em lugar nenhum, porque ela se transformou em hollow, mas ele não sabe.

Terminada a longa explicação sobre a história de Iruma e Haruka, Takuya começou a falar da cena da morte de Rukia.

— Rukia usará um kidou pra segurar Iruma e Ichigo matá-lo, mas Ichigo irá hesitar por ele ser humano e por sentir uma grande força de vontade vinda dele. Iruma consegue se soltar e depois de analisar sua zampakutou de sangue por dois segundos, perfura o corpo de Rukia, que fica parada na frente para defender Ichigo, que no momento se encontra indefeso, do ataque mortal. Shinya-san, você irá projetar a espada por trás de Miki-chan, que estará voltada quase de frente para a audiência.

Ele explicou rapidamente a parte técnica da cena.

— Ichigo se verá desesperado com isso. Tatsuya-san, eu já vi você fazer muitas expressões de desespero, mas essa terá que ser ainda mais intensa. Seu rosto terá que mostrar sofrimento puro. Imagine que Iruma está tentando matar Miki-chan, que Deus a livre disso, e assim será ainda mais fácil e natural. Só não queira matá-lo de verdade depois disso.

Eles riram.

— Miki-chan, você começa a cair enquanto Ichigo, que está no chão, se aproxima. Você cai, ele vai colocar você no colo e abraçá-la, olhando-a, desesperado e você dirá para ele continuar lutando. Depois de agonizar por alguns segundos nos braços dele, Rukia morre e ele grita, muito alto, desesperado, seu mundo desabou.

Seria triste fazer Rukia morrer, mesmo que temporariamente, mas gostaram da cena. Seria emocionante. Eles receberam seus scripts. Olharam rapidamente os diálogos e canções. Os dois novos integrantes começaram a conversar com o restante do elenco buscando se integrarem melhor.

— Não é por nada, mas... Isaka-san, posso perguntar a vocês dois por que Takuya-san o mandou imaginar que eu estaria tentando matar Miki-chan e não Rukia?

Ele sorriu, embaraçado.

— Estamos namorando desde o último sábado.

— Meus parabéns! – Shinya sorriu, apertando as mãos de ambos.

Agradeceram.

— Chega de conversa. Não temos tempo a perder. Vão logo ao salão de treinamento aprender a primeira canção – Takuya ordenava em tom autoritário, mas ao mesmo tempo gentil.

Seguiram até o salão onde Shoichi e os treinadores estavam e sentaram-se no chão. A primeira canção começou a tocar enquanto os treinadores cantavam. Depois de ouvirem a canção duas vezes, começaram a tentar, com auxílio dos scripts. Depois de um resultado, já razoável e orientações e interpretações dos treinadores, foram para a primeira cena, já mostrada pelos treinadores.

Na frente das ruínas do orfanato, alguém deixava uma flor branca e um bêbado, interpretado por um taiin, ficava extremamente assustado ao ver a flor flutuando, uma vez que não podia ver a pessoa, e fugia. Um portal abriu atrás do ser desconhecido e Rukia saiu por ele, explicando a alma perdida que se ficasse vagando, se transformaria em hollow. Logo a criatura se revelou ser realmente um hollow, feliz por Rukia ter caído na armadilha e logo outros apareceram.

— Você foi muito ingênua shinigami, agora lhe resta a morte.

— Droga... – Ela tentava pensar no que fazer.

Já com a zampakutou em mãos, ela começou a lutar contra o grupo de hollows até se ver quase encurralada.

— Você é forte e esperta, mas nós estamos em maior número!

Continuaram a luta e mais uma forte reiatsu invadiu o lugar.

— Mas o que é essa reiatsu?! – Questionou o hollow líder.

— Rukia!

— Ichigo!

— Mais um shinigami chegou para o jantar. Vamos! Acabem logo com isso!

Os hollows atacaram o casal de shinigamis, mas logo foram derrotados pelos dois.

— Aquela flor... foi trazida aqui para as vítimas do incêndio.

— Incêndio? – Ela perguntou.

— Era um orfanato. Pegou fogo e crianças morreram lá dentro porque ficaram presas.

O olhar dela ficou triste. Tentando quebrar aquele clima, ele perguntou sobre o motivo da aparição dela.

— Estou em missão – ela começou a se explicar usando seus desenhos.

— Esses desenhos abomináveis de novo...

— Cala a boca! Bakamono! Você vê a Lua vermelha considerada uma simples anormalidade pelos humanos? É considerada uma ameaça pela Soul Society. Enviaram uma equipe de investigação, mas todos foram mortos. Os ferimentos são semelhantes em todos os corpos. Provavelmente há um assassino de shinigamis a solta.

Renji entrou em cena, comunicando que o sexto esquadrão estava agora oficialmente responsável pelo caso.

— Zabimaru não anda de bom humor, a luta vai animá-lo – disse feliz.

Pararam ao sinal dos treinadores, para fazer pequenos ajustes nas cenas. Durante o dia aproveitaram bem o tempo se dividindo em grupos para cenas e canções diferentes, incluindo a cena da morte de Rukia.

— Ichigo, o kidou não dura muito! Mate-o enquanto posso segurá-lo! – Ela se posicionava na frente de Iruma, usando um kidou.

Ichigo estava jogado no chão, começou a se mover em direção aos dois. Hesitou em atacar, devido à condição humana e a extrema força de vontade vinda de Iruma, que se preparava para dar um golpe mortal em Ichigo. Analisou sua zampakutou vermelha por dois segundos, deslizando os dedos por ela e em seguida, impiedosamente, projetou a espada por trás de Miki, como Takuya falara, atravessando o corpo de Rukia, que passara na frente para proteger Ichigo. A espada foi puxada e ela começou a cair. Os outros shinigamis cantavam, mantendo certa distância do trio. Ichigo correu velozmente até Rukia, segurando-a antes que caísse, mas estava quase morta.

— Você é incapaz de proteger as pessoas importantes pra você – Iruma o provocou e sumiu.

— Minha falta de habilidade... levou à minha derrota – ela tentava falar, respirando com dificuldade, enquanto Ichigo a deitava em seu colo e a abraçava – Você deve continuar. Não se preocupe. Vá atrás de Iruma – disse em um último suspiro.

Ela ainda se moveu e agonizou no colo dele por alguns segundos e parou de se mover e respirar. Ele a abraçou mais forte e gritou com todo o ar contido em seus pulmões.

— RUKIAAA!!!! – Isaka gritou mais alto do que quando Rukia fora levada para a Soul Society, fazendo a melhor expressão de dor de que era capaz e ainda fazendo lágrimas verdadeiras escorrerem de seus olhos.

Como Takuya indicara, colocou toda a sua emoção naquela cena, tentando realmente imaginar como seria de verdade. Enquanto os demais shinigamis começavam a cantar mais alto, com os scripts em mãos, ele caiu chorando bastante sob o corpo sem vida de Rukia, cobrindo-o com o seu e abraçando-a novamente. Terminada a canção, Ichigo estava derrotado no chão. Byakuya entrou indiferente à morte da irmã.

— Ela confiou em mim pra dar o golpe final em Iruma enquanto ela segurava o selo, mas eu hesitei! Eu traí a confiança dela!

— Culpar a você mesmo não trará uma shinigami orgulhosa como Rukia de volta à vida. Você não pode escutar a voz de Rukia em seu coração?

Ele ouviu a voz de Rukia em seu coração, numa lembrança do passado.

— Por você Rukia... eu juro que eu vou colocar um fim nisso!

Pararam a cena e foram aplaudidos pelos treinadores e os taiins, que não estavam nela.

— Por hoje é só. Vocês foram todos espetaculares! E tenho certeza que continuarão sendo pelos próximos seis meses de treinamento. Nos vemos amanhã.

Eles foram dispensados e conversaram um pouco antes de sair.

— E então nii-sama? Gostou do primeiro dia?

— Você me chamando assim de novo... – Shuji o olhou, enquanto os que estavam ao redor riam, e ele também.

— Gostei sim e fico feliz que você tenha voltado moleque.

Riram de novo com a vingança dele. Alguns minutos depois, deixaram o estúdio.

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— Você chorou mesmo... – estavam indo para a casa dela.

— Fiz exatamente como Takuya falou.

— Não acredito! – Ela riu, escondendo o rosto entre as mãos, brevemente.

— Como se sentiu fazendo a cena de morte? Ainda triste?

— Não tanto. Afinal nii-sama vai dar um jeito nisso. E você foi cuidadoso o bastante pra não me deixar cair.

— Eu jamais deixaria. E podia te colocar no colo mais vezes... Parece uma criancinha dormindo.

— Para com isso – ela riu, socando de leve o braço dele e o abraçou.

— Adoro ter você perto – a envolveu também.

— Eu também.

Chegaram logo à casa dela. Ele segurou gentilmente o rosto dela entre suas mãos e beijou suavemente sua testa, enquanto ela fechava os olhos. Se despediram e ele foi embora.

Notas finais
Creio que a fic só vá até o capítulo 30 ou 31.