Buraco de Minhoca

4 Finalmente livre


Notas iniciais
Este capítulo é o que realmente introduz a história ao leitor.

Frank tinha seus contatos e Joel também, mas uma coisa ainda retumbava na cabeça dos dois; porque Josh havia feito aquilo? Não que eles estivessem achando ruim, mas foi meio estranho um cara que sempre enchia seu saco te ajudar e arriscar a vida dele, afinal, ele seria preso por matar dois homens. Frank tentava concentrar-se em esquecer disso e focar na tarefa principal; sair do país.

Antes de sair de casa, Frank havia feito algumas ligações. Ele deveria encontrar um cara para resolver as coisas de documentos e afins. Fischer era o nome dele. Na verdade ninguém sabia se esse era o nome real dele, mas isso pouco importa agora que a merda já estava feita. O apartamento de Fischer era do outro lado da cidade, na periferia de Pittsburgh. Sempre bem protegido pelo pai, Frank não conhecia os perigos da vida em sociedade.

–Cara, não podemos ficar fugindo para sempre. Precisamos arrumar um jeito de nos defendermos.

–Eu concordo, mas o que você vai fazer a respeito?

–Vou tirar um pouco da minha conta no banco e comprar algumas armas.

–Armas? O que você pensa que eu vou fazer com armas?

–Você nada, eu vou fazer. Meu tio, antes de virar funcionário da empresa de seu pai, serviu ao exército russo. Eu aprendi algumas coisinhas com ele antes dele morrer.

–Entendo.

E entraram numa loja de armas, avaliando bem o que iam comprar. O dono era um senhor já de idade bem avançada. Na parede havia algumas medalhas de guerra, provavelmente da Segunda Guerra Mundial. Medalhas de prata com alguns dizeres numa língua que Joel conhecia bem. Curioso, Joel indaga ao senhor.

–O senhor parece bem durão. De onde o senhor é?

–De um lugar que conhece a dor e a destruição como ninguém. Já vi varias guerras meu filho. Achei que com essas medalhas, iria conseguir minha honra, minha dignidade. Descobri que você não ganha honra matando ninguém.

–Posso perguntar seu nome?- Disse Joel, com cara de quem estava juntando as peças de um quebra-cabeça.

–Meu nome não lhes interessa. Apenas peguem o que forem levar e me deem o dinheiro.

Joel não se conformava. Já havia escutado aquela fala muitas vezes, mas não conseguia se lembrar de quem a havia falado. Como não queria gastar muito dinheiro, Joel comprou apenas um revólver e uma faca de exército. Entregou a faca para Frank.

–Ei Frank, não se assuste hein?

Tentando disfarçar o medo, Frank se virou sem dizer nada e saiu pela porta da loja do senhor. Joel saiu em seguida.

–E agora cara, qual é a próxima etapa?

–Temos que encontrar esse tal de Fischer e conseguir documentos para sair do país, mas teremos que ser muito cautelosos agora. Mal sabia Frank que o seu pai já havia desistido de procurar o filho, contrariando todos os pedidos de Denise, que depois de algum tempo, começou a pensar que realmente seria melhor o filho tentar ganhar a vida por aí do que viver com o pai dentro de casa. William não estava considerando que Frank poderia ser uma ameaça, além de poder denunciá-lo para a polícia, o que parecia ser o mais correto. Grave erro...

Frank se encaminhou, a pé mesmo, para o local marcado com Fischer. Fischer era um estrategista, e se encontrava com as pessoas em meio à eventos, para dificultar a sua localização pela polícia. O evento era um show de rock, já a noite, lá por volta das 21:00, sempre rodeado de alguns homens. Apesar de ser um cara jovem, Fischer era bastante profissional e nunca perdia seu foco, por isso quando avistou os dois garotos em meio à multidão de headbangers, já foi logo dizendo:

–Trouxeram o dinheiro? – Joel fez que sim, entregando à Fischer um maço de notas bem grande, que deveria conter pelo menos uns 20 mil dólares ali.

–Nós não vamos querer o da garota.

–Ela ficou com medinho foi?

–Não é da sua conta.

Pegaram os documentos e foram se hospedar numa estalagem qualquer, por preço de banana, só para relaxarem os músculos e se destrairem. Frank foi logo tomar banho, tirando a sujeira de seus cabelos loiros e pedindo a dona da estalagem para lavar algumas das camisas que ele havia trago. Joel tomou banho e dormiu, como quem não queria muita coisa, somente dar uma relaxada e esquecer da insanidade que estava prestes a fazer.

Já era de manhã, e Frank já havia levantado e arrumado suas coisas para a partida, pegariam o avião das sete horas, para conseguirem chegar na hora marcada em Bradford. Bradford era um distrito pacato da grande cidade de Londres, perfeito para não quer ser visto. Chegando lá, não sabia exatamente o que fazer, mas como todo coração jovem, seguiria seus instintos até o melhor que ele poderia conseguir. Pegaram o avião. Joel se sentou ao corredor e Frank na janela. Antes da partida, ele conseguia ver o movimento de entra e sai dos passageiros do voo, que sairia direto de Pittsburgh para Londres. Eis que Joel vê uma garota de cabelos longos, negros caindo sobre os ombros largos e branquinhos.

–Não consegui ficar longe de vocês dois.

–Elisa! – Joel nunca havia visto o amigo tão feliz como agora. O entusiasmo de Frank denunciou muitas das coisas que ele sentia pela doce Elisa, que realmente era muito apaixonada por Frank.

Notas finais
Reviews são sempre bons para saber o que vocês estão achando. Por favor, não me desmotivem a escrever essa fic!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.