Bullying in childhood
5 Superação

Para nossa surpresa, ocorreu uma época em que o bullying acabou a meu respeito. Foi no 9° ano (Último ano escolar do ensino fundamental II), participei de uma peça de William Shakespeare, "A megera domada"; Nessa peça, eu era o professor, e no final, tive que beijar uma amiga minha, que interpretava a personagem Bianca, que era filha de um banqueiro, Sr. Batista. Depois dessa peça, acabou os susurros e os comentários das pessoas, se elas achavam ou ainda acham que sou homossexual, pelo menos elas tem respeito a mim e não me maltratam mais.
No meu caso, foi preciso provar para as pessoas o que realmente era e sou. Tem que ser assim? As pessoas precisam provar para as outras o que são? As pessoas precisam saber qual sua opção sexual? Até quando o Bullying irá existir? Será que palestras, conversas, conselhos irão adiantar e acabar de vez com esse mal? Eu lhes respondo com toda a sinceridade e transparência do mundo, NÃO! Pois para mudar o mundo é preciso mudar o que está em nossa mente primeiro. Aceitar as pessoas como elas são. Se uma pessoa diz que a opção sexual dela não é aquela, é porque não é ou a pessoa não tem coragem de se assumir, mas a vida é dela, nós apenas temos que aceitar, mas respeitar o que ela diz e não duvidar/questionar.
Atualmente, tenho 17 anos e estou cursando o 3° ano do ensino médio. Depois que saí da escola onde estudava, mudei muitas coisas, mas meu jeito permanece o mesmo com pequenas mudanças(para melhor, claro). Percebi que tive que recomeçar minha vida; todos nós passamos por constantes mudanças ao longo de nossas vidas, e essas mudanças nos tornam quem somos.
Posso dizer que foi/está sendo um passo muito importante para mim a respeito da sociedade. Pois, gostem as pessoas ou não, elas estão se adaptando as outras, pois cada um tem seu jeito, e não é seu jeito, que define quem você é e sua orientação sexual. São essas pequenas mudanças, que fazem diferença na vida das pessoas. Hoje, poderia não estar aqui, contando essa superação de vida para vocês, mas por amor próprio, e pela permissão de Deus, graças a ele estou.
Escrevi esse livro, porque me senti na obrigação de ajudar as pessoas de alguma forma a não se suicidarem, diferente do que a Hannah Baker fez, e mostrar que todos nós temos nosso valor, que não podemos nos deixar abalar pelo o que as pessoas dizem ao nosso repeito. Peço encarecidamente, que repassem essa história ao máximo de pessoas que vocês conhecem, e nunca deixem essa história morrer. O que aconteceu comigo poderia ter acontecido com qualquer pessoa, e se essa pessoa não tiver sido forte, diferente do que fui, talvez, ela não estivesse aqui hoje conosco, para contar história.
"Ser criança é sorrir sem medo, agir sem preconceito e procurar ser feliz em qualquer idade."
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