Bullying in childhood
4 Resistência

Duas vezes tentei me matar por causa do bullying que sofri. A primeira vez foi na 5°... 6° série, Não contei a ninguém, estou contando para vocês, meus leitores. Estava sozinho em casa, peguei uma faca e a coloquei em frente a mim mesmo, encostado ao meu peito esquerdo, chorei muito, senti muita dor, mas não me matei por pouco; Posso dizer a vocês, que um dos motivos deu não ter me matado, foi ter pensado naquele momento: "Porque vou acabar com a minha vida? Minha vida vale mais do que eles, vale muito mais do que isso! Não posso me matar, tenho um futuro para construir pela frente". Hoje, agradeço muito a Deus por não ter permitido eu me matar. Na segunda vez, que ocorreu no 7° ano, aconteceu exatamente a mesma coisa. (Se você está sofrendo com a depressão, ou assim como eu, quer cometer suicídio, ligue 188 e receba ajuda. É gratuito!)
Houve um dia, naquele ano mesmo, em que teve uma palestra sobre o Bullying nas escolas, não perdi tempo e assisti. Eles deram sugestões/soluções também de como acabar com o bullying; quando cheguei em casa, fui logo no computador pesquisar os sites que eles sugeriram, peguei alguns livros da coleção "Problemas da vida real" de Chalotte Guillain para ler da biblioteca da escola e me senti aliviado. A paz reinou em meu ser. Mudei um pouco das minhas atitudes, me senti melhor, a final, já não ligava mais para o bullying, seja ele de qual tipo for.
Ao contrário de Hannah Baker, não me suicidei. E diferente dela, não procurei ajuda, a ajuda que veio até mim.Como diz o trecho da letra dessa música: "Eu sei que tudo vai ficar bem, e as minhas lágrimas vão secar, eu sei que tudo vai ficar bem, e essas feridas vão se curar. O que me impede de sorrir, é tudo que eu já perdi, eu fechei os olhos e pedi, para quando abrir a dor não estar aqui, mas, sei que não é fácil assim, mas vou aprender no fim, minhas mãos se unem para que, tirem do meu peito o que é de ruim".
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