Bullying
1 Capítulo Único
Notas iniciais
O dia estava frio e nebuloso, contrastando com meu humor e meus pensamentos. Estava ansiosa, afinal, não é todo dia que se mata uma sala cheia de idiotas. Não, matar é uma palavra muito forte, prefiro pensar que estou limpando o mundo, eliminando o lixo que há nele.
O motivo? Seis meses sofrendo bullying por ser "esquisita", aproveitei as férias para bolar meu plano, foi tudo planejado minunciosamente, cada pequeno detalhe, agora era só colocar o plano em prática.
Me olhei no espelho mais uma vez, aquela seria provavelmente seria a última vez que eu estaria usando aquele uniforme ridículo. Eu estava a mesma coisa que nos dias anteriores, magrela demais para uma garota de 12 anos, o rosto lotado de espinhas, pele pálida demais e o cabelo preto preso em um rabo-de-cavalo baixo, só havia algo diferente em mim, um brilho psicopata em meus olhos e um sorriso bizarramente sarcástico em meus lábios.
"Tchau, mãe." Falei sorrindo amavelmente para minha mãe que lia um jornal sentada no sofá.
"Tchau, querida." Respondeu ela sem tirar os olhos do jornal. Minha mãe nunca foi muito do tipo que se importa com a vida da filha. Sinto saudades do meu pai, ele morreu quando eu tinha apenas oito anos, ele morreu afogado em uma enchente, e até hoje ainda não acharam o corpo.
A caminhada até a escola foi a mesma coisa de sempre, algumas pessoas jogavam pedras em mim e riam, mas loo eles iriam pagar por isso.
Entrei na escola e fui até a minha sala, como de costume, me sentei na última carteira e permaneci calada até que a srta. Taylor, nossa professora, fechasse a porta.
Me levantei e andei calmamente até a porta e chutei a mesma bem forte, isso certamente bastaria para que a porta velha e enferrujada ficasse emperrada.
"O que foi isso, Meredith!?" Falou a professora abismada.
"A esquisita agora é louca também." Zombou um garoto, Paul White. Ótimo, ele seria o último á morrer e sua morte seria a mais sofrida de todas.
"Chega!" Gritei, parando as risadas e fazendo com que todos me olhassem.
Peguei o revólver calibre 38 que havia colocado na minha bolsa no dia anterior e apontei para srta. Taylor.
"Todos encostem na parede, agora." Ordenei. Eles obedeceram. Como é bom poder mandar nas pessoas, e melhor ainda é saber que você pode acabar com a insignificante vida delas em menos de um segundo.
"Agora virem de costas." Eles obedeceram.
Comecei á atirar naqueles imprestáveis, até que finalmente eliminei desta vida a professora e todos meus "colegas" de classe, só sobrou um, Paul White, o líder de todas as brincadeirinhas de mal gosto.
"Vamos brincar, White?" Zombei.
"Po-por favor, Meredith. Na-não me mate." Gaguejou ele, dei uma gargalhada sadicamente bizarra em resposta.
"Eu não vou apenas te matar, isso seria bondade demais de minha parte. O que eu vou fazer vai ser bem pior, você vai implorar para que eu te mate." Respondi.
Eu podia ver o medo nos olhos dele, e eu estava amando isso, mas era melhor terminar logo antes que alguém abrisse a maldita porta.
Abri minha mochila e peguei fósforos e uma garrafa com álcool. Os olhos de Paul se arregalaram quando ele viu o destino que o aguardava.
"Por favor, não faça isso. Atire em mim, qualquer coisa, mas isso não." Ele implorou se colocando de joelhos.
"Lamento, você tem que pagar." Respondi enquanto jogava o álcool sobre a cabeça do garoto.
Acendi um fósforo e joguei em cima dele.
White gritava, berrava, se contorcia de dor enquanto eu assistia satisfeita a cena, mas como tudo que é bom dura pouco, logo ele caiu morto no chão.
Peguei o álcool e os fósforos e fui escondida até a cozinha da cantina da escola, por sorte os corredores estavam vazios pois eles ouviram os gritos e tiros e trancaram as salas. Com o álcool, desenhei no chão uma trilha da porta até o gás, acendi um fósforo e o joguei no início da trilha.
Corri até o portão da escola. Trancado. Não havia fuga.
Pelo menos eu levaria todos eles ao inferno junto comigo.
Fechei os olhos.
Ouvi uma explosão.
Notas finais
Comentem aí gente, eu quase tive tendinite nos dedos escrevendo isso hahaha (é sério, eu não sei escrever em teclado de PC, uso apenas o dedo indicador)
Kisses, Lari.
Fale com o autor