Bullets and Kisses

6 Capítulo 5 – Um Raio de Sol no Meio da Tempestade


Notas iniciais
LEIAM, É MUITO IMPORTANTE MESMO! Olá queridas e queridos. Começo dizendo que fiquei bem triste com a quantidade de reviews no capítulo passado. Nenhum. Isso mesmo, e tenho que admitir que estou meio em dúvida se devo continuar essa fanfic ou não. Talvez eu deva deixar de lado essa história, porque está apenas no comecinho, e não iria chatear tanto os meus leitores que acompanham, mesmo sem comentar. Realmente estou perdida, e quero pedir encarecidamente que comentem se devo continuar, ou parar por aqui mesmo. Se for necessária a pausa da fic, para ser justa com quem talvez goste ou esteja curioso para saber o final, peço que as leitoras que quiserem continuar por dentro dos próximos capítulos me chamem por mensagem privada, que assim que puder continuarei a fic pra vocês. Peço mil desculpas a quem não curtiu muito o que leu na fic, não era minha intenção. Quero pedir desculpas também, porque eu disse que iria postar bastante esses meses em que estivesse de férias, mas devido à falta de reviews, me desanimei. Me perdoem mesmo, por qualquer coisa. Bom, é isso e por favor digam se continuo ou não. Para que eu continue postando aqui, queria uns 6 comentários. Eu sei que vocês devem achar muito, mas considerando que no capítulo anterior não houve nenhum, e que nessa fic tem mais de 500 visualizações por diversos leitores, eu realmente peço essa quantidade. Sem mais delongas, o capítulo novo. Espero que curtam. Boa leitura!

POV Emmet

O sol estava começando a lançar seus raios no meu quarto, quando abri os olhos. Um sorriso brotou dos meus lábios quando lembrei que hoje ainda havia aula. É, isso realmente não acontece todo dia. Levantei da cama, e corri para o banheiro. Fui tomar um banho, fiz minha higiene matinal, e em seguida vesti uma calça com camisa de manga comprida, porque hoje o dia amanheceu surpreendentemente frio.

Desci as escadas até chegar na cozinha, onde meu irmão já estava acordado e arrumado, tomando café. Me juntei a ele e começamos a conversar.

— Mano, olha eu sei o que você tá pensando, e eu sinceramente espero que você não faça isso. – Edward começa a falar do nada.

— Que merda você tá falando? – realmente não entendi nada.

— Olha, eu sei como você olhou pra Rose, e realmente espero que não faça nada para magoá-la. Ela me parece uma boa pessoa, e não é do tipo que se usa e depois joga no lixo. Além do mais, eu quero conhecer a Bella mais a fundo. Eu gostei dela de verdade, e se você chegar perto da melhor amiga dela, que por sinal é a Rose, vai ferrar tudo pra mim. – acho que eu não tô ouvindo direito.

— Como é a história? Ahahaha! Já tá caidinho pela morena não é?! E, bom sinto muito Ed, mas quanto a Rose, eu não posso fazer nada. Eu vou tentar, juro que vou, mas não posso prometer que eu consiga fazer isso. – solto uma risadinha, mas me toco de um pequeno detalhe da nossa conversa – Peraí, você chamou ela de que?

— Rose. Vai me dizer que ficou com ciúmes? – ele realmente tá tentando me provocar. Mas, não vou cair nessa.

— Cala a boca, seu mané. Vamos logo que já estamos atrasados. – mudo de assunto antes de socar a cara dele. – Você vai no meu carro, ou no seu?

— Vou no meu. Aproveita e leva as meninas pra escola. – ele já ia saindo da cozinha quando puxei sua mochila.

— Hei, hei, hei. Calma aí. Você vai deixar a Eleanor na escola, e eu levo a Alice. O carro dela chega hoje à tarde, então não precisamos mais nos preocupar.

— Tá, tanto faz. Vamos busca-las logo. – pegamos nossas jaquetas, e saímos em direção ao apartamento ao lado.

Quando chegamos, nossas irmãs já estão arrumadas, então vamos até a garagem onde estão nossos carros, e nos despedimos, para logo depois sair em direções diferentes. Alice e eu estamos em silêncio, e interiormente agradeço por isso. Me faz pensar enquanto dirijo meu carro. Meu carro, hum. Lembro de quando o ganhei. Sempre gostei de carros, e velocidade. Já criei diversos modelos de motores, na agência. Uma das minhas poucas paixões na vida.

No dia em que eu e meus irmãos decidimos passar a morar em Forks, sabíamos que iria ser diferente. E realmente foi. Mas não sinto falta das lutas, armas, ou treinamentos idiotas. Sinto falta das corridas, carros de verdade. Hum. Quem me dera, se houvesse isso aqui nessa cidade.

Enfim, em poucos minutos chegamos ao campus da universidade e entro com Alice no corredor em que ficam as salas de aula. Me despeço da minha irmã, e combinamos de nos encontrar na hora do almoço. A aula do Chaney estava cheia. Subi dois degraus de cada vez em direção ao meu lugar, depois passei com dificuldade pelas várias pernas nuas até chegar à minha carteira. Eu sinceramente não entendo como elas conseguem aguentar o frio, com essas roupas.

— Senhoritas – cumprimentei.

Elas sussurravam e suspiraram em harmonia.

Abutres. Eu tinha estado com metade delas no primeiro ano, e a outa metade passou pelo meu sofá bem antes do recesso de outono. Menos a garota da ponta. Sophia esboçou um sorriso torto. Tendo conhecimento do histórico de caras da minha fraternidade que ela saiu, e da falta de preocupação dela com segurança, era melhor considera-la um risco desnecessário, mesmo eu tendo o hábito de ser cuidadoso.

Ela se inclinou para frente, apoiada nos cotovelos, para aumentar o contato visual. Senti vontade de estremecer de repulsa, mas resisti. Não. Nem perto de valer a pena.

A morena na minha frente se virou e tentou bancar a sedutora.

— Oi Emmett. Ouvi dizer que vai ter uma festa de casais na Red Door.

— Não – respondi sem pausa.

Ela fez biquinho.

— Mas, quando você me falou sobre a festa, achei que queria ir. – dei risada.

— Eu estava reclamando da festa. Não é a mesma coisa.

A loira ao meu lado se inclinou para frente.

—Todo mundo sabe que Emmett Cullen não vai a festas de casais. Caçando o cara errado, Chrissy.

— Ah, é? Bom, ninguém te perguntou – Chrissy respondeu de cara fechada.

Enquanto elas discutiam, notei Rose entrando apressada. Ela praticamente se jogou em uma carteira na fileira da frente pouco antes de o sinal tocar.

Antes que eu pudesse me perguntar o motivo, peguei meu caderno, enfiei a caneta na boca, e fui descendo os degraus da sala de aula, deslizando na cadeira ao seu lado. Foi aí que notei. Uma coisa não estava ai antes. Aquela faixa branca, com pequenas manchas de sangue em sua mão. Tenho que perguntar sobre isso depois.

O olhar no rosto de Rose quando me viu foi cômico e, por alguma razão que eu não sabia explicar, fez com que a adrenalina corresse pelo meu corpo – como eu costumava sentir antes de uma corrida.

— Que bom. Você pode tomar notas pra mim. E, o que aconteceu com a sua mão? – peguei delicadamente sua mão direita, que aparentava realmente estar machucada.

— Olha aqui Emmett. Só porque eu falei com você ontem, não quer dizer que possa agir assim comigo, ok? Nós apenas conversamos. E acho melhor parar por aí. – ela puxou bruscamente sua mão da minha e virou para frente.

Ela ficou indignada, o que só me deixou mais satisfeito. A maioria das garotas me dava tédio, mas ela me intrigava. Até mesmo me divertia. Eu não a intimidava, pelo menos não de maneira positiva. Minha presença por si só parecia fazer com que ela quisesse vomitar, e eu achava aquilo estranhamente cativante. Senti uma vontade indecifrável de descobrir se era ódio que ela sentia por mim ou se ela simplesmente era uma pessoa durona. Eu me inclinei para perto dela.

— Me desculpa... Ofendi você de alguma maneira?

A expressão em seus olhos se suavizou antes de ela balançar a cabeça. Ela não me odiava. Só queria me odiar. Eu estava vários passos à frente dela. Se ela queria jogar, eu entraria no jogo.

—Então qual é o problema?

Ela pareceu tranquila ao dizer:

— Não vou transar com você. Pode desistir.

Ah, sim. Isso ia ser divertido.

— Não pedi pra você transar comigo... ou pedi? – voltei a olhar para o teto, fingindo pensar no assunto. – Por que você não passa lá no meu apê com a Bella hoje à noite?

Rosalie virou o lábio pra cima, como se estivesse sentindo cheiro de algo podre.

— Não vou nem te paquerar, prometo.

— Vou pensar.

Tentei não sorrir demais para não me entregar. Ela não seria fácil como os abutres lá em cima. Olhei de relance para trás e todas elas estavam encarando com ódio a nuca de Rose. Elas sabiam tão bem quanto eu. Rosalie era diferente, e eu teria que me esforçar para consegui-la. Pelo menos dessa vez.

Depois de três rabiscos que poderiam virar tatuagens, e duas dúzias de cubos em 3D, fomos dispensados. Fui caminhando pelo corredor antes que alguém pudesse me parar. Fui rápido, mas de alguma forma, Rosalie já estava uns vinte metros à minha frente. Eu podia jurar que ela estava tentando me evitar. Apressei os passos até ficar ao lado dela.

— Já pensou no assunto?

— Oi Emmett! – disse uma garota, mexendo os cabelos.

Rosalie continuou andando, me deixando ali para ouvir a ladainha irritante da garota.

— Me desculpa, humm...

— Lauren.

— Me desculpa, Lauren... Eu estou... eu tenho que ir.

Ela me envolveu com os braços. Mexi os ombros para e livrar do abraço e continuei andando, me perguntando quem seria aquela mulher. Antes que eu pudesse descobrir, as pernas longas e bronzeadas de Rosalie apareceram no meu campo de visão. Ajustei a jaqueta, e dei uma corridinha até ela.

— Onde eu estava? Ah, é... Você estava pensando.

— Do que você está falando?

— Já pensou se vai dar uma passada lá em casa hoje?

— Se eu disser que vou, você para de me seguir? – fingi pensar um pouco e então concordei.

— Sim.

—Então eu vou. – Mentira. Ela não era tão fácil.

– Quando?

— Hoje à noite. Vou passar lá hoje à noite. – parei de andar por um momento. Ela estava tramando alguma coisa. Eu não tinha previsto que ela partiria para o ataque.

— Legal – tentei disfarçar a surpresa – A gente se vê depois então, Rose.

Ela continuou andando sem olhar para trás, nem um pouco abalada pela conversa, e desapareceu entre os outros alunos que seguiam para as salas de aula. Então resolvi ir embora, não tinha mais aulas por hoje mesmo. Hum, a noite ia ser divertida.

POV Rosalie

Continuei andando apressadamente. Depois da conversa que tive com Emmett, estou finalmente me tocando. Em que merda eu fui me meter?! Mas acho que tenho uma ideia de como fazê-lo se afastar de mim, já que eu mesma já não consigo. Sinto meu celular vibrar no bolso, e quando o pego, percebo que é um número desconhecido. De início, tenho medo de atender, mas me lembro que antes de tudo acontecer eu troquei de celular e chip então, ninguém sabe a minha localização. Enfim, decido atender.

Alô?! – pergunto com a voz entrecortada. Fica firme Rosalie.

Poderia me dizer com quem eu falo?— responde uma voz masculina, que sinto que devia conhecer, mas não me recordo quem poderia ser.

Acho que eu que devo fazer essa pergunta. Se me permite, com quem eu falo? – pergunto calmamente, mas no fundo estou ansiosa e agitada.

Oh, perdão. Me chamo Jasper Hale. E agora, a senhorita pode me dizer o seu nome? — no momento em que ele diz qual era seu nome, eu paraliso. Não pode ser. — Senhorita?! Ainda está aí?

Jasper? Jasper Whitlock Hale? – eu pergunto, com a voz quase cedendo.

Sim, eu mesmo. Agora, se você sabe meu nome, eu provavelmente encontrei a pessoa certa. Mas diga-me minha querida, qual é seu nome? – ouço uma risadinha abafada, e acabo rindo também.

Seu galanteador barato! Se não fosse eu, aposto que você teria falado a mesma coisa. Sou eu. Rosalie. – rio do que falei, mas é a mais pura verdade. Jasper Hale é um galanteador, que usa palavras formais para encantar as pessoas, principalmente mulheres.

Ah, graças a Deus, é você. Não sabe o quanto foi difícil conseguir te achar. Onde você tá? – como assim, onde eu tô?

Acho que essa é uma informação confidencial mocinho. E se sabia meu número, porque só depois de meses é que você vem me ligar? Você e meu irmão estão tramando algo, só pode. Ele me ligou ontem e o principezinho me liga hoje? Vai me dizer que todo mundo da agência sabe o número do meu celular agora? – digo tudo em um só fôlego, e internamente me preparo para a resposta que vou receber.

Calma aí garotinha. Primeiro, eu só tive certeza que esse era seu número de telefone há algumas horas, e isso depois de investigar muito. Segundo, eu nem sabia que Noah havia contatado você, e por falar nisso, como ele tá? E terceiro, eu posso ser um principezinho, mas ninguém sabe como falar com você a não ser eu, e agora seu irmão. E isso se deve ao fato de sermos sua família, pra saber onde devemos procurar. — quando ele diz isso, respiro fundo de alívio e tranquilidade.

Ah, Deus é pai. E, sim ele está bem. Me desculpa ter falado desse jeito com você, eu só... Estou preocupada que outras pessoas possam me achar. Preciso realmente passar um tempo em paz.

Tudo bem garotinha. Eu entendo muito bem, mas no momento eu realmente preciso saber onde você tá.

Para de me chamar de garotinha. E, bom... Acho que bem longe de você – ouço uma gargalhada alta, e chego a pensar que é perto de mim. Ah quem me dera ele estivesse aqui. – Do que você tá rindo?

Rosalie, olha para trás de você. – rapidamente me viro, e tenho a maior surpresa que poderia ter no momento. A última pessoa do mundo, que pensei voltar a ver estava na minha frente.

Antes de perceber, já estava nos braços de meu primo. Já faziam alguns anos desde que havíamos nos visto pela última vez, portanto eu estava morrendo de saudades. Jasper e eu sempre fomos bem amigos, nós dois e meu irmão juntos éramos inseparáveis. Mas, quando completamos 13 anos, tia Anne e tio John o levaram para ir morar em outro país. Desde então só nos falávamos por celular, e outras redes sociais. Mas com certeza nada é melhor do que conversar pessoalmente.

— Oh my God! Eu tô sonhando?! Alguém me belisca, eu preciso acordar! – ele já está a ponto de me beliscar, mas acabo dando um tapa na sua mão, mas acho que não deu muito certo, porque usei a mão enfaixada. – Ahhhhhhh, puta que pariu! Isso dói demais, caramba! – já estou segurando meu punho, que aparenta ter apenas ficado inchado.

— Hou, hou! O que foi que aconteceu com essa mão? – ele pega meu pulso com cuidado, e analisa meu punho enfaixado. – O que você andou fazendo hein?

— Por que você acha que fui eu que fiz isso sozinha? – olho pra ele com a maior cara de inocente que consigo fazer, e ele revira os olhos – Ah Jazz, qual é?! Eu posso muito bem ter me machucado por causa que alguém tentou me matar, não acha? – isso pode acontecer realmente, mas ele sabe que não foi o que ocorreu.

— Tá legal. Alguém tentou te matar? – ele pergunta, eu balanço a cabeça em negativa. – Então pronto. Foi você sim, e eu quero saber como isso aconteceu.

— Tudo bem, eu vou contar. Mas pra isso, temos que ir pro apartamento, é uma longa história.

— Bom, vamos então. Ou você ainda tem alguma aula?

— Não, nenhuma. E por falar nisso, como me achou? E, você vai ficar por quanto tempo?

— Acho que essa é uma informação confidencial garotinha – ele me olha sugestivamente, lembrando o que eu falei ao telefone há alguns minutos atrás. – E, como você reagiria se eu ficasse por tempo indeterminado? – fico instantaneamente boquiaberta.

— Como?! Tá falando sério? – ele afirma – Aaaahhhhh que notícia maravilhosa Jazz! Vai morar com a gente não é? Não aceito um não como resposta.

— Eu não sou uma pessoa de brincadeiras, garotinha. E quando você diz a gente, está querendo dizer, você e a pequena Bella, estou errado? – ele pergunta, e eu novamente nego – Claro que ela está com você, haha. Bom, se vocês me deixarem ficar, eu adoraria dividir o apartamento com as senhoritas.

— Fico muito feliz de ter aceitado meu convite, bom senhor! – começamos a gargalhar abertamente, enquanto nos dirigimos à saída. – Vamos, Bella já está em casa, e com certeza ficará muito feliz em te ver.

***

Chegamos finalmente no Morgan, e apresento a ele todas as instalações. Alguns minutos depois, subimos as escadas e quando abro a porta encontro Bella toda esparramada no sofá assistindo uma série de TV e olhando o notebook ao mesmo tempo. É, isso parece fisicamente impossível, mas pode acreditar, ela consegue.

— Rose?! Por que você demorou tanto pra chegar hein? Não importa, o Edwar... – ela diz tudo isso sem olhar para nós, mas assim que repara quem está ao meu lado... – JASPEEERRR!!!! – de repente só vejo um vulto, e quando me dou conta, os dois estão jogados no chão e rindo. Decido me jogar em cima também. – Ahahahahaha... Meu Jesus Cristinho, eu não aguento, aar, preciso de oxigêniooo! – saímos de cima uns dos outros, e me dou conta do sorriso que cobre o rosto da minha amiga.

— Nossa pequena Bella! Cresceu hein?! Mas continua pequena! – Bella lhe mostra a língua e dá uma cotovelada em suas costelas. – Tá, tá, pelo menos ficou mais forte. – Jasper pega o braço de Bella e faz uma pose, como que para exibir seus pequenos músculos. Começamos a rir abertamente, e decido ir preparar alguns sanduíches para comermos.

Enquanto conversamos, relato pra ele como aconteceu meu “acidente” com a mão. Jasper não concorda com minha justificativa, e Bella ouve atentamente os detalhes que nem mesmo ela sabia. O tempo vai passando, e quando nos damos conta já são 20:00 horas. É aí que eu me lembro. Havíamos marcado de ir pro apartamento dos meninos essa noite, e vamos reconsiderar minha vida, eu preciso disso pra manter minha sanidade intacta.

– É, hum, Rose? – Bella me chama, e acho que já até sei o motivo – Pode vir aqui um minutinho?

— Claro. – me aproximo de sua cara – O que foi?

— Jasper chegou – é eu sei amiga, diga uma novidade – mas lembra de quando eu comecei a falar do Edward?! Pois é, nós estamos ficando, e hum, bom, ele nos chamou pra ir ao apartamento deles, tipo DELES!

— Tá amiga, eu já sei. E, sem querer ser intrometida mas já sendo, você não acha que tá indo rápido demais com o Edward não? Vocês acabaram de se conhecer!

— Não, não sabe não. O apartamento do Ed e do grandão, que eu esqueci o nome, não é longe, mas não podemos deixar o Jazz sozinho. E respondendo à sua pergunta, eu realmente não sei muita coisa em relação ao Ed. Mas, não sei como, eu sinto que dessa vez é especial. – olho para seu rosto, que agora mostra uma expressão de inocência e sinceridade, assinto antes de começar a falar.

— Bom, primeiro, o nome do grandão é Emmett. Segundo, como você sabe onde o apartamento deles fica? E terceiro, concordo com você, Jasper é visita e não podemos deixa-lo sozinho.

— Então vamos ter que ligar pra eles, e dizer que não é possível que a gente vá. – ela faz um biquinho, e juro que nessa hora fiquei com pena da minha amiga. – Bom Rose, agora eu vou tomar um banho...

— Hei, hei! Peraí mocinha! Quem vai ligar pra eles e como vai ligar? – pergunto antes que ela saia.

— Bem simples. – ela pega o celular e começa a rolar a tela. – Pega. Liga pra o Ed e diz que não podemos ir porque temos visita. Rápido e fácil. – ela olha pra mim como se estivesse pedindo que eu respirasse, e corre escada acima antes que eu possa reclamar.

Então, acho que vou ter que ligar mesmo, mas acho mais fácil tendo que falar com o cabeçu...Edward. Rio com esse pensamento e começo a fazer a ligação antes que realmente chegue a desistir.

Alô?! Bella, que surpresa você ligando para a minha pessoa! O que aconteceu gata? – fico constrangida, e acho que atinjo um certo tom de vermelho, porque Jasper me encara com a sobrancelha arqueada como se perguntasse “o que aconteceu garotinha?”, rio suavemente e lembro que ainda estou no telefone.

Oi Edward, desculpa te decepcionar, mas não é a Bella. É a Rosalie, amiga dela, lembra de mim? — me finjo de boba e espero ele responder.

Oi Rosalie, claro que me lembro de você. E não tem problema nenhum, não me decepcionei. Só estou curioso quanto a sua ligação. — escuto um pequeno riso, e imagino a cara de confusão que ele deve estar fazendo.

É que eu só que eu quero avisar que a gente não vai poder ir até o apartamento de vocês hoje. Temos uma visita aqui em casa, e não podemos deixa-lo sozinho. — quando me toquei o que havia dito, bati a mão na cabeça vendo que devo ter complicado um pouco a vida da Bella.

Deixa-lo?— acho que ouvi ele resmungar baixinho Será que eu poderia saber quem é a visita, Rose? Desculpe me intrometer, mas acho que você já tem conhecimento da minha situação com a sua amiga. Então, é alguém interessado na Bella? – balancei a cabeça em sinal de divertimento. Jasper que continuava me fitando, e acho que está ainda mais curioso.

Acalme-se Ed. Não é ninguém interessado na Bells, pelo menos não do jeito que você está pensando, então não se preocupe. É apenas um amigo nosso, e parente meu que veio passar um tempo com a gente.

Ah, entendo — ouvi um suspiro de alívio do outro lado — E se vocês duas viessem e trouxessem o seu parente? — juro que senti um certo incomodo na sua voz ao falar de Jasper.

Ed?

Hum?

Não fica com ciúmes da Bells, tá? Prometo a você que Jasper não é uma ameaça, mas um aliado. – assim que ouviu seu nome citado na conversa, o loiro virou abruptamente e me olha com o semblante repleto de confusão. Balanço a cabeça e peço por meio de sinais, que ele aguarde um momento – Vou perguntar a ele se quer ir, só um minuto.

— Jazz, o quase namorado da Bella tá no telefone, e perguntou se você quer ir pra casa dele com a gente. Eu sei, é uma longa história, mas depois conversamos. Aceita?

— A pequena Bella tá quase namorando? Isso é novidade. Mas, por que eu tenho que ir?

— Por favor Jazz, eu não quero ficar de vela. Prometo que vou ficar do seu lado. – usei minha famosa carinha de cachorro pidão e olhei para ele com minha face mais inocente. – Por favor! Por favorzinho, please Jazzinho! Não vai deixar sua priminha sozinha nessa, vai?

— Tá, eu vou. Mas vou avisando, é só porque eu sou uma ótima pessoa. – ele me olha com um sorrisinho no canto dos lábios e sai caminhando em direção à porta.

— Uhum, a melhor pessoa do mundo. – digo sendo sarcástica, e ele aponta o dedo médio pra mim e sai. Volto à ligação.

Edward? Ainda tá aí?

Tô sim. E aí? O que ele disse?

Ele vai com a gente sim. E muito obrigada por deixa-lo ir e nos chamar. Não é sua obrigação fazer isso, e a Bella vai ficar muito feliz de saber que o “encontro” de vocês ainda tá de pé.

Que é isso loira... A gente ainda tá se conhecendo, apesar de que já gosto muito dela. E se você puder me ajudar, agradeço muito.

— Depois conversamos Ed. Preciso ir contar à Bella que vai dar certo a saída de vocês.

Não é bem uma saída NOSSA. Porque vocês vão vir aqui pro apartamento, e nós vamos estar com outras pessoas, se a senhorita não lembra. – ouço um riso do outro lado da linha e acabo rindo também. – Bom Rose, foi bem legal essa nossa conversa, mas agora preciso ir tomar um banho. Um beijo e até daqui a pouco. Mande um beijo pra minha gata também.

Tá Ed. Vai lá, pode deixar que eu mando. Beijo e até.

Encerro a ligação, vou até o quarto de Bella, e a vejo olhando pro teto deitada com os cabelos molhados. Assim que me vê, pula da cama e corre em minha direção.

— E aí, o que ele disse?

— Arrume-se Bellinha. Vamos pro apartamento dos Cullen. – dou um sorrisinho ao lembrar o que me aguarda ao chegar lá, e nos olhos azuis que insistem em permanecer na minha cabeça.

Notas finais
Então, o que acharam? Leiam as notas iniciais, é importante. Vocês devem me achar uma garotinha chorona que desiste fácil, mas entendam que não é tão simples. Talvez não estivesse na hora certa de postar uma fic, não sei. Enfim, um abraço em todos e uma ótima semana a cada um.