Building Love
1 同じ家?--Mesma Casa?
Notas iniciais
“-Então Srtª Haruno a regra que não admito sob-hipótese alguma que seja quebrada, é a que fala sobre o relacionamento entre meus funcionários. Se segui-la ao pé da letra pode ter certeza de que nos daremos muito bem.
Lá estava ele, o grandioso Fugaku Uchiha.
Sua mais nova funcionária, a bela dama de cabelos róseos e sorriso capaz encantar qualquer homem metido a machão, estava sentada a sua frente lutando para não deixar transparecer qualquer resquício do medo que no fundo estava sentindo.
— Prometo não decepcioná-lo Sr. Uchiha, é um prazer poder trabalhar com o senhor. — falou a ela se levantando da cadeira na qual se sentou para dar inicio a longa entrevista, que durou por volta de 3 horas para terminar.
‘Graças a deus. Essa tortura acabou mais 5 minutos sentada naquela cadeira e minha bunda ficaria quadrada. ’
A bela dama se levantou, a saia marrom que usava ficou um pouco amassada devido ao tempo que passou sentada respondendo as longas perguntas que mais pareciam não ter fim do senhor Fugaku, perguntas que iam desde o ultimo emprego de Sakura, até o nome de seu gatinho de estimação.
— O prazer será todo meu, senhorita. Esteja aqui amanha as 07h00min em ponto!- Após confirmar sua presença no horário marcado, Sakura saiu da sala de seu novo chefe, passando pela secretária do mesmo, uma bela garota ruiva que aparentava ter uns 20 anos, realmente muito bonita, mas muito nova para a barriga de cinco meses.
A bela menina lhe mandou um sorriso afetuoso, da qual a rosada retribuiu no mesmo instante, já dentro do elevador ela apertou o botão que a levaria de volta para o térreo, mais antes que as portas fossem completamente fechadas uma mão se fez presente impedindo-a de seguir o seu caminho. As portas se abriram novamente e por elas passou o homem mais bonito que seus olhos poderiam ter visto: a pele pálida, no rosto uma expressão séria, os olhos que demonstram uma coragem e determinação sem igual.
Longos segundos se passaram enquanto a rosada o encarava, constrangida ela desviou o olhar imediatamente para seus sapatos que agora pareciam muito interessantes para ela, mas não resistindo à tentação ela voltou a encara-lo.
—Bom, já que você esta ai me olhando é evidentemente não irá falar nada deixe que eu comece. Eu me chamo Sasuke e você quem é?- sua voz grave e fria a deixou de pernas bambas. Enquanto isso a caixa de ferro seguia seu caminho novamente.
— Me-meu nome é Sakura, Haruno Sakura- ‘Ô boca, tinha que gaguejar?’
— Então Sakura, o que faz aqui na empresa?
— Eu sou a nova arquiteta. -’Pelo menos dessa vez a voz não falhou’. Chegando ao andar do moreno, ele saiu do elevador.
— Espero ter a chance de conhecê-la melhor Sakura. Até mais. — E assim as portas do elevador se fecharam novamente, mas ela não reparou no sorriso malicioso que o moreno tinha no rosto, em compensação ela ficou com a vista do bumbum redondinho dele.
SAKURA
Ah se eu soubesse que daquele dia em diante me vida se tornaria um inferno, eu com certeza teria feito tudo ao contrario.
Bom agora não adianta chorar o leite derramado, meu nome é Sakura Haruno, tenho 24 anos, e trabalho a dois anos na empresa Uchiha, meu primeiro e único emprego desde de que sai da faculdade, devido as meus esforços já ganhei duas promoções – merecidas por já ter finalizado dois trabalhos- mais evidentemente alguma coisa deu muito errada no meu ultimo projeto, do qual tenho como parceiro o Sasuke-retardado-Uchiha. Há dez minutos, minha secretária Hinata me deu o aviso de que o todo poderoso Sr. Uchiha estava furiosamente chamando a mim e ao Sasuke em sua sala para darmos algumas explicações a ele.
Deus! Se ele descobriu que eu e o Sasuke andamos nos pegando estou no olho da rua,- mais não pensem mal de mim só durou dois ou três dias, depois fiquei sabendo pela secretária do todo poderoso, a Karin- a moça grávida ali em cima- que o moreno chato em questão, dava em cima de todas as funcionárias da empresa. Mas só eu serei demitida e vocês sabem por quê? Permita me responder. Simplesmente por que o idiota é filho do todo poderoso, eu sei que isso é injusto mais o que eu posso fazer? Sou uma simples funcionária.
Chegando à porta de sua sala bati esperando pelo “entre” que não ouvi devido aos gritos do senhor Fugaku, hoje eu saio dessa sala morta, alguém por favor veja se meu seguro de vida cobre um chefe furioso lhe enforcando até a morte eminente.
— Pode entrar. – Entrei na sala com passos cautelosos, o moreno-idiota-bonitão já estava lá sentado em uma das cadeiras.
— Finalmente! O que você estava fazendo? Mais um minuto sozinho com ele e eu estaria morto!- Ele sussurrou para mim depois que eu me sentei na cadeira do lado dele.
— Não se preocupe, eu teria chorado muito por você. — falei sarcástica. Depois que eu descobri que ele era um galinha eu passei há odiar um pouco ele.
— Então senhorita Haruno... Eu estava aqui explicando para o meu filho irresponsável que esse último projeto em que vocês trabalharam juntos, teve alguns “probleminhas”. – Por Deus isso só pode ter sido coisa do Sasuke.
— E que problemas foram esses, senhor Fugaku?- Vocês tem que entender uma coisa: Chefe problemático é igual a cachorro raivoso, ele só te ataca se você se correr ou demonstrar medo. Por isso mantenha-se fria e indiferente. Como eu.
— Evidentemente houve algumas alterações na planta da casa. — Ele abriu uma gaveta e de lá retirou dois papéis, e colocou em cima da mesa de frente para mim. — Esta era a planta de como os clientes queriam a casa deles e essa é a planta com as modificações que você fez.
— Mais não fui eu quem desenhou isso!- Ele ignorou meu comentário. Defeitos horríveis puderam ser vistos naquele rascunho, pilastras que deveriam ficar em pontos estratégicos para segurar a estrutura da casa estavam em lugares totalmente opostos.
Só me faltava essa agora minha carreira esta acabada, irei levar a culpa por um erro que não é meu, lutei tanto para chegar até aqui, tive de enfrentar meus pais, já que eles queriam que eu fizesse faculdade de medicina, vim sozinha para a cidade grande, quase sem dinheiro, tive de trabalhar como garçonete, até ter dinheiro suficiente para pagar algum cursinho, sem falar na dificuldade que tive para arranjar um teto sobre minha cabeça.
— Se o problema foi na parte arquitetônica da casa por que eu fui chamado também?- Sasuke se levantou para logo depois ir em direção à porta da sala.
— Sasuke, volte aqui. Agora. — Bufando o moreno idiota voltou a sentar na cadeira. — Você foi chamado aqui, Sasuke, porque como engenheiro você deveria ter avaliado a planta da casa, só que você não fez isso, não é? Você simplesmente pegou a planta de Sakura e a entregou nas mãos dos operários.
Um silêncio constrangedor ficou pairando no ar, nem eu nem Sasuke abrimos nossa boca novamente.
— Olha vocês são ótimos no que fazem, o problema é que se ponho vocês para trabalharem juntos, vocês acabam declarando guerra um ao outro. Por isso eu tomei uma decisão. — A confusão estava estampada no meu rosto e no de Sasuke.
— Do que você esta falando, pai? – Falou o moreno idiota.
— Para se redimirem com o que vocês irresponsáveis fizeram na casa, irão morar lá durante três meses. Aproveitem este meio tempo para se conhecerem melhor. — Espera que a ficha esta demorando a cair, vamos devagar. Eu e Sasuke. Em uma casa. Sozinhos. Durante três meses. Ah!Captei... Deus! Isso não vai dar certo. –Ah, esqueci-me de falar, enquanto estiverem lá vocês deveram arrumar a casa para que ela fique como os clientes querem. Sem operários, sem amiguinhos ajudando. Somente vocês, a casa e as ferramentas.
Mais essa agora.
— Eu não vou passar três meses, numa casa sozinha com ele!- falei quase gritando e apontando o dedo para o moreno enquanto me levantava da cadeira.
— Nem eu com ela! Essa garota é louca, vai me matar no primeiro dia. — Fuzilei Sasuke com olhos, com ele ousa falar isso de mim? Tudo bem que eu dei cinco dólares para um garoto jogar uma daquelas bombas de coca-cola com bala de menta no quarto dele enquanto o idiota dormia mais isso não pode ser considerado uma tentativa de assassinato. Ou pode?
—Eu não estou perguntando se vocês aceitam, estou afirmando que vocês vão e ponto final.
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