Bryan Evans
4 O vencedor do Clube de Duelos
Notas iniciais
Passado as duas horas, começou o duelo entre Selina Foster e Vick Bell. Foi um duelo bastante equilibrado, já que nenhuma das duas queriam perder e eram bem astutas, mas que acabou com a vitória de Selina. O duelo entre Oscar Morgan e Davi Smith foi mais interessante e bem mais bruto, usando feitiços que causariam certo dano se não fossem experientes, e embora Davi Smith tenha se dedicado bastante, Oscar era bem mais experiente e saiu com a vitória. De modo que a final ficou o seguinte: Bryan do primeiro ano ( sonserina ), Selina Foster do terceiro ano ( lufa-lufa ) e Oscar Morgan do sexto ano ( grifinória ). As três casas finalistas comemoravam, enquanto a Corvinal ainda reclamava por ter sido tão mal-representada ( embora Davi tenha honrado a corvinal, não conseguiu a vitória, portando não bastou para os corvinos ).
– Atenção alunos! — começa a diretora — finalmente chegamos a etapa final do nosso torneio! Gostaria de parabenizar os três finalistas com uma salva e palmas! — Tanto os alunos quanto os professores se levantam e os aplaudem. — gostaria também de revelar o tão aguardado prêmio!
Todos estavam empolgados e ansiosos, menos Bryan, que não se importava com tudo aquilo e só participou a pedido da diretora, até que...
'' O vencedor receberá duzentos e cinquenta pontos para sua casa! O vice receberá cento e setenta, e o terceiro cem pontos! '' — E mais uma vez ouve lamentações do lado da corvinal, que perderia o primeiro lugar do torneio.
'' Também receberão a nova vassoura Firebolt XX.V5! — Provavelmente nem todo o dinheiro de todos ali, seria o suficiente para compra-la. O que gerou berros de tristeza de todos que não teriam a chance de ganhá-la.
'' E o vencedor também terá a honra de desafiar o maior bruxo do século!... Harry Potter!
E nesse instante os olhos de Bryan mudaram repentinamente, seus olhos pulsavam num preto tão escuro quanto suas vestes. As veias de seu pescoço se dilataram, sua boca reprimia e um inédito sorriso seco e pesado caiu sobre seu rosto; aquele torneio finalmente havia ganhado um motivo para Bryan vencê-lo.
Atrás dos professores, na porta dos fundos, surge um bruxo de estatura baixa, com barba e olhos verdes e um distintivo de auror ao peito. Ao seu lado estava uma mulher com cabelos longos e ruivos.
'' Pai! Mãe! — Gritou Alvo, que sai correndo em direção aos dois, ignorando o lerdo inspetor que tentava impedi-lo.
'' Hey! Quanto tempo! '' — disse o bruxo abraçando seu filho.
– Tio Harry onde estão meus pais? — Rose grita no fundo do salão. O bruxo aponta para o canto de onde veio, onde surge uma mulher de pele branca e aparência simpática, com o mesmo distintivo de auror. Ao lado de um bruxo de cabelos ruivos e rosto coberto de sardas.
Todos os quatro eram aurores.
Rose e Hugo também ignoraram o inspetor, correram aos tropeços e deram um abraço de urso nos dois.
'' Quanto tempo não vejo vocês! Como estão? '' — Disse a bruxa, agarrando seus filhos com tamanha força que quase os deixam sem ar.
'' Eu tirei a nota máxima em todas as provas! E também já decorei quase todos os feitiços do segundo ano! ''
– Fanática como a mãe! — disse o bruxo ruivo, abraçando a filha. — e você Hugo?
'' Ele reprovou em todas as matérias! E não se classificou para o Torneio! E acredita que ele tentou enfeitiçar uma mandrágora?! ''
'' Dedo duro! '' — reclama o garoto.
– Baderneiro igual o pai... — retrucou a bruxa.
– Mas então, e os duelos?
– É... bem...
– Não conseguimos nos classificar para as finais, nos desculpem... — baixando a cabeça em sinal de desaprovação, seguido por Rose e Hugo, que se dirige ao pai — eu sei que prometi duelar com você na final, eu fiz de tudo... — o bruxo coloca a mão nos ombros do filho, o abraça e diz: '' Hey, não se preocupe... O importante é que se esforçaram ao máximo!''
– Sim! Aposto que o bruxo que derrotou vocês teve muito trabalho! — confirmou o ruivo.
– Na verdade... — interrompe Scorpius Malfoy — Rose e Alvo foram derrotados em menos de cinco minutos por um bruxo da sonserina! Alvo até ficou na enfermaria...
– Cabelos claros, branco feito fantasma, sonserino orgulhoso... Você deve ser um Malfoy. — caçoa o bruxo sardento.
– Bem... — prossegue o outro — e quem foi esse bruxo ? — Alvo aponta para Bryan, e com ele todos da escola o encaram.
Harry Potter se dirige até o garoto para cumprimentá-lo.
– Meus parabéns! — Estica a mão — você deve ser um grande bruxo. Seus pais devem ter orgulho de você!
Como se fosse possível, os olhos do garoto se dilatam ainda mais.
'' Os meus pais estão mortos. '' — ignorando o aperto de mão.
– Ah, eu sinto muito... — mas Harry Potter para ao ver a cicatriz em seu pulso... era um raio exatamente idêntico ao que ele tinha na testa. Percebendo a curiosidade em seu rosto, Bryan tampa o braço no instante momento que Minerva Mcgonagall começa a se pronunciar.
Mesmo depois de voltar à mesa dos professores Harry Potter ainda encarava o garoto.
'' Algum problema? '' — cochicha o bruxo ruivo
'' Não... Não é nada. ''
– Muito bem! Os três finalistas irão se enfrentar numa luta, todos contra todos! Sairá vitorioso aquele que se manter consciente até o fim!
'' Antigamente os duelos eram mais amigáveis... '' — cochicha o bruxo.
– Disse alguma coisa Sr. Ronald Weasley?
– N-Não diretora. — e a julgar pela forma que se olhavam, ele não devia ter sido um bom aluno.
Os três bruxos, já posicionados, esperavam o sinal da diretora.
'' Estão prontos? — Bryan confirma com a cabeça, seguido de Oscar e Selina que se entreolharam, dando um sorrisinho sarcástico â garota, que retribuiu com outro forçado e nervoso.
– Quando eu disser três, e somente no três — encara Christian Shawn, todo enfaixado — irão lançar os primeiros feitiços!
– Um...
– Dois...
– Três!
'' Expelliarmus! '' — berra os dois bruxos ao mesmo tempo em direção a Bryan.
O feitiço passou raspando em sua orelha, mas o garoto se safou por pouco com o feitiço '' Protego '', conjurando em seguida '' Estupefaça '' contra Selina Foster, que lhe acerta em cheio, deixando-a atordoada.
Estavam os dois contra Bryan — o que era injusto — mas ele não desistia.
Duelava com sangue nos olhos, era atingido vez ou outra, sendo arremessado contra o chão, mas levantando, ignorando a dor. Ele queria vencer a todo custo. Selina e Oscar tentavam desarmá-lo, mas o garoto, reunindo toda a força que tinha, fica de pé e grita alto '' Protego Totalum! '', criando um campo de força invisível em volta de si e expelindo todo feitiço que lançavam ( o que chamou atenção dos professores e dos aurores ali presente, pois tal feitiço era ensinado somente a eles, exigindo um treinamento rigoroso e perigoso, tanto que muitos desistiam).
Depois de um tempo, percebendo que Oscar dava as ordens e Selina obedecia, sua estratégia finalmente surge. No instante que Oscar Morgan levanta sua varinha, Bryan é mais rápido:
– Expelliarmus!– a varinha de Oscar é arremessada contra a parede, ficando totalmente indefeso e sendo atingido pelo feitiço '' Mimble Wimble ''.
Ele tentava pronunciar os feitiços, mas o que saia eram palavras enroladas e sem sentido, que Selina não entendia, deixando-a também desprotegida.
– Você se acha esperta trapaceando? — pergunta o garoto — obedecendo as ordens dele, sendo um cachorrinho indefeso e assustado? Bem... fiquei sabendo que Lufa-Lufa é conhecida também pela lealdade, vejamos... '' Legilimens! ''
No mesmo instante os olhos da garota ficaram serenos, entrando em total transe.
– O-onde estou? ...
– Erga sua varinha... — ela obedece. — e repita comigo: eu desisto... — a garota então o faz. Ergueu sua varinha, desceu da plataforma e disse pausadamente: eu... desisto.
Oscar, que já havia se livrado do feitiço, tenta impedir a garota, mas em vão.
– Agora é só eu e você. — voltando-se para ele.
– Qual é o seu problema garoto? Você é do primeiro ano e usa feitiços que nem mesmo eu consigo usar! E controlar as pessoas devia ser proibido!
– É mesmo? Me diga então, o que você estava fazendo?
– É que... eu....
– Fiquei sabendo que a grifinória é conhecida pela sua coragem, e dois contra um é uma atitude um tanto covarde... E sobre a garota, achei que forçá-la a desistir seria menos humilhante do que ser arrastada para a enfermaria... Como você vai ser.
Ele falava baixo, poucos o escutavam, mas Oscar berrava; o que parecia ser um acesso de fúria
– VOCÊ SE ACHA DE MAIS NÃO É? VOU ENSINÁ-LO A RESPEITAR SEUS SUPERIORES, SEU SONSERINO ARROGANTE! ESTUPE...
– Alarte Ascendore!– Um jato de raio vermelho explode da varinha de Bryan, que lança Oscar uns seis metros acima, batendo violentamente contra o chão.
– Meu superior? — o garoto solta um sorriso seco — patético.
Bryan se vira, mas ouve um gemido...
– Você não desiste mesmo né?... — e sem se virar — Confundus.
– Diretora, acho melhor encerrar o duelo, seria desnecessário fazê-lo sair mais machucado do que já está.
A diretora, ainda atônita (como todos que estavam ali) levanta sua varinha:
– Bem... O vencedor é Bryan!
E após um tempo de espanto, a sonserina explodiu em vivas, batendo palmas. Grifinória nem tanto. Ele se dirigiu até Selina e sussurrou '' Episkey. '' O brilho branco que saiu de sua varinha envolveu a garota, que acordou em seguida.
– Você está bem? Desculpe ter forçado você a desistir.
– Tudo bem... — e quando o garoto virou — obrigada... E me desculpe por ter trapaceado, ele me forçou e...
– Tudo bem. — interrompendo a garota, abrindo espaço por onde passava.
Mais tarde naquele dia foi anunciado que o duelo final seria ás quatro hora do dia seguinte, o que deu tempo suficiente para Bryan causar cochichos por onde passava.
Na aula de defesa contra as Artes da Trevas, tiveram a ilustre participação do trio Potter, Weasley e Granger.
– Muito bem classe. — começou o professor — Hoje teremos uma aula teórica. Podem perguntar qualquer coisa a eles, e se puderem responder, o farão.
– Uma pergunta para Ronald Weasley! gritou uma garota da lufa-lufa — na câmara secreta você usou a ofidioglossia para abri-la, mesmo não sendo um ofidioglota, já que essa é uma característica sonserina... como o fez?
Um sorriso de convencimento apareceu no rosto do bruxo:
– Durante todos os nossos anos em que estivemos juntos, Harry falava esta língua quando ia dormir, mas eu não entendia nada. — Todos prestavam total atenção... Menos Bryan, claro. — Foi então à partir do segundo ano que comecei a entendê-lo.
– E você pode nos ensinar? — agora perguntando a Harry.
– Bem... Gostaria muito, mas além de ser totalmente perigoso ter alunos na câmara secreta, nós aurores não temos tempo para vir à escola o tempo todo...
– E claro que você não tem essa liberdade de '' ensinar quem quiser aprender'', afinal esse é um dom que pertence somente a nós sonserinos, e você o obteve somente pelo acaso. — interrompe Scorpius Malfoy.
– Bem... — começou Hermione Granger, tentando evitar o clima que acabara de se formar — quem sabe, futuramente, não terão aulas de ofidioglossia aqui em Hogwarts? — Lançando uma piscadela convidativa a Harry.
– Receamos que seja impossível, senhorita Granger. — interrompe outra aluna da sonserina — sendo um dom sonserino, todos nós gostaríamos que continuasse assim sendo, já é de grande... insatisfação, que tenham outros dois bruxos que não sejam de nossa casa e que saiba tal língua. Gostaríamos também que parasse de tentar romper o pouco patrimônio que no restou, depois que vocês dominaram tudo. Por que vocês grifinórios não ensinam a... não sei.... talvez se jogar na frente de um feitiço mortal, provando sua lealdade, ou então roubar pontos no torneio das casas? — lançando-lhe um sorrio maléfico, sendo apoiada por outros sonserinos.
– Mas eu não...
– E como se conjura o feitiço do patrono? — interrompe-a um lufano, sendo de alívio para Hermione Granger.
– A armada de Dubledore ainda existe? — questiona outra.
– Podemos ver a cicatriz?
Aquilo se tornou um tumulto. E quando Harry Potter começou a responder, Bryan se levantou rumo â porta.
– Algum problema Sr.Bryan? — perguntou o professor.
– Só estou... um pouco enjoado, e também preciso me preparar para o duelo de amanhã. — olhando agora para Harry, que mudou de expressão instantaneamente.
– Bem, então até o próximo capítulo — lança-lhe um sorriso, mas Bryan ignora o professor.
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