Notas iniciais
Boa leitura :)

P.O.V. — Quinn Fabray.

— E agora eu os declaro marido e mulher — a voz do padre soou, tirando-me de meu devaneio momentâneo. Todos se levantaram e acompanharam minha mãe e o Sr. Puckerman — agora meu padrasto —, com o olhar. Eu sentia vontade de vomitar. Virei-me para a primeira fileira, onde Noah Puckerman se encontrava com sua nova namorada — e minha amiga —, Santana Lopez. Levantou seu olhar para mim, sorrindo maliciosamente, como se dissesse: “e ai, irmãzinha, está feliz de me ter em sua família?”. Sustentei seu olhar irônico e bufei, caminhando para fora da igreja.

Noah Puckerman, ou somente “Puck”, era o idiota metido a ‘fodão’ do colégio. A diferença era que todos o respeitavam por ele ser do time de futebol americano do McKinley.

A única pessoa que o trata e o vê como ele realmente é, era Quinn Fabray, e essa pessoa sou eu.

Puck não passa de um garoto arrogante filho de papai que se acha bom o bastante para ferrar com a vida de todo mundo. Eu o odeio, e o sentimento é recíproco.

P.O.V. — Noah Puckerman.

— Então, o que vamos fazer depois dessa festa de casamento super entediante? — Santana me chamou a atenção. Balancei a cabeça, tentando voltar toda a minha atenção para a gostosa sentada ao meu lado. É só que, lembrar que agora dividirei o mesmo teto com Quinn Fabray — a líder de torcida que se faz de santa mas está mais para “santa do pau oco” — me dá pesadelos.

— Que tal irmos para um motel, gata? — sorri maliciosamente, passando a mão em sua coxa desnuda pelo vestido curto que usava.

— Ah, isso me faz lembrar... está com minha identidade falsa? — tirei do bolso de meu paletó a nova identidade de Santana.

— Ótimo. — sorriu pra mim, beijando-me.

P.O.V. — Quinn.

— Quer ficar calma? Não é o fim do mundo! — Sam tentava, inutilmente, me acalmar.

— Você não entende, Sam. Ele é a pessoa mais arrogante, mesquinha, irritante...

— Hey —Ele segurou meus ombros com força — Esqueça isso por uma noite e dance comigo — pediu, um sorriso no rosto. Cedi, segurando sua mão e caminhando até a pista de dança.

P.O.V — Puck.

A sra. Fabray caminhava em minha direção, sorrindo.

— E aí, sra Fabray?

— Noah, eu queria que dançasse com minha filha — disse-me, segurando meu braço.

— Hã?! — murmurei, sem fala. Tentei escolher as palavras certas para dizer, mas tudo que meu cérebro gritava era: “Não quero dançar com Quinn ‘santinha’ Fabray, porra!” — Hum... eu acho melhor não, sra. Fabray. Quinn não... — olhei na direção da pista de dança, meu pai caminhava em nossa direção com uma Quinn Fabray emburrada.

— Aqui está ela — meu pai sorriu pra mim e eu só queria matá-lo naquele momento.

P.O.V. — Quinn.

Puck me guiava enquanto “She will be loved”, minha música favorita de todos os tempos soava dos auto-falantes. Quanta ironia.

— Isso aqui é ridículo. — Puck bufou. — Preferiria estar preso á dançar com você. — ri ironicamente.

— Isso só pode ser um pesadelo! Não acredito que minha mãe se interessou pelo seu pai. Ou que Santana se interessou por você.

— Afinal, qual é o seu problema, garota?! — gritou, irritado.

— O meu problema se chama Noah Puckerman. — dei um sorrisinho cínico, e ele me soltou assim que a música acabou, se perdendo na multidão.

Notas finais
reviews?