Brother And Sister
30 Capitulo 30
Notas iniciais
Ele pode não ter me deixado explicar, mas eu tinha que contar, era direito dele, não quero que ele me odeie pensando que tenho um filho de outro. Sentir que meu coração iria sair pela a boca, sair do meu quarto correndo, teria que alcança-lo. Não podia deixa-lo ir dessa vez...
–Justin. – gritei do alto da escada.
E lá estava ele de costas para mim, não vi mais nada além dele, tudo havia sumido e só estava ele ali. Ele virou lentamente e me olhou com os olhos atentos e tristes, não falou nada apenas me encarou de volta.
– Mia. – a voz doce da minha mão soou me tirando do transe que os olhos do Justin me colocaram.
Olhei para ela por uma fração de segundos, fazia duas semanas que não saia do meu quarto, ela me olhava preocupada, mas não tinha tempo para falar com ela agora, tinha que falar com o Justin.
Eu não poderia falar com ele na frente da minha mãe, ela me mataria. A adrenalina tomou conta do meu corpo, minha cabeça estava a mil, eu não tinha mais controle do meu corpo.
– Vamos conversa, vamos resolver logo tudo isso...
– Resolver o que? – ele perguntou parecendo querer controlar o tom de voz.
Desci os degraus lentamente, sem desviar os olhos dos olhos castanhos de Justin, que ainda me encarava esperando que eu começasse. Meu Deus me diz o que fazer, porque eu não sei.
– Não podemos viver assim. – comecei sem ter a mínima ideia de como continuar.
Respirei fundo e continuei a descer as escadas ate esta frente a frente com ele.
– Somos uma família, não somos? – perguntei direcionado a ele.
Ele respirou fundo parecendo relaxar um pouco e assentiu.
– Não podemos ficar assim, mamãe não esta bem com isso. – continuei. — nós somos... — parei respirando fundo. — somos amigos desde sempre e eu também não estou bem com isso, sinto saudades de você, quero você perto, perto de nós.
Ele olhou para baixo e depois para mim, ele sabia bem que não me referia apenas aos nossos pais, mas também ao nosso filho, que bem, por enquanto era somente meu.
– Eu só... – parou soltando um suspiro pesado. – só é muito para eu pensar. – falou parecendo mais tranquilo.
– Não da muito certo quando você pensa Justin. – brinquei e tentei dar um sorriso o melhor que pude foi um meio sorriso.
Ele sorriu de volta.
– Também não estou bem com tudo isso, e agora estou pior ainda, só preciso de um tempo para digerir isso. – sentir a ênfase na ultima palavra.
Abaixei minha cabeça, peguei sua mão e me aproximei mais um pouco dele.
– Eu preciso de você. – falei quase que em um sussurro.
– Você precisa do Aaron. – rebateu soltando minha mão.
Que se fodesse o fato da minha mãe estivesse vendo toda aquela cena e estivesse preste a descobrir que seus filhos seriam pais de uma mesma criança.
– Não, você não entendeu...
– Entendi sim Mia, mas tudo bem, sempre seremos irmãos e de qualquer jeito...
– Não Justin...
– Seremos uma família. – continuou sem me deixar terminar.
Caralho será que ele poderia se calar e me escuta?
– Mia, precisamos conversa. – papai surgiu na sala.
– Eu preciso ir. – falou Justin indo ate a mamãe.
Não ele não podia ir agora, eu preciso dizer que o filho que eu estava esperando não era do Aaron e sim dele. Mas não na frente dos meus pais não antes de e falar a ele.
– Não Justin, preciso te contar algo. – falei o vendo dar um beijo na testa da mamãe.
– Já me contou demais por um dia Mia, me der um tempo. – respondeu.
Apenas assentir. Se ele não queria saber agora, então daria o tempo que ele precisava.
– Meu escritório. – falou papai já indo em direção ao escritório.
Assistir Justin passando pela a porta e a fechando atrás de sim. Olhei para mamãe que me mostrou um sorriso.
– Sentir sua falta aqui em baixo. – falou ela ainda sorrindo.
Aproximei-me dela e me joguei em seus braços. Ela me abraçou forte.
– Me desculpa. – pedi, aquilo era a única coisa que seria capaz de dizer no momento.
– Oh minha pequena, esta tudo bem. – disse beijando meu rosto.
Mamãe deu um passo para trás.
– Esta tudo bem, vá ver o que seu pai quer e depois vá para cozinha conversar comigo. – falou.
Papai estava sentado atrás de sua mesa quando entrei no escritório, seu rosto não expressava nada, apenas meu pai carrancudo de sempre.
– Tem algo a me contar? – me perguntou assim que fechei a porta atrás de mim
Droga!
– Ainda não. – respondi depois de um longo segundo em silencio.
Papai levantou da cadeira e veio ate mim.
– Não precisa ter medo de me contar nada, sou seu pai, meu dever é apoia-la e não brigar ou julga. – falou tirando uma mexa de cabelo do meu rosto. – o que está feito esta feito.
O pai de Ryan não podia segurar a fofoca mais um pouco, pelo menos me dar um tempo, dois dias não era o suficiente para eu pensar em como falar para meus pais que a filha deles de 17 anos estava gravida.
– Não estou pronta ainda, mas...
– Tudo bem, tudo bem. – disse me puxando para um abraço. – ficará confortável se fizermos a festa? – perguntou me soltando.
Eu sorrir.
– Nada como uma festa para me animar. – respondi.
Papai riu.
– mamãe já sabe? – perguntei.
– Não, ouvir Caitlin e Ryan por acaso, não contei, acho que devia contar, mas quando estiver pronta. – falou ele.
– Tem um momento certo? – perguntei.
– Na verdade não, você só tem que se sentir bem em conta-la. – respondeu serio.
POV- Justin
Ela estava tão linda ali, era apenas a minha pequena Mia, com um dos meus brinquedos e com um sorriso que dizia que estava adorando aquele brinquedo. Como sentia falta daquele bebe, mas agora era uma mulher, prematuramente, mas ainda sim uma mulher, mulher que eu queria por perto, mas estava tão longe.
Larguei a foto dentro da caixa que havia pegado da mamãe, e a fechei com um longo suspiro, estava decepcionado, mas não com ela e sim comigo, como poderia larga-la daquela forma, ela era minha, foi feita para mim, mas estava esperando um filho de outro.
Terminei de dar o nó da gravata e sair do eu quarto levando comigo o blazer, teria que aguentar mais uma festa dos meus pais, com uma educação impecável quando queria mandar que todos se fodessem e que parassem com as perguntas idiotas de todas as festas. Mas era algo importante para eles, então teria que e segurar.
POV- Mia
Dei uma ultima olhada no espelho certificando que estava tudo certo, estava tudo perfeito, a decoração ótima, mamãe tem um talento para essas coisas.
– Mia. – chamou-me Caitlin entrando no meu quarto. – nossa! Você esta linda. – falou me olhando dos pés a cabeça.
– Você esta mais, esse vestido combina com seus olhos. – comentei.
Ela piscou rapidamente.
– Sei que sou linda. – falou e começou a rir.
A acompanhei na risada. Fazia um tempo que ela era a única que podia me tirar sorrisos sinceros.
– Passei no quarto da sua mãe, ela esta linda. – comentou.
– Fui lá antes de começar a me arrumar. – falei. – ela já estava quase pronta.
– Falou a ela? – Caitlin sentou-se na minha cama.
– Sim, dei um trabalho aos maquiadores. – ri sem humor.
– E como ela reagiu? – perguntou ela.
– Chorou, ficou triste, mas feliz ao mesmo tempo e perguntou quem era o pai. – respondi e me sentei ao seu lado. – falei que queria falar com ele primeiro e ela se acalmou mais. – respondi.
– Não contou ao Justin ainda?
– É complicado, passei a semana toda tentando, mas sempre que falo que é sobre a gravidez ele coloca outro assunto no meio ou alguém chega, ou ele simplesmente foge. – suspirei.
– Tem falado com o Aaron? – perguntou.
Levantei da cama e fui em direção ao espelho dar minha ultima olhada.
– Todos os dias, ele realmente parece querer esse filho e eu simplesmente não consigo parar de pensar no Justin. – suspirei. – mas hoje não é para pensar nisso, é aniversario de noivado dos meus pais, e tenho que esta com um sorriso, porque a família toda vai esta em cima de mim querendo saber como foi minha estadia na Le Rosey. – pena que não posso beber bêbada aguentaria fácil. – comentei fazendo Caitlin rir.
Mamãe estava linda, o vestido azul que escolhemos parecia ter sido feito sobe medida para o corpo pequeno, papai estava vestido com um terno que o deixava bonito, ele olhava para mamãe como um idiota, como se a estivesse vendo pela a primeira vez. Me escorei em uma coluna propositalmente fincada no final do jardim e fiquei observando meus pais sorrindo e falando coisas no ouvido do outro.
– Você esta especialmente linda esta noite. – a voz soou da escuridão atrás de mim, mas era uma voz que eu nunca poderia confundir aquelas voz com a de ninguém.
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