Brother And Sister
28 Capitulo 28
Notas iniciais
Caitlin estava sentada na minha cama, fazendo carinho na minha cabeça enquanto e descansava em seu colo. Fazia exatamente duas semanas que nós havíamos voltado para nossa antiga casa. Quando eu digo “nós” me refiro a mim e aos meus pais, Justin se exilou no seu apartamento, e eu no meu quarto. Todos estavam abalados com minhas revelações, mamãe pelo o que tive com Justin, Justin pelo o segredo de mamãe e papai, eu por ter sido a causadora de tudo, papai não, papai parecia suportar bem o que aconteceu, quase como se já soubesse como tudo acabaria.
_ Amiga você tem que sair dessa, faz duas semana que você não sai desse quarto. _ Caitlin falou me fazendo dar um suspiro. _ você precisa comer.
_Não estou com fome. _ falei com a voz fraca.
Duas batidas fracas na porta soaram pelo o quarto e dois segundos depois, uma senhora baixa, com o corpo avantajado e cabelos loiros com alguns fios grisalhos, óculos retangulares de armação vermelho vinho entrou com um leve sorriso, sorriso que continha a intenção de ser retribuído, mas não rolou, apenas suspirei.
_Voltei para ver você. _ ela disse se aproximando.
_Vou pegar alguma coisa para você comer. _disse Caitlin levantando-se com cuidado.
Não respondi, apenas deixei que ela saísse do quarto. Vovó mostrou um sorriso mais aberto para Caitlin e como esperado foi prontamente retribuído.
_ Oh minha andorinha! _ exclamou tomando o lugar de Caitlin. _ o que esta sentindo? _perguntou enquanto eu me aconchegava mais em seu colo.
_Dor. _ respondi com um fio de voz.
_ Fiquei tão preocupada quando Jeremy me disse que tinha ido para o hospital. _ falou acariciando meu rosto.
_ Não foi nada. _ falei tentando tranquiliza-la.
E realmente não tinha sido nada, apenas um desmaio que resultou a um exame de sangue. Recusei-me a ficar naquele hospital, então tudo foi apressado, meus exames saíram rapidamente.
_ Justin também ficou preocupado. _vovó comentou.
_ Ele não me ligou para saber se eu estava bem, então acho que não ficou tão preocupado assim. _ murmurei me agarrando a perna de vovó.
Queria sim que ele tivesse me ligado, pelo menos uma mensagem de texto perguntando se estava tudo bem, se eu ficaria no hospital, se sei lá, apenas me ligado.
Duas batidas fracas soaram pelo o quarto, aquilo estava começando a me dar nos nervos, me perguntava a que momento eu ficaria sozinha, com meus pensamentos e minha vontade de morrer.
Ryan colocou a cabeça para dentro da porta.
_ Precisamos conversar. _ ele disse serio e então abriu um sorriso para minha vó.
_ Tudo bem, só irei deixar porque vou ter muito tempo com minha netinha. _ vovó disse levantando.
Ryan estava com uma mochila na mão e estava um pouco vermelho e suado como se tivesse corrido uma maratona inteira ou pelo menos metade de uma.
Vovó ao passar por Ryan deu um beijo na bochecha vermelha dele o que fez o branquelo parecer relaxar um pouco. Sentei-me na cama a espera que ele começasse a falar. Ryan se aproximou da cama ainda serio e então se sentou o meu lado.
_ Você esta bem? _ perguntei.
Ele assentiu com um sorriso forçado.
_ E você?_ perguntou me olhando nos olhos impedindo que eu tivesse a cara de pau de mentir na cara dele.
Respirei fundo.
_ Fisicamente, sei que não esta bem emocionalmente. _ falou rapidamente.
_ O enjoou passou, as tonturas nem tanto, já estou conseguindo comer sem vomitar depois, acho que estou melhorando. _ disse quase conseguindo esboçar um sorriso.
Ryan abriu sua mochila tirando de lá um enorme envelope com o nome do hospital de onde fazia um dia que tinha saído.
_ Papai pediu mil desculpas por ter esquecido este exame. Mas agradeço a Deus por ele ter esquecido e acho que você vai acender uma vela por isso também. _ Ryan me entregou o envelope que estava violado.
Olhei para ele com a sobrancelha erguida.
_Foi meu pai que olhou ele tinha que saber se era grave. _ falou como se defendesse.
Continuei a encará-lo com a sobrancelha erguida.
_ Tudo bem, eu olhei, meu pai estava quase ligando pro seu pai então acho melhor apenas me agradecer por eu ter pegado. _ ele falou.
_Obrigada. _ disse abrindo um meio sorriso enquanto abria o envelope.
Meu sorriso foi se desfazendo do meu rosto enquanto lia o que dizia e via as fotos do meu útero onde tinha um circulo onde indicava um pequeno pontinho. Olhei para Ryan sem acreditar no que estava acontecendo. Naquele momento sentir que iria desmaiar, não podia acreditar que aquilo estava acontecendo.
_ Já esta de três meses. _ Ryan me disse tirando-me do meu transe.
Levantei da cama em um pulo, ainda segurava o exame, fiquei frente ao enorme espelho e levantei minha blusa, olhando meu ventre um pouquinho apenas mais avantajado que o normal e voltei meus olhos para as fotos.
Meu Deus tinha uma vida dentro de mim, como isso era possível?
_ Mia. _ Ry me chamou.
Olhei para ele atentamente.
_ Me diz que sabe quem é o pai. _ implorou.
_Só pode ser uma pessoa Ryan. _Respondi.
Ryan me soltou um olhar que não sei explicar, só sei que entendi com muita clareza o que ele queria perguntar.
_ Estou bem. _Disse e finalmente conseguir esboçar um sorriso verdadeiro.
Eu só tinha 16 anos, tudo bem quase 17, mas o que muda? Vou ser mãe com 17 anos e nem terminei os estudos ainda e já tem uma criança no meu ventre. Porque não conseguia ficar triste? Preocupada ficava, mas não triste.
_ Esta bem com isso?_ perguntou Ryan parecendo mais nervoso do que eu.
_ Não sei exatamente, preocupada, meus pais vão me matar, e com o que ele ira dizer e fazer, mas não consigo ficar triste com o que esta acontecendo. _ falei ficando de pé perto dele.
Ele pareceu pensar um pouco. E então abriu um sorriso e levantou me puxando com cuidado para um abraço.
_ Meu Deus, não da pra acreditar. _ disse me abraçando forte. _ Parabéns mamãe. _ ele disse suspirando.
Um barulho perto da porta soou fazendo com que Ryan e eu nos voltássemos para a porta dando de cara com o rosto assustado da castanha.
_Mamãe? _ Caitlin indagou em choque.
...
_Não acredito nisso. _ Caitlin disse. _ nem pense escolher outra pessoa para ser madrinha dessa coisinha linda disse ela tocando minha barriga.
Eu ri.
Estava me sentindo bem, estranho eu sei, mas acho que só precisava focar em algo mais importante do que o que estava acontecendo comigo.
_Agora tenho que falar com Aaron, então... _parei sugestivamente.
Caitlin levantou da cama.
_ Ele precisa mesmo saber?_ perguntou fazendo careta.
_Sim. _ respondi revirando os olhos.
Disquei o numero e esperei Caitlin sair do meu quarto e indo porta a fora para apertar o botão verde.
Não tive que esperar chamar duas vezes, era quase como se ele estivesse esperando eu ligar.
_ Como você esta?_ perguntou parecendo nervoso.
_Bem, quem te contou?_ perguntei.
_ Uma mulher. Não sei quem era, liguei pro seu celular não atendeu liguei para sua casa e essa mulher me disse que tinha passado mal. _contou. _mas não enrola, como você esta?_ perguntou.
Respirei fundo. Como dizer a ele?
_ Estou bem. _ respondi confiante. _ vai ser normal durante um tempo. _ falei hesitante.
_Normal? _perguntou parecendo achar estranho.
Fiquei em silencio.
_Serio? _perguntou.
_Sim._ respondi.
Aaron esperou um tempo, soltou um suspiro e continuou...
_É dele? _perguntou Aaron.
_Nós dois sabemos que não poderia ser seu. _ lembrei-o.
Arrependi-me no mesmo instante de ter dito aquilo. Aaron apesar de ser... De ser o Aaron, ele adora crianças, acho que elas são as únicas capazes de tirar sorrisos sinceros e de fazê-lo relaxar. Acho que a única coisa que Aaron queria era um filho, não pra já, mas Aaron não pode ter filhos.
_ Mas poderá. _rebateu tirando-me dos meus devaneios.
Meu coração disparou, ele não estava sugerindo, estava?
_Aaron... _comecei.
_Mia, me deixa falar. _pediu parecendo ainda mais nervoso. _ eu quero você Mia, e... Deixa-me criar seu filho com você.
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