Brother And Sister
24 Capitulo
Notas iniciais
Não fui ao hospital desde o “fora” que Justin me deu, achei que não seria necessário me torturar mais, e tortura-lo com minha presença. Caitlin disse que se eu desse um gelo nele talvez ele sentisse minha falta e repensasse na decisão que teve. Não acreditei que ele mudaria de ideia, ele parecia convicto que me queria longe. Então apenas me afastei.
Meu celular vibrou interrompendo a musica que tocava baixinho apenas para dar uma sensação de que eu não estava tão sozinha. Olhei no visor e vi o nome que menos esperava ver, talvez esperasse sim já que fazia duas semanas (desde o fora que Justin me deu) que não atendia nenhum das 15 ligações que ele me fazia por dia.
Eu mesma não estava entendendo o porquê eu estava dando um gelo em Aaron também, ele não tinha culpa nenhuma no que estava acontecendo, talvez 50% ou menos já que se eu não tivesse dado trela não estaríamos do jeito que estávamos.
Respirei fundo antes de apertar o botão.
– Estou sendo uma idiota, desculpa. – pedi antes que ele pudesse falar pelo menos um “oi”. – eu nem sei o porquê não atendi seus telefonemas, eu... Desculpa. – falei dando um suspiro pesado no final da frase.
– Esta tudo bem. – respondeu ele. – liguei para avisar que estou indo embora. –soltou de uma vez.
Admito, meu coração parou por um momento. Como assim ele estava indo embora? Ele não podia me abandonar. Podia, afinal o abandonei por duas semanas.
– Que? – quase gritei me sentando na cama.
– Acho que já fiz estragos demais aqui. – soltou uma risadinha sem humor.
– Quando? – perguntei.
– Amanha bem cedo, vou pegar uma carona no jatinho dos meus pais. – respondeu.
– Porque Aaron? – perguntei ainda não acreditando no que estava ouvindo.
– Mia, eu vim por você e estou voltando por você, acredito que você e o Justin precisão conversar sem que eu esteja no mesmo continente que estão. – Aaron falou.
Suspirei, não sabia o que dizer. O que se diz em caso como esses?
– Liguei para perguntar se você não quer passar o dia comigo. – pelo a primeira vez Aaron parecia inseguro ao me chamar para ficar com ele. – podemos ir ao shopping, almoçar em um restaurante legal, ir a algum lugar que você goste...
Apesar da proposta de almoçar fora ser tentadora. Optei para a proposta que estava entre linhas.
– Passo ai para te pegar. – sugeriu.
– Não. – falei já levantando da cama. – vou para o seu apartamento, pedimos comida e passamos o dia juntos. – sugeri.
– Me parece bom. – falou parecendo um pouco mais confiante.
Eu sorri.
– Para mim vai ser ótimo. – falei. – chego ai em alguns minutos. – falei e desliguei o celular.
Calcei a bota que estava no canto da porta e sair do meu quarto em passos apreçados. Não sabia se o que eu queria fazer era a melhor opção, talvez não, mas eu queria e queria muito me despedir de Aaron, ele me ajudou quando mais precisei, viajou meio mundo para me ver, foi uma das duas pessoas que fez que cinco anos da minha vida não fosse um total desperdício de tempo.
Quando cheguei ao meio da escada, ouvir um barulho vindo da sala, vozes baixar e animadas. As reconheci de imediato. Chegando ao final da escada constatei de quem eram as vozes. Mamãe tirava algumas coisas do caminho enquanto papai entrava com a cadeira de rodas onde o Justin estava.
Engoli em seco. Justin me encarou e abriu um sorriso.
– Mia. – pronunciou.
Naquele momento percebi a saudade que estava de ouvir a voz dele pronunciando meu nome.
– Não foi mais me visitar. – seu sorriso diminuiu.
Mas o que ele queria? Que mesmo depois de tudo que me disse que eu ficasse indo atrás dele, para que ele me machucasse ainda mais? Para que eu me machucasse ainda mais?
– Achei que não quisesse depois do que conversamos, e eu achei que você não precisava dos meus cuidados, já que sua enfermeira estava cuidando bem de você. – dei um meio sorriso irônico.
No mesmo instante uma mulher loira entrou sendo guiada pelo os meus avos.
– Essa é Melanie, ela vai cuidar do Justin. – mamãe disse com um sorriso, me olhou dando uma piscadela.
Não entendi o porquê da piscada, mas achei desnecessária. Olhei para a mulher que sorriu. Forcei meu melhor sorriso.
– Vou sair. – falei olhando para papai que parecia ser o mais interessado.
– Com essa roupa? – perguntou papai fazendo todos rirem.
– Aaron esta voltando, vou me despedir dele. – contei.
– Serio? – perguntou mamãe com o cenho franzido. – ele foi ao hospital atrás de você há uns dias atrás e convide-o informalmente para a festa ele disse que iria sem sombra de duvidas. – mamãe contou.
– Acho que ele decidiu isso de uma hora para outra. – dei de ombros. – eu vou indo. – falei.
Não demorei para chegar ao apartamento de Aaron, mas foi tempo suficiente para que eu mais uma vez me questionasse, eu não devia fazer o que estava planejando. Eu amava o Justin e não o Aaron. Porque eu não conseguia apenas ser amiga daquele ser mais do que gostoso?
Toquei a camainha duas vezes seguidas, e então lá estava à tentação na minha frente. O que eu não podia ter. Ou poderia?
Me aproximei de Aaron e o puxei pela a gola da camisa, selando nosso lábios. Aaron não perdeu tempo, me puxou pela a cintura para mais perto, e invadiu minha boca com sua língua. Puxei seus fios castanhos levemente e mordi seu lábio inferior, parando o beijo e dando inicio a outro. Aaron puxou-me para cima, enlacei minhas pernas na sua cintura. Escutei a porta bater atrás de mim, ele me escorou na mesma, apertando-me contra ela.
*Justin* — pensei.
Interrompi o beijo de repente. Aaron me olhou assuntado.
– Não consigo. – falei ofegante.
Aaron afrouxou o aperto me dando espaço para que eu voltasse ao chão. Para minha surpresa Aaron sorriu.
– Cinema? – sugeriu ainda sorrindo.
Apenas assentir.
Eu simplesmente não entendia como eu não consegui transar com ele, como apenas um nome pode me fazer parar. Sair de casa tão decidida. Tudo bem, nem tão decidida assim, mas eu queria, pelo menos eu pensei que queria.
Aaron me levou ao cinema, o filme era uma droga, porem lá estávamos tentando entender o porque o homem matou três pessoas com cinco minutos de filme. O filme não estava nem na metade quando decidimos sair do cinema.
– ESSE FILME É UMA MERDA. – Aaron gritou antes de passarmos pela a porta da sala de cinema.
Sair de lá rindo. Uns caras que trabalhavam ali reprimiram as risadas e nos acompanharam
– Vamos comer, toda aquela merda me deu fome. – disse Aaron colocando o braço nos meus ombros.
Optamos por comer um hambúrguer, uma porção de batatas e um copo grande de coca.
– Me conte as novidades. – disse Aaron dando um gole no seu refrigerante logo após.
Terminei de mastigar a batata que estava na minha boca e dei um gole no meu refrigerante.
– Ah nada de mais. Descobrir que o Justin não é meu irmão biológico, ele me deu um fora daqueles no mesmo dia e ele teve alta hoje, só que ele não vai ficar com a gente ele vai para o apartamento dele porque ele quer distancia de mim. – disse fingindo que todas aquelas coisas não doíam nenhum pouco em mim.
Aaron ficou surpreso, mas tentou disfarçar.
– Ah que vida tediosa essa sua. – deu um sorriso. – mas agora falando serio, como assim ele não é seu irmão? – perguntou interessado.
– Bom pelo o que eu entendi, ele foi trocado na maternidade pela as enfermeiras...
Contei tudo ao Aaron. Ele parecia verdadeiramente interessado em saber de tudo. Não editei nenhum detalhe.
– Ok. – ele disse com um suspiro. – só tenho uma duvida. – falou.
– Qual? – perguntei.
– O que diabos você esta fazendo aqui? Você poderia esta com ele. – respondeu.
– Qual a parte do “ele não me quer, ele não quer me ver” você não entendeu? – perguntei incrédula.
– Qual a parte do “ele te ama” você ainda não entendeu? – perguntou.
Aquela pergunta me fez parar e pensar. E o pior de tudo, ele tinha razão. O que diabos eu estava fazendo?
– Levanta essa bunda gorda daí agora, vai atrás dele, coloque-o contra a parede, seja dele. – falou.
Suspirei. Se bem conheço o Justin ele devia esta naquele momento se “exercitando” com aquela vadia loira.
– Tinha que ver a enfermeira dele, ela...
– Nem termine. – Aaron falou. – ele ama a você, foda-se que ele comeu ela, você quase transou comigo...
– Quase não é transar. – o interrompi.
– A intenção é o que vale bebê. – ele deu um sorriso cínico. – procure-o, bote a enfermeira para correr. Vamos Mia, ta esperando o que? – perguntou.
– Você devia seguir seus conselhos. – falei levantando e antes de sair lhe dei um beijo no rosto.
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