Notas iniciais
OBRIGADA, não poderia postar mais um capitulo sem antes agradecer a TODAS que me mandaram review de força e apoio... Muuuuuuuito obrigada de verdade meninas, fiquei bem melhor depois que li todos os reviews eu fiquei emocionada com tudo... tive mais apoio de pessoas desconhecidas do que de pessoas que me conhecem muito bem... Eu fiquei emocionada com todos os reviews... Muuuuito obrigada

Aquilo não poderia ser melhor, finalmente conseguir o que eu queria ser totalmente e inteiramente do MEU Justin.

Nosso banho, não foi apenas um banho, não conseguir resistir ao ser mais do que perfeito que de instante me atentava enquanto tentava me concentrar no banho. Não terminamos o banho apenas saímos do chuveiro e voltamos para o quarto molhando o quarto inteiro.

– Jus a gente devia apenas ter tomado banho, jaja eles chegam e a gente vai estar aqui. – o repreendi.

Ele riu para e me apertou mais em seus braços.

– Não conseguir me concentrar com você nua do meu lado. – se justificou.

– Então dessa vez vou sozinha, é complicado apenas tomar banho com você por perto. – falei tentando levantar.

Justin me apertou mais em seus braços.

– Não tenho a mínima vontade de te soltar agora. – falou ele me fazendo sorrir.

– Nem eu, mas tem pessoas que não precisam saber disso agora, então... Vou tomar banho enquanto você pensa em alguma coisa para a gente fazer. – falei conseguindo me libertar com um pouco de dificuldade.

Que bela visão era aquela, Justin estava nu, com apenas um lençol cobrindo seu membro, seu cabelo totalmente desgrenhado. Não conseguir conter o sorriso por estar vendo finalmente aquela cena maravilhosa. Justin retribuiu o sorriso. Aquela cena tinha que ser congelada para que eu contemplasse o minuto que eu quisesse.

– Não ia tomar banho? — perguntou ele sentando na cama.

– Vou, mas antes preciso fazer algo. – falei correndo para o closet. – não se mexe. – falei.

Remexi algumas caixas nas prateleiras atrás da câmera que Caitlin me deu de presente de natal. Quando finalmente encontrei voltei para onde estava.

Assim que percebeu minha intenção Justin riu voltando a deitar na minha cama, e me encarou com um semblante divertido e maroto.

– Então... Quer tirar uma foto minha e postar em um daqueles sites pornôs? – perguntou ele e começou a rir da própria piada

– As fotos vai ser para meu próprio divertimento meu querido. – disse tirando varias fotos ao mesmo tempo.

Justin ergueu a sobrancelha me encarando incrédulo enquanto eu continuava a tirar as fotos.

– Seu divertimento não será as fotos minha cara, e sim o próprio modelo. – disse ficando de pé e caminhando em minha direção.

Ele esticou a mão para pegar a câmera, lhe entreguei de muito bom grado, e seguir para o banheiro enquanto escutava os cliques da câmera.

Sentia-me tão bem naquele momento, nunca me sentir tão leve ou tão feliz e animada com o que acontecia, simplesmente deixava acontecer, agora eu tinha uma expectativa a mais, e espero sinceramente que Justin tenha a mesma expectativa. Não imaginava mais minha vida sem poder tocá-lo ou ser tocada daquela forma, não tinha como imaginar, viver sem Justin.

Justin colocou uma cueca que estava em cima da pia, ela era branca acredito que era a que ele vestia antes de me atacar no banho, sentou-se na bancada do banheiro enquanto eu ia à frente para o boxe e ligava o chuveiro.

– Não queria entrar nesse assunto... – ele começou, olhei no mesmo instante para ele. – mas gostaria de saber. – ele respirou fundo. – quero que conte tudo sobre Aaron, quero que me explique o porquê e como começaram essa relação. – falou em um fôlego só acredito que tentando não se arrepender da pergunta.

Naquele momento pensei que estava suficientemente limpa e que ate ele estava certo de querer saber a respeito do assunto.

Respirei fundo e desliguei o chuveiro.

– Me da uma toalha. – pedi sem sair do boxe.

– Vai me contar? – perguntou descendo da bancada.

Ele se virou para pegar a toalha, quando ele virou de volta me olhando eu assentir. Enrolei-me na toalha. Justin entrou no boxe e me encarou esperando que eu começasse.

– Aaron e eu nos esbarramos nos corredores da Le Rosey no primeiro minuto que cheguei lá. – comecei. – a única coisa que sentíamos era ódio, ele me xingou e eu xinguei ele, não perdíamos uma chance de nos alfinetar, seja durante alguma refeição ou durante alguma aula, qualquer coisa que fosse ate discussão sobre o assunto da aula. – continuei enquanto ele tomava banho, mas ainda estava atento ao que eu falava. – aconteceu um baile, no baile em questão uma garota jogou bebida no meu vestido, digamos que eu não tinha muitos amigos ate então, somente Caitlin falava comigo. – expliquei. – Aaron estava em uma das salas à mesma sala que eu escolhi para chorar. – ri sem humor. – ele e eu nos alfinetamos, mas minutos nos entendemos, Aaron me conhecia como a palma de sua mão sem nem ao menos já ter realmente falado comigo, ele me falou o porquê me odiava...

– Por quê? – perguntou ele me interrompendo.

– Ele me desejava, queria que eu estivesse correndo atrás dele e não corresse atrás dos meninos do time da escola ou de qualquer outro, quase que ciúmes. – respondi.

– Prepotente. – falou ele quase que em um sussurro.

– Sugerir que ele me ajudasse. – recomecei. — que me fizesse parar de ser uma menininha mimada em troca eu iria para a cama com ele.

– Você é idiota? – perguntou ele com um olhar carregado de incredulidade.

– Disse que queria saber e eu estou falando. – revirei os olhos. – ele disse que pensaria depois que eu o ajudasse a terminar uma garrafa de uísque ele me responderia, mas na verdade ele só não queria beber sozinho, ajudei e ele aceitou. – respondi.

Flash back on.

“Encontre-me no jardim atrás da escola à meia noite

Aaron,”

Li aquele bilhete umas trezentas vezes durante o dia invejando sua caligrafia e tentando entender em que momento Aaron conseguiu colocá-lo dentro do meu caderno, não me lembro de ter me separado dele um só minuto, apesar da minha cabeça ainda esta rodando com tanta bebida de duas noites atrás, prometi a mim mesma durante a primeira noite de ressaca que nunca mais beberia na minha vida como bebi naquela noite. A primeira coisa que pensei quando acordei na minha cama sem nem saber como fui parar ali foi “Justin vai me matar se souber”.

Não via a hora de finalmente o toque de recolher finalmente soar por toda aquela escola. Quando finalmente a supervisora foi ao meu quarto ver se estava tudo em ordem esperei mais dez minutos, era o tempo que ela levaria para chegar do outro lado, coloquei o hobby da minha camisola e peguei o, sobretudo preto da Caitlin que dormia como um anjo. Saí do quarto descalça tentando não fazer barulho se eu fosse pega, estaria perdida.

Assim que cheguei ao jardim vi um ser deitado em um banco olhando para o céu, aquela cena não era nem de longe muito normal, se bem que Aaron não era muito normal.

– Pensei que me faria esperar mais. – comentou quando me aproximei.

– Disse meia noite. – dei de ombros.

– É meia noite e trinta e cinco, meu bem. – falou sem nem se dar ao trabalho de olhar no relógio.

– Sinto lhe ter feito esperar meu bom rapaz, mas o cão guardião dos portões do inferno resolveu que minha ala seria a ultima a ser inspecionada. – disse tentando imitar seu sotaque inglês.

Por algum tipo de milagre ele riu da minha tentativa de fazer piada.

– Mas afinal o que quer? – perguntei.

Aaron sentou e pela a primeira vez desde que cheguei ali se deu ao trabalho de me encarar.

– Resolvi que não quero esperar tanto para tê-la. – respondeu com tranquilidade.

Arrepiei-me toda, naquele momento passei a sentir medo do que teria a vir. Respirei fundo.

– Não sou nenhum monstro. – falou ficando de pé. – mas quero pelo menos um aperitivo do que terei quando meu trabalho estiver concluído. – tirou umas mexa de cabelo que o vento frio insistia em colocá-la para o lado oposto que deveria ficar.

– Aqui? – perguntei tentando ganhar mais um pouco de tempo.

– Ora Mia, deixe de ser mimada começando já, o que mais poderia querer? – perguntou voltando a sentar-se no banco. — O céu estar lindo hoje. – riu me fazendo sorrir.

Acho que ele estava apenas tentando aliviar o medo que provavelmente sentiu que eu estava sentindo.

Aproximei-me dele devagar e hesitante sentia um frio na minha barriga, não sei se apenas nervosismo ou por ansiedade. Aaron separou suas pernas me colocando uma de cada lado do banco entre elas e me fazendo sentar no banco abrindo minhas pernas e a enlaçando em sua cintura. Ele mordia meu pescoço devagar, era uma coisa simples, mas que já me fazia sentir sensações jamais sentidas por mim antes. Sua boca colava-se a minha como se ele necessitasse do meu beijo mais do que de água, sentir sua ereção na minha intimidade foi meu limite. Senti como se precisasse do corpo do Aaron mais do que precisava de comida.

Flash back off.

Não conseguir me conter e naquela noite mesmo me entreguei ao Aaron, não posso dizer que foi ruim, apesar da nada pequena dor, mas que foi suportável eu me sentir maravilhosamente bem naquela noite e ela nunca será apenas um borrão de lembranças, nunca mais alem daquela noite Aaron fez questão de me fazer, me sentir bem em relação a sexo. Mas não precisava mais.

Depois daquele nosso momento me lembro de cada palavra pronunciada entre nós.

– O que conversaram? – perguntou Justin depois de eu ter relatado minha primeira noite com Aaron.

Estávamos na sala, devidamente vestidos, me sentei em minhas próprias pernas para poder ficar frente a frente com o Justin.

Flash...

Estava completamente suada apesar do frio que se passava, eu me sentia quente, Aaron ainda se encontrava dentro de mim e eu estava torcendo que ele permanecesse daquela forma por mais um bom tempo. Estava quase amanhecendo e logo teríamos que ir a aula.

– Não vai quebrar a palavra não é? – perguntei a ele já com medo de sua resposta.

– Obviamente que não, mas eu vou querer mais de você. – falou e saiu de dentro de mim sentando-se ao meu lado em cima de alguma peça de roupa.

– Como assim vai querer mais de mim? – perguntei me sentando e cobrindo meus seios com os braços. – o que mais tenho para te dar? – perguntei ainda sem entender.

– Gostei de comer você Mia e você me surpreendeu bastante...

Já havia corado aquele momento ao perceber isso Aaron sorriu.

– Esta dizendo que vai querer me... Comer... – forcei a palavra a sair. – a hora que você bem entender? –perguntei. – como se eu fosse apenas um pedaço de carne? – interpus.

– Não Mia, não é assim que isso funciona. – disse ele. — você não é apenas um pedaço de carne. – falou. – nesse tipo de “relacionamento” um usa o outro, quando você quiser ficar comigo você fala e eu deixo o que estou fazendo para te atender, mas quando eu quiser também tem que deixar. – explicou.

Passei a entender aquilo como uma espécie de amizade, um ajuda o outro.

– Entendeu? – perguntou.

Eu assentir prontamente.

– Topa? — perguntou

Aquilo não era tão ruim quanto me parecia no minuto em que ele me sugeriu esse tipo de “amizade”, gostei também de ter feito aquilo e iria querer mais com toda a certeza e se ele queria também, bom para mim.

– Topo. – respondi.

Aaron abriu um sorriso largo, sorriso que me fez sorrir animada com o que acabamos de resolver.

– Ótimo, agora é melhor voltamos para os quartos antes que Serberus toque o sinal. – falou ficando de pé vestindo suas roupas.

– Quem é Serberus? – perguntei também ficando de pé tratando de me vestir.

– Se não estou totalmente enganado com a pronuncia é o nome do tal cão que mencionou quando justificou se atraso. – respondeu sem me olhar.

Flash off.

Justin ficou em silencio depois que terminei de lhe contar tudo, pelo menos parte de tudo.

– Você toma alguma coisa? – perguntou ele me encarado.

– Como? – perguntei sem entender totalmente do que ele se referia.

– Anticoncepcional essas coisas. – explicou.

– Ah, sim tomo e tomo injeção também, não se preocupe. – falei. — minha ginecologista sempre me liga para marcar a próxima dose. – comentei.

Ele me encarou meio confuso.

– Minha ginecologista é a mãe da Caitlin. – ri. – no aniversario da Caitlin que foi uma semana da minha primeira vez, ela foi visitar a Caitlin pedi que ela me examinasse e pedir que deixasse tudo somente entre nós ela tinha um conhecido da faculdade na suíça e pediu a ele que emprestasse seu consultório para me examinar, foi terrível, mas estou livre de doenças e de alguma gravidez indesejável. – contei.

– Não passou pela a minha cabeça que estávamos tão distantes assim. – comentou ele. – pensei e imaginava que seria o primeiro ao saber da sua primeira vez e que caparia o cara por isso, mas eu simplesmente não posso mais fazer isso. – me encarou com um olhar triste, que me fez me sentir mal. – isso é frustrante. – disse por fim.

Respirei fundo.

– Não quero você com ele. – falou me encarando com um olhar decidido.

Eu ri.

– Posso ate não transar mais com Aaron, mas não espere que eu me afaste dele totalmente, Aaron apesar de ser idiota é um bom amigo. – respondi.

– Ele não presta. – rebateu.

– Disso ate ele tem consciência, mas eu não sou melhor do que ele e nem você então deixe de ciúmes bestas. – falei.

– Não é ciúmes é...

O encarei com a sobrancelha erguida.

– Tudo bem, é ciúmes sim. – disse e baixou a cabeça.

Eu ri.

– Por que ele transa com você e mais outras se me disse que ele gosta de outra. – indagou.

– Você gosta de mim? – perguntei.

– Sim. – respondeu sem entender muito bem minha pergunta.

– Muito? – perguntei.

– Não faz idéia do quanto. – respondeu.

Dei-lhe um selinho e abrir um sorriso ao me afastar.

– Pelo o mesmo motivo que você continuou transando quando descobriu isso. – dei de ombros.

– Espera, acho que ainda não entendi. – disse confuso.

– Por mais que goste de outra ele tem as necessidades dele Justin, assim como você tem as suas em relação a sexo, e acredito que ninguém se mantém em abstinência por gostar de outra, a não ser que esteja com ela, mas ele não estar, e esta a quilômetros de distancia dela. – expliquei. – Aaron não é tão diferente de você Justin, muito pelo o contrario vocês dois se parecem muito e ate acho que foi por isso que eu quis ter o que tinha com ele. – comentei.

Justin me encarou incrédulo, mas se submeteu a ficar calado. No mesmo instante o casal mais lindo do mundo abriu a porta de casa rindo e falando alto como se fosse dois adolescentes apaixonados.

– Fizeram as pazes? – perguntou papai assim que nos avistou.

Eu sorri, Justin assentiu.

Notas finais
Desculpem-me se nao ficou bom... obrigada mais uma vez.. beijo