Notas iniciais
Está aí o quinto capítulo, comentem para eu possa escrever mais ainda... sem desistir.

O silêncio foi quebrado quando uma pessoa quem eu não queria que se juntasse à mim falou. A chata da Clarisse veio com aquele papo de ser a “protetora do triozinho”.

Confesso que fiquei decepcionado em ter Clarisse no grupo para a missão, por mais que ela fosse experiente e tal, mas eu sentia que com ela no meio a gente tinha altas chances de fracassar. Quíron poderia ter escolhido uma das filhas de Afrodite, mesmo que só usem sedução e adagas, mas são tão meigas e tão... lindas.

– Bem, garotos! Nada mais justo do que euzinha para liderar a missão não é? – Declarou Clarisse.

– Só que não! – Exclamei. – Não sei nem o por quê você foi escolhida. Acho que só ajudará na espada mesmo, porque na inteligência... é um fracasso.

– Você chegou faz uma semana e já se acha o rei do pedaço é Junior? Nãao! Você não tem capacidade para isso de jeito nenhum. Novato ainda.

– Isso é o que veremos então, "filhinha de Hades"! — Falei, determinado.

– Basta! – Gritou Ally Rey, meu amigo. – Temos que discutir a missão com Quíron à noite, se der, ok? Se não, a gente parte assim que tomarmos o café, claro, com a permissão e os conselhos de Quíron.

“Sim, tudo bem.” – Respondemos juntos. E Charles Beckendorf, como era tímido como eu, resolveu não falar nada.

Eu devia ter feito igual ao meu irmão mais velho, me calar, mas Clarisse era muito irritante, sério. ( Será que eu estou gostando dela? Não, impossível, viajei agora ).

Ào meio-dia, foi servido um churrasco e o Sr. D. ,que se chamava Dioniso, trouxe umas garrafas de vinho tinto para cada chalé, pois essa era sua especialidade. Mas Quíron o obrigou a tirar dizendo que éramos jovens e vinho não era bom para a nossa saúde, — aquela velha história-, então ele transformou em refrigerante de uva, delícia.

Alguns campistas preguiçosos, — do chalé 10 e 12 — , foram dormir, e os outros foram treinar. Eu, porém, fui ao extremo do acampamento, em um lugar com a vista para o mar e rochas que formavam cavernas, então entrei.

Fiquei seriamente pensativo sobre a missão, e imaginando que eu poderia morrer mesmo naquele verão, pois era minha primeira missão, não conhecia nada, nem nunca entrei numa aventura de verdade. Foi quando atrás de mim um homem de camiseta Sport, bermuda jeans e tênis preto surgiu do além.

– E aí campeão? – Falou o homem.

– Campeão? – Disse eu. – Com certeza não sou eu, estás enganado.

– Eu nunca me engano. Sempre chego ao lugar que quero, nunca me perco, minhas mercadorias também, e sou muito rápido.

– Do que você está falando em? – Disse eu, confuso. — Você mudou de assunto completamente!

– Sou Hermes, o deus mensageiro, dos pesos e medidas, das viagens e estradas e também dos ladrões, da lábia e trapaça. Só vim ajudar.

– O quê?? – Me espantei e dei um solavanco para trás. – Você está brincando não é? Um deus grego antigo, tem mais de 600 anos; como pode estar em forma humana? Não mesmo...

– Estamos no século XXI filho. Somos imortais e cada vez mais buscamos maneiras para que nossos filhos não tenham medo de nós ,e sim, respeito. Mas não é isso que importa agora. — Falou Hermes, se enrolando para explicar.

– Ah... se é assim eu acredito. – Menti, pois estava com dúvida ainda.

– Olha, é raro Hefesto ter muitos filhos assim como eu, sabe? – Sussurrou Hermes. – É que, não existem pessoas tão bonitas quanto eu e com uma lábia que só eu tenho. O teu pai desgraçado teve a sorte de se casar com Afrodite, deusa do amor, sendo ele tão feio e ela tão... tão linda e perfeita! Se Cronos, que tecnicamente foi o causador da sua vida, escuta isso, ele me mata!

– Tá, senhor Hermes, já pode parar de falar mal do meu pai, você também não é nada bonito para mim. – Falei, esperando que ele me matasse ali mesmo com alguma coisa.

– Isso não importa, jovem! – Hermes aumentou o tom de voz. – Ele tem pacto comigo, para que eu o ajude a manter seus poucos filhos vivos em troca de... ah , não devo falar isso agora.

– Claro que deve. Tenho direito, eu acho.

– Ainda não tem. Mas preste atenção, sem minha ajuda, essa missão será praticamente impossível para você. Mas, se Zeus me vê ajudando diretamente, ele pode me punir seriamente, pois ele não quer que se intrometam.

Hermes então apalpou o bolso dele da bermuda, e tirou um celular antigo, chamados “tijolinhos” e percebi que estavam ligando para ele. Escutei 2 vozezinhas falando no celular do outro lado da linha:

– Senhor, temos encomenda para mais tarde!

– Não escute a ele Mestre! Ele só quer que você venha dar ratos para ele comer.

– Cala a boca Martha! É sério.

– Eu estou bem aqui com você George! E não temos encomenda nenhuma seu mentiroso!

– Pareeem.. – Gritou Hermes ao telefone. – Estou numa conversa importante e vocês me perturbam para isso?

Nesse instante, ele tocou no celular e o mesmo se transformou num cajado, que Hermes me explicou que se chamava “Caduceu”, não sei por quê.

E o mais estranho ainda, as duas vozes que eu ouvira era de duas serpentes pequenas que estavam enroladas no caduceu, que falaram:

– Oi! Eu sou George.

– Oi! Eu sou Martha.

– Que pena que seja você, Martha... — Suspirou George.

– Eu é que imploro para o Mestre me separar de você, comedor de ratos!

– Querem que eu os ponha na forma de celular de novo? – Hermes esbravejou de raiva. – Cobras chatas...

– São engraçadas. – Falei, rindo.

– Pois esse era o meu presente, vou oferecê-lo, em forma de telefone, claro! Atenção, só use quando estiver em grande apuro, pois você tem duas chances, uma para cada cobra. Hahaha. – Hermes pôs-se a rir.

Hermes então saiu correndo pela beira da praia com seu tênis voador até sumir numa nuvem de poeira.

Voltei para o chalé 9, do meu pai, já era tarde, então eu resolvi dormir e esperar pela missão. Mas então tentei falar com as cobras dentro do telefone.

– Oi. – Disse eu, com a voz aguda. – Como vocês pretendem ajudar-me? Quer dizer, Hermes não os mandou à toa não é?

– Percy? Disse George.

– Não, seu tonto! Nosso tempo com Percy já acabou... Esse é Junior.

– Ah.. sei lá, nem me informaram dessa missão e além do mais, nem sei para onde vão vocês. – Exclamou George.

– Não ligue para George. Ele só quer saber de comer, ratos! Mas, eu também não sei de nada, meu chefe não me comunicou.

Me segurei para não jogar o celular no chão, pois além de quebrar a lajota que se limpa automaticamente, uma obra de meu irmão filho de Hefesto; pensei: "Para quê aquelas duas cobras inúteis devem servir além de brigar entre si?" Então me sentei na minha cama, olhei para as cobrinhas que pareciam inocentes e não tinham culpa nenhuma, e falei:

– Tudo bem, eu quero dormir. Se quiserem dormir também, fiquem à vontade. Vou deixar o celular aqui perto de mim, para ninguém ficar sabendo que peguei um presente de Hermes, tudo bem?

– Sim, meu novo Mestre. — Disse Martha. — Você é mais lindo que Percy.

– Ah.. obrigado, você também é. — Falei, meio que querendo explodir de rir.

Eu me dei conta que estava falando que uma cobra é bonita! Onde diabos eu estava com minha cabeça? Então eu tive ainda mais convicção ainda de que ia morrer. “Obrigado pelo grande presente Hermes! Vai ajudar muito” – Pensei, com um quilo de ironia.

Me senti sozinho outra vez, mesmo com aquelas cobrinhas que não serviam para nada, e meus outros irmãos. Lembrei da frase: “ Mundo inferior, mundo inferior, rápido. Uma semana apenas”

Agora só restavam 6 dias, pois já era 00:20 da noite. Clarisse veio aos meus pensamentos antes de dormir. Que droga... não quero me apaixonar por ela.

Notas finais
Gostaram, acompanhem e comentem, pois colocarei o sexto em breve... Se alguém estiver acompanhando né. Muahahahaha