Notas iniciais
Yol! existe pessoas que torcem/torcia por Cobrina certo? sim e existem fãs fieis que não desistem de seus respectivos ídolos. Parando com o discurso, venho compartilhar com vcs meu eterno amor por Cobrina nessa fic, e dizer que espero que gostem e me ajudem a construi-la.

Havia tudo, absolutamente tudo, para que o dia fosse perfeito. Mas não foi, pelo contrario, foi o mais machucante da minha vida. Sabe aquela mentira contada para se dar bem? e depois tudo vai crescendo como uma avalanche descendo de um penhasco ou uma montanha. Fui atingido na mosca, e provavelmente não levantaria tão cedo dessa queda.

Eu estava apaixonado, a amava, eramos melhores amigos desde a infância. Nossas famílias sempre foram unidas, mas perdi tudo. Pai, mãe. Ai que eu tive o maior apoio da onde sempre soube que teria. Karina. A pessoa a qual sempre esteve do meu lado, até eu enganá-la da pior forma possível, por um simples capricho de moleque.

" Estudávamos juntos no colegial, na época eu tinha quinze anos e Karina treze anos. Comecei a perceber algo mudar, ela crescia e ficava cada vez mais bonita, mesmo com a personalidade forte, os cabelos curtinhos, e sua mania de brincar de luta comigo. E essa a paixão dela, socar, bater. Comigo nunca foi diferente, gostava da mesma coisa, e nossas bizarrices se completavam. Eramos iguais em muitas coisas, gostos, opiniões e esportes. Mesmo já na adolescência continuamos amigos, e treinávamos juntos na academia de seu pai. No mesmo tempo, mudei bruscamente minha personalidade. Passei a me isolar e sentir ódio por qualquer um. Juntei-me a garotos da mesma idade na época, e fazia coisas absurdas. Dentre elas fiz uma aposta, combinamos que me confessaria a Karina. A principio a mentira toda tinha um fundo de verdade, me apaixonei por minha amiga. Só o maldito orgulho não me deixava em paz, me impedindo de admitir. Foram dados miseráveis cem reais a minha pessoa.

– É o seguinte você fingi estar apaixonado pela garota, e depois a beija. — Um garoto da mesma idade me dizia, esparramando a nota na sua mão. Ouvia tudo atentamente.

No outro dia mandei um bilhete a K, pedindo que viesse me ver na saída da escola. Estava tão nervoso em fazer isso, que esfregava as mãos na minha nuca. Por mais mentira que fosse, aquilo era uma verdade. E eu usaria isso como forma de manipular.

Karina chegou cinco minutos depois do meu recado, as roupas toda suadas, e o cabelinho molhado, mostravam sua volta da pelada feminina do colégio:

– Que foi cara? — Me perguntou confusa.

– Tô precisando falar contigo uma coisa importante. — Aquilo a deixou tensa. Seu corpo se retraiu e enconstou-se no batente do portão.

Comecei a agir e me prendi junto com ela, uma mão boba rodeou sua cintura, fazendo com que sua respiração pesasse.

– Cobra? o que cê vai fazer? olha lá. — ela me alertou me batendo nos ombros.

Arranquei um sorriso espontâneo em meus lábios, e juntei minha boca com a sua. Foi um beijo rápido, apenas capturei seu lábio inferior e provei o gosto. Não tinha como ser mentira, eu a amava e queria ter feito de novo. Com um porém, jamais ia ter segunda vez.

Os moleques saíram de trás de algumas árvores, e riram. Eu poderia fazer o mesmo. Sem sucesso, pois isso me deixou quebrado por dentro. Ao ver o choro de desespero da minha agora então ex amiga, soube na hora da maior burrada que fiz.

O dia foi conturbado, só cheguei em casa e me tranquei no quarto. Meu irmão mesquinho passou a bater na porta e encher o saco:

– Cobra abre essa porcaria. — Me gritava repetitivamente. — arruma suas coisas, vamos morar com uma tia.

Recusei a ouvir isso tudo, em hipótese alguma queria ir embora. E Karina? mas agora ela me odiava, e não tinha mais motivos para minha estadia aqui.