Broken Team (Hail Hydra)

26 Wanted and Unwanted Visits


Notas iniciais
Oi amores! Primeiro eu queria agradeçer IMENSAMENTE a Queen e a Rose Brandoff pelas duas recomendações lindissimas!! Muito obrigada gente! De coração S2. Então vocês podem agradecer a elas, porque eu passei a madrugada toda escrevendo por causa disso. E as provas finalmente deram uma trégua pra mim, então esperem atualizações mais rápidas. E Agents of Shield voltou!! TO ASADFGSHJKLD ( não se preocupem, esse capitulo é spoiler free.) Mas eu adorei algumas coisas do novo episodio, e eu adoraria ainda mais acrescentar elas a historia. Como por exemplo, o Talbot. O que vocês acham? Então vai ter algumas coisas parecidas com a nova temporada nos proximo capitulos. E perdões porque eu ainda não respondi os comentários, mas eu queria postar essa capitulo rápido. Enfim, tomara que gostem!

Philip Coulson estava mentindo para si mesmo.

Ele dizia que os símbolos na sua cabeça eram apenas excesso de trabalho, ou cansaço das noite mal dormidas. Muita cafeina. Stress.

Era isso que ele dizia a si mesmo.

Mas ele sabia que não era. Sabia que era muito mais do que isso. Sabia que era por causa do alienígena azul, que ainda o atormentava todas as noites. Que via todas as vezes que fechava os olhos.

Philip Coulson sabia que tinha algo de errado com a sua sanidade. Só não sabia o que. E isso o deixava apavorado.

Saber que algo desconhecido agora residia em suas veias, explorando o seu corpo, brincando com a sua mente, lhe angustiava. O soro. O mesmo soro que salvara a sua vida, agora estava a desgastando. Pouco a pouco. Ele podia sentir a loucura entrando.

Era tudo por causa dos símbolos. Os estranhos, impossíveis desenhos que via na sua cabeça. Eles vinham de repente. E ele não podia evitar. As vezes acordava de manha e via as suas paredes preenchidas pelos símbolos, que ele desenhara no meio da noite.

E ele não se lembrava. Não se lembrava de ter escrito eles.

Era em tudo, documentos, guardanapos, superfícies. As vezes só traçando eles com os dedos.

O que estava acontecendo com ele?

E Skye não parecia apresentar os mesmos sintomas. Mesmo ela tendo tomado o soro junto com ele. Talvez era uma coisa que surgia com o tempo. Mas Garret também via eles, Coulson sabia. Ele recuperara o que ele escrevia. Eram exatamente iguais.

Perguntara a Ward o que aquilo significava. Eram os segredos do Universo, ele disse. Que Garret dizia que podia ver o Universo. Bem, Coulson não sabia de nada sobre os símbolos, mas se recusava a acreditar naquela bobagem.

Um agudo, alto som lhe acordou de seus pensamentos. Alguém solicitava uma reunião com o diretor.

Coulson alcançou o botão na sua mesa, vendo que seus dedos estavam tremendo de leve.

“Sim?”

“Senhor, Nick Fury está aqui para vê-lo.” Uma voz feminina eletrônica ecoou pela sala.

“Peça que ele entre.” Coulson apertou seus dedos com força, fazendo eles pararem de tremer.

“Diretor Coulson!” Nick Fury falou alto, enquanto as portas de seus escritório abriam.

“Senhor.” Ele sorriu de leve.

“Como está indo a reconstrução?” Ele se referia a Shield.

Coulson suspirou. “Exaustiva. Está sendo complicado localizar os antigos agentes que eram realmente leais, e não estão mortos ou desaparecidos. Mas estamos conseguindo.”

“Eu sei que você é capaz, Diretor.” Ele parecia se divertir enquanto falava Diretor. “Mas por enquanto, eu temo lhe trazer mais noticias ruins.”

“Deus. O que foi dessa vez?”

“Talvez eu deva dar a boa noticia primeiro.” Ele se aproximou do novo Diretor, o encarando no olho. “Capitão está bem. Pietro conseguiu. Os dois estão na ala hospitalar, mas vão se recuperar em pouco tempo.”

Um peso morto pareceu desaparecer do peito do Diretor. Ele apenas assentiu com a cabeça.

“Mas Grant Ward escapou da prisão onde estava.” Fury disse, direto.

Coulson fechou os olhos, a mão em punho, os nós dos dedos quase ficando brancos.

“Maldito.”

“Não sabemos porque, ou por quem.”

“Ah, Fury, eu acredito que nós temos uma hipótese muito forte.” Ele resistiu ao impulso de dar um soco na mesa.

‘Coulson.” Ele olhou para cima ao ver que Fury tinha lhe direcionado apenas pelo sobrenome. “Eu sei o que esse bastardo fez. Eu sei você deve estar espumando de raiva. Mas ele é só um peão. Para ganhar o jogo, é preciso de um xeque-mate.”

Coulson assentiu lentamente, relaxando os músculos da mão. Ele suspirou.

“Ainda não sei porque você me escolheu para esse trabalho.”

Nick reprimiu um sorriso, parecendo compartilhar uma piada consigo mesmo. “Porque eu acredito que essa agência precisa de um homem bom em seu comando. Todas pessoas lá fora, dessa agência, te obedecem. E não só porque você é o Diretor. Não é por medo. Os agentes não lhe temem. Os agentes te seguem porque acreditam em você, e estariam dispostos a morrer do seu lado. ” Fury dirigiu para a porta, ignorando a expressão surpresa na cara do Diretor. “Oh, e prepare a pista de pouso. Temos um amigo asgardiano visitando.”



(....)



Ela observava o brilho laranja amarelado que a joia emitia. Crystal sempre entenderia porque ela era cobiçado por tantos. Não só pelo seu poder, mas ela em si era magnifica. Você podia sentir a grandeza dela.

A Joia do Tempo.

Ela retirou do cofre a sua frente, o colar de ouro que abrigava a joia em seu centro. Isso evitava a possibilidade de um grande catástrofe, já que nenhum ser tocava em uma joia do infinito ser sofrer as consequências. O colar a protegia.

O que Crystal era grata, porque não queria ser mais uma das inúmeras vitimas no rastro de destruição das joias.

Ela pegou o colar, com cuidado, segurando o delicadamente entre as mãos.

E então ela visualizou. Ela visualizou o rosto de Charles Xavier, anos atrás. Quando eles recém se conheceram, e ele não sabia o que vinha pela frente. O que ela faria.

Crystal precisava da ajuda do professor urgentemente, mas não podia simplesmente bater na sua porta. Não nessa linha do tempo, pelo menos. Muitas coisas tinham acontecido. Coisas demais. Ele nunca ajudaria ela agora.

Mas na sua juventude, era uma história diferente. Então ela se focou no seu objetivo.

Ela podia sentir o ambiente a sua volta mudando, o tempo retrocedendo. Minuto por minuto. Ela sentia como se seu corpo estivesse sendo puxado, puxado em uma velocidade tão rápida que ela tinha a sensação que ia desmaiar a qualquer momento. Ela não estava acostumada com viagens do tempo, e seu corpo enfraquecera com o processo.

De repente tudo parou de girar. O cofre dos inumanos desaparecera, e ela se encontrava em uma estrada de terra, apenas árvores lhe fazendo companhia. Nada parecia diferente, mas ela podia sentir que funcionara. Era 1974.

Colocou o colar no pescoço, escondendo a joia por de baixo da blusa, longe de olhares indesejados. Ela fez menção de andar, mas suas pernas hesitaram, e ela teve que se segurar em uma árvore próxima para não cair. Recuperou o fôlego.

Se sua memória não falhava, algumas milhas para o Norte e ela chegaria ao seu destino. Na mansão X.

Com passo lentos, ela continuou o seu caminho. Levando mais tempo do que ela gostaria, ela começou a avistar os grandes portões da residência. Suspirou.

Torcia para que Charles estivesse de bom humor.



(...)

Ele precisava de descanso, era o que enfermeira dizia, seus grandes olhos castanhos o encarando com determinação. E não importava quantas vezes ele dissesse que estava bem, ela apenas o olhava com aqueles olhos e ele calava a boca. Depois de alguns minutos, viu que era inútil lutar e deixou ela fazer os exames finais.

Ela era a que tinha uma agulha cheia de tranquilizante pronta para ser usada, afinal.

Mas Steve Rogers não aguentava passar mais um minuto naquela cama, naquela roupa de hospital, olhando para aquele quarto incrivelmente branco e ouvindo o som de seu próprio coração. Mais uma noite ali e ele já ganharia uma viagem para a ala psiquiátrica.

Claro, que a enfermeira não ouviu os seus protestos.

Mas ela não iria ficar de vigia a noite toda.

E no minuto que ela saiu, ele puxou as cobertas de lado, e desligou o maldito monitor do seu coração que não parava de apitar. Suspirando, aliviado pelo silêncio no quarto, ele localizou as suas roupas. Pegou a sua jaqueta, ainda um pouco chamuscada (o porque, ainda lhe faltava a memória) e saiu do quarto o mais rápido possível.

Porque ele tinha outras razões de querer sair dali o mais rápido possível. Encontrar Sam. Última vez que o viu ele estava em estado critico. Mas graças a deus, ele iria sobreviver. Foi uma das primeiras coisas que ele perguntou a enfermeira, e ela piscou aqueles olhos para ele e disse que o amigo dele estava vivo, mas se recuperando na outra ala do hospital.

E o fato que quem colocou ele ali foi o mesmo cara que tinha acabado de salvar a sua vida, lhe deixava em uma eterna frustração.

Se tivesse lhe contado antes, ele acharia a situação toda incrivelmente engraçada. O mesmo cara que quase já lhe tentou matou tantas vezes, que deixou Sam naquele estado, tinha agora lhe salvado da morte certa. Quem iria adivinhar? Esse mundo ficava cada vez mais estranho para Steve Rogers.

Ele apressou o passo, inquieto. Fazia bastante tempo que ele não olhava para um relógio, mas Steve pode presumir que era alguma hora da madrugada. Os corredores da agência estavam vazios, sorte dele, e a iluminação pelas janelas estavam escuras. Mas eles estavam, é claro, no subsolo. Essa observação era sem sentido.

Steve tentava localizar o quarto de Sam, totalmente perdido, e percebeu que isso seria mais difícil do que pensava. Ele estava tão ocupado em se repreender mentalmente que não percebeu a agente de cabelos ruivos que vinha pelo corredor, e quase colidiu nela.

“Oh, me desculpe-” Ele se cortou no meio da frase quando olhou para cima e reconheceu a moça dona daqueles olhos verdes. “Natasha.” Sua garganta se tornou subitamente seca. Ele observou que seu cabelo começara a enrolar de novo nas pontas, e um leve rubor subiu pelas suas bochechas, ainda dando mais realce ao vermelho do seu cabelo. Steve suspeitava que se seus batimentos ainda estivessem monitorados pela máquina, ela estaria loucamente disparada.

Ela não falou nada de primeira. Um brilho preenchia seus olhos, e sua boca estava meio aberta, um misto de surpresa e confusão. Natasha sabia que teria que encontrar com ele mais cedo ou mais tarde, apenas esperava que fosse mais tarde. Claro, isso era uma mentira para ela mesma. “Capitão.” Ela falou, por fim. Seu tom de voz não demonstrava nenhum sentimento.

Capitão? Steve pareceu surpreso por um momento, mas logo se repreendeu. Obvio que ele deveria ter esperado essa reação dela. Ele franziu o cenho. “Olha, eu sei que-

“Bom ver que você-” Os dois tentaram falar ao mesmo tempo, e Steve reprimiu um sorriso.

“Você primeiro.”

“Hm,-” Ela tentava ignorar a pulsação forte de seu coração em seus ouvidos. “Então você já saiu do hospital.”

“É.” Ele olhou para baixo. “Mais ou menos.”

“Suponho então que esteja se sentindo melhor.”

“Ótimo, na verdade. Viagens no tempo fazem maravilhas com o seu bem estar. Talvez você deva tentar um dia desses.” Ele falou, um tom meio brincalhão, tentando quebrar o gelo entre eles, e dessa vez for a vez dela de reprimir um sorriso. Ele soltou um suspiro que mais parecia uma risada. “Um pouco de dor de cabeça, mas não acho que isso seja culpa da minha quase morte.” Ele admitiu.

Natasha estremeu ao ouvir as suas últimas palavras. Não foi quase morte, Steve. “Ótimo.” Eu vi você morrer. “Que você esteja se recuperando, quero dizer.” Morto. Simplesmente morto.

Ele viu que havia algo mais por debaixo daquelas palavras, e Steve tinha uma clara ideia do o que. “Natasha.” Ela ergueu os olhos para ele. “Eu sei que não devia ter feito o que fiz. Na fábrica.” Ela percebeu que ele estava se referindo ao beijo.

O beijo que ela pensara que fora o último. Oh, maldito. Porque ele tinha que tocar nesse assunto agora? Seus pensamentos começaram a ficar fora de ordem com a memória de seus lábios nos dele, e as palavras fugiram de sua boca. Nenhum combinação das 26 letras parecia apropriada para descrever o que ela estava sentindo.

E como se não bastasse, Natasha viu o rosto dele. Voltando para lhe assombrar, um fantasma do seu passado, lhe atormentando com cada vez mais frequência. Ela balançou a cabeça, tentando esquecê-lo, afinal, ele a tinha esquecido. Mas Natasha sabia que era em vão.

A situação estava saindo do seu controle, e Natasha não estava preparada emocionalmente para surpresas. Então ela fez o que parecia ser certo.

“Eu só fico feliz que você esteja a salvo.” Sua voz praticamente um sussurro.

E ela então lhe deu as costas e continuou o seu caminho pela corredor, antes que ele pudesse falar alguma coisa que faria as suas defesas caírem. Que fizesse ela cair ainda mais por ele.

E ele viu ela ir, a urgência de chama-lá de volta queimando na sua garganta. Mas ele não ousou tal ato.

Steve a seguiu com os olhos, suspirando quando ela desapareceu na curva. Ele colocou as mãos no bolso, seguindo relutante na direção oposta a ruiva.

Mas ele sentiu algo no seu bolso. Algo que lhe provocou um arrepio pela sua espinha. Com cuidado, ele retirou a foto antiga que achara no chão da fábrica. E uma menininha ruiva, de bochechas rosadas, sorriu para ele.

Ele sabia que aquela menina lhe parecia familiar.



(...)



Todos esses anos, desde de sua infância, ele indagava qual era a sensação de sentar naquele trono. Não só meramente sentar, mas possuir aquele trono, poder chamar de seu.

E depois de tantos anos, Loki finalmente sabia. Sabia como era o poder de governar um reino, de sentir a lealdade de seus súditos e a satisfação que o preenchia quando eles lhe obedeciam. Claro, não era ele que eles recebiam as ordens de, mas de Odin.

O que era uma mera insignificância ao seus olhos.

Loki agora reinava sobre Asgard, e ninguém podia lhe impedir. Um sorriso surgiu lentamente sobre seus lábios. E o mais importante de tudo, era que tinha o seu cetro de volta. Seu adorado cetro, sua Joia do Infinto, de volta em suas mãos. No lugar que sempre pertenceram.

Só o que ele tinha que fazer era mandar a ordem, e ele estaria sobre o seu domínio de novo. E já chegara a hora dele não depender mais daquele humano inútil, e sim fazer as coisas com seu próprio corpo. Sua própria mente.

Sorrindo, ele levantara de seu trono dourado. Naquele momento, Thanos era só um misero pontinho no fundo de sua mente. As coisas estavam finalmente funcionando, e nenhum Kree ou imperador insaciável iria botar as mãos nas joias. Ou nela. Não agora que ele a tinha debaixo de seus dedos.

A invasão estava próxima, e ele sabia disso. Mas se ele não podia ter a Terra, ninguém iria destrui-lá. Muito menos governar o Universo pelas suas custas.

Ele começou a caminhar pelos longos corredores da fortaleza, seguindo rumo ao cofre de Asgard. Passou por alguns guerreiros no caminho, incluindo a temível Lady Sif, e nenhum mexeu um dedo para impedi-lo. Ele estava enganando a todos. O deus da trapaça, vencendo no que faz melhor.

Finalmente, ele chegou onde queria. O lugar onde Odin guardara o Tesseract. Ele o pegou nas mãos, sentindo mais uma vez o seu imenso poder. Tanto trabalho para afastá-lo dele, e para nada. No final do dia, ele venceu.

Com um piscar de olhos, a imagem de Odin desaparece, sendo substituído por um atraente deus de olhos verdes.

Era hora de visitar a terra.

(...)



Ela odiava esperar. Era algo tedioso, na verdade. Contando os minutos no relógio, tentando fazer os ponteiros se moverem mais de depressa. O que era irônico, já que ela possuía a joia do tempo queimando em seu peito.

Crystal suspirou. Por mais que ela odiasse admitir, ela estava nervosa. Tentava esconder os seus nervos e pensar em outra coisa, qualquer coisa, já que estava prestes a se encontrar com o telepático mais poderoso que conhecia.

Finalmente, as grandes portas de magno se abriram, revelando uma mulher esbelta, com pele escura e cabelos prateados. As duas se olharam, não transmitindo nenhuma emoção no seu olhar. Crystal estava com demasiada atenção tentando botar seus pensamentos em ordem para eles não serem descobertos.

“Charles irá te receber agora” Sua voz vibrou pelo ar. Os pelos de Crystal se arrepiaram, mas não por medo ou por frio. Ela afagou os braços.

“Finalmente.” Ela sussurrou, mais para si mesma.

Crystal adentrou no escritório antigo. Livros e antiguidades cobriam as paredes de chão a teto, e sentado atrás da sua mesa ornamentada, estava Charles Xavier. Ele sorriu ao vê-la.

“Espero não ter te deixado esperando por muito tempo.” Ela observou a sala, tentando agir naturalmente. “Mas os mutantes estão lidando com seus próprios problemas. É um tempo escuro para todos, eu acredito.” O olhar dele não encontrou o dela, e ela não podia dizer a emoção que passava pelo seu rosto.

“Não consumirei muito de seu tempo, então.” Ela se sentou na cadeira acolchoada na frente da mesa dele, enquanto as portas do escritório se fechavam as suas costas. “Preciso da sua ajuda para achar alguém.”

Charles olhou para ela, a lendo com seus grandes olhos azuis.

“Mas é claro, você já sabia.” Ela quebrou o contato visual dele. “Saia da minha cabeça, Charles.” Ela disse, com mais frieza do que pretendia.

“Não é como se eu pudesse evitar.”

“Pode tentar.” Ela se recusou a pensar nas coisas que ela não queria que ele descobrisse. O que é claro, era extremamente excruciante. Ela olhou sério para ele.

“Você parece diferente.”

“Faz bastante tempo desde o nosso último encontro.” Principalmente, para ela.

“Se você não me disser o que está havendo, vou ter que descobrir eu mesmo.” Ele levantou uma das sobrancelhas.

Ela suspirou. Ele acabaria descobrindo mais cedo ou mais tarde, de qualquer jeito, se concordasse em ajuda-lá. Mas ele podia muito bem não acreditar nela, e dai todo seu plano iria por água abaixo.

“Não sou de 1974, Charles.” Ele levantou uma sobrancelha, mas não pareceu muito surpreso. Ela continuou. “Eu venho de muito a frente. Voltei no tempo poque o Universo corre perigo. Preciso da sua ajuda para salvar a raça humana.”

Charles a observou curiosamente. “Ok… Mas porque não pediu ajuda ao meu futuro eu? Aquele que está na mesma linha do tempo que você?”

“Porque...Porque eu não poderia. Você recusaria a me ajudar.” Ela podia sentir ele vasculhando a sua cabeça, tentando descobrir verdade.

“Eu recusaria mesmo sabendo que o Universo está em jogo?”

“Provavelmente. Você não é o raio de sol que costumava ser.”

Charles ficou quieto por um instante, analisando o peso das suas palavras. Ele sabia que no fundo ele acreditava nela. Mas tinha alguma coisa errada na sua história.

“Porque os Inumanos se importariam com a raça humana? Não é como se vocês fossem muito próximos pelos últimos, hm, milênios.” Ele apontou.

Crystal suspirou. “Nós continuamos compartilhando o mesmo planeta. Se eles queimarem, nós queimamos.”

“Eu não entendo. Porque eu conseguiria te ajudar?”

Ela estava ficando cansada de seu interrogatório. Mas também, o que ela tinha na cabeça? “Preciso que encontre alguém. Não sei o paradeiro dela, e ela é extremamente importante para o destino da terra. Você é o único que pode localiza-lá.”

“Proteção do governo? FBI?

“Shield.”

Ele assentiu, olhando para os papéis na sua mesa. “Ok. Eu irei ajudar… Depois de você me falar o que aconteceu entre nós.”

O coração dela pulou uma batida. “Não.” Ela falou, com a voz seca.

“Eu sei que tem algo mais nessa história, Crystal. Eu nunca recusaria a te ajudar, não importa quão louco eu esteja.”

“Charles…” Ela hesitou. “Você sabe que eu não posso. Mudaria o seu futuro se você soubesse. A sua linha do tempo. Eu não posso correr o risco.” Ela tentou bloquear os seus pensamentos o máximo possível, se recusando a pensar naquela noite.

Na noite que Charles Xavier começou a odiá-la.

Ele suspirou, vendo que essa era uma guerra que ele não iria vencer. “Suponho que tenha razão. Os olhos azuis dele brilharam. "Vamos pagar uma visita ao Cerebro.”

Notas finais
Eu tive essa ideia louca da Crystal ter a joia do tempo, porque faria maravilhas a historia, então eu reescrevi toda essa parte dela e do Charles um milhão de vezes asadfgshjk então peguem leve, por favor. E eu sei que muita gente esperava um beijo entre o Steve e a Nat, mas calmaaa que eu prometo que a espera vai valer a pena. Proximo capitulo tem Thor e os guardiões, o adorável Doutor Banner, Wanda e Pietro e mais Stasha. Yaaay. Beijão! E OBRIGADA DE NOVO PELAS RECOMENDAÇÕES!!