Broken Team (Hail Hydra)

4 Rest In Peace Margaret Carter


Notas iniciais
Tomara que gostem. Para aqueles pedindo a participação de Agents of Shield, aqui já tem uma participação pequena. E quando digo pequena quero dizer minuscula. Proximo capitulo tem muito mais, I promise.

“Senhor, desculpe interrompê-lo, mas o assunto é do seu interesse.”

O comandante ergueu os olhos para o homem que acabara de entrar em seu escritório. Ele acenou com a cabeça.

“Ward, terminamos essa conversa outra hora. Até lá, faça o que tem que ser feito.” Ele disse dispensando o agente sentado a sua frente.

Ward acena em afirmação “Hail Hydra.”

“Hail Hydra.” Ele retribuiu.

“Senhor Comandante, mil desculpas em interrompê-lo.” O homem diz, nervoso. “Mas você disse para lhe informar se houvessem novidades sobre Margaret Carter.”

“Ele foi vê-la?” O comandante ergue os olhos, interessado.

“Não senhor. Ela morreu ontem à noite.”

O comandante para a xícara de café no ar, meio caminho andado até a boca, em choque.

“Como?”

“Enquanto dormia, senhor. Falência pulmonar.”

Uma sombra de um sorriso surgiu nos cantos do lábio do comandante.

“A família vai organizar um enterro?”

“Sim senhor. Hoje à tarde.”

“Ótimo. Ele estará lá.”

Uma gota de suor escorre na testa do soldado enquanto ele escolhe as palavras certas.

“Senhor, com todo respeito, mas nem 20 de nossos melhores soldados são capazes de combater o Capitão. E ele está na companhia do Falcão, senhor. Não acho que seja a melhor das ideias tentar combatê-lo em campo aberto.”

“Ah, meu caro, você está completamente certo. E é por isso que nós não vamos enfrenta-lo.” Agora o sorriso surgiu por completo no seu rosto. “Mas nosso querido amigo vai.”

(...)

Sem questão de controlar de seus pensamentos, o capitão deixou eles divagarem. Ponderava se teria feito o certo. Ele explodira e acabou atingindo Natasha com a sua raiva. Ela não tinha realmente culpa, mas ela de qualquer jeito fazia parte da mentira. Agora era tarde demais para fazer diferente.

Ele observava o nascer do sol da sacada de seu apartamento. Sua visão era quase totalmente obstruída pelos prédios em volta, mas pelo menos as nuvens estavam de um tom rosa alaranjado. O preço que o desenvolvimento trouxe. Ele suspirou e tomou um gole de seu café. Preto, com bastante açúcar.

Talvez se pudesse apenas falar com Phil, ele não se sentiria tão inquieto. Por um lado era a coisa que mais ansiava naquele momento, e por outro era o que ele mais temia. Não sabia nem o que diria se encontrasse com ele agora. Talvez finalmente pudesse dar o maldito autógrafo.

O capitão foi tirado de seus pensamentos amargos por um telefone tocando.

“Alô?”

“Steve Rogers?”

“Sim. Com estou falando?” Ele responde meio desconfiado.

“Aqui é Catherine do asilo de Washington. Você deixou seu número em caso que houvesse alguma mudança no caso de Margaret Carter. Desculpe, mas nós estamos terrivelmente tristes em anunciar a sua morte.”

“Oh.” A xícara de café escorreu de seus dedos quase que em câmera lenta. Steve se percebeu, não pareceu ligar. Estava muito ocupado com a pontada que sentira em seu peito.

Era o som do coração de Steve Rogers se quebrando ao meio. Por um momento, todo o ar pareceu que fora expulso de seus pulmões, o deixando sufocado. Ele tinha a leve consciência da mulher falando ao telefone, mas não a compreendia. Peggy. Era o único pensamento que existia para ele. Peggy.

A mulher forte, independente e maravilhosa por qual Steve se apaixonara não existia mais.

“Nós sentimos muito pela sua perda” Continuou a mulher ao telefone.

Steve sabia que tinha que falar algo. Peggy. Tentou colocar seu cérebro para funcionar novamente.

“Hm,” sua garganta estaca seca. “Obrigado.”

“A família da falecida organizou o enterro para essa tarde.”

E daí ele desligou. Não conseguia ouvir mais nada. Era apenas muito surreal para parecer verdade.

“Hey, Cap.” Disse Sam, O Falcão, aparecendo atrás dele de cuecas. “O que tem pra hoje?”

Steve se apoiou no corrimão da sacada e olhou para as ruas. Peggy.

“Um funeral.”

(...)

Era a primeira vez que Steve usava preto desde a guerra. A roupa o deixava ainda mais deprimido, quase como se a cor estivesse zombando dele. Ele observava a cerimônia de distância. Não se sentia confortável em chegar mais perto, muito menos com seu marido e sua família ali. Todos eles eram um lembrete constante que aquela Peggy dentro do caixão não era mais sua.

Ele ficava repassando todos os momentos que compartilharam de novo e de novo e de novo na sua cabeça. Desde que fora descongelado se recusava a pensar naquilo. Claro, ele fora a visitar no asilo, e tiveram o seu reencontro milhares de vezes por causa da Alzheimer. Mas ele nunca parara para pensar claramente sobre o assunto. Ele nunca tinha aceitado o pensamento que Margaret Carter não era mais a mesma. E agora ela tinha ido embora, para não mais voltar.

O primeito amor da sua vida se fora, e tudo o que ele pensava era que ela ainda o devia um dança. Ele levou a mão a sua bochecha. Estava úmida.

“Hey. Surpresa te ver aqui.” Uma voz estranhamente familiar fala nas suas costas. “Uma surpresa boa.”

Ele se vira e se depara com uma mulher esbelta de cabelos loiros cacheados, usando um vestido preto. Seus olhos estavam vermelhos e suas bochechas, rosadas. Era a sua ex-vizinha/ ex-agente da SHIELD. Merda. Qual era seu nome mesmo?

“Sharon Carter.” Carter. A mulher diz, tomando um passo à frente como se tivesse lido a pergunta no seu rosto. “Lembra-se de mim?”

Steve consegue sorrir fracamente.

“Claro que lembro.” Ele dá um pausa. “Carter, huh?”

Ela sorri timidamente.

“Margaret era minha tia.”

Ah, por essa eu não esperava.

“Ela era a minha inspiração.” A minha também, Sharon. A minha também. “Foi o motivo que me juntei a SHIELD. E agora ela se foi. Juntamente com a empresa que ajudou a criar.”

“Desculpe-me pela sua perda, Sharon. Ela era uma mulher incrível.”

“Ah, se era.” Ela consegue murmurar em meio ao choro.

Steve se aproximou e a envolveu em seus braços, a reconfortando. Os dois precisavam de consolo.

“Me desculpe.” Ela disse. “Não imagino o quão difícil isso deve ser para você.”

Ele suspirou.

“Não se preocupe comigo.” Ele a soltou e olhou em seus olhos. “A minha Peggy Carter já tinha morrido a 70 anos atrás.”

Pelo canto do olho ele pareceu ter visto alguma coisa, mas provavelmente era apenas as lágrimas que estavam borrando a sua visão.

Notas finais
Esse capitulo foi muito emocional para mim. Para os fãs do Steve com a Natasha, eu apenas sentia que a Peggy precisava de um encerramento digno antes de tudo. Agora a ação começa. E ai, ideias de quem o Capitão vai enfrenter no proximo capitulo?