Broken Team (Hail Hydra)

30 Remember My Name


Notas iniciais
Eu sei, eu sei, quase um mês. Sou uma péssima autora (sorry?). Mas boas noticias, porque eu não esqueci da história e aqui está outro capitulo! É curtinho, não tem muita emoção mas é porque o próximo vai ser ( eu espero) um dos melhores até agora. Então fiquem comigo! Pela minha crescente demora nas atualizações, eu vou começar a fazer uma breve recapitulação. So: Bruce Banner se compromete a ajudar Jemma a acordar o adorável Fitz de seu coma. Eles decidem usar o sangue de Skye, torcendo para que o soro que a curou ainda esteja presente em seu sangue. Natasha se vê encurralada por um antigo amigo/conhecido/instrutor/amante(?) do passado, o mais adorável ainda Soldado Invernal. Sam está se recuperando do ataque de Pietro, juntamente com Skye que foi atacado por Loki/Clint (onde ele lhe deu umas memórias, hm, reveladoras) mas infelizmente ela não se lembra de nada (ou lembra?) na ala hospitalar. LOKI SE REVELA PARA CLINT. EITA. ((EDITADO: Foi adicionado mais uma cena extra da Natasha))

Ela.

Era ela.

Era tudo por ela, e sempre seria.

Foi por ela. E ele faria de novo mais um milhão de vezes sem pensar.

Talvez ele não tinha pensando nem da primeira vez. Mas importava? Alguma vez já importou?

Só o que importava era ela.

Seu nome ecoava na sua cabeça, o som da sua voz presente para sempre nas suas mais ternas memórias. Ele a amava. Se isso não era amor, ele não sabia o que infernos seria.

Mas agora ela se fora.

E tudo estava tão, tão escuro. E não era aquela escuridão da noite, onde você tinha a certeza reconfortante que o dia viria. Não era a escuridão de quando você tinha cinco anos, quando a sua mãe apagava a luz, e você tinha medo dos monstros embaixo da cama. Era diferente. Completamente e apavorantemente diferente. Porque ele sabia que não tinha monstros embaixo da cama.

Ele sabia que os monstros estavam ao seu lado.

Mas era tarde demais agora. Estupidamente tarde demais.

A escuridão já o devorara. Rasgava cada parte do seu ser, pedaçinho por pedaçinho. O escuro era paciente.

E o mais estranho daquela cena toda, era que o seu coração batia calmo em seu peito. Ou não batia absolutamente. Ele não sabia. De novo, não tinha certeza se importava.

Até que ele abriu os olhos.

E ele pensou que estava no céu. Que a escuridão tinha conseguido. Que o tomara inteiramente e ele se afogara tão profundamente nela que não tivera mais volta.

E se ele soubesse que era assim que o céu se parecia, ele teria pedido para a escuridão ter agido mais rápido. Implorado. Com todas as forças que ainda lhe tinham restado.

Porque ali, bem ao seu lado, estava Jemma Simmons, o encarando com seu olhos castanhos afogados em lágrimas.

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O choque se foi tão rápido como veio.

Ele apertou a arma firme com seu punho, se aproximando dela em uma velocidade alarmante. Em um segundo ele a encarava em total surpresa, e no outro ele estava a empurrando contra a parede, a boca a centímetros de sua orelha.

“Não minta para mim.” Seu maxilar trancou, e sua voz era baixa e ameaçadora.

Ela parecia paralisada com a sua proximidade. Natasha fechou os olhos, inspirando fundo. Pare. Ela gritou em sua cabeça. Recomponha-se. Ela forçou as palavras para fora e ignorou a ânsia que ela sentia no fundo de seus estomago. “Porque eu mentiria sobre isso?”

Uma frase inteira. Bom.

“Eu tenho os meus motivos para não confiar em você.”

Ela podia sentir a sua respiração em seu pescoço. Nada, nada bom.

“Ah, verdade?” Ela cuspiu as palavras. “Você sabe que eu não estou mentindo.” Ele se viu subitamente surpreso com o tom de voz dela, recuando apenas alguns poucos centímetros. “Você sabe. Caso contrário não estaria tão próximo de mim.”

Por deus, ela não conseguia pensar com ele tão próximo dela. Natasha sabia que estava com problemas. Ela já falara mais do que pretendia. A situação estava saindo de seu controle, e isso era a última coisa que ela queria. Ela precisava de ajuda. Suavemente, ela tentou procurar um dispositivo em seu cinto, um dispositivo que se ela apertasse a Shield saberia que ela estava em perigo. Ela só precisava acioná-lo.

Mas nessa proximidade, era difícil ele não notar qualquer movimento seu.

James a analisou cuidadosamente. “Não é a minha preferência. Acredite.”

Ouch.

“Mesmo assim, aqui você está, me ameaçando para conseguir informações.” Ela estava quase lá. Suas mãos estavam apenas alguns centímetros de distância.

Ele hesitou por um momento, seu olhar se suavizando quando encontrou o seu. “Porque eu não tenho escolha.” Ele falou por fim, e as mãos dela congelaram no lugar.

Uma pessoa qualquer não teria notado como a sua voz falhou por apenas um segundo. Outra pessoa não teria notado o jeito como ele trancou o maxilar, como se as palavras pesassem para sair. Outra pessoa não teria notado a dor na voz dele.

Mas era Natasha.

E ela notou.

E ao em ver ele desse jeito, não como O Soldado Invernal, mas como James, o seu James, alguma coisa quebrou dentro dela.

Porque essa era a primeira vez, desde que eles se encontraram de novo, que ela viu algo de quem ele era antes nele. Ela não viu o soldado cumprindo ordens.

Ela viu emoção.

E esse lado dele era ainda mais perigoso para ela do que o soldado.

Natasha apertou o botão.

Uma onda de alivio devia a preencher quando ela o fez, mas a tensão só desaparecia quando ela estivesse longe dele novamente. Por isso ela arriscou.

Aproveitando o seu momento de distração, ela deu um chute no seu abdômen com o joelho, fazendo ele perder o fôlego, mas pela surpresa do que por qualquer dano que ela poderia ter causado.

Uma coisa que ele não estava preparado, era que ela sabia como ele lutava. Ela sabia o seu modo de combate. Ela sabia que ele preferia dar golpe com o braço normal dele, por ter mais controle, e deixar o braço de metal imobilizando a vitima, por ser mais forte. Então ciente do revolver ainda em sua mão, ela agarrou o braço dele com as duas mãos e ergueu para o alto, mirando para qualquer outro lugar que não seja a sua cabeça.

Mas o braço de metal dele estava livre, e ele tentou agarrar o pescoço dela, mas ela já estava esperando e se abaixou, passando por debaixo do braço que ela estava segurando e torcendo ele, fazendo com que ele ficasse de costas para ela, virado para a parede.

Ela chutou as suas costas, ainda segurando o seu braço. Apesar de ela não ser nem de longe mais forte do que ele, ela era mais ágil e conseguiu impulso para pular nele, o empurrando com força contra a parede do beco, o soltando e lhe dando tempo para deslocar até a sua arma esquecida no chão.

Natasha a pegou rapidamente e virou para atrás de um latão de lixo, a cobertura de metal lhe dando abrigo contra as balas que ele dispararia em sua direção assim que se erguesse do choque.

E ele disparou.

As balas não acertaram por pouco a sua cabeça enquanto ela mergulhava para de trás de sua proteção improvisada.

Natasha estava completamente concentrada na luta, e isso era bom. Tirava a sua mente de outras coisas. Ela só precisava distrair ele até a Shield chegar aqui.

Shield.

Ela xingou debaixo da sua respiração ofegante.

Shield iria capturá-lo. Iriam levá-lo para base. Para Steve.

Ela lutou contra a urgência de bater em si mesma.

Como ela tinha esquecido desse pequeno detalhe?

Não. Até ela resolver essa situação toda, eles não podiam se encontrar. O mundo todo iria explodir na cara dela se isso acontece.

Ela voltou a realidade quando um barulho ensurdecedor veio acima de sua cabeça. James tinha pulado em cima do lixo. Ela rolou para o lado bem quando um disparo passou zunindo sobre a sua cabeça.

Ela começou a correr em zigue-zangue, tentando não ser atingida quando olhou para cima. Viu uma velha escada de incêndio contornando um dos prédios. Sem pensar, atirou nos trincos da escada bem quando ela estava passando por ela. O metal enferrujado gemeu, e começou a se soltar, bem quando ela passou por debaixo dela.

Natasha olhou pelo seu ombro e viu James se atirando para o lado para não ser atingido pela estrutura que agora caira totalmente, levantando pedaços de cimento e poeira com ela.

Isso devia lhe dar algum tempo. Saiu do beco correndo o mais rápido que podia, mas ao invés de se virar para a rua movimentada, ela entrou no primeiro estabelecimento que viu.

A rua tinha pessoas. Reféns. E conhecendo a personalidade do seu perseguidor, ela não podia garantir que aquelas pessoas estariam seguras. Seu objetivo era se afastar dele o mais rápido possível.

Ela mal teve tempo para assimilar que acabara de entrar em uma barbearia. O lugar era pequeno, e apenas dois homens muito surpresos se encontravam ali. Ela viu a pequena escada no fundo do estabelecimento, e ignorando os gritos indignados as suas costas, correu com toda a velocidade por ela.

Natasha se encontrou em um pequeno corredor, com cheiro de mofo e mal iluminado. Felizmente, a escada continuava, e ela não olhou duas vezes para o corredor antes de continuar a sua subida.

Ela não sabia se ele havia a seguido ou não, mas o dono da barbearia definitivamente tinha. Sem dar muita atenção a ele, gritando insultos em espanhol pela escada, ela chegou na porta que (com sorte) dava para o terraço.

Estava trancada. Ela suspirou, exausta, antes de dar um chute na maçaneta que caiu aos seu pés. Empurrando a porta com os ombros, ela foi recebida por um onda de vento que bagunçou os seus cabelos e um barulho indiscutível de um helicóptero. Natasha olhou para cima, e viu o se aproximando. Onde antes havia um grande símbolo da Shield em branco, agora era um vazio preto, mas ela reconhecia o agente que estendia uma mão para ela, a outra carregando uma arma.

Ela pulou para dentro do helicóptero, nunca mais ansiosa por estar segura. Ela olhou para trás, e alivio a preencheu quando ela que ninguém a tinha a seguido até o terraço. Incluindo James Barnes.

“O que aconteceu Agente Romanoff?” Demorou um tempo até ela perceber que um dos agentes ao seu lado a dirigiu a palavra.

Natasha desviou o olhar da cidade abaixo, balançando a cabeça.

“Hydra. Hydra foi o que aconteceu.” Ela falou baixinho, suas palavras saindo ásperas de sua garganta.

Mas o agente não tinha como saber que ela não estava se referindo ao ataque de hoje.

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Era estranho.

Ela abriu os olhos com delicadeza, deixando a luz artificial do quarto a preencher. Suspirando, ela se pegou desejando o sol. Fazia dias que não sentia os seus raios sobre a sua pele, iluminando seus cachos, esquentando o seu corpo.

Era estranho.

Ela se espreguiçou, jogando as cobertas macias para o lado. Se sentou na maca do hospital, jogando as pernas para fora. O único barulho no quarto era o da máquina que monitorava seu coração, o órgão em si estável e calmo.

Era estranho.

Estranho dormir chorando e acordar tão calma.

Onde ontem havia uma tormenta de pensamentos, agora havia a calmaria. Skye sorriu timidamente para si mesma, pisando no chão frio de pés descalços. Ela arrancou os fios que a conectavam ás máquinas, suspeitando que ela não precisaria mais delas. Abriu a porta do quarto, saindo no corredor largo da enfermaria.

“Clint?” Sua voz fez eco no corredor.

Ele não estava em nenhum lugar a vista. Seu coração se apertou um pouco, e ela percebeu com pesar que estava decepcionada. Balançando a emoção de sua cabeça, ela caminhou em direção a saída mais próxima.

Ela não se lembrava ainda totalmente de quem a havia atacado, mas pensar no assunto não lhe trazia mais uma dor de cabeça. Porém ela se sentia diferente. De algum modo, ela estava ansiosa. Como se algo estivesse para acontecer mas ela não tivesse a mínima ideia do que. Isso a dava nos nervos, mas ela decidiu ignorar o sentimento para não causar outros de seus ataques.

Uma música que tocava baixinho de um dos quartos a sua esquerda a atraiu. Silenciosamente, ela espiou a fresta aberta do quarto.

Steve Rogers estava sentando em uma cadeira branca, ao lado da cama de um homem de pele escura. Skye sabia que ele parecia familiar, mas um nome não vinha a sua cabeça. Os cotovelos de Steve estavam apoiados no colchão, e ele apoiava a cabeça em suas mãos. Skye realmente não queria se intrometer, mas o menor de seus movimentos fez o capitão erguer a cabeça.

Ele olhou para ela com surpresa, notando o vestido do hospital que ela ainda estava usando. Franziu o cenho.

“Skye? O que aconteceu? Você está bem?

Ela conseguiu abrir um pequeno sorriso e dispensando a preocupação dele com um movimento de sua mão. “Estou ótima. Foi apenas um pequeno incidente. Alguém...” Ela se cortou balançando a cabeça. “Não foi nada.”

“Tem certeza? Quer dizer....”

“Hey.” Ela lhe interrompeu, colocando uma mão na cintura. “Parece que tem alguma coisa de errado comigo?” Skye levantou uma sobrancelha perfeitamente esculpida.

Mesmo ela sabendo que a sua aparência não devia ser das melhores, ela tinha a impressão que ela não estava o desastre de ontem. Quer dizer, não é como se ela tivesse uma espelho de bolso para realmente verificar, mas ela se sentia bem. Talvez aqueles ditados velhos realmente sejam verdade. Quando você chego no fundo do poço não tem outra direção a não ser para cima.

Ele jogou a cabeça para o lado, pensativo. “Bem, você está com uma roupa de hospital e descalço. Se eu te visse no meio da rua, provavelmente pensaria que fugiu de um hospital psiquiátrico.”

“Justo.” Ela deu de ombros. “Bom então que não estamos no meio da rua.”

Steve abriu um pequeno sorriso com isso.

Skye limpou a garganta, dando um passo adentro do quarto e dirigindo o olhar para Sam. “E ele? Vai ficar bem?”

O sorriso dele caiu.

“Sam?” O capitão resistiu um suspiro. “Na teoria. Os médicos estão otimistas, mas... ele ainda está muito fraco. Mal acordando. Mas...É complicado...E eu...eu... não...” Ele fez uma careta, parecendo estar lutando contra as palavras.

Mas ele não precisava completar a frase. Skye via o medo em seus olhos. Sentia o quanto o homem deitado naquela cama significava para ele.

“Bem, eu espero que ele melhore.” Ela falou suavemente, se postando do lado da cama de Sam.

“Somos dois.”

Eles então ficaram em silêncio, e Skye ficou sozinha com seus pensamentos. Isso era perigoso. Milhares de perguntas borbulhavam na sua mente, sobre o seu ataque, sobre a sua falta de memória, sobre o que estava acontecendo com agência.

Skye olhou para o homem a sua frente, e presumiu que ele podia pelo menos a ajudar a responder algumas.

Ela limpou a garganta, escolhendo as palavras certas.

“Então, hm, Steve, eu estava curiosa sobre-“

Ela foi interrompida por um profundo suspiro que ele emitiu. Skye olhou para ele, surpresa.

“Você quer saber sobre a Hydra, não?” Ele olhou para ela com um sorriso cansado.

Isso fez as sobrancelhas dela subirem em choque.

“O que? Não! Porque eu iria querer saber sobre ela? Quer dizer, eu já sei sobre ela mas, mas-” Ela emitiu um suspiro de frustração, confusa.

“Eu apenas pensei que, com os recentes ataques, você traria a tona. Coulson mencionou que tinha um traidor na equipe e eu apenas pensei-” Ele deu de ombros, claramente aliviado. “Esqueça.”

“Ok.” Skye balançou a cabeça levemente, tentando ignorar a onda de ânsia que veio ao ouvir o Capitão falar a palavra traidor. “Bem, não é isso, ou.... ou talvez seja.” Ela mordeu o lábio. “Eu só quero saber o que está acontecendo na agência. Ouvi que Thor voltou? Porque ele voltaria? O que está havendo?”

Steve ficou em silencio por um momento, a olhou estranhamente. “Você quer dizer com as Joias?” O olhar de Skye pulou para o seu rosto. “E Thanos?”

Thanos.

Foi como se uma barreira se rompesse dentro dela. Thanos. A palavra ativou centenas de memórias, que apenas foram ativando outras. Ela se viu subitamente sem ar, sua boca aberta em um perfeito O de surpresa.

“Skye?” Steve falou, notando a repentina surpresa em seu rosto, mas ela não ouviu.

Ela precisava achar Coulson. Porque tudo agora fazia sentido. O quebra-cabeça em sua mente estava completo, e ela percebeu que ele sempre estivera. Mas só agora ela conseguia vê-lo claramente.

“Skye.” Steve repetiu, dessa vez mais preocupado.

“E...eu...eu....” Ela garfou por ar, sem fôlego. Uma risada leve escapou de seus lábios antes que ela se desse conta do que estava fazendo.

Porque ela se sentia extremamente aliviada. Foi como se um peso esmagador em seu peito fora retirado, e finalmente ela estava podendo respirar. Ela sorriu para o capitão confuso a sua frente. “Me desculpe.” Outra risada escapou de sua boca, e ela colocou uma mão para cubrí-la. “Eu preciso achar Coulson.”

Skye se dirigiu a porta, ignorando os protestos preocupados de Steve.

“Estou bem!” Ela gritou para o capitão as suas costas. “Eu só preciso achar Coulson.” Ela falou enquanto corria pelo corredor.

Porque ela se lembrava de tudo.

Ela se lembrava das Joias. Ela se lembrava dos Inumanos. Ela se lembrava de Thanos.

E o mais importante, ela se lembrava de quem ela era.

E Skye não tinha certeza se isso era bom ou ruim.

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Ela olhou para si mesma sendo refletida no espelho embaçado. Seus cabelos pingavam no chão do banheiro, o vermelho ficando quase preto em contato com a água. Sombras escuras se acumulavam embaixo de seus olhos, uma mistura da maquiagem borrada com noites mal dormidas.

Seus músculos ainda estavam pesados da perseguição que ocorrera mais cedo, e sua pele estava vermelha da água escaldante do banho. Ela esperava que as suas angústias fossem junto com a água pelo ralo, mas foi com pesar que ela percebeu que elas continuavam ali.

Natasha Romanoff sabia que não podia fugir de seu passado. Sabia que quanto mais ela corria, mais os seus demônios a perseguiriam. Mas de certo modo, ela foi uma tola em esperar o contrário. No minuto que ela abriu as informações da Hydra, para o mundo ver, ela colocou a si mesma na linha de fogo.

E na verdade, ela podia lidar com seus antigos inimigos. Ela podia dormir a noite sabendo que o vermelho na sua ficha fora exposto. Podia viver consigo mesma, sabendo que todos sabiam quem ela fora. Uma assassina. Um soldado. Uma viúva-negra.

Mas ela não podia lidar com ele.

Ela fora ensinada a reprimir emoções, não aceitá-las.

E se vendo ali no banheiro cheio de vapor, observando a sua própria expressão, ela sabia que nunca poderia ser diferente. Ela já tentou. E olha como isso acabou? Os dois homens que ela alguma vez já se importou, um acaba virando um soldado frio, sem uma memória dela, e o outro acaba morto em seus braços.

Claro, ela o tinha de novo.

Steve.

Steve Rogers.

Mas a que preço?

Notas finais
Eu queria fazer mais 345637 cenas, incluindo uma com a Natasha e o Steve ( que involvem, hm, cenas improprias?) mas dai eu nunca ia postar isso hoje. Então eu PROMETO que o proximo vai ser muito melhor. Não me abandonem just yet. Não deu para responder aos comentários individualmente, mas eu queria agradecer a Cassandra, a Lay , a Raabe, a Evelin Silva, a Amy, a Julia, a Sabs, a Gleice e a Lights (não se preocupa que vai rolar sim o triangulo!!) pelos comentários!! Obrigada gente, e no proximo eu vou responder todo mundo bonitinho. Promise. Só que eu to pelo cel e é um inferno responder comentários pelo mobile. Amo vocês S2