Broken Strings
22 Um momento só nosso
Notas iniciais

(The Only Exception — Paramore♪)
Regina despertou preguiçosamente e quando abriu os olhos, e se conta de onde estava ficou confusa, ela não tinha a menor ideia de como tinha ido parar no quarto de Emma. Ela se lembrava de bem de ter adormecido na sala junto à loira, o resto era apenas um borrão em sua cabeça.
— Como você veio parar aqui, Regina Mills? — Morena se perguntava. —Nunca mais bebo vinho além da conta.
Sua cabeça começava a latejar e boca estava levemente seca. Os sinais de uma breve ressaca começavam a se manifestar.
— Eu preciso de um café forte e um analgésico. — Ela continuou falando consigo mesma, enquanto levava à mão a cabeça. Em um ato falho para fazer a dor passar.
Logo cenas fragmentadas da noite passada, começaram a se surgir em sua cabeça. E Mills mordeu o lábio inferior quando as lembranças se tornaram nítidas. Ela suspirou se lembrando dos toques firmes e delicados de Emma Swan, e a forma carinhosa com que ela tratara a noite toda. O cheiro dela ainda estava em seu corpo, ainda podia sentir o gosto dos beijos trocados. Emma estava entranhada em sua pele, em seu corpo e certamente depois de ontem em sua alma. Regina não conseguiria mais negar aquele sentimento, mesmo que quisesse, mesmo que todos dissessem que não ia dar certo. Não havia volta, ela já estava perdidamente apaixonada por Emma Swan.
O barulho da porta se abrindo tirou a morena de sua reflexão. Ela olhou em direção a porta, e teve a sua frente à única visão que desejava ver todas as manhãs pelo resto de sua vida. Emma Swan Nolan usando uma regada branca, um short curto, uma bandeja sobre os braços e um dos seus sorrisos mais lindos no rosto. E tudo que Mills conseguiu fazer naquele momento foi suspirar e lhe sorrir volta. Um suspiro de alguém apaixonada, e o sorriso bobo. Afinal o amor é isso, meio piegas regado de coisas clichês, mas Regina não se importava e muito menos Emma. Elas estavam felizes, e aquilo era o que importava. E foi na presença uma da outra, que tiveram a plena certeza que a verdadeira felicidade estava contida na simplicidade de momentos como aqueles.
— É bom te ver sorrindo assim logo pela manhã morena. — Emma disse enquanto se aproximava da cama. — Trouxe seu café da manhã. — A loira colocou a bandeja delicadamente sobre Regina.
Em seguida buscou seus lábios dando-lhe um selinho, como se o gesto fosse um algo costumeiro. E embora Regina tenha sido pega desprevenida, a mesma correspondeu ao gesto.
— Café da manhã na cama Swan? Eu não sabia que você, era adepta de gestos românticos. — Mills comentou enquanto olhava para bandeja.
E embora a variedade, de coisas fosse da melhor qualidade, seu estomago não parecia partilhar da mesma opinião, pois tudo que Regina conseguiu sentir ao olhar a comida foi um grande enjoou.
— É claro que sou romântica Mills, mas claro apenas com as mulheres que merecem tais gestos. — A loira se defendeu dando um sorriso maroto. —Acho que seu exagero no vinho ontem, lhe deu deixou com bela ressaca.
— Minha cabeça está estourando e meu estomago péssimo, então sim eu estou com uma bela ressaca Emma.
— Se acalme nervosinha, eu lhe trouxe um analgésico para sua dor de cabeça, um café forte e sem açúcar e algo para ajudar seu estômago a não embrulhar mais. — Emma explicou apontou para o café e os comprimidos sobre a bandeja. — E quando estiver um pouco melhor pode tentar comer algo.
Se Regina estava encantada com a preocupação da loira, e como ela cuidava dela em cada mero detalhe. Ela se perguntava se podia se apaixonar ainda mais por Emma.
— Obrigado, Emma. — Mills agradeceu. — Só me responda uma coisa, como vim parar na sua cama? — Ela questionou Emma enquanto tomava o analgésico.
— Olha, não foi fácil, mas como sabe tenho os meus encantos Mills, e você não resistiu ao meu poder de sedução. — A empresária respondeu com tom brincalhão.
—Emma! — Regina exclamou fingindo indignação. — Isso não tem graça.
— Eu estou apenas brincando morena, onde está seu senso de humor? Ontem depois de alguns copos de vinhos e de nós... Você sabe. Adormecemos, no tapete por algumas horas, eu acordei no meio da madrugada com você tremendo frio nos meus braços. E então resolvi lhe trazer para cá, onde era mais quentinho e confortável. E é claro não seria nada agradável amanhecermos nuas na sala e sermos pegas pela Nany.
No final Regina teve que concordar com a loira, pois ela teria ficado completamente sem graça se governante de Emma as flagrasse daquela forma.
— Você tem toda razão Swan. — Regina disse enquanto tomava um gole do café. Ela acabou fazendo uma careta, assim que sentiu o gosto amargo da bebida.
Emma achou graça e se sentou ao seu lado na cama, ela permaneceram naquele clima ameno por mais alguns minutos até Regina adormecer novamente. Swan achou melhor deixa-la deixar a morena dormir por mais algumas horas, assim o seu mal estar passaria logo. E enquanto Regina descansava ela buscou pelo seu notebook para ler seus e-mails e finalizar algumas dependentes de trabalho.
***
Regina acordou cerca de uma hora depois, e se sentia melhor. A cabeça já não doía mais, e seu estomago demonstrava sinais de fome e não de enjoos. Mills se virou para lado, e encontrou Emma dormindo com notebook sobre o colo. Não conteve o sorriso, Emma sempre lhe causava sensações novas, e era impossível olha-la e não sorrir. A morena pegou o pequeno computador e colocou do criado mudo ao lado, e em seguida cobriu a loira. Regina olhou o relógio eram dez da manhã, nem tão cedo nem tão tarde ainda poderia tomar o café da manhã sem interferir nas outras refeições. Buscou pelo quarto por algum sinal da bandeja que Emma tinha trago mais cedo, e a encontrou na mesa que tinha no canto do quarto. Ela se levantou com cuidado da cama, para não acordar Emma e foi em direção à mesa, se sentou e serviu do que tinha lá. Suco de laranja, algumas torradas e por ultimo uma porção de salada de frutas. Para sua alegria depois de se alimentar, não sentiu nenhuma rejeição de seu corpo, parecia que ressaca de vinho tinha sido curada. Depois de devidamente alimentada à morena resolveu ir tomar um banho, trocar de roupas e verificar a sobrinha. Charlotte dormia serenamente no berço, e pelo horário, Regina tinha certeza que a pequena já deveria ter acordado resmungando com fome ou com a fralda suja. Como não ouviu nenhum som pela casa, concluiu que Granny ainda deveria estar em seu quarto e Henry dormindo.
— Emma. — Murmurou consigo mesma, como se concluísse o obvio. Swan tinha trocado e alimentado Charlie, por isso a garotinha estava em um sono tão tranquilo. — Você tem sorte meu anjinho, sua tia Emma é uma boa pessoa. — Regina dizia enquanto fazia um carinho nos cabelinhos da sobrinha.
Mais a verdade era que ambas tinha sorte porque, Emma Swan fora a melhor que coisa que acontecera em suas vidas. Quando Mills decidiu deixar o quarto a pequena despertou com um chorinho manhoso. Regina a pegou no colo e se sentou na poltrona que tinha ao lado do berço, e começo a cantar baixinho, enquanto ninava a menina. Logo Charlie foi adormecendo novamente, e Mills apenas ficou observando aquela pequena criaturinha em seus braços. Ela não tinha percebido, mas certa loira estava parada na soleira da porta a observando há alguns minutos. A empresária sentia seu coração acelerar dentro do peito sempre que via do sorriso de Regina, e ela não teve a menor duvida da decisão que tomaria naquele momento.
— Eu tenho certeza que essa cena, é uma das que eu quero ver pelo resto da minha vida todas as manhãs. —Emma comentou da porta, assustando Regina que logo parou de cantar.
— Swan você me deu um susto. — A morena respondeu baixinho tentando não acordar a sobrinha novamente. As palavras de Emma tinha mexido com Regina profundamente, mas ela ainda não sabia bem como reagir, afinal o que elas tinham ainda não estava definido. — Você acordou muito romântica hoje. — Regina disse enquanto se levantava da poltrona com Charlie nos braços. Ela colocou gentilmente a sobrinha já adormecida sobre o berço, e quando se virou Emma estava de frente para ela. Respirações se misturavam e o espaço entre elas pareciam não mais existir, e um silencio pairava no ar.
— Eu estou completamente apaixonada por Regina. — Swan finalmente disse levando uma das mãos ao rosto de Regina e colocando uma mecha de cabelo teimosa atrás de sua orelha. — Talvez seja piegas ou meio bobo, mas o que vivemos ontem foi tão verdadeiro e forte, que eu não tenho nenhuma duvida do que sinto por você Regina. E eu não quero que acredite que foi uma noite, ou tudo que lhe disse foi apenas para ter sexo porque não foi.
— Emma eu... — A morena a interrompeu.
— Espera me deixa terminar. — A loira pediu enquanto levava uma de suas mãos aos lábios de Regina, impedindo que ela voltasse a falar.
— Eu quero algo serio com você morena, algo pra valer. Um compromisso... Eu não sei muito bem como fazer isso, e na verdade faz anos que não digo isso a ninguém. Então me perdoe se não foi do jeito que você sonhou, eu prometo compensar nas nossas datas marcantes.
Regina estava nervosa, em seu coração ela mais ou menos ideia do que Emma iria lhe pedir, e toda aquela enrolarão a estava deixando aflita.
— Apenas peça Swan.
E em um gesto repentino e talvez até inusitado, Emma se ajoelhou a frente de Regina tirou uma flor de papel do bolso de seu pijama, estendeu a mão lhe em sua direção e fez o pedido.
— Regina Mills, você aceita ser minha namorada? Borboletas no estomago, mãos suando frio e todas aquelas coisas clichês que acontecem quando se está apaixonado, aconteciam com ambas naquele momento. Talvez ainda pudesse haver duvidas, mas Regina não queria pensar nelas naquele instante. Ela tinha uma resposta para Emma há muito tempo, só esperava pedido, mesmo que achasse que chance de acontecer fosse remota. Só havia uma resposta e ela não demorou a dizer.
— Sim, Swan. — Mills respondeu com sorriso bobo nos lábios.
Ela pegou a flor da mão de Emma, lhe puxou para beijo apaixonado. Tudo estava bem, e caminhava para algo bom. Regina ainda pensava na sombra de sua irmã sobre ela, mas por hora viveria o que vida estava lhe oferecendo, mas em seu coração já tinha tomado uma decisão. Assim que voltassem para casa contaria toda verdade a Emma, mesmo que doesse e ela a perdesse, ainda teria boas lembranças do amor verdadeiro que sentiam uma pela outra.
***
O resto do final de semana foi em família, e Regina se lembrou do pedido de Belle.
— Emma você precisa pedir a sua amiga para ir com calma. — Mills pedia. — Belle não está acostumada com uma mulher dando em cima dela. E ainda mais com insistia que Zelena está tendo.
Emma apenas riu, ela sabia que Zelena tinha uma fama terrível e saia com muitos caras, e poucas mulheres a interessavam. E as essas poucas, eram apenas para uma, ou duas noites de sexo e nada mais, então o interesse repentino pela amiga de Regina á pegou completamente, desprevenida.
— Morena isso é uma completa novidade. Talvez por isso Zelena esteja agindo feito uma maluca cercando sua amiga por todos os lados. — Emma explicava.
— Como assim, Swan?
— Zelena é bem galinha eu admito, mas minha amiga nunca se esteve em um relacionamento solido com ninguém. Nem com um homem ou com uma mulher, embora ela já tenha levado muitos dos dois lados pela cama. Ela nunca escondeu sua bissexualidade de ninguém, nem fato de que gosta bastante de sexo. Só que eu acho que dessa vez, Zelena está gostando de alguém. No caso da sua amiga. E ela não está sabendo lidar com a situação.
— Ai meu Deus! — Mills exclamou assustada. — French não está preparada para lida com algo assim Emma.
— Ei se acalma, eu vou conversar com Zel quando voltáramos para casa. Só que não precisa se preocupar tanto, ela não é nenhum bicho papão Mills.
— Para Belle ela é Emma.
Logo a conversa dela foi interrompida por Granny que entrou na sala com celular de Emma nas mãos.
— Senhorita Swan, telefone.
— Obrigado Nany. — Emma agradeceu a mulher que lhe entregou o aparelho.
Ela atendeu o aparelho, e assim que começou a falar com quem estava do outro lado da linha mudou sua feição drasticamente. Emma se levantou e foi para seu escritório, e por lá se demorou por alguns minutos. Quando retornou, Regina percebeu que algo estava errado.
— Emma, aconteceu alguma coisa?
— Minha mãe não está bem, a saúde dela piorou. Nós precisamos voltar. — Foi tudo que empresaria respondeu, antes de ser envolvida por abraçado apertado de sua namorada. Aquele fora o primeiro momento que Regina mostrara a Emma que estaria ao seu lado para qualquer coisa, fossem nos bons ou nos maus momentos.
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