Broken Strings

3 Capítulo 3


Capítulo três

Finn estava sentado em sua cadeira, preocupado.

Rachel nunca tinha passado mal, aos seus olhos.

E logo depois que sua baixinha saiu correndo, Quinn se levantou, deu um beijo em Sam, e foi-se atrás de Rachel também.

Agora é que ele não estava entendendo nada. (novidade)

Quis ir atrás dela também. Saber o motivo daquele mal estar.

- O que será que aconteceu? — perguntou Tina, curiosa. — Já faz um tempão que a Quinn foi atrás dela.

- Isso foi algo que eu não entendi — disse Santana. — Desde quando Berry e Quinn são amigas?

Mercedes deu de ombros.

- Garotos, vamos parar de falar delas por trás — disse Will, embora também estivesse preocupado com sua aluna.

Finn olhou pra cima.

Observou de longe Puck e Mercedes conversando.

Puck olhou pra ele, como se dissesse "ela deve estar bem, cara".

Finn deu um sorriso, de agradecimento.

Todo aquele episódio de traição há algum tempo, totalmente esqueçido.

- Desculpe o atraso, Sr. Schue — disse Quinn entrando.

- Ah, tudo bem, Quinn... Onde está Rachel? — perguntou ele, estranhando.

Quinn olhou de relance pra Finn, querendo dizer tudo à ela, mas fizera uma promessa de não contar nada.

- E-ela foi pra casa. — disse, gaguejando.

Sabia exatamente como Rachel se sentia.

Gravidez na adolescência era algo realmente horroroso.

Quinn se sentia perdida, a maioria do tempo em que estava grávida. Principalmente quando descobriu.

- Pra casa? O que houve de tão grave? — perguntou Mercedes.

- Rachel pegou huama? — perguntou Brittany.

Todos olharam pra ela.

- O que é isso? — perguntou Artie, pra namorada.

- É uma doença que é causada pelos anões de jardim. Eles invadem sua casa de noite, jogam um pozinho dentro da sua barriga, e, puft, você pega huama.

Quinn quase sorriu.

- Ela estava enjoada, Sr. Schue — disse Quinn. — Fui com ela até à farmácia, compramos um remédio, e ela foi pra casa. Falamos com o diretor Figgins;

- Oh, que pena. Queria dar uma música pra ela cantar — refletiu o Sr. Schue. — Amanhã falarei com ela. Pode se sentar, Quinn.

Quinn foi até as cadeiras, e se sentou ao lado de Sam.

- Precisamos conversar depois — ela disse no ouvido dele.

- O que foi? — perguntou Sam, de cenho franzido.

- Você vai comigo à um lugar depois da escola, e aí te conto — ela deu um beijo na bochecha dele, e voltou a atenção pra o que o Sr. Schue falava.

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- QUINN! — gritou Finn assim que viu a loira passando pelos corredores. Ela estava sozinha.

Ela se virou, rapidamente, e seu coração quase parou.

- Oi, Finn — disse ela, normalmente.

- O que aconteceu com a Rachel? Ela não é de passar mal — ele falou, deixando na cara que estava morrendo de medo de algo acontecer com a sua baixinha.

Quinn procurou uma desculpa.

Se sentia péssima em ter que mentir pra Finn, desde o que tinha acontecido durante sua gravidez. Mas Rachel lhe fizera prometer, foi impossível não lembrar.

Flashback

Rachel ainda chorava abraçada à Quinn.

- Calma, Berry. Eu também me senti assim no início. — disse Quinn alisando as costas da morena.

- Eu não acredito que isso tá acontecendo — disse Rachel, inconsolável. — Eu tinha feito uma promessa de só fazer sexo aos 25 anos...

- E eu era a rainha do clube de celibato — disse Quinn, quase sorrindo ao se lembrar. — Promessa; só são feitas pra serem quebradas, Berry.

- Mesmo assim.

Quinn esperou um tempo, enquanto Rachel parava de chorar.

Era meio estranho pra ela. Lembrou-se do que tinha dito à Rachel no passado.

E riu.

- O que foi? — perguntou Rachel.

- Me lembrei agora de quando você me apoiou pra eu voltar aos ensaios do Glee, e eu disse que se fosse ao contrário, eu te torturaria.

Rachel riu um pouco junto Quinn.

- E vai fazer isso?

- Não — disse Quinn. — Ninguém mereçe passar por isso. Eu sei bem como é. Só espero que você não tome a mesma decisão que eu quanto à ser mãe; fique com seu bebê, senão você acaba se arrependendo. Eu dei Beth, e me arrependi.

Rachel a olhou.

- Quem é o pai? — perguntou Quinn, sem soltá-la.

Rachel permaneceu calada por um tempo, e depois suspirou.

- Finn.

Quinn quase se engasgou.

Se lembrou do quanto Finn era atencioso com ela, enquanto pensava que ele era o pai de Beth. E ela tinha acabado com aquilo, tornando-o numa pessoa totalmente amarga.

E agora, Berry tinha acabado de lhe dizer que Finn Hudson, o mesmo que ela queria que criasse Beth junto à ela, era o pai desse filho que ela esperava!

- Uau — disse Quinn, surpresa.

- Eu sei. — Rachel deu mais um suspiro cansado. — Ele não pode saber, Quinn.

- Berry!

- Não, quer dizer, eu vou contar à ele. Mas não agora. Agora eu preciso de um tempo pra mim mesma — disse Rachel. — Eu tenho que refletir sobre como vou ser mãe, e talz. Um Finn totalmente transtornado não vai ajudar. Então, por enquanto, eu queria que você mantesse segredo.

- Berry...

- Prometa, Fabray.

Quinn respirou fundo.

- Okay, Berry, eu prometo.

Rachel deu um meio sorriso. Já tinha parado de chorar.

- Mas não vou esconder de Sam — disse Quinn. — Eu e ele não temos nenhum segredo.

- Okay, contanto que Finn não saiba... Perfeito.

Quinn se levantou.

- Venha. Vou te deixar em casa. Você não está em condições de cantar agora.

Fim do flashback.

- Quinn? Quinn? QUINN?! FABRAY?!

- OI, oi — ela disse, acordando de suas memórias.

- Rachel?

- Ah, sim. Foi como eu disse, ela tava enjoada, Finn — Quinn deu um passo pra trás. — Vou passar na casa dela hoje, e então aviso que você se preocupou com ela.

- Tá, valeu, Quinn — ele a beijou na bochecha e saiu correndo.

Quinn suspirou.

Já tinha sido melhor mentirosa...

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- Hey, que casa é essa? — perguntou Sam, assim que Quinn estacionou numa casa amarela, de primeiro andar.

- Você vai ver — disse ela saindo do carro.

Sam saiu também, e logo, ela estava tocando a campainha.

A porta foi aberta por uma garota baixinha, olhos castanhos, e cabelos encaracolados.

Usava um vestido florido, com um casaquinho verde ao redor.

- Quinn, Sam — disse Rachel Berry.

- Oi, Berry — disse Quinn. — Eu disse...

- Entrem, por favor... — Rachel abriu mais a porta pra que entrassem.

Sam se aproximou de Quinn.

- O que estamos fazendo na casa da Rachel? — perguntou.

- Okay — disse Rachel. — Sentem-se.

Eles se sentaram.

- Isso não é terapia de casal, né? — perguntou Sam assustado.

Quinn e Rachel riram. Sam estava com medo. Era tão estranho ver elas duas juntas sem se atacarem.

- Vcê pode contar, Rachel — disse Quinn. — Sam, sente-se do lado dela.

Sam se sentou ao lado de Rachel, e então Rachel contou tudo desde o começo.

Quinn viu que ela fazia um pequeno esforço pra não chorar.

Assim que acabou de contar, recebeu um abraço reconfortante do loiro.

- Hey, você pode contar com a gente — disse ele, alisando seus cabelos. — Não vou contar pro Finn. Isso depende de você.

- Obrigada — disse Rachel.

Ela nunca tinha agradecido tanto por ter amigos de verdade.

Com quem podia contar. Sempre.