Notas iniciais
Minha primeira fic original. Espero que gostem. Não esqueçam de comentar.

Sábado, 20 de Outubro de 2012.

– Qual é, Mabel. Está cedo ainda. Fica, depois eu te levo para casa. — Leo a segurava pela cintura, enquanto Mabel tentava sem sucesso se libertar.

Leo cheirava ao que todo garoto de 16 anos cheirava. Cerveja, cigarro e sexo. O garoto tinha pais que sempre estavam viajando, então era ele e um bando de garotas, que se vestiam parecendo prostitutas, todo final de semana. Mabel só foi porque sua melhor amiga Lucia não perdia a oportunidade de ficar perto de Leo, o grande amor da vida dela desde a terceira série. Mabel se perguntava como ela conseguia não sentir nojo daquele garoto.

– Desculpe, Leo. Você não é meu tipo.

Ela se libertou dos braços e do hálito de álcool de Leo e se encaminhou até a porta. Tentou procurar por Lucia, mas percebendo que a garota provavelmente já tinha ido embora, saiu da casa.

Passou-se meia hora até Mabel perceber sombras atrás dela. Assustada, ela acelerou o passo e logo depois começou a correr.

Por um erro de audição, ela pensou que haviam parado de segui-la e se virou para trás.

Tudo desapareceu.

–------------------------------------------------

Mabel se levantou, no meio de folhas, com a cabeça latejando. Ela pôs a mão e ela ficou encharcado com um liquído pegajoso que ela supôs que era sangue. Com certa dificuldade, se levantou e viu que estava no meio da floresta, que era coberta por altas e densas árvores.

Estava perdida, fato. Estar escuro, e a única iluminação que se tinha provia da fraca luz da lua, não ajudava a amenizar seu medo.

Tudo bem, Mabel. É só árvores. Comece a caminhar para achar a saída disso aqui, ela disse a si mesma.

De repente, um farfalhar de folhas vinha de sua frente. Seus pelos da nuca se eriçaram. Outro farfalhar, que agora vinha detrás dela. Mabel não teve tempo de pensar em mais nada a não ser correr.

Correu, o mais rápido que pode. Não estava perdendo o fôlego, a adrenalina tinha tomado conta de seu corpo. Mas não importava o quão rápido fosse, os barulhos pareciam estar sempre do seu lado.

Quando chegou em uma rua deserta, parou, e buscando por ar, caiu no asfalto. Com a cabeça entre os joelhos e tentando acalmar seu coração, tentando recuperar-se, os barulhos chegaram até ela de novo. Levantou-se o mais rápido possível e voltou a correr. Viu pelo canto dos olhos, formas altas e grandes atrás dela. Achou um beco e entrou lá, se escondendo atrás de uma lata de lixo, e com a única arma que tinha que era pedaço de madeira pontiaguda, esperou até que a alcançassem. Saíram da escuridão da noite dois homens, os quais os rostos não podia identificar, graças a má iluminação oferecida pelo poste da vilela.

– O que vocês querem? O que fizeram comigo? — Mabel gritava, segurando a madeira de uma maneira quase ameaçadora.

O homem mais alto, de cabelo castanho, que ela presumiu ser o líder, respondeu.

– Queremos o que você sabe, Mabel Williams. Nos diga o que você sabe sobre Ian.

Ela congelou. Ian. Não mencionava-o desde que ele tinha sumido, há três meses atrás. Não tinha ouvido mais falar nele, e nem tampouco falava nele. Ele era uma ferida aberta. A cada dia que passava, parecia que ela se esquecia cada vez mais dele. A cor de seu cabelo, o seu cheiro, os seus braços que pareciam que nunca iam soltá-la. Ela estava com medo de esquecer de tudo o que os dois tiveram. Percebendo sua demora, ela pigarreou e disse firmemente:

– Bem, rapazes. Vocês querem saber sobre ele? Ótimo. Eu também. Porque ele foi embora e nunca mais me deu notícias. Se o encontrarem, diga que eu esperava mais dele. — ela disse, e para finalizar — Se me dão licença, tenho que ir para casa.

Quando se virava, o outro homem agarrou os seus pulsos, e começou a arrastá-la.

– Calma aí, mocinha. Você não é de se jogar fora, mesmo assim, você terá de vir conosco.

Mabel gritou, tão alto, que espantou os passarinhos que estavam observando do telhado do armazém que o beco ficava ao lado.

– Deixem-a ir. — era a voz dele. Ele tinha voltado.

Ian apareceu na péssima iluminação dos postes. O homem ainda segurava Mabel com toda a força.

– Eu disse para deixá-la ir. — Ian pareceu tão assustador que ela não ousou respirar.

– Se você a quer, venha pegá-la. — O homem loiro desafiou-o.

Ian se movimentou numa velocidade sobre-humana, se tornando um borrão, que num piscar de olhos, haviam libertado Mabel das mãos do homem, que foi arremessado ao longe num único grito que foi silenciado com um bater de algo no chão. O líder começou a correr, mas Ian foi mais rápido e bateu com a cabeça dele na parede do armazém. O homem caiu desacordado.

Ian se virou para Mabel, que estava ajoelhada na calçada, com a cabeça baixa. Ele ergueu-a do chão e a abraçou.

– Meu amor...

– Vo-você voltou, você sumiu, não me ligou não mandou mensagem, simplesmente su-sumiu... — ela disse, entre soluços.

Uma sombra de dor passou pelo rosto de Ian.

– Sim, eu sei e agora irei novamente. Mas dessa vez você não irá se lembrar de mim.

– Espera, Ian...

E o mundo ficou preto.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado e acompanhem. Até o próximo...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.