Broken - Season 1
3 Capítulo 2 - The Date
Notas iniciais
Capítulo 2 — The Date
"O Encontro"
– Belle —
No momento em que me jogaram para os braços de Rumple, senti-me completa novamente, e quando gentilmente me abraçou, uma fagulha de esperança acendeu-se em meu peito. Muitas perguntas rondavam meu pensamento: ele realmente estava feliz por ter-me nos braços ou me puniria mais tarde? Afinal, o Mestre das Trevas nunca perdoava...Tudo estava tão confuso!
– Rumple —
Quase não acreditava no que estava acontecendo. Minha Belle estava de volta. Talvez não totalmente, sua fala não voltou a ser doce, nem sua dureza dissipou-se. Ela estava estranha e...confusa, precisava ser cauteloso.
– Você tem muitos inimigos na cidade desde que se tornou uma Mills, deary. – disse docemente, afastando-me dela e dirigindo-me aos fundos da loja.
– Nunca me importei com o que as pessoas pensam de mim, elas não me conhecem para julgar. – novamente, sua fala era rancorosa.
Não, ela já não é a mesma de 28 anos atrás...
– Oh não, eles não te conhecem. Pelo menos não o suficiente para saberem que nunca maltrataria alguém se não estivesse sob os poderes da Regina.
Eu andava de um lado para outro, procurando algo para me distrair. Não queria ter que encarar aqueles olhos azuis que me fizeram tanta falta.
– Você está certo, nenhum deles me conhece. Aliás, acho que apenas uma pessoa me conhece o suficiente para me perdoar ou me punir.... – agora estava receosa....Será que tinha algo para falar e estava com medo? Impossível...Belle nunca sentiu medo, nem mesmo como Catherine.
– Você não deve ser punida...
– Nem mesmo depois de tudo que disse a essas pessoas? E principalmente a...
– Não, você não teve culpa, nunca teve. Nenhum deles pode te punir, disso eu garanto.
Se algum deles tentar lhe fazer mal, terá que passar por mim primeiro.
– Obrigada, mas acho que te devo desculpas...
Aquilo era demais para mim...Não podia permiti-la terminar.
– Desculpas? Não, eu que devo, pois por minha causa você foi separada de seu pai e amigos e depois presa pela Regina. Por anos pensei que estivesse morta, e por minha culpa também... Se alguém tem que se desculpar aqui sou eu. Desculpe-me Belle, nunca deveria ter te tirado de sua casa, assim nunca teria que passar por todo esse sofrimento... Se não fosse eu, agora estaria casada e feliz, talvez até com filhos... Eu sinto muito, Belle, não tem como eu explicar o que...
– Pare com isso!
Aquilo me pegou de surpresa. Ela estava prestes a explodir, e quando isso acontecia, não tinha como discutir, ela sempre ganhava.
– ...o quê?
– Pare de se desculpar. Mesmo tendo passado por tudo isso nos últimos...30 anos, eu acho, não me arrependo de nada. Graças a você me livrei do Gaston e daquela vida cheia de solidão, controle e responsabilidades, você me entregou uma chance de ser valente, de provar que uma mulher pode fazer atos grandiosos. Não tem que se desculpar de nada!
– Mas Belle... Aquela noite, no castelo, eu a fiz chorar, provoquei tristeza e a expulsei logo em seguida, e por conta disso foi sequestrada...
– Eu sei... Mas antes de ser sequestrada vivi muitas aventuras, conheci o mundo! — sorriu — É claro que eu preferia ter ficado com você, mas as circunstâncias não eram muito...propícias.
Minha Belle estava voltando!
– Belle, você sabe por que a Regina te manteve presa esse tempo todo e depois te trouxe do hospital, transformando-a em sua irmã?
– Não... Ainda estou um pouco confusa com relação a isso, tenho duas vidas na minha cabeça...
– Ela fez isso para me ver sofrer.
– Sofrer? E por quê?
Eu estava indefeso. O homem confiante e poderoso que um dia fui se tornou fraco ao lado dela, sentia seu coração bater mais forte a cada olhar e a cada palavra. Estava se contendo para não abraçá-la, para não segurá-la o mais forte possível e nunca mais deixa-la ir. Mas não podia fazer isso. Ela ainda estava confusa com o “pós-maldição”, talvez não quisesse que um monstro como eu a abraçasse, talvez só estivesse ali por falta de opção, por segurança. Ela não merecia estar presa a uma “Fera” como eu para sempre, ela tinha uma escolha, e eu a deixaria decidir.
– Belle, desde aquela noite venho me martirizando...Fico pensando “Como ela está agora? Será que o pai já arranjou outro casamento? Será que ela está feliz?”, e então ela me disse que estava morta, para me torturar. Como você acha que me senti quando a vi pela primeira vez na cidade, viva? E a pior parte: conversando com a Regina tão amigavelmente? Você apareceu no momento em que ela estava perdendo os argumentos comigo, eu já não estava interessado em ceder aos “caprichos” da prefeita, então, ela encontrou um modo de me martirizar. Como acha que me senti quando você me destratava daquela maneira? Quando se mostrava fria e má com todos na cidade, que se comportava exatamente como minha pior inimiga? Isso me deixou vulnerável, Belle, à mercê da prefeita.
– Belle —
Eu estava confusa, minha cabeça ainda girava. Se minha presença o maltratava tanto assim, se minhas atitudes o machucavam profundamente, por que me salvou de Whale? Talvez ainda nutrisse sentimentos por mim, afinal. Minha fagulha de esperança crescia a cada palavra.
– Como uma maldição pode mudar tanto o caráter de uma pessoa? Você sabe que eu nunca faria isso, não sabe? Eu juro, nunca quis te fazer sofrer, nunca. — murmurei sentindo lágrimas romperem meus olhos.
– Rumple —
Eu não sabia o que dizer, de repente minhas palavras ficaram presas na garganta. Belle estava com os olhos úmidos, prestes a chorar, eu não queria vê-la chorar.
– Oh Belle, não chore, não quero vê-la triste, e sim feliz!
Não sabia se era o certo, mas, do modo como ela estava confusa e triste, o melhor a fazer era afastar-me dela, deixa-la seguir com sua vida e reparar todos os erros cometidos sem uma figura como eu por perto
– E, pensando em sua felicidade e segurança, vou dar um jeito de encontrar um lugar para você se instalar, pelo menos até conquistar as pessoas. Tenho certeza que fará novas amizades em breve, Deary.
– Rumple, você não vê? O único modo de eu ser verdadeiramente feliz é outro...
– Me desculpe, pensei que...
– Pensou errado – cortou-me.
Sua voz era firme, determinada. Me afastei ligeiramente dela, temendo sua reação. Eu sabia que ela não gostava que decidissem sobre sua vida.
– Rumple, o único modo de eu ser verdadeiramente feliz, é ao seu lado. – essa pegou-me de surpresa. Belle não se conteve e começou a chorar como criança, soluçando sem parar. – Se você me permitir, quero ficar o tempo todo com você. Eu te amo, por favor, acredite, eu te amo! Não me expulse novamente, por favor...
– Oh, Belle...
Fui surpreendido por emoções que desconhecia, finalmente a tinha ao meu lado, nunca deixei de amá-la, afinal. Todo o meu receio se fora no momento em que a tomei nos braços.
– Não chore, por favor. Já a perdi uma vez e não cometerei o mesmo erro, nunca mais quero te ver partir, nunca mais...
Aquela frágil e sensível garota estava agora em meus braços, com o rosto encostado em meu peito, molhando minha camisa com suas lágrimas. Aquele era provavelmente o momento mais feliz de minha miserável vida. Eu a tinha de volta! A mulher que amava estava viva e se aconchegava em meus braços. Estávamos novamente unidos, e desta vez ninguém nos separaria, nunca mais!
– — — Narração – — -
Seus corações estavam finalmente calmos, finalmente em paz.
– Eu te amo Belle, e prometo a você que nunca mais te deixarei partir, nunca mais...
Como por reflexo, Rumple afastou-se do abraço, olhou por um momento a mulher que estava à sua frente e, delicadamente, acariciou seu rosto.
– Oh Belle, minha Belle, minha querida Belle...
A moça foi surpreendida por um beijo apaixonante e desesperado, sua cintura envolvida por um dos braços de Rumplestilstkin enquanto o outro buscava desesperadamente seu rosto e seus cabelos.
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