Broken - Season 1

14 Capítulo 13 - Let me help you...


Notas iniciais
Boa noite pessoal!!
Aqui está o próximo capítulo...espero q gostem!!

– Rumple -

Passaram-se dez minutos desde que a trouxe para minha casa. Estava chorando e muito frágil, assim que entramos, a levei para o quarto de hóspedes, deixando-a por alguns segundos e voltando com um chá, porém, a encontrei deitada, dormindo. Ela estava tão linda... como pude abandoná-la? É tudo minha culpa. Se não tivesse ouvido o que as pessoas diziam, nós agora estaríamos juntos, e eu a ajudaria a passar por tudo isso... essa criança poderia até ser minha... Mas não é.

Deixei-a descansando e voltei para a sala, estranhando que Neal ainda não tivesse voltado. Resolvi então ligar para ele.

– Sim?

– Neal, você ainda está na casa dela?

– Sim... e acho que preciso de ajuda....

– Ajuda? O que houve?

– A Regina acabou de desmaiar nos meus braços, não sei o que eu faço!

– Ela apenas desmaiou, e

– Apenas?! Ela está fisicamente e psicologicamente abalada! Além de estar sangrando! Uma ajudinha seria boa! – sua voz se alterou, por que se preocupava com Regina?

– Está bem, desculpe. Já estou indo, em minutos chego, então você a leva para o quarto e cuida dela enquanto isso dou um jeito na casa.

– E a Belle?

– Já está calma, ficou em casa. Consegui fazê-la dormir, agora só acordará amanhã de manhã.

– Certo, mas não demore, estou realmente preocupado...

– Estou chegando.

Dei uma passada no quarto de Belle e, vendo-a dormindo tão tranquilamente, decidi arriscar. Fui até meu carro e voltei para a mansão Mills, encontrando Neal ajoelhado no chão com....Regina nos braços??

– Neal!?

– Pai! Já?

– As ruas estavam vazias. – vendo a preocupação evidente em seu rosto, decidi não perguntar nada, focando no que realmente fui fazer na casa — Vou arrumar o lugar enquanto você a leva para cima. Depois vou embora para ver Belle. Se precisar de algo, é só me chamar.

Ele acentiu com a cabeça e pegou-a nos braços, levando-a para cima. Enquanto isso, cuidei para que a casa estivesse apresentável novamente. Com a ajuda da magia, em poucos segundos terminei tudo. Como Neal não descia, deixei um bilhete e voltei para casa.

Assim que entrei, me deparei com uma figura feminina sentada em seu sofá.

– Belle? – perguntei, tirando-a de seus pensamentos – Está tudo bem? – seu rosto parecia preocupado, como se estivesse com dor – Não precisa se preocupar, os cortes foram superficiais e logo estarão cicatrizados, e seu filho também es...

– Não dou a mínima para os cortes superficiais, e tão pouco meu filho — respondeu friamente — sei que está bem.

– Então o que a perturba?

– Nada que te interessa.

– Belle, por favor, quero apenas ajudá-la. Confie em mim...

– Há, confiar em você? Eu nem ao menos te conheço!

– Belle, nós já nos conhecemos...

– Sério mesmo? Essa é a pior cantada que já recebi. Vai dizer que sonha comigo também?

Meu rosto ruborizou de vergonha. Ela mudou muito, está fria e distante. Minha Belle nunca pensaria numa resposta dessas.

– Eu...desculpe, não tinha a intenção de...

– Vi que o deixei encabulado. Não se assuste, sou bem direta.

– Sim, eu sei... – precisava contar a ela, mas como? Não posso dizer tudo....mas também não posso ficar quieto... — Na verdade Belle, nós realmente nos conhecemos, mas, quando você tomou aquela...poção, esqueceu-se de boa parte de seu passado...

– Como...como sabe da poção?

– Eu sei de muita coisa Belle. Nós nos conhecemos em FTL há muito tempo atrás. Eu a magoei muito, e da última vez em que nos vimos, estava zangada comigo, e com razão. Desculpe-me, por favor.

– Como posso perdoá-lo por algo que sequer lembro? Eu sei que perdi parte de minhas lembranças, então, por enquanto, vou aceitar a justificativa de que já nos conhecemos. – ela parecia relutante em acreditar em mim, mas suas palavras me trouxeram grande esperança.

– Obrigado. Belle, eu...já sei de tudo que aconteceu com você desde que sai da cidade.

– Tudo?

– Sim...a poção, a magia, Cora, a gravidez, sua verdadeira família...

– Então...você sabe sobre meus...dons? – não pude evitar, sua inocência perante o assunto me fez rir, deixando-a confusa.

– Sim. E depois do que vi hoje, gostaria que me deixasse ajudá-la...

– Não preciso de sua ajuda.

– Sinto mas tenho que discordar de você. Hoje, além de destruir a casa, assustou o Henry e machucou a Regina. Se não tivéssemos chegado a tempo, ela poderia estar morta.

Seus olhos ficaram úmidos com a lembrança. Ela com certeza nutria sentimentos por Regina, e eu toquei numa ferida que, aparentemente ainda estava aberta. Idiota, por que disse isso? Sequer consigo imaginar o quão difícil foi para ela “acordar” e se ver matando sua “irmã”.

– Belle? Por favor não chore.... – subitamente, o reconhecimento passou por seus olhos, e, tocando o rosto, percebeu que derramara lágrimas.

– Não precisa se preocupar comigo, foi apenas um descontrole, não irá se repetir. Onde estou?

– Em minha casa...

– Sua casa?! Por quê?

– Você estava muito frágil, e se ficasse lá do jeito que estava, poderia perder a cabeça novamente.

– Pois pensou errado. Quero voltar para casa.

– Ela não está em condições de recebê-la.

– Alguns cacos no chão não vão me prender aqui.

– Eu falava da Regina.

– Regina? E-ela...está bem? – Sua máscara de frieza caiu. Seus olhos mostravam o quão preocupada e culpada estava pelo que aconteceu.

– Meu filho ficou para cuidar dela. Não sei ao certo o que aconteceu com ela, mas Neal me disse que assim que te tirei de lá, ela desmaiou. Você estava dormindo quando fui até lá para arrumar a casa.

– Ela...ela desmaiou? – sua voz começava a falhar – Foi minha culpa...droga!! Por que fiz aquilo??! Onde estava com a cabeça para feri-la?!?

Belle se recriminava por ter machucado Regina. Só então percebi que ela realmente a amava. Belle agora chorava, por raiva e culpa.

– Belle... – tentei argumentar, mas não pude terminar a frase

– Ela é a única que me apoia em tudo, nunca tentou me mudar ou recriminar... E como a agradeço? Destruindo sua casa e tentando matá-la!!! Ela deve me odiar agora e... — nesse momento, algo passou em sua mente, e imediatamente percebeu que estava alterada e contava detalhes de sua vida para um... “estranho”. O rubor apareceu em seu rosto, deixando-a incrivelmente linda. – Me desculpe, você não tem nada a ver com isso...

– Não, por favor, não se acanhe em se abrir comigo. Quero realmente ajudá-la, sei que posso, se você me deixar.

– Eu...

– Belle, confie em mim.

Belle pareceu hesitar, mudando o assunto da conversa.

– E quanto ao Henry?

– Como?

– Henry, o que houve com ele? Deve estar assustado ainda, ele ficou com ela?

– Não, Regina o mandou ficar com a Emma para poupá-lo.

– Neal já voltou?

– Não

– Então ele ainda está com ela?

– sim, e, conhecendo meu filho, creio que não sairá de seu lado até que esteja completamente boa...

– Ou até ela expulsá-lo... – completou minha frase. Agora parecia mais solta, como se começasse a confiar em mim. Pela primeira vez, rimos juntos de sua piada. O clima estava mais leve.

– Belle, talvez devesse descansar um pouco. Passou por muita coisa hoje, viu muita coisa.

– Mas..

– Não aceito um não como resposta. Você está visivelmente abalada, e isso não é bom para ambos. – disse eu, incluindo o bebê – Está tarde e não vou deixá-la sair dessa casa até que se recupere. Tenho um quarto pronto para recebê-la.

– Mas e quanto a Regina? Preciso saber como ela está...

– Não se preocupe com ela, amanhã falo com meu filho e me informo sobre ela.

– Não quero atrapalhar

– Não está me atrapalhando. Por favor, fique, descanse. Amanhã resolvemos o que faremos.

Seus olhos me encaravam com extrema curiosidade, como se procurasse me compreender. Após alguns segundos, resolveu aceitar meu convite. Levei-a em direção ao banheiro para que pudesse se lavar, em seguida, jantamos e a acompanhei até seu quarto.

– Boa noite Belle.

– Boa noite Sr. Gold. E obrigada.

Seu sorriso foi minha maior recompensa. Sonhei a noite toda com um belo par de olhos azuis.

–-------------

– Neal –

Isso foi surreal. Nunca pensei que, vindo para Storybrooke, meu passado com a magia se tornaria muito mais que meu presente. Ela parece me perseguir. Todo lugar que vou, me deparo com um pedaço dela. Meu pai é o Dark One, minha ex-futura-madrasta é a Phenix Vermelha e a mulher deitada na minha frente é a Evil Queen. Porém, em momento algum ela se mostrou tão má quanto nas histórias. Não entendo como uma mulher se deixa ser encurralada, mesmo tendo condições de revidar, por conta do bem estar de outra pessoa. Quando olho para ela, vejo apenas uma mulher que se sacrificaria pela irmã, vejo uma mãe preocupada e amorosa, mas também vejo uma mulher independente, extraordinariamente linda.

Quando a vi desmaiar em meus braços, fiquei sem ação. Nunca lidei com algo parecido antes, nunca precisei cuidar de alguém tão frágil como ela se mostrava. Felizmente, meu pai me ligou e “ofereceu” ajuda, o que foi um alívio. Não sei quanto tempo fiquei ajoelhado em frente a ela, segurando-a em meus braços, apenas me lembro de que, quando ele chegou e me mandou levá-la para o quarto, não pensei em nada que não fosse ajudá-la, protegê-la.

Cuidar de seus ferimentos foi a pior parte. Fiquei totalmente perdido nessa mansão enorme. Por fim, encontrei um kit de primeiros socorros e, o mais delicadamente possível, limpei os ferimentos da perna e do braço, além dos cortes superficiais em seu rosto. Confesso que demorei um pouco mais nessa etapa. Sua face era tão serena e seus traços tão perfeitamente moldados, que quando dei por mim, acariciava as maçãs de seu rosto. Agora estou aqui, sentado em uma cadeira, ao lado de sua cama, na privacidade de seu quarto, esperando por alguma reação.

– Regina –

Dói tudo. Minha cabeça está estourando, é como se milhares de sinos estivessem tocando ao mesmo tempo. O que aconteceu depois que perdi a consciência? Certamente ainda estou deitada no chão da cozinha. Rumple levou Belle e Henry está com Emma. Minha mãe voltou, mas era como se o tivesse feito. I’m alone again.

Preciso sair desse chão, mas estou estranhamente confortável, e quero continuar aqui. But I can’t. Reunindo todas as forças que me restam, abro meus olhos, mas o que vejo não é o teto da minha cozinha, e sim o do meu quarto. Estou na minha cama! Como cheguei aqui? Será que...? Não. Belle está com o Rumple. Então como?

– Neal –

Ela dormiu a noite inteira, não se mexeu um milímetro. Será que está mesmo bem? Pensei, atravessando a porta do quarto com curativos nas mãos.

– Regina? Você acordou! Como se sente?

Estava tão afoito com seu despertar, que me esqueci que deveria estar zonza e com dor, afinal, não tomou remédio algum. Seu olhar era de surpresa, como se não esperasse me encontrar.

– N-Neal? O que faz aqui? – sua voz ainda estava fraca.

– Eu...eu... Espera, você não se lembra?

– Do que deveria me lembrar?

– Você desmaiou...

– Ah... sim, disso eu me lembro, mas não sabia que.... Você me trouxe para o quarto?

– Sim... – disse envergonhado – Quando você desmaiou, não sabia o que fazer, então, quando meu pai me ligou, sugeriu que a trouxesse para o quarto, para poder descansar. Espero que não se importe por invadi-lo assim...

– Oh meu Deus, me desculpe fazê-lo passar por isso...

– Você não tem nada com que se desculpar. Eu a ajudei com o maior prazer. Mas agora gostaria que me dissesse o que está sentindo para que possa te dar o remédio certo...

– Ah você não precisa mais se incomodar, eu posso cuidar de mim mesma...

– Como cuidou ontem? – com isso, me lançou um olhar rancoroso. “Idiota, por que falou isso?” – Ah, me desculpe, eu não pretendia ofendê-la...eu...eu sou um idiota...

Seus lábios se abriram em um sorriso. Era a primeira vez que a via sorrir, e devo admitir, era lindo.

– Pelo menos consegui um sorriso... – seu rosto ficou levemente rosado, estaria ela encabulada?

– Espere, você disse ontem? Quer dizer que você passou a noite toda aqui comigo?

– Sim. Novamente peço desculpas por invadir sua privacidade desse modo, mas eu não podia abandoná-la. Além de desacordada, estava ferida, e sabe-se-lá o que mais estaria sentindo. Então, te trouxe até o quarto e limpei seus machucados. Não sou nenhum médico, mas acho que sirvo como quebra-galho.

Agora ela realmente está encabulada. Além da surpresa, evidente em seus olhos, as maçãs de seu rosto estão fortemente vermelhas, o que a deixa maravilhosa.

– Então você...você.... – não conseguia terminar a frase – Você nem ao menos me conhece... – concluiu, olhando para baixo.

– Posso não conhecer a mulher Regina, mas posso dizer que sei quem é Regina mãe e a Regina irmã... – nesse momento, seus olhos me fitaram, curiosos – Sei que não é da minha conta, mas... por quê deixou que ela fizesse aquilo?

– Eu já errei muito na minha vida, já machuquei muitas pessoas, aliás, quase todos nessa cidade sofreram em minhas mãos. Depois da família Charming, Belle foi a que mais sofreu por minha causa. É claro que tudo que fiz de mal se voltou contra mim, mas...ela, por algum motivo, me perdoou. Ela sempre via o bem onde era impossível, e ela viu em mim também. Portanto, não vou desperdiçar essa segunda chance. – seus olhos estavam úmidos, tive uma súbita vontade de segurar sua mão para confortá-la, mas me contive.

– Mas...mesmo assim, ela estava prestes a te matar.... Pelo que sei, você tem magia, poderia afastá-la ou prendê-la até que ela se acalmasse...

– Não, você não a conhece. Ela nunca se dá por vencida...

– Assim como você

– É....assim como eu. Apenas a ideia de ter que lutar contra ela me dói. Eu a amo demais para machucá-la.

–Sim...eu percebi. Quando meu pai disse que iria pará-la com magia se fosse necessário, seus olhos tremeram de medo. Sua voz foi firme quando disse que não queria, embora estivesse fraca.

– Eu sei que ele nunca a machucaria, mas o momento não era muito propício para raciocinar direito – sorriu – Além do mais, ela está grávida, se tentássemos impedi-la a força, ela lutaria, o que seria pior.

– Você realmente me surpreende...

– Por quê? Não acredita que eu tenha feito o certo?

– Não, não é isso...é que...mesmo sendo capaz de impedi-la, a mínima possibilidade de machucá-la te assustou... Então, você preferiu se “sacrificar” por ela. E isso é realmente admirável. Pelo pouco que a conheço, pude perceber que você faria o que estivesse ao seu alcance para ajudar quem ama...mesmo que isso significa se colocar em último lugar.

– Você está exagerando...eu apenas...

– Regina, acredite: alguém que põe o bem estar de outra pessoa acima do próprio, que prefira se sacrificar em prol dessa outra, é alguém que merece admiração – sua expressão era descrente, como se eu estivesse enganado a seu respeito – Pelo jeito não acredita... Vamos usar o Henry como exemplo. Você estava caída no chão, com as pernas e os braços machucados, com a voz falha e fraca. Mesmo assim, se mostrou firme e forte, mandando-o para a casa da Emma. E tudo isso para que ele não ficasse preocupado com você, para que não sofresse por sua causa. O que mostra grande altruísmo de sua parte.

– Sabe, você é a primeira pessoa que me fala isso...

– Uau, que honra! Você tem bolo em algum lugar para comemorarmos?

Sua expressão fechada dissolveu-se em outro magnífico sorriso, e assim ficamos por alguns segundos, até que eu me lembrei do que estava me perturbando, além dos curativos que deviam ser trocados.

– Regina, o que realmente aconteceu antes que nós aparecêssemos? – perguntei, sentando-me novamente na cadeira ao seu lado, retirando os curativos levemente manchados de sangue.

– Como?

– Regina —

– Eu não deveria estar me intrometendo tanto em sua vida mas... não aconteceu só aquilo que vimos, teve algo mais...não é?

Eu deveria me importar com suas perguntas, mas não me importo. Na verdade, até gosto delas. Me faz acreditar que ele realmente está preocupado... que ele se importa. Estive tanto tempo sozinha, que aparecer alguém se dizendo preocupado comigo me assusta.

– Como...como sabe?

– Se ela apenas tivesse te segurado pelo pescoço e depois te derrubado no chão, você não se machucaria tanto, teria no máximo falta de ar e alguns arranhões.... Seus machucados eram de alguém que tivesse... lutado – só então percebi que ele trocava os curativos da minha testa — mas como você me disse que nunca revidaria ao ataque dela....me leva a crer que algo mais aconteceu.... — Como ele descobriu isso?

– Você é bem observador. E está certo. Aconteceu algo mais antes de vocês chegarem... – meus olhos estão úmidos, mas de alguma forma... confio nele. — Quando cheguei em casa e vi o estado dela, me abaixei e a abracei. Ficamos assim por alguns minutos, mas então, não sei como, ela olhou pra mim assustada, e perguntou “o que está fazendo?”, eu não sabia o que ela queria dizer, mas então começou a ficar nervosa e jogou na minha cara “não toque em mim, eu odeio que você toque em mim desse jeito...íntimo, não preciso de ajuda”. Aquilo me deixou muito triste, mas antes que eu a soltasse e tentasse argumentar, com um movimento me jogou em cima dos cacos de vidro. Em seguida, fui arremessada para a parede, e quando cai no chão, bati meu braço no armário.... por isso os cortes e a dor. Então, ela pegou meu pescoço e me levantou do chão.... Foi então que vocês chegaram.

Seu rosto era uma mistura de pena, raiva e tristeza. O que me deixou confusa...

– Como ela pôde fazer isso?! – disse ele, praticamente gritando... era como se estivesse inconformado com o que contei. Mas por quê?

– Neal...?

– Regina, ela não tem o direito de fazer o que bem entende! Muito menos com você!

– O que quer dizer com “muito menos com você”? – imediatamente, reconheci em sua expressão o rosto do Henry quando é pego fazendo travessuras...

– Digo...ela é sua irmã, não é? Você estava cuidando dela, estava preocupada! Caramba, ela não podia te machucar daquele jeito! – sua voz agora estava tensa... O melhor era esperar que se acalmasse, eu não estou com forças para sustentar uma discussão agora.

– Por quê? – perguntei, após alguns minutos.

– O quê?

– Por que se importa tanto comigo? Digo, você veio com seu pai até aqui, pareceu me entender em relação ao Henry, me ajudou quando desmaiei, cuidou de meus ferimentos e passou a noite toda numa cadeira me esperando acordar. Ninguém em sã consciência faz isso por alguém que sabe apenas o nome! E agora se mostra preocupado com o que aconteceu, e inconformado com minha situação... Por quê se importa? Por que não foi embora quando me deixou no quarto?

– Neal –

Aquilo me pegou de surpresa...

– Por quê ainda está aqui??

– Eu...

Não sei, como posso explicar quando nem mesmo eu entendo? Ela está certa, ninguém em sã consciência faria o que eu fiz... Mas...de alguma forma, sinto como se fosse o certo estar aqui. Ela me deixa...confuso.

– E então? Não vai responder? – pela voz, diria que estava impaciente, então tentei formular uma resposta.

– Regina, preciso ser sincero. Quando a vi pela primeira vez, eu não estava realmente te vendo. Mas na segunda, não foi apenas uma coincidência... Eu a vi discutindo com meu pai, na verdade, ouvi o final dela. E só por conseguir calá-lo, conquistou minha admiração. Então, fiquei curioso: quem seria aquela mulher que venceu uma discussão com o Dark One? Por isso fui para a porta, para tentar descobrir seu rosto. Mas quando a vi chorando, percebi que usava uma máscara: na frente de outros, era fria e forte, uma verdadeira muralha, mas sozinha, era sensível e frágil... Desde aquele dia não tirei da minha cabeça sua expressão.

Meu discurso pareceu deixá-la sem palavras.

– Ontem, quando o Henry entrou correndo na loja, disse que a mãe dele estava com problemas. Quando vi a preocupação o rosto do meu pai, percebi que era sério, e vim para ajudar. No caminho, descobri que a mãe a quem se referia não era a Emma, e sim a prefeita, aguçando ainda mais minha curiosidade. Assim que chegamos e vi que era você, finalmente me toquei: você era a prefeita, mãe adotiva do Henry. A mesma mulher que eu tinha visto quando cheguei à cidade, a mesma que discutiu com meu pai.

– Até aí não vejo nada de mais. Você me ajudou por curiosidade de saber mais sobre a temida Evil Queen? Ou só porque eu era a mãe adotiva do Henry? Ainda não entendo seus motivos.

– Acredite: nem mesmo eu sei.

– Como?

– Quando a vi caída no chão, implorando com o olhar para ajudá-la com o Henry, algo me dizia que eu tinha que fazê-lo. Então percebi que estava muito machucada. Imediatamente, sem ao menos pensar, me abaixei para ajudá-la, e me encantei com a força que demonstrava. Quando desmaiou, não sabia o que fazer. A trouxe para o quarto e cuidei de você. Não sei explicar o por que, mas algo me dizia para ficar. Você não acordava e nem se mexia, fiquei muito preocupado, mas vê-la dormindo serenamente me acalmou, então me sentei para esperar que acordasse, no fim acabei dormindo... De manhã quase cogitei chamar um médico, mas então você acordou.

– Você...mas...eu... Me desculpe pela desconfiança, mas você deve saber que como Evil Queen, ninguém jamais quis se aproximar de mim por vontade própria. Ninguém jamais se preocupou comigo simplesmente por se preocupar, sem segundas intenções...

– Você pode confiar em mim Regina, eu não a ajudei com segundas, terceiras ou quartas intenções... Estava realmente preocupado. Além do mais, eu te entendo.

\"\"

– Entende?

– Sim... Depois do que meu pai fez, custei para confiar em alguém novamente. Mas aprendi que, se eu não der um voto de confiança, posso perder uma grande chance.

Será que fiz certo ao contar a ela?

– Sabe, você tem razão... só porque uma pessoa te desapontou, não quer dizer que todas irão.

Sim, fiz o certo.

– Então... posso me considerar perdoado?

\"\"

– Sim...

Notas finais
E então? Gostaram?
Por favor, ñ esqueçam de comentar, é logo aqui em baixo... :D