Broken Reality
2 Possibilidades Restritas
Notas iniciais
What's up? Gostaram do ultimo capítulo? Acharam algum erro? E, se gostarem deste, ou acharem algum erro neste capítulo, não se esqueçam de deixarem suas críticas nos comentários. Me ajuda a escrever algo melhor e me anima para escrever mais.
Kayle abriu seus olhos rapidamente, encarando o teto branco acima dela. Por um momento ela refletiu e pensou que poderia estar no Céu, afinal, tal lugar era sempre retratado com uma quantidade imensa de branco. Mas foi quando a dor a atingiu, foi neste momento que ela voltou a realidade, percebendo que era loucura sentir dor após a morte, logo, ela não estava morta.
Ela conseguia sentir cada buraco feito pelas balas que a acertaram, e ela sentia um estranho calor emanando deles, não o suficiente para queimar, mas ainda transmitia um pouco de dor. Esta sensação começou a se espalhar para o resto do corpo dela, a envolvendo em um calor gostoso.Ela suspirou e tentou se mover, somente para descobrir que ela não conseguia. Kayle entrou em pânico e tentou espernear na cama, ela havia chegado a conclusão de que estava sentada em uma cama, mas só movia a cabeça de um lado e para o outro, os olhos fechados enquanto ela se esforçava. Até que ela percebeu algo muito importante.Se ela não conseguia se mover, o que havia acontecido com a barreira dela? Ela checou a barreira de energia cinética que deveria estar em volta do corpo dela, mas não estava. O que era estranho, já que o pulsar do coração dela, a sua respiração, e o sangue correndo pelas suas veias já era o suficiente para sustentar tal barreira, levantando um escudo pelo corpo dela que a protegia de pequenas ações, e a alertava de qualquer objeto extremamente próximo dela que estivesse se movendo. Mas não, ela estava completamente desprotegida.Não só isso, como só agora havia notado que usava somente os jeans de quando havia desmaiado, e uma camiseta branca que não era dela, com certeza.O pânico se alastrou de novo quando olhou para a esquerda e viu uma pessoa ao lado dela.Esta pessoa era um homem branco, um jovem adulto, com os cabelos loiros e lisos curtos caindo um pouco sobre sua face, a mesma serena pelo fato de que ele estava dormindo. Ele tinha um piercing prateado no canto direito do lábio inferior, e outros 2 no canto da sombrancelha esquerda, um brinco dourado simples enfeitando a orelha direita, a única visível naquela posição. Ele estava sentado, com o cotovelo em um criado-mudo e a mão esquerda sustentando o rosto. Ele tinha feições finas, e usava um sobretudo de couro negro, alguns detalhes azuis enfeitando o mesmo.Kayle o fitou por algum tempo antes de seguir o braço direito dele, encarando a mão dele que estava por cima da sua. E, com a lampada de LED proporcionando luz no ângulo certo, algo metálico brilhou de dentro da manga da camiseta branca, o dedo indicador do homem misterioso tocando o pedaço de metal losangular. E então, mais uma coisa afetou a garota que deitava naquele cômodo.Ela não sentia os braços, ou as pernas. Ela começou a hiperventilar e tentou se mover de novo, desta vez com mais esforço, mas nada aconteceu. "Ah, não, ah não não não não não." Resistir a vontade de chorar era pouca, e logo as lágrimas vieram. Ela não conseguia imaginar uma vida assim, sem poder mover nada para baixo do pescoço, preferiria morrer do que "viver" assim. Após algum tempo vieram os soluços, e ela olhou para o lado direito de onde estava deitada, vendo uma cortina azul clara que cobria sua visão do resto da sala. Ela soluçou, e soluçou, cada vez mais seus sons de tristeza ficando mais altos, o suficiente para acordar o que dormia próximo dela.Ele abriu os olhos azuis e não entendeu porquê havia acordado, afinal, era só alguém chorando em seus sonhos, certo? Errado, logo ele percebeu que esta pessoa era a jovem que havia salvado ontem. Bem, ele a salvou das máquinas que tentavam matar ela, mas quem a salvou da morte fora Yang. Ele olhou em volta e percebera que o companheiro não estava lá, então decidiu se espreguiçar. Uma faísca saiu de seu dedo indicador e passou pelas Shardas metálicas que iam pelo braço da jovem até as suas costas, a liberando da sua paralisia e fazendo suas pequena armas voltarem para dentro de sua própria manga, sentindo o choque bom que sempre o atingia quando usava sua habilidade, um dos pequenos efeitos que o controle de eletromagnetismo tinha em seu corpo.Edwart se espreguiçou enquanto a outra levantava os braços, enterrando o rosto nas mãos...Não, espere, alguma coisa não estava certa. Kayle abriu os olhos e parou de soluçar, as lágrimas parando gradativamente enquanto ela sorria, se levantando e finalmente sentindo o resto do corpo, ela riu de felicidade e inspecionou a manga da camiseta branca, vendo que não tinha nada metálico lá."Foi você que tirou aquilo do meu pulso?" Ela lançou a pergunta no ar para o loiro."O quê? Ah sim, fui eu. Também fui eu que te salvei ontem se você quiser saber." Ele sorriu, sua resposta sem nenhuma modéstia."Nossa... Obrigado, mesmo." Ela sorriu e olhou para ele. "O que eu te devo?""Como assim o que você me deve?" Ele pareceu confuso com o que ela havia falado."Bem, você me salvou, e não tinha obrigação de ter feito isso. Então eu te devo algo." Ela falou normalmente, achando estranho a confusão do outro."Relaxa, eu não vou cobrar nada, já ganhei minha grana cuidando da gangue que te atacou""Você o quê?!" Kayle arregalou os olhos, e depois engoliu em seco. "Como?!"
Ele riu levemente antes de responder. "Eliseum é conhecida por ter energia elétrica vagando pelo ar, inofensivamente é claro. Tudo o que eles usam suga essa energia em volta deles, já que ela é praticamente infinita. E, bem..." Ele sorriu e levantou a mão direita, abrindo o espaço entre os dedos, fazendo com que eletricidade corresse entre eles e os conectassem, o azul iluminando o rosto de ambos um pouco. "... Foi simples e direto, e agora eles não vão mais aterrorizar ninguém.""Você achou alguém da Guilda Workman? Algum sobrevivente?" Ela perguntou, não preocupada com o fato de seus colegas de guilda e pai pudessem estar mortos, mas som com o fato de que eles pudessem estar vivos."Não, ninguém estava vivo quando eu cheguei lá, a não ser por você e pela Gangue B8, e ninguém estava vivo quando eu chequei no caminho de volta." Edwart respondeu seriamente. Esta resposta a fizera sorrir."Bem, pelo menos agora só tem papelada..." Ela sabia que poderia se tornar uma cidadã normal agora. Já que ela era a única sobrevivente, a guilda era dela agora, e ela poderia facilmente a desfazer, e depois se veria livre para agir o mais normalmente possível dentre o resto dos humanos normais."Quantos anos você tem?""Quinze." Kayle respondeu rapidamente."Olha, odeio ter que te dizer isso, mas você é nova demais pra sair de uma guilda agora." Ele falou, rapidamente percebendo o alívio dela ao falar aquela frase, e percebendo o que ela queria dizer perfeitamente."Mas, eu não tenho ninguém, nenhum guardião legal nem nada!" Ela abriu os braços no meio da frase, acrescentando intensidade na mesma."Mals aê, mas a única coisa que você pode fazer é viver em um orfanato até os 18 ou entrar para uma nova guilda."Ela bufou e se deitou de novo, frustrada. Ela fechou os olhos e tentou pensar em alguma coisa, mas uma dor a fisgou antes que pudesse fazer qualquer coisa, fazendo ela se contorcer um pouco e grunhir de dor. Felizmente, neste mesmo momento, outra pessoa acabara de abrir a porta, e se encontrava andando na direção dos dois
Notas finais
(A caixa de comentários está aí embaixo xente, usem ela)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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