Broken Lines
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Voltamos a sala de julgamento e novamente eu me encontrava atrás da redoma de madeira enquanto Annabeth Chase e o time de natação me olhavam. Toda a repulsa voltava a minha mente, dessa vez eu não seria a vítima silenciosa, dessa vez alguém iria pagar pelo que fez.
O juiz analisava alguns papeis ate que olhou para frente e segurou o pequeno martelo de madeira em suas mãos e o lançou sobre a base de madeira fazendo com que todos o encarassem.
–Daremos inicio ao julgamento do processo de abuso sexual e formação de quadrilha para com o menor Nico Di Angelo , cujos acusados são, Annabeth Chase, John Felter, Christian Thaylor, Marcus Jhonson, JoshWillians e Albert Rose.- O juiz aponto para o advogado de defesa dos sete.
–Senhores do júri, estou aqui hoje para repassar o que de fato sucedeu-se no dia do ocorrido, anteriormente nico havia insultado Annabeth em uma de suas aulas junto com o mesmo, logo em seguida Nico Di Angelo tentou sair com um dos garotos e logo em seguida havia convidado todos os garotos do time até chegar o ponto de prender meus clientes no banheiro da escola e ter relações com todos eles, que no caso demostra que Nico Di Angelo é o verdadeiro acusado de abuso nesse local. – Logo que terminou de dizer se sentou e eu pude sentir algumas lágrimas surgindo em meus olhos, mas eu não me mostraria fraco.
–Agora a palavra... – disse o juiz quando o interrompi.
–Senhor juiz. – disse e ele logo me fitava.
–Pois não? – olhou por cima dos óculos me encarando.
–Eu gostaria de testemunhar antes do advogado de acusação pudesse falar, teria algum problema? – olhei pra ele com os olhos marejando .
–De imediato Nico Di Angelo tomara a palavra. — disse olhando para mim, logo ouvi minha respiração no microfone que estava a minha frente sendo transmitida por toda a sala.
–Bem, eu não sou bom com palavras. – limpei meus olhos para que as lágrimas não escorressem. – Mas eu não posso deixar que isso aconteça com outra pessoa como aconteceu comigo, só porque Annabeth Chase não gosta de alguém. Não é a primeira vez que esse tipo de abuso acontece, mas quero deixar bem claro que, vocês não vão sair impunes, o que vocês fizeram foi e é desumano, me violaram no banheiro de minha escola, só porque achavam que eu era gay, porque eu não tinha nenhum relacionamento com nenhuma menina do colégio, ou até mesmo porque eu não tinha dormido com nenhuma menina, fui violentado, abusaram de mim e não pude defender-me, fiquei estirado no chão do banheiro enquanto eles abusavam de mim e largavam-me sobre uma poça de sangue e sêmen dos mesmo. Vocês acham que ninguém tem sentimentos? Acham mesmo que isso é normal? Como podem julgar uma pessoa dessa maneira. – Nesse momento as lágrimas já corriam livremente. – Só queria saber, qual é o problema por ser órfão e ser tímido? – chorei e parei de falar fazendo com que todos me olhassem.
–A palavra ao advogado de defesa. – disse o juiz.
–Bem como já dito pelo meu cliente, Nico foi estuprado e abusado dentro do banheiro de sua própria escola, vocês acham realmente que isso deveria ser feito, só porque a conduta do meu cliente era diferente dos parâmetros que hoje em dia a sociedade impõem? Oque você iria fazer caso acontecesse uma atrocidade dessas com seu filho? Você ia não ia buscar por justiça? Hoje é o que queremos nesse julgamento, tenho em minhas mãos imagens da hora do ato e elas são irrefutáveis, podemos ver explicitamente todos os meninos aqui presentes praticando um ato incrédulo para com Nico. Peço que os senhores levem isso em consideração. – Terminando seu discurso o advogado de meu pai pegou as fotos e colocou sobre a mesa do juiz.
Não bastava apenas ter que ser constrangido dessa maneira, ainda tinha que ver as fotos da atrocidade. Não resisti ao impulso é levantei a mão, o juiz olhou-me até que eu me levantei e sai da sala.
As vezes as coisas só acontecem para que nós tornemos mais fortes, mas, será mesmo que passar por isso tudo foi para crescimento próprio? O que eu posso questionar? O que está feito está feito, e não há nada que posso fazer, a não ser esperar para que o que foi feito seja pago pelo carma.
Dirigi-me para o lado de fora do fórum e fui a lanchonete que ali se encontrava, comprei uma garrafa de água e fui para um dos bancos do parque. Não queria me envolver com mais problemas. Será que Deus olha para baixo e diz que será necessário passar por isso tudo? Bem, gostaria de esquecer somente um pouco essa parte de minha vida.
Continuo observando o lago e as crianças que passavam até que avistei um rapaz com um violão vindo em minha direção para sentar se ao banco.
Uma coisa que eu precisava muito, era cantar. Nunca fui muito bom com palavras, até porque os sentimentos perdem seu valor nas mesmas.
–Bom dia, eu posso lhe pedir um favor? – perguntei sorrindo tristemente.
– Se estiver ao meu alcance, claro. – sorriu.
–Poderia tocar uma música? – disse olhando para o seu violão.
–Contanto que não roube meu público.
–Tudo bem.
Tomei o violão de suas mãos e logo as notas fluíram pela minha mente tomando seu tom aveludado sobre as cordas de aço as quais meus dedos tocavam.
–You don't want me, no
You don't need me
Like I want you, oh
Like I need you
And I want you in my life
And I need you in my life
You can't see me, no
Like I see you
I can't have you, no
Like you have me
And I want you in my life
And I need you in my life
Love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
You can't feel me, no
Like I feel you
I can't steal you, no
Like you stole me
And I want you in my life
And I need you in my life
Terminei de tocar a música e algumas pessoas logo pararam para observar, não demorei muito e entreguei o violão para o rapaz que havia sentado ao meu lado agradecendo e fui andando pelo parque. Andei mais alguns metros quando sinto uma mão puxando meu braço e viro-me para ver quem é, e lá estava Percy.
–Nico precisamos conversa, agora.
Fale com o autor