Broken Lines
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Por isso a aparência idêntica ao Nico, essa era a irmã dele. Meu pai deu passagem à Bianca e ela entrou na casa e se dirigiu à sala de estar. Sentou-se no sofá e abriu sua bolsa retirando documentos e mais documentos, meus pais se sentaram ao seu lado e eu e Thalia ficamos em pé observando o que iria acontecer. Terminou de arrumas seus papeis e logo começou a falar:
–Caso vocês não saibam, sou a irmã biológica do Nico. Fui adotada antes dele e fui para a Itália.
–Continue. -Pediu minha mãe, apressada.
–Bem, esse ano meus pais adotivos morreram e eles eram donos de uma rede de hospitais presentes até aqui nos Estados Unidos. Eu tomei a presidência da Cleveland Clinic, dentre outras empresas e eu estou aqui com esses documentos querendo a guarda do meu irmão de volta.
Todos olhavam para Bianca pasmos, ninguém sabia o que responder. Sua franja reta cortada a navalha e seu cabelo preso em um rabo de cavalo continuavam perfeitos e sua expressão facial demonstrava que ela estava falando muito sério. Ela demonstrava estar determinada ao máximo. Bianca e Nico eram muito parecidos. Os mesmo olhos escuros a mesma pele pálida e a mesma determinação. Aquela garota continuava séria e encarando meus pais.
–Você tá de brincadeira com minha, cara não tá? -Disse Thalia olhando incrédula. — Se você queria a guarda do seu irmão por que não veio buscá-lo antes? Se você o ama tanto assim por que não fez algo antes?! -Thalia gritava exasperadamente. Vocês não podem deixar essa garota levar o Nico! De jeito nenhum!
–Qual o seu nome? -Perguntou Bianca olhando pra Thalia muito calma, não se alterando nem um pouco.
–Thalia Grace Jackson. -Disse autoritária como sempre. Ai ai, mulheres...
–Vou te explicar o porquê de eu não ter feito isso durante esse tempo todo, Thalia não é mesmo? Meus pais eram donos de uma rede de hospitais na Itália. Infelizmente eles não queriam um menino, e na época não se tinha a lei da adoção conjunta de irmãos. E o antigo diretor do orfanato queria nos despachar o mais rápido possível, fazendo assim com que minha adoção fosse feita e eu fosse entregue ao casal. Demorei muito tempo pra me acostumar com determinada rotina. Todos os dias eu pensava em como Nico estava, se ele estava bem, se ele tinha o que comer, onde ele estava, dentre várias coisas. Quando completei meus dezoitos anos quis vir atrás do Nico, mas meus pais me proibiram, me impossibilitando de usar a nossa conta no banco. Esse ano se passou, eles faleceram por idade muito avançada e eu consegui adquirir todas as posses do hospital e vir atrás da única pessoa que eu conheço viva de minha família. Então eu tenho esse direito e vou erigi-lo por bem ou por mal. -Voltou o olhar pros meus pais e continuava com o mesmo olhar determinado e sua língua afiada, Thalia já estava morrendo de ódio. -Aqui, trago esses documentos que é somente necessário a assinatura dos dois para que eu possa ter a guarda provisória do meu irmão. Caso contrário, nos encontraremos no tribunal. -Disse firme e decidida.
Meu pai não estava gostando muito do rumo da conversa, assim como eu. Meu pai pegou o documento da mão de Bianca e eu e Thalia estávamos chocados.
–Pai você não pode. -Falei sério.
Meu pai me olhou de volta e sorriu.
–Eu não posso, como não vou. -Disse isso rasgando os documentos. — Nos vemos no tribunal Bianca Di Angelo.
Bianca se levantou pegando sua pasta e se dirigiu até a porta e eu a acompanhei.
–Te vejo no tribunal Sr. Jackson.
Dizendo isso deu as costas a casa e se dirigiu para o portão. Estávamos todos em estado de choque. Bianca aparece do nada e quer tirar o Nico das nossas mãos? Nem por cima de dez túmulos de Perseu Jackson.
–Que mulher idiota, urgh! -Thalia bufou de raiva.
–Pelo visto não vai ser nada fácil. — Disse eu, olhando pro meu pai
–Não vai ser mesmo. Crianças, eu e a mãe de vocês vamos ter que resolver uns problemas e não sabemos que horas vamos chegar então espero que vocês se cuidem hein. -Disse meu pai sério e logo em seguida saindo com minha mãe.
Subi as escadas e fui para o quarto de Nico, que ainda estava dormindo. Bem, pelo menos era o que eu achava. Nico me viu entrando no quarto e me olhou assustado.
–Percy, você me assustou. -Disse fazendo biquinho e juntando as sobrancelhas. Isso era muito fofo.
–Desculpa. -Me dirigi ao outro lado da cama e me deitei junto com o Nico. O abracei passando meus lábios em seu pescoço e ele se virou pra mim.
–Percy, você não me acha sujo? -Perguntou com os olhos cheios de lágrimas.
–Nico você não é sujo, você é meu. Ninguém mais vai encostar nem um dedo em você.
–Percy, eu quero tomar um banho. — Disse me olhando tímido
–Tudo bem.
Nico se levantou e seguiu para o banheiro e eu rumei atrás dele. Ele me olhou vermelho e tentou falar, mas a vergonha não deixava.
–Você... Você vai me dar o banho? -Perguntou gaguejando.
–Vou se você quiser, tudo bem? -Disse olhando para ele e ele assentiu de volta.
Tirei sua blusa e Nico já estava ficando vermelho. Abri o registro da banheira enquanto terminava de despi-lo. Nico estava corado, tirei minha roupa ficando apenas de cueca. Nico havia se enrolado em uma toalha e adentrou a banheira e eu o segui.
–Percy, você não precisa... -Gaguejou.
–Nico eu vou te ajudar, fique tranquilo.
Sentei-me atrás dele e comecei a acariciar sua pele com o sabonete que estava ali. Ele tremia a cada toque. Podia sentir seus músculos se contraindo e relaxando. A cada toque sentia Nico mais relaxado, e ele naquela posição estava me excitando muito, mas eu não podia fazer nada, o garoto ainda estava traumatizado. Continuei me segurando pra não abusar do Nico, o puxei para mais perto de mim e o abracei, o vendo corar rapidamente.
–Não se preocupe Nico, eu estou aqui. Pra sempre. -Disse com meu queixo em seu ombro.
sexo sexo sexo sexo — leia as notas finais.
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