Broken Lines
17 Capítulo 17
Notas iniciais
As aulas passaram rápidas e Lyon me observava a todo o momento, então eu acabava ficando vermelho e ele ria da minha cara. Estávamos na aula de geografia e nada contra, mas a matéria é muito chata. O sinal tocou e segui pra minha aula de história e a única pessoa nesse mundo que eu mais odeio ou sinto pena, não sei, tinha essa aula comigo.
Não demorou muito pra Annabeth entrar fazendo o maior escândalo de todos, mas isso já era rotina. Rachel, Percy e o resto do time de natação do colégio a idolatravam e isso me irritava. Muito. Logo sentou-se a minha frente e eu sabia que fazia para me provocar, o professor começou a colocar a matéria no quadro e eu peguei o Celular que Thalia havia me dado e coloquei o CD de Pentatonix pra tocar, coloquei meus fones de ouvido e quando eu ia começar a copiar, Annabeth jogou seu cabelo em meu rosto.
– Me desculpe Nikito, não tive a intensão. – Disse cínica.
– E também não vai haver outra vez, porque se você fizer de novo eu arranco seu cabelo. – Falei olhando irritado.
Hoje meu dia estava perfeito. Não ele não estava perfeito. A aula toda Annabeth tentava me provocar de algum jeito, ou era jogando piada, fazendo sua mesa bater na minha, ameaçando jogar seu cabelo. Ela sabe como irritar alguém. Faltavam quinze minutos para o meu intervalo e recebi uma mensagem de Thalia.
“Nos encontre atrás do colégio. Beijos Thalia.”
O senhor Muller acabava de explicar a matéria quando o sinal bateu. Olhei para frente e Annabeth já havia desaparecido. Peguei meu material e segui pelo corredor até meu armário. Estava na metade do caminho quando me puxaram pra dentro do banheiro masculino. Quando estava lá dentro, vi os meninos do time de natação e John Felter, o amiguinho de Annabeth com certeza era responsável por isso.
– Então Di Angelo, soube que você é um pouco diferente. – Disse John com desprezo.
– Como assim? – Perguntei o encarando.
– Você gosta de meninas, não gosta Di Angelo?
– Sim, por quê?
– Não è o que eu estou sabendo. – Falou pegando seu celular e me mostrando a foto do beijo que Lyon me deu ontem.
– E daí? – Perguntei olhando para ele tranquilamente.
– Sabe, eu não gosto desse seu jeito arrogante Nico. Você passa essa ideia de durão, mas de durão não tem nada. É só mais um viado que não sabe o que quer da vida. Aposto que no seu orfanato eles te faziam de putinha né? – Disse rindo.
– Seu idiota. – Parti pra cima daquele garoto, mas logo recebi um soco na boca no estômago e caí no chão com falta de ar. Infelizmente o soco conseguiu descompassar minha respiração.
– Viu só como você é inútil? — John riu na minha cara. – O segurem e Tommy, vigie a porta.
Logo eles me seguraram e comecei a me debater, mas não adianta muito quando se tem seis garotos do time de natação te segurando. Pude ouvir o barulho de um cinto se abrindo e logo fiquei nervoso.
– O QUE VOCÊ VAI FAZER?! – Gritei nervoso.
– Vou dar o que você gosta. – Disse isso e ouvi o fecho de calça se abrindo.
– NÃO! – Berrava com toda a minha força e senti as lágrimas cobrirem meu rosto. Estava a minutos de vivenciar o meu inferno novamente.
– Will, amordaça.
– Não! – Eu gritava e me debatia o quanto eu podia, mas tudo era em vão.
Comecei a me desesperar. Eu não conseguia me soltar, estava chorando e minha mente não estava funcionando direito a não ser o sentido de “FUJA”. Eles tiraram a minha calça e eu comecei a me debater e gritar mais, minha boca estava completamente tapada por um pedaço de pano e todos os gritos eram abafados.
– Se prepare porque agora vou te dar o que você gosta.
Me debatia com mais força e derramando mais lágrimas. Eu estava em completo desespero e sabia que o pior ia acontecer novamente. John retirou minha cueca e em um piscar de olhos ele estava dentro de mim. A dor era dilacerante. Eu gritava, me debatia, soluçava, mas nada adiantava.
Estava acontecendo de novo e com certeza eu ia ficar sozinho depois disso e ser abandonado novamente. Me debatia, mas não conseguia me soltar. John estava fazendo movimentos de vai e vem cada vez mais rápidos e logo já tinha se derramado dentro de mim. Me senti nojento, a escória da humanidade. Estava me sentindo sujo e dolorido. John saiu de dentro de mim e logo em seguida um dos outros garotos estava me penetrando. Tentei mais uma vez gritar, mas nada adiantava.
Assim se seguiu até que todos já haviam abusado de mim. Meu celular durante todo o tempo não parava de tocar e pelo toque eu sabia que era Thalia. Com certeza não conseguiria olhar nos olhos de Thalia novamente depois disso. Lembrei-me do que acontecia naquela casa.
Flashback on
Estava brincando feliz com meus brinquedos quando Marcus entra no quarto e se senta do meu lado.
– Então Nico você gostou dos brinquedos? — Perguntou sorrindo.
– Sim tio, são os brinquedos mais legais do mundo. Eu amo você e a tia Marta. – Disse o abraçando.
– Mas sabe, o tio quer uma coisa em troca. — Disse isso me pegando e sentando-me em seu colo.
– O que você quer tio? – Perguntei
– Já vou te mostrar. – Respondeu colocando seu membro pra fora. — Eu quero que você chupe Nico.
– Não tio eu não posso, é feio. – Disse tentando sair do colo dele, mas quando eu tentei sair levei um tapa no rosto.
– Você vai fazer por bem ou por mal. – Tentei pará-lo, porém não adiantava. Toda vez que eu me negava eu levava uma surra. Suguei seu membro em pranto e assim se seguiram sete meses.
Flashback off
Lembrei-me dos acontecimentos e fiquei em choque. Estava eu novamente, sendo abusado, nu no banheiro da minha escola e jogado no chão como um objeto. Não tinha nem vontade de me levantar. Só queria fica no chão do banheiro e morrer. Meu celular continuava tocando, mas eu não queria atendê-lo. Ele tocou mais umas três vezes até que eu ouço a voz de Luke e de Lyon do lado de fora e meu celular continuava tocando.
– Aqui dentro. – Disse Luke.
Abriram a porta e logo quando que me viram no chão ficaram chocados.
– Nico, o que aconteceu?! – Questionou Lyon e logo eu estava chorando novamente.
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