Broken Lines
46 Capítulo 46
Notas iniciais
Percy tomou minhas mãos e começamos a andar pelo parque. O clima de primavera estava um calor umidificado que era bem agradável, continuamos andando até que paramos em um banco e Percy olhou em meus olhos.
–Nico, eu tenho que te falar uma coisa. – disse com os olhos marejados.
–O que foi? – cheguei mais perto pois estava começando a ficar preocupado sobre o que estava acontecendo.
–Primeiro eu tenho que te avisar que eles foram julgados como culpados, e isso é ótimo. Mas o que eu venho falar com você é outra coisa. – suas orbes verdes estavam cheias de lágrimas querendo ser derramadas só que Percy a todo custo as prendia. – Nico você me ama? –A sua primeira lagrima caiu.
–Claro que eu te amo Percy, por que você acha que eu não amaria? – perguntei secando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto .
–E que as vezes o mundo escapa tanto das minhas mãos e eu não sei o que fazer, e parece que você está tão distante que eu posso te perder a qualquer momento.
–Fique sabendo que você não precisa do mundo em suas mãos. – disse isso sério e ele me olhou magoado. – você tem a minha mão à sua, isso pra min já basta. E pra você? — sorri sendo acompanhado por ele.
–Agora que você me lembrou disso, claro que vale a pena. Você de alguma forma despertou um lado meu que eu nem sabia que existia nico, todos me odiavam, diziam que eu era mimado dentre outras coisas, e isso só foi aumentando meu ódio a cada dia, até chegar ao ponto em que eu estava. – disse olhando para o lago do parque. – As vezes eu me arrependia, quase sempre, deixava minha mãe preocupada, Thalia irritada, minha casa era uma desgraça quase todos os dias por minha culpa e eu simplesmente passei a me odiar. Até que você chegou em nossa casa eu me senti completamente ameaçado, senti que as únicas chances que me restavam acabavam de escorrer por ralo a baixo, mas eu não tinha noção de que elas só aumentaram com a sua chegada. – disse sorrindo e eu sorri com ele.
–Percy, todos nós sofremos por alguma coisa ou por algo, e na maioria das vezes isso acumula tanto que isso nos deixa insanos. Eu me sentia sozinho no orfanato, ouvia os comentários maldosos quando alguém olhava pra mim, e na maioria das vezes eu tinha raiva de min e de tudo a minha volta chegando ao ponto de querer me matar, mas foi ai que Louis chegou no orfanato e eu passei a ter uma amigo com uma lanterna pra andar pelos caminhos escuros que era a minha vida antes disso. Tudo acontece pra aprendermos, e certamente eu aprendi muito, mesmo não parecendo. Tinha um sentimento que eu achava que não existia, mas agora eu sei que existe, o amor. – puxei Percy para deitar a cabeça em meu colo.
–Ei o que você tá fazendo. – disse assustado.
–Quero que você me obedeça deita aqui logo. – o moreno riu e se deitou e eu comecei a acariciar suas madeixas.
–Nico assim eu vou dormir cacete. – disse num murmúrio preguiçoso.
–Então durma. – ri
–Não posso se não vão roubar meu namorado de mim e eu não quero isso. – fez bico
–Nunca vão me roubar de você sabe por quê? – ri e ele me acompanhou.
– Por que?
–Porque eu te amo seu bobão. – abaixei e depositei um selinho em seus lábios
–Mesmo assim não vou dormir. – ri e ele acompanhou-me. – Nós temos que falar com nossos pais sobre nós dois. – disse me olhando sério.
–Bem... e que sabe... eu não sei como dizer isso.
–Papai vai aceitar, o irmão dele que mora em paris é gay e foi expulso de casa, o único que colheu ele descentemente , acredito que ele não faria isso com a gente, o máximo que a gente tem que fazer e evitar os pegas na frente deles.
–Como assim pegas?- perguntei corando.
–A não nico. – Percy levantou e passou ame encarar. – você não sabe o que são uns pegas? – disse rindo.
–Eu tinha que saber? — sorri amarelo.
–A gente já deu uns pegas Nico.- riu.
–AI MEU DEUS EU DEI UNS PEGAS E NEM SABIA?!
–Pega e meio que a gente se beijar e começar a ficar mais quente. Passa a mão aqui, ali e assim vai. – comecei a sentir minhas bochechas corarem.
–Mas Percy, você já me penetrou. – disse e ele ficou branco, e eu assustado.
–Sim eu sei , mas... vamos mudar de assunto? — agora ele estava corando.
–Seria muito bom.
Andamos mais um pouco pelo parque até que a noite começasse a cair sobre nós. Levantamos do banco e seguimos para o carro de Percy, andamos pelas ruas até nós aproximarmos do carro, Percy deu partida e começamos o trajeto de vinte minutos até nossa casa. As luzas da casa estavam acessas e parece que a nossa casa virou uma república, nossos amigos não saiam de lá. Abri a porta de casa e quem estava no sofá era Jason. Sinceramente esse menino vai virar uma baleia.
–Jason só tem você em casa? – disse olhando pro loiro que estava deitado e passou a me fitar.
–Por enquanto só vocês que chegaram, Tia sally ligou avisando que ia passar no mercado e comprar algumas coisas porque ela queria fazer um prato novo, ou quase isso.
–Tudo bem. – Ri. – agora chega essa bunda gorda pra lá que eu quero sentar.
–Toma cuidado que essa bunda gorda pode sentar em cima de você.
–Credo Jason. – disse e ele riu.
–Parem os dois. – disse Percy nos olhando incrédulo. – Vamos acalmar os ânimos e vamos ver tevê. – Depois de alguns minutos vendo tevê passou uma cena de o pai dando um selinho no filho e eu corei. Percy me olhou e eu corei mais ainda.
– Oque foi nico?
–Um pai não pode beijar um filho não é? Se não isso seria pedofilia.
–Nesse caso não, ali é um selinho fraternal quando eu era pequeno eu fazia isso com meu pai. Posso até fazer isso com Percy porque ele é meu primo e irmão de criação.
–Verdade.
Foi nesse momento que Jason deu um selinho em Percy e eu corei como um tomate.
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